Um Padre em 1839 – Júlio Verne


Resultado de imagem para um padre em 1839Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Selecionei para vocês uma resenha especial de um dos autores que eu mais admiro: Júlio Verne. A obra escolhida desta vez foi Um Padre em 1839, primeiro livro que este maravilhoso autor escreveu e jamais chegou a terminar.

A história começa no dia 12 de março de 1839, quando o velho sino rachado da igreja de São Nicolau,  bimbalhava desde cedo, conclamando os fiéis para lotarem a antiga igreja e acompanharem de perto o sermão do padre Bruno,  jovem pregador que havia voltado há pouco da Terra Santa e pretendia contar a todos um pouco de sua aventura por lá.

Entretanto, o que era para ser alegria, transformou-se em verdadeira catástrofe, quando o velho sino desprendeu-se do madeirame e despencou lá de cima, vindo a cair no chão do campanário.  Com o barulho infernal, as pessoas se apavoraram e começaram a correr desordenadamente, pisoteando uns aos outros .

Durante a  confusão, a bela Ana foi salva pelo valente advogado recém-formado Jules Deguay, que lutou bravamente para escapar do pandemônio, conseguindo com sucesso chegar até a rua para pegar uma carruagem e levar a jovem ilesa para casa de seus pais.

Naquele dia, oitenta e oito pessoas perderam a vida e outras tantas se feriram gravemente!

Jules e seu amigo Michel Randeau resolvem investigar o terrível acidente e acabam por descobrir que tudo não passara de um plano maléfico para raptar a bela Ana, arquitetado por Pierre Hervé, um jovem e renegado padre – enfeitiçado pela beleza da jovem-, sua madrasta e bruxa maléfica Abraxa e seu amante e assassino Mordhomme (Morte-de-homem, em francês).

O enredo ganha um tom ainda mais sinistro quando Verne volta dez anos na história, para falar da terrível vida que o excomungado padre Pierre levara ao lado de sua verdadeira família, que era paupérrima, até a época em que o bondoso Sr. Derbouil o levara para estudar no seminário. Ali, desde o primeiro dia ele fora maltratado pelos outros alunos ricos, que faziam dele seu principal alvo…

Acredita-se que Júlio Verne estava usando esta história provavelmente como um autêntico desabafo, pois ele contava com apenas 19 anos e também era um estudante de direito nesta época – não é de se estranhar que o personagem principal seja um jovem estudante de direito, de nome Jules. Além disso, ele e seu irmão Paul sofreram maus-tratos quando frequentaram um colégio interno como seminaristas.

Mesmo nesta obra inacabada já se consegue notar o brilhantismo do autor, que já fazia uso de suas grandiosas metáforas. e também do eterno conflito Ciência X Religião, traço marcante em toda a sua vasta obra.

Não poderia nunca deixar de citar as belíssimas ilustrações de Cecília Iwashita, que complementam com brilhantismo cada capítulo desta obra.

O ponto negativo fica por conta do número excessivo de ponto e vírgulas, o que acaba travando a leitura, em certos momentos.

Ao meu ver, poderiam ter usado um ghost-writer para dar um final digno para a história, como fizeram com Charles Dickens em seu livro A Verdade sobre o Caso D.

Mesmo inacabado, é digno de receber estrelas!

Espero que tenham gostado.

Um beijo grande no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

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CUCO – Julia Crouch


“Seu Primeiro erro foi convidá-la a entrar…”

 

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Boa noite, querida Família Lendo Muito.

Todos nós já fomos ajudados ou prestamos auxílio a algum amigo querido em dificuldades, não é mesmo?

Com Rose Cunningham também não foi diferente. Ao receber uma ligação da Grécia, oriunda de sua amiga Polly Novack, uma cantora de rock em completa decadência, informando que Christos, seu marido falecera em um grave acidente automobilístico, Rose resolveu convidar Polly e seus dois filhos para virem morar com ela na Inglaterra, o que a amiga prontamente aceitou.

