A Metamorfose – Kafka


Resultado de imagem para capa livro a metamorfoseBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Escolhemos mais um clássico universal para resenhar para vocês: A Metamorfose, de Franz Kafka.

Tentem imaginar a seguinte situação: vocês acordam de uma linda noite de sono e, ao mirarem-se no espelho, deparam-se não com o reflexo que estão acostumados a ver de si mesmos, mas sim com a imagem de um ser com ventre marrom, acentuadamente abaulado, com saliências arqueadas e inúmeras perninhas, ou seja, durante a noite vocês transformaram-se em uma autêntica barata!

Que desespero vocês não experimentariam diante de tal acontecimento, não é mesmo?

Pois isto aconteceu de fato com Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que vivia com seus pais e sua irmã em seu pequeno apartamento. Gregor era arrimo de família, ou seja, era ele que praticamente sustentava a casa, justamente por ser um funcionário eficiente e muito produtivo.

Todavia, agora que ele havia metamorfoseado-se em uma asquerosa barata,  sua família, envergonhada por ter que dividir o mesmo teto com semelhante criatura, o privara do contato com o mundo externo, obrigando-o assim a viver em um quarto poeirento e cheio de lixo!

Para piorar ainda mais as coisas, ele passou a depender da “bondade”  da sua irmã para alimentar-se…

Será que Gregor, de algum modo, conseguirá  reverter sua metamorfose e voltar a ser um producente homem, ou estará ele fadado a viver até o final dos seus dias como um desprezível e nauseabundo inseto?

O resto, só lendo muito!

Kafka conseguiu elaborar, de maneira brilhante, uma história convincente e muito tocante, que força-nos ao seguinte raciocínio: “Será que valemos pelo que somos ou apenas por aquilo que produzimos?”

A história é bem curta e pode ser lida em poucas horas.

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

Love – A História de Lisey – Stephen King


Imagem relacionadaO livro narra a história de Lisey, viúva de Scott Landon, um famoso escritor.  Após o falecimento do célebre marido, ela tomou posse de todo o seu espólio, que consistia em vários manuscritos ainda inéditos e do grande vazio que se instalara em seu coração.

Através de um relato profundo, a agora supérstite Lisey, leva-nos ao dia a dia do casal, com desabafos por muitas vezes ter ficado em segundo plano, pelo simples fato de ser a “esposa” de Scott Landon.

Como é a própria Lisey quem narra a história, tomamos conhecimento dos muitos traumas de seu marido, e também de Booy’a Moon, um lugar mágico e lindo, que fez parte da infância de Scott e de seu irmão Paul; neste lugar, eles brincavam com os bools de caça a um tesouro imaginário…

Aliás, o termo bool é citado inúmeras vezes durante a história, algo que chega até incomodar um pouco, diga-se de passagem.

Também somos apresentados ao lado sombrio de Scott, que tem tudo a ver com a maldição da família Landon, e que deixou inúmeras chagas no escritor… chagas estas que jamais cicatrizaram!

E é neste “clima” que Lisey reúne forças para limpar as coisas e seguir em frente, até o momento em que passa a receber ameaças de um estranho, que deseja apossar-se, a todo custo, dos manuscritos de Scott.

Será que ela conseguirá livrar-se deste estranho perigoso e também superar de vez a morte de seu marido?

O resto, só lendo muito!

Esta leitura foi bem fastidiosa e cansativa, principalmente por conter diferentes passagens de tempo; se o leitor não prestar bastante atenção a isso, ficará realmente perdido e confuso com tantas informações e divagações desta história de amor bem insólita.

Merece 2 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

François – O Menino Abandonado – George Sand


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos, desta vez, a resenha de um verdadeiro clássico da literatura francesa: trata-se de François – O Menino Abandonado, da autora  George Sand.

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A história começa com uma apresentação relativamente longa, trazendo um diálogo entre o narrador e seu amigo R. Eles discutiam sobre a verdadeira arte e os seus benefícios e malefícios sobre o ser humano e também sobre a superioridade do homem do campo, frente ao homem da cidade.

