Devemos ser bons e não bobos!


Eu cuido e zelo,
mas também mato e pelo!

Tia Sirley

 

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A Ilha de Coral – R.M. Ballantyne


Resultado de imagem para capa livro a ilha de coralBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha do livro A Ilha de Coral, do autor inglês R.M. Ballantyne, que serviu como inspiração para o grande Júlio Verne, o pai da ficção científica moderna, escrever “Dois Anos de Férias”.

A história toda é narrada em primeira pessoa por Ralph, que nascera em uma noite negra e muito tempestuosa, a bordo de um navio, em pleno Atlântico. Filho e neto de capitães de navios, e também bisneto de um marujo, podia-se afirmar que, desde que nascera, ele possuía água salgada correndo em suas veias, ao invés de sangue.

Logo que entrou na puberdade, seu pai o colocou como aprendiz em um navio costeiro que cruzava toda a costa da Inglaterra, seu país de origem. Seus amigos desta época passaram então a chamá-lo de Rover (Vagamundo), epíteto que ele gostou tanto que passou a adotar como seu sobrenome.

Aos 15 anos, mesmo a contragosto dos pais, Ralph Rover partiu a bordo do navio Seta rumo aos mares distantes da Oceania. E não demorou muito para que ele logo travasse amizade com dois rapazotes que faziam parte da tripulação do Seta: Jack Martin, um rapaz bonito e alto, que estava no auge dos seus 18 anos, e Peterkin Gay, um garoto de apenas 13 anos, que além de muito espirituoso, era também muito vivo e muito querido pelo resto da tripulação.

Depois de passarem pelo Cabo Horn, na América do Sul, o garboso Seta enfrentou uma terrível tempestade que acabou por lançar toda a sua tripulação ao mar, e causando seu naufrágio.

Ralph Rover e os outros tripulantes lutaram bravamente por suas vidas, até a exaustão. O jovem de 15 anos então não resistiu mais e acabou perdendo seus sentidos.

Ao acordar, deu de cara com Jack em pé fitando-o com preocupação e Peterkin, ao seu lado, de joelhos, lavando seu rosto, para tentar estancar o sangramento de sua testa. Eles estavam perdidos em uma das Ilhas de Coral do Pacífico Sul que, além de serem conhecidas por suas belas praias de areias claras e lindas palmeiras, também tinham fama de serem o lar de terríveis aborígenes antropófagos…

Qual será o destino dos três jovens? 

Para saber essa e outras respostas, só lendo muito!

História “deliciosa”, intercalada de muita aventura e mistério que, ao seu final, força cada leitor a fazer uma reflexão sobre a verdadeira amizade e lealdade, e também sobre a maldade do ser humano.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

OS FANTASMAS DA SÃO PAULO ANTIGA – Miguel Milano


Resultado de imagem para fotos do livro os fantasmas da são paulo antigaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha do maravilhoso livro Os Fantasmas da São Paulo Antiga, do autor Miguel Milano.

O livro é divido em duas partes: “Os fantasmas”, onde o autor narra histórias inusitadas e  muitas vezes divertidas, que ele mesmo vivenciou ou apenas ouviu falar quando era criança, e “São Paulo” (retrospecto), onde ele faz um relato bem interessante sobre as alterações que marcaram a cidade de São Paulo, dando ênfase maior para o final do século XIX, até 1949, ano da primeira edição.

Gostei muito destes dois “causos”:

“Mestre” Chico – O sapateiro
“Mestre” Chico era um sapateiro italiano muito conhecido por suas bebedeiras e por sua farolice; o mesmo possuía uma sapataria bem famosa na antiga Ladeira Tabatinguera, a “Sapataria Invidiata” (Sapataria Invejada), onde ele trabalhava arduamente de manhã à noite, de terça a domingo, tirando a segunda para descansar e embriagar-se.

A fanfarrice de “Mestre” Chico chegava ao cúmulo dele afirmar que seu heroísmo superava o próprio Giuseppe Garibaldi, acreditem!

Certo dia, alguns clientes já fartos de suas conversas, indagaram-lhe se ele já havia enfrentado algum fantasma, e ele respondeu com toda a pompa que havia enfrentado vários “fantasmões” quando morava na Itália; ele até chegou ao cúmulo de dizer que havia enfrentado o próprio diabo.

“Mestre” Chico só não fazia ideia que um “diabo” brasileiro iria desmascará-lo da maneira mais humilhante possível!

“Pepino”, o carvoeiro

“Pepino” era um carvoeiro italiano muito querido, que no final do século XIX residia em um dos cortiços antigos de São Paulo, habitado por italianos, que ficava entre a antiga Travessa Palha (hoje Rua Bráulio Gomes) e a Rua do Paredão (atual Xavier de Toledo).

Certa vez, “Pepino” foi tomado por morto pelo médico e seu enterro deveria acontecer no dia seguinte, lá no cemitério da Consolação.

Acontece que o querido carvoeiro era narcoléptico e acordou durante a madrugada, dentro de um caixão e ao lado de outros dois mortos verdadeiros…

O que aconteceu em seguida marcou para sempre a vida dos habitantes do velho cortiço…

O resto, só lendo muito!

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Uma leitura rápida, deliciosa, permeada de histórias inusitadas e fatos históricos de uma São Paulo que, perto do final do século XIX, contava com cerca de 45 mil moradores e pouco mais de 7012 residências, sendo que 14 eram “prédios” de três andares; o calçamento do centro era de paralelepípedos de pedras irregulares e apenas 291 ruas eram iluminadas por 1307 bicos de gás!

Uma belíssima seleção de fotos foi inserida nesta nova edição, retratando com primor muitos  lugares citados no livro entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

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Digno de 5 estrelas.

Espero que  vocês tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de todos!

Alex André