O único problema era que Gareth, o marido de Rose, não gostava nenhum pouco de Polly, pois achava que ela fora a única culpada por afastar Christos deles, isolando-o de todos nos Cárpatos.

Gareth e Rose estavam tentando aparar as arestas do casamento, após o nascimento de Flossie, a filha mais nova do casal, produto de uma gravidez inesperada e indesejada por parte do marido de Rose, que chegou até a sugerir  que ela fizesse um aborto.

Com a chegada de Polly e de Nico e Yannis, seus dois filhos, a amizade entre ela e Rose começa a tomar um outro rumo, pois Polly demonstra ter um grande ressentimento e inveja da vida que Rose leva com Gareth que, segundo ela, é bem diferente da vida sem carinho e amor que ela levava com Christos, na Grécia, já que ambos vinham saindo, nos últimos tempos, com vários amantes e só não haviam se separado por causa dos filhos.

Com o passar dos dias, Rose passa a conviver com as explosões de fúria repentinas da amiga; estranhos acontecimentos começam a ocorrer na casa, como a morte do gato da família e também o envenenamento “acidental” de Flossie.

Rose também passa a desconfiar que seu marido estava tendo um caso com Polly, e que sua melhor amiga poderia estar interessada em assumir seu lugar…definitivamente!

Será que Rose tem mesmo razão para preocupar-se? Ou tudo não passa de  simples imaginação de sua mente?

O resto, só lendo muito!

Sabem aquele livro que tinha tudo para ganhar um dez e acaba ficando com nota zero?

Cuco é exatamente este livro, pois a autora tinha todos os ingredientes para criar um thriller psicológico eletrizante, com um final surpreendente, todavia, ela conseguiu estragar seu livro dando um desfecho completamente sem nexo a história, deixando o leitor com mais lacunas do que respostas.

Vários fatos que foram citados no decorrer da narrativa ficaram sem qualquer explicação e muitos personagens não deveriam nem ter existido, pois não acrescentaram nada a história, já que sumiram repentinamente, sem fazer qualquer sentido.

Não vou atribuir nenhuma estrela.

O meu pior erro foi ter terminado de ler este livro horrível!

Perdoem-me pela minha revolta e pelo meu desabafo.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

A Máquina do Tempo – H.G. Wells


Resultado de imagem para capa livro a máquina do tempoBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Para encerrar a semana com chave de ouro, escolhemos uma resenha mais do que especial para vocês. Para isso, selecionamos A Máquina do Tempo, verdadeira obra-prima da ficção-científica, escrita por ninguém mais, ninguém menos que H(erbert). G(eorge). Wells,  o pai da “ficção-científica do impossível”.

Afinal, quem de nós nunca sonhou em viajar pelo tempo, para saber como será o nosso futuro, ou mesmo viajar para um passado longínquo e saber como viviam os dinossauros antes de sua extinção, por exemplo?

O livro narra a história de um cientista, a quem o autor, por uma simples questão de conveniência, atribuiu o nome de “Viajante do Tempo”, que acaba construindo a primeira máquina capaz de viajar no Tempo.

Para provar a todos a funcionalidade de seu invento, o mesmo resolve testar ele próprio a sua máquina, lançando-se em uma aventura ímpar.

Ao girar a manivela da máquina do tempo ele acaba indo parar no ano 802.701 da era cristã, época que ele supõe ser a Idade de Ouro da humanidade, já que o mundo inteiro transformou-se num lindo jardim e uma nova raça vive completamente livre de trabalho, doenças ou guerras; estes “novos” humanos, além de muito belos, são também solidários uns com os outros, já que não precisam preocupar-se com nenhum tipo de competição econômica ou social, dedicando-se exclusivamente ao amor e a diversão, vejam só!