No final da apresentação o narrador justifica então ao amigo R.  que François o Champi, a história que ele dali em diante passaria a contar-lhe, era de origem francesa  e que ele tentaria contá-la sem aumentar ou diminuir qualquer ponto; ele também justifica ao amigo o uso  do termo “champi” (criança abandonada nos campos), que estava em desuso e também não era de origem francesa, por achar mais adequado que bastardo.

Em certa manhã, a bela e caridosa Madeleine, esposa ainda muito jovem do moleiro Cadet Blanchet, seguia para a fonte, com o intuito de lavar suas roupas e, ao chegar lá, deparou-se com uma bela criança, sentada em sua tábua de lavar roupas, brincando solitária; a criança em questão encontrava-se muito mal vestida e lhe era totalmente desconhecida.

Ela começa então a conversar com o garotinho e fica sabendo que seu nome é François e que todos o conheciam por François, o champi, já que ele era órfão de pai e mãe e estava sendo criado por Zabelle (Isabelle Vigot), uma mulher de cinquenta anos que recebia uma pequena pensão do governo para cuidar do menino; eles estavam morando numa casinha alugada , que ficava nas dependências do moinho de Cormoeur, que pertencia ao marido de Madeleine.

A partir daquele instante estabelece-se uma relação de intenso amor entre o menino e a bela e bondosa Madeleine, que passa então a ajudar François e Zabelle com o dinheiro que recebia de suas costuras, desafiando seu próprio marido e, principalmente sua sogra desalmada, que simplesmente detestava o pequeno François, pelo simples fato dele ser um “champi”; no entender dela, todos os “champis” tornavam-se mais tarde vagabundos ou bandidos perigosos.

Com o dinheiro escasso e com medo de ser despejada, Zabelle aliou-se com a terrível sogra de Madeleine, que prometeu pagar-lhe seis meses de aluguel adiantado, desde que ela se livrasse de François de uma vez por todas, enviando-o ao orfanato. Contudo, enquanto esperava pela carruagem que levaria o menino ao seu terrível destino, o pobre garoto começou a chorar e gritar e ela desesperou-se e bateu fortemente em sua cabeça com uma pedra grande.

Por sorte, Madeleine passava perto dali naquele mesmo instante e, ouvindo os berros do pequeno François, tratou logo de correr para salvá-lo. Ela pegou todo o dinheiro que possuía e deu para Zabelle, que comprometeu-se a criar aquela pobre criança com todo o amor e carinho que lhe era merecido.

Daquele dia em diante, François passou a ter não apenas uma, mas duas mães para amá-lo e olhar por ele.

Mesmo assim, ele jamais deixaria de ser um champi”!

O resto, só lendo muito!

Uma história realmente emocionante, capaz de sensibilizar o coração mais empedernido; seu final é simplesmente de tirar o fôlego.

Para quem ainda não conhece esta autora magnífica: seu verdadeiro nome era Amandine Aurore Lucile Dupin; ela resolveu adotar o pseudônimo de George Sand para poder escrever com mais liberdade e também ser melhor aceita no meio literário da época.

Não posso deixar de parabenizar a Liliane Mendonça, por seu brilhante trabalho de tradução.

Digno de 5 estrelas

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

OUTROS OLHOS – Ana Claudia Domingues


outros olhos

Boa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de Outros Olhos, livro de estreia da autora Ana Claudia Domingues.

A história começa em Nova Esperança, pequena cidade do interior do Paraná, onde a pequena Luiza, de apenas 10 anos, volta para casa, após sua caminhada de sempre e encontra Amanda, sua querida mãe, assassinada de maneira brutal, para seu completo desespero.

Porém, ela logo descobriu que tudo não passara de um terrível pesadelo,  quando foi acordada gentilmente pela própria Amanda.