O Viajante do Tempo, ao excursionar por este novo mundo futurista, acaba descobrindo que a raça humana dividiu-se em dois grupos bem distintos: os Elois, que habitavam o mundo superior, e os Morlocks, que viviam no mundo subterrâneo.

Porém, será mesmo que a maldade encontrava-se realmente extinta e estes dois povos conseguiam conviver pacificamente entre si?

Enquanto investigava, o Viajante do Tempo descobre que algo de muito sinistro e maligno acontecia ali, transformando aquele mundo de sonhos em um verdadeiro pesadelo.

Ele deverá lutar arduamente por sua vida se quiser um dia voltar ao seu tempo e provar a todos que tudo o que vira e vivera era mesmo realidade e não apenas um simples sonho!

O resto, só lendo muito!

Digno de 5 estrelas.

Para aqueles que tiverem interesse: existem dois filmes homônimos, um de 1960, com Rod Taylor no papel de Viajante do Tempo, e outro de  2002, com Guy Pearce no papel principal. Eu, pessoalmente, prefiro a película de 1960, pois acho que segue mais à risca a história do livro.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

A Fazenda – Tom Rob Smith


Resultado de imagem para capa livro a fazendaBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Para animar a noite de todos, escolhemos uma resenha bem “caliente”. Trata-se de A Fazenda, do autor inglês Tom Rob Smith.

O livro conta a história de Daniel, que não mantinha mais contato com seus pais desde que eles mudaram-se da Inglaterra para uma fazenda no interior da Suécia, para viverem uma vida mais tranquila e pacata longe da agitação de Londres; ele também queria manter em segredo dos pais o fato de ser homossexual e viver com seu namorado.

Daniel pensava que seus pais encontravam-se muito felizes na fazenda, mas tudo mudou ao receber um telefonema de Chris, seu pai informando-lhe que Tilde, sua mãe, não estava nada bem, pois andava imaginando coisas terríveis e fora internada em um hospital, após sofrer um surto psicótico.

Depois do telefonema, Daniel decide largar tudo e partir para a Suécia, para dar apoio ao pai e visitar sua mãe no hospital, porém, minutos antes de embarcar no avião, ele recebe uma ligação de sua mãe.

Confuso, ele houve a mãe falar-lhe que tudo o que seu pai lhe dissera era mentira, e que ela não precisava de um médico e sim de ajuda policial, e que estava vindo encontrar-se com ele no aeroporto para contar sua versão da história.

A partir daí, Daniel embarca  profundamente nas histórias de Tilde, ambientadas na Suécia; as palavras de Tilde plantam uma dúvida em sua cabeça, fazendo ele questionar-se quanto à veracidade dos fatos.

Daniel acaba tendo que desempenhar um papel de juiz e de júri ao mesmo tempo a medida que a narrativa de sua mãe vai avançando,  já que ela acaba trazendo à tona um terrível segredo do passado, e uma possível conspiração para encobrir um crime que, segundo ela, envolve  seu próprio marido.

O resto, só lendo muito!

Uma história emocionante e eletrizante do início ao fim.

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

A Filha de Satã – Lois Horowitz


“Os demônios podem inquietar o ar, provocar ventos
e fazer o fogo despencar do céu.”

São Tomás de Aquino

Resultado de imagem para a filha de satãÉ com esta frase impactante na capa que Lois Horowitz nos apresenta A Filha de Satã: uma história de suspense tão impactante, a ponto de causar aceleração cardíaca ao leitor mais corajoso!

Paul Freeman e sua esposa Aly (Alyson), haviam se mudado há dois anos de Boston para San Diego, Califórnia. A filha Tracy, de apenas dezessete anos havia ficado muito chateada com a mudança, pois não conseguira ainda travar novas amizades e não aguentava sua avó Moira, sempre dando ordens e pitacos na sua vida.

Aly, aproveitando o tempo livre que lhe sobrava, resolveu dedicar-se a completar a árvore genealógica da família como forma de presentear a filha Tracy, que logo faria dezoito anos.

Em pouco tempo ela concluiu o preenchimento de todos os espaços relativos ao seu lado da árvore.  Todavia, o mesmo não se aplicava ao lado de Paul, pois ele não se lembrava de praticamente nada a respeito de sua infância e Moira mostrava-se muito reticente quando o assunto recaía sobre Steven, pai de Paul que, segundo ela, havia abandonado a família quando Paul ainda era muito criança, o que a forçou a mudar de sobrenome e criar o filho sozinha, mudando-se frequentemente de cidade em cidade.

Não podendo contar com seu marido ou com sua sogra,  Aly começa a investigar sozinha documentos antigos nas bibliotecas de cidades onde Moira e seu marido moraram, a procura de qualquer pista sobre a origem misteriosa da família de Paul.

A partir deste momento, Paul passa a sofrer de um terrível pesadelo recorrente, onde ele era uma das poucas testemunhas que acompanhava o casamento de seus pais e  todos os presentes tinham rostos completamente idênticos!

Enquanto ministrava sua aula na faculdade de Massachusetts, Paul, sem mais nem menos, fez um discurso favorável ao incesto e casamento entre irmãos, e acabou sofrendo uma síncope nervosa ali mesmo, na sala de aula, e acabou sendo levado para o hospital para fazer exames de rotina.

Kim, uma bela morena, procura Paul na sua volta à faculdade, para entregar-lhe a gravação em cassete que ela fizera da última aula; ela revelou-lhe que ficara encantada com cada palavra que ele dissera e estava disposta a ajudá-lo com seu livro sobre Arte Primitiva.

Paul, incentivado pela beleza de jovem, aceitou prontamente o seu auxílio, o que culminou com o envolvimento sexual entre ambos. Só existia um problema: não existia nenhuma aluna da turma de Paul com o nome de Kim!

As coisas ficam ainda mais estranhas quando Paul passa a consultar-se com o Dr. Frederich, um falso médico que se fazia passar por um hipnoterapeuta de grande prestígio de San Diego. Após cada “sessão”, Paul criava uma espécie de dependência do médico, transformando-se numa pessoa distraída e sem vontade própria. O comportamento de sua filha Tracy, também passa a ser afetado, pois ela também passa a ficar desligada e retraída.

Com que intuito um falso médico “enfeitiçaria” Paul? Quem era a bela Kim que seduzira Paul, de tal forma a fazê-lo trair sua esposa? E por que Moira fazia tanta questão de esconder informações sobre o o marido e sobre o resto da família de Paul?

 Aly decide desvendar o mistério que estava afetando  seu casamento; ela só não fazia a ideia de que se depararia com algo  realmente demoníaco e sobrenatural, mais antigo que o próprio homem. E para salvar sua família ela deveria enfrentar e derrotar a própria…

…Filha de Satã!

O resto, só lendo muito!

O ritmo de leitura é lento e bem travado no início; entretanto, da metade em diante, tudo muda e o leitor não vê a hora de chegar à última página para deparar-se com um final eletrizante, capaz de gelar o sangue de qualquer um!!!

Merece 4 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

O Caso Laura – André Vianco


Resultado de imagem para o caso lauraBoa noite, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos uma resenha especial do livro O Caso Laura, do autor André Vianco.

A história começa com o detetive particular Marcel recebendo uma bolada de dinheiro para investigar um caso um tanto quanto estranho.

O cliente em questão era um senhor idoso e muito misterioso, que usava um  símbolo parecido com um 8 em sua cigarreira prateada e não abria mão do anonimato. Ele contratou os serviços de Marcel com o intuito de descobrir com quem Laura – a mulher mais importante de sua vida, segundo ele-, estava se encontrando todos os dias.