Nova Esperança, como toda cidade pequena que se preze, tinha também suas lendas e mistérios. E a casa abandonada que ficava bem na esquina da rua de Luiza era o maior exemplo deste misticismo rural, pois todos os moradores da cidade diziam que ela era mal assombrada.

Luiza e Cris (Cristina), sua melhor amiga, já haviam entrado na casa uma vez, quando ainda tinham apenas 8 anos, e viram algo muito estranho no porão, algo inumano, com olhos negros e sinistros, que rogava ajuda. Ambas fugiram de lá rapidamente, e nunca mais tocaram no assunto.

Conforme Luiza ia crescendo, ela também ia dedicando mais do seu tempo à leitura e, de certa forma, afastando-se de vez de seus amigos, principalmente de Cristina, que reclamava do distanciamento repentino da amiga, que preferia passar seu tempo na biblioteca do que com ela.

Certo dia, o pai de Luiza comunicou-lhe que a velha casa da esquina acabara de ser comprada por Julio Bertolazzo, que era brasileiro, mas vivera 22 anos em Florença, Itália, onde conheceu Giovana, com quem casou-se e teve um filho; entretanto, as coisas não correram tão bem entre o casal e eles acabaram se separando, e ele resolveu retornar ao Brasil,  justamente para Nova Esperança, e resolvera comprar a casa da esquina com o intuito de reformá-la.

Quando Luiza conheceu Julio, ela teve uma má impressão logo de cara, pois os olhos dele eram assustadores, muito parecidos com aqueles que ela havia visto no porão da velha casa.

Henrique, o filho de Julio, veio da Itália para morar com o pai; ele e Luiza se deram bem logo de cara, pois ele era um garoto muito educado e comunicativo, além de ser bem bonito também, o que despertou bastante sua atenção. A vinda dele acabou ajudando a reatar a amizade entre Luiza e Cristina, e os três tornaram-se inseparáveis.

Uma vez ele convidou-as para uma sessão de cinema em sua casa e elas não aceitaram, alegando que a casa onde ele morava era mal assombrada. Ao ouvir isto, o jovem riu das duas e disse que aquilo não passava de bobagem, já que ele nunca vira nada de estranho ali.

O pai de Luiza acabou sendo internado e foi diagnosticado com câncer terminal no pulmão, o que gerou um completo pesar em todos, já que ele era muito querido. Ele acabou sendo liberado para voltar para casa e aproveitar seus últimos dias ao lado da família.

Uma tarde em que ele e a filha estavam sozinhos em casa, ela percebeu aquele olhar negro no próprio pai; ele tentou pedir-lhe socorro e falou para ela resistir àquela força demoníaca que tentava dominá-lo. Quando seu olhar voltou ao normal, ele morreu em seus braços.

Ao abrir os olhos, ela percebeu que tudo fora um pesadelo novamente, só que havia uma grande diferença desta vez: seu pai estava no quarto, morto de verdade!

Após o falecimento de seu pai, as coisas só pioraram, pois seus pesadelos tornaram-se mais frequentes e ainda mais vívidos, e a mãe dela fez uma terrível revelação: ela e Júlio estavam agora namorando, algo que Luiza não via com bons olhos, já que fazia apenas três meses que seu pai falecera, e aquele homem não tinha coragem de encará-la…

Certo dia, Luiza resolve ir até a biblioteca municipal  para fazer uma pesquisa sobre a cidade e acaba por descobrir o terrível segredo envolvendo a casa mal assombrada… segredo este que tinha tudo a ver com Julio e com seu filho Henrique!

O resto, só lendo muito!

No começo, o ritmo da narrativa é  um pouco lento e parado, devido às longas descrições; todavia, da metade para a frente, tudo muda, e o clima de suspense cresce cada vez mais,  até chegar a um final muito bem elaborado e totalmente inesperado.

Não posso deixar de citar algo que realmente incomodou-me durante a leitura: o excesso de erros de digitação encontrados!

Mesmo assim, dou 3 estrelas

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)