Laura trabalhava como restauradora de obras de arte e encontrava-se muito abalada devido ao estado de saúde de seu pai, que sofrera um derrame e encontrava-se em coma há algum tempo e agora vinha apresentando uma piora no seu quadro. Além disso, ela trazia marcas nos pulsos devido a uma tentativa de suicídio no passado, pois ela fora a causadora direta da morte de seu filho pequeno – algo que custou-lhe o casamento e também uma prisão por três anos.

Marcel descobriu que Laura encontrava-se todos os dias em uma pracinha com Miguel, com quem ela podia conversar e dividir sua dor. Aparentemente este homem misterioso só estava interessado em ajudá-la a seguir em frente com sua vida.

Entretanto, com o passar do tempo, Marcel acabou por apaixonar-se perdidamente por Laura, sendo responsável até por salvá-la de uma nova tentativa de suicídio. Seu amor é correspondido e eles acabam envolvendo-se em uma tórrida relação.

Alan é um outro personagem importante, pois ele era um investigador de polícia que jamais se recuperara da morte de sua esposa, assassinada em uma troca de tiros ocorrida em plena rua. Além disso, ele também estava sendo investigado de perto pela belíssima Gabriela, uma agente que fora enviada pela Corregedoria para descobrir se ele era culpado ou inocente de ter cometido quatro homicídios.

Qual é a identidade verdadeira do homem misterioso que contratou Marcel? E quais são as verdadeiras intenções de Miguel, o “amigo-oculto” de Laura?

Para saber essas e outras respostas, só lendo muito!!!

Uma história de suspense e mistério, com uma pitadinha de sobrenatural na medida certa, e que faz com que o leitor reflita profundamente sobre a espiritualidade. Consegui até traçar um paralelo com o filme Cidade dos Anjos.

Este foi meu primeiro contato com o autor e confesso que gostei muito da escrita dele. Assumo o compromisso de ler e postar resenhas de outras obras publicadas por ele.

Digno de 5 estrelas.

Espero que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André 

 

Espere até Helen chegar – Mary Downing Hahn


"Nenhum segredo permanece enterrado para sempre. Literalmente."

Imagem relacionadaBom dia, querida Família Lendo Muito.
Com esta frase impactante damos início à resenha de Espere até Helen Chegar, da autora americana Mary Downing Hahn.

O livro narra a história horripilante dos irmãos Molly e Michael, que foram morar em uma antiga construção que um dia já fora uma igreja, na pacata cidade de Holwell.

Quando eles descobrem que iriam morar num lugar bem distante da cidade deles, não ficam nada felizes, ainda mais porque vão ter que conviver com a irmã “postiça” Heather, filha do atual marido de sua mãe, que não passa de uma garotinha muito mimada e de gênio terrível, e que guarda um segredo horripilante do passado.

Com o passar dos dias, como se já não bastasse o clima quente entre os irmãos e Heather, eles ainda descobrem a existência de um cemitério antigo atrás do seu terreno, que pertencia a velha igreja.

A descoberta deste cemitério antigo faz com que todos da família fiquem muito intrigados, principalmente Molly, a irmã mais velha, pois ela sente que há algo de muito errado e maléfico com aquele lugar! E de uma hora para a outra, a pequena Heather passa a comunicar-se com o “suposto” espírito de Helen, uma menina que falecera há uma centena de anos e fora enterrada ali.

 Molly então se dá conta que está diante de uma ameaça real e aterradora, e terá que enfrentar seus medos sozinha para tentar salvar sua família!

O resto, só lendo muito!

Uma história horripilante capaz de fazer gelar nossa espinha a cada página virada, e que tornou-se um verdadeiro clássico do terror infanto juvenil.

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

 

 

As Possuídas – Ira Levin


“Na época atual, o combate assume uma forma diferente;
a mulher almeja escapar de uma prisão,
ao invés de nela querer colocar o homem;
não mais procura arrastá-lo para os domínios da inércia,
mas emergir ela própria para a luz da transcendência.
A atitude dos homens cria agora um novo conflito:
é de um modo deselegante que o homem a libera.”

Simone de Beauvoir - "O Segundo Sexo"

Resultado de imagem para capa livro as possuidas de ira levinÉ com este belo pensamento que o brilhante Ira Levin,  nos dá às boas-vindas ao seu livro “As Possuídas”, e também nos brinda com uma história empolgante e cheia de mistérios, do início ao fim – marca registrada deste autor de verdadeiras obras-primas de terror e suspense como: “Meninos do Brasil” e “O Bebê de Rosemary”.

O livro conta-nos a história de Joanna Eberhart, uma fotógrafa profissional que, ao lado de seu marido Walter e de seus filhos Pete e Kim, resolve mudar-se para a cidadezinha pacata de Stepford.

Tudo corria bem até Joanna perceber que as mulheres da cidade pareciam “perfeitas demais” para serem mulheres normais, pois elas lavavam a louça, passavam as roupas de seus maridos e filhos, cuidavam de suas casas, viviam impecavelmente vestidas e estampavam sorrisos genuínos em suas faces rosadas.

A apatia havia tomado conta do lugar, onde os maridos reuniam-se na “Associação Masculina” quase todas as noites, enquanto suas esposas cuidavam “alegremente” do lar.

Mas Joanna, inconformada com aquela situação, trava amizade com Bobbie, uma das moradoras que também não entendia aquela submissão feminina. Juntas, decidem investigar a causa da “febre” de esposas perfeitas, todavia, elas não faziam a mínima ideia que estavam pisando em um terreno para lá de perigoso…

O resto, só lendo muito!

O ritmo de leitura é um pouco lento e travado no início, entretanto, da metade para o final tudo muda e o leitor não vê a hora de chegar ao final, para descobrir o grande mistério envolvendo as mulheres perfeitas de Stepford.

Fez por merecer 5 estrelas.

Para quem estiver interessado: este livro deu origem  a dois filmes, que receberam o título no Brasil de Mulheres Perfeitas. O Primeiro, de 1975, contou com Katharine Ross no papel de Joanna Eberhart; o segundo, de 2004, teve Nicole Kidman, no papel principal. Ambos obtiveram muito sucesso.

Abaixo estão os trailers de ambos os filmes.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

Na Escuridão da Mente – Paul Tremblay


Livro Vencedor do Bram Stocker Award

“Me assustou para valer, e eu não sou nada fácil de assustar.”
 Stephen King

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Querida Família Lendo Muito, trago-vos uma resenha de um livro que conseguiu tirar o sono até do mestre do horror Stephen King. Trata-se de Na Escuridão da Mente, de Paul Tremblay.

Tudo começa quando a escritora de best-sellers Rachel Neville faz contato com Merry (Meredith Barret), de 23 anos, que aceita ser entrevistada por ela na antiga casa dos Barrets, em Massachusetts, a mesma casa que serviu de palco para um infortúnio familiar que alterou o rumo de toda a sua vida.

Nesta época, Merry contava com apenas 8 anos e vivia com John e Sarah, seus pais, e com Marjorie, sua irmã de 14 anos, que gostava muito dela e vivia inventando histórias para diverti-la.

Nesta mesma época, Marjorie começou a ter um comportamento agressivo, apresentando vários arranhões por todo o corpo, ouvindo vozes estranhas e falando frases desconexas, o que culminou com um quadro grave de esquizofrenia, abalando demais a relação entre seus pais, já que o tratamento de Marjorie era muito dispendioso e John Barret encontrava-se desempregado e sem perspectivas de arrumar um novo emprego tão cedo.

Certo dia, quando John levava Marjorie para sua visita ao psiquiatra, a garota começou a ter uma crise no carro e ele, ao invés de levá-la ao médico,  decidiu levá-la à igreja, para ouvir a opinião do padre Wanderly, que acreditava que a doença mental de sua filha era um caso de possessão.

Pensando em conseguir um bom dinheiro para ajudar a família, John aceita vender a história deles para o Discovery Channel, transformando o caso de Marjorie num verdadeiro “Big-Brother”, com dúzias de câmeras e microfones espalhados por todos os cantos da propriedade.

Merry tinha certeza que a irmã estava fingindo tudo, já que a mesma confidenciara a ela que estava fazendo tudo aquilo para não  desapontar o pai.

O exorcismo de Marjorie foi autorizado pela igreja e estava sendo acompanhado ao vivo por milhões de pessoas grudadas em seus televisores.

Durante o exorcismo, tudo corria bem, com Marjorie apenas rindo e brincando todo o tempo com o padre Wonderly e o seu ajudante, o padre Gavin. Em dado momento as gavetas da escrivaninha do quarto de Marjorie passaram a abrir e fechar sozinhas; e ela gritava desesperadamente sem saber o que estava acontecendo, deixando todos realmente assustados.

Se Marjorie estava apenas mesmo fingindo, como aquilo seria possível? Seria algum truque da própria produtora para despertar medo e chamar a atenção dos telespectadores, ou uma entidade diabólica estava realmente dominando o seu corpo?

O resto, só lendo muito!

Com um final que força muito as células cinzentas dos leitores, pode-se dizer que este livro não chega a ser empolgante, mas também não decepciona; creio que o autor tinha um enredo literalmente fantástico em mãos, só não soube trabalhá-lo tão bem como deveria e eu credito isso à sua inexperiência, já que este é seu primeiro livro publicado.

Merece 3 estrelas

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

Terror na Oktoberfest – Frank De Felitta


Resultado de imagem para terror na oktoberfestBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

No dia do autor, resolvemos homenagear um grande autor . Para isso, escolhemos  Terror na Oktoberfest, de Frank De Felitta – autor de verdadeiras obras-primas como: O Demônio de Gólgota, A Entidade e As Duas Vidas de Audrey Rose, todos já resenhados aqui no blog.

A história começa em plena Alemanha, durante os 16 dias do carnaval da cerveja, chamado Oktoberfest, onde brincadeiras e muita alegria agitam a cidade de Munique. Neste clima festivo, três crimes horroríficos ocorrem na cidade, abalando a polícia e a população local.

A polícia não tinha muitas pistas sobre os crimes, sabia-se apenas que todas as vítimas foram massacradas com requintes de crueldade e atacadas com o mesmo instrumento cortante: uma machadinha de açougueiro. Além disso, as três vítimas possuíam grande semelhança com personalidades nazistas da época do holocausto: Goering, Tauber e Himmler!

Com o passar dos dias, o inspetor Bauer passa a investigar melhor os misteriosos crimes, contudo, algo não deixava de intrigá-lo: seria o terrível assassino sanguinário um fanático judeu, caçador de nazistas? Ou era um serial killer desprezível, que usava uma machadinha de açougueiro para abrir suas vítimas?

Além de encontrar o assassino, Bauer tem que lidar com seus próprios fantasmas interiores, que o remetiam ao tempo em que fora um soldado nazista e diariamente acompanhava a chegada e a morte de vários judeus trazidos em trens.

Madeline Kress, uma bela moça israelense, de origem alemã, procurava ajudá-lo através de sua excelente memória fotográfica dos tempos em que fora uma prisioneira em um campo de concentração nazista.

Este casal inusitado conseguirá mesmo desvendar a identidade do assassino da machadinha, evitando que mais alguém seja vitimado durante a Oktoberfest?

O resto, só lendo muito.

Este foi o primeiro trabalho de Frank De Felitta e está mais para um suspense do que propriamente terror. A escrita é magnífica, hipnótica, levando o leitor a não abandonar o livro até o seu final, surpreendente.

Digno de receber 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula