Vingança Diabólica – Stephen Gilbert


Resultado de imagem para capa livro vingança diabolicaBoa noite, querida Família Lendo Muito.

Para encerrar a linda noite de todos, eu tenho o verdadeiro prazer de resenhar para vocês uma das histórias mais sensíveis e dramáticas que eu já li sobre animais. Estou falando do livro Vingança Diabólica, do autor Stephen Gilbert.

Durante uma festa na casa do procurador Ralph Preston, um manuscrito é entregue a um amigo do mesmo. Após uma leitura rápida, o amigo do procurador procurou a pessoa para devolver-lhe o manuscrito, sem qualquer sucesso. Daquele dia em diante, esta pessoa jamais fora encontrada novamente, o que era mesmo um mistério.

Mistério maior reservava aquele manuscrito que fora escrito em forma de diário. Naquelas linhas escritas com letra pequena e legível, encontrava-se a história de um rapaz de nome desconhecido, que era órfão de pai, extremamente tímido e dominado por uma mãe idosa e muito doente, que achava que ele não passava de um espécie de “aborto da natureza”.

Certo dia, a mãe reclamou com ele sobre o jardim que estava abandonado e infestado por ratos. O rapaz teve então a ideia sádica e absurda de alagar todo o jardim para matar os ratos afogados. Contudo, na última hora ao ver o olhar de desespero da ratazana com seus filhotes, ele acabou se sensibilizando e salvando a todos. A partir daquele dia, ele iniciou uma grande amizade com os roedores.

Mô, a ratazana que fora salva, entregou para ele um dos seus filhotes, por  quem ele afeiçoou-se tanto, como se fosse um filho, passando a chamá-lo de Sócrates. Ele começou a ensinar-lhe pequenos truques, notando que Sócrates era bem mais esperto e sensível que os outros ratos. Posteriormente passou a treiná-lo para comandar um grupo de ratos para tarefas mais complexas.

Com a morte de sua mãe, ele resolveu levar os ratos para dentro da própria casa, instalando Sócrates em seu próprio travesseiro e os outros em sua velha adega. Contudo, o grupo não parava de reproduzir-se e crescer cada vez mais, sem que ele pudesse manter a alimentação de todos aqueles roedores.

Ele tentou então, negociar um aumento na firma onde trabalhava, sem sucesso. O Sr Jones, que já fora empregado de seu pai no passado e agora era o dono da firma, negou-lhe o tão esperado aumento, despertando no rapaz um espírito de vingança.

Em uma noite, ele colocou Sócrates e mais oito ratos em uma mala e levou-os até a garagem do Sr. Jones, ordenando que eles comessem os pneus do carro do seu chefe. Os ratos rapidamente comeram os pneus, voltando para a mala ao seu comando.

Após este primeiro êxito, ele achou que poderia treinar Sócrates e os outros ratos para que eles invadissem as casas vizinhas, assustando seus moradores para que ele as saqueasse.

Depois de alguns ataques, os jornais começaram a noticiar que uma infestação de ratos estava ocorrendo em todos os cantos da cidade, sob o comando de um monstruoso “Homem-rato”!

É então que um outro irmão de Sócrates aparece para dividir com ele a liderança dos outros ratos. um rato muito mais vivo e independente que Sócrates. No início, ele recebeu o nome de Salomão, devido à sua enorme inteligência, posteriormente mudado para Ben.

Seria este Ben um rato tão confiável como Sócrates, ou algo mais se escondia nos olhinhos furtivos daquele rato enorme?

O resto, só lendo muito!

Uma história de tirar o fôlego do início ao fim e uma crítica velada à nossa sociedade.

Digno de 5 estrelas.

Para aqueles que tiverem interesse: este livro deu origem a dois filmes muito bons na década de 70.

São eles:

Calafrio (Willard), de 1971

Ben, o rato assassino, de 1972)

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

O HOMEM INVISÍVEL – H.G. WELLS


O Homem InvisívelBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Nada melhor do que começarmos a semana trazendo para vocês a resenha de mais uma obra-prima de um dos grandes mestres da ficção-científica: O Homem Invisível, de H.G. Wells. Diferentemente de Júlio Verne, Herbert George Wells é considerado o pai da “ficção-científica utópica” ou “do impossível”, já que em muitos de seus livros deparamo-nos com citações de inventos ou mesmo experiências que não temos certeza se um dia serão realmente possíveis (vide A Máquina do Tempo ou A Ilha do Dr. Moureau).

Toda a ação de O Homem Invisível, acontece durante o inverno, no pequeno vilarejo inglês de Iping, onde um homem muito, mas muito estranho resolveu hospedar-se em um albergue. Este estranho homem estava todo disfarçado com um nariz falso, roupas pesadas, luvas, um chapéu e um lenço cobrindo todo o seu rosto. Ele apresentou-se como um investigador experimental, trazendo consigo inúmeras garrafas, livros e um humor capaz de afastar até a mais destemida das criaturas!

Seu nome era Griffin e por baixo de todo aquele disfarce ele guardava um terrível segredo de todos: seu coração era duro e tão frio como gelo e ele era completamente invisível!

Com o passar dos dias, Griffin não conseguindo manter segredo de suas experiências diabólicas, resolve então fugir de Iping, mediante uma sangrenta caçada, pois os moradores e a polícia estavam aterrorizados com a descoberta do temível homem invisível.

Acuado e cansado de fugir de todos, ele busca refúgio na casa do Dr. Kemps, que havia sido seu colega nos tempos da universidade. Para seu antigo amigo, Griffin conta toda a sua história, desde o momento em que resolvera largar o curso de medicina para dedicar-se exclusivamente à química experimental, até o momento em que,  após várias e várias experiências, ele então descobriu a fórmula da invisibilidade e, com ela, pretendia dominar o mundo.

Durante a narrativa de Griffin,  o Dr. Kemps experimenta um verdadeiro pavor, pois aquele colérico e transtornado ser que estava diante dele não tinha mais qualquer traço de humanidade. O médico revolve então dar parte de Griffin à polícia, desencadeando uma perseguição sanguinária ao homem invisível, que só pensa em vingar-se de tudo e de todos.

Será possível alguém detê-lo?

O resto, só lendo muito!

Quem nunca quis por um minuto ser invisível? Acho que todos nós, por motivos diversos, não é mesmo? A história de H.G. Wells nos faz repensar e muito este desejo, pois o que poderia ter sido uma benção para o cientista Griffin, tornou-se uma terrível maldição, transformando-o em um ser narcisista e perigoso.

Digno de receber 5 estrelas.

Existe um filme homônimo, de 1933, com Claude Rains no papel de homem invisível. O filme seguiu à risca a história do livro e vale muito a pena ser visto.
Abaixo encontra-se o trailer para quem tiver interesse:

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo “invisível” no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS – Keith Donohue


Boa tarde, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos hoje a resenha de um livro que muitos de vocês já devem ter lido ou ao menos ouvido falar, pois transformou-se em uma espécie de leitura obrigatória no ano de 2016. Trata-se de O Menino que Desenhava Monstros, do famoso novelista americano Keith Donohue.

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Jake Peter foi diagnosticado com síndrome de Asperger, um tipo mais leve de altismo, e com agorafobia (pavor de sair de casa)  após ele e Nick, seu único amigo, terem quase se afogado na praia quando ambos tinham 7 anos. Após serem salvos, J.P., como ele era conhecido, nunca mais foi o mesmo, tornando-se a a partir daquele dia, uma criança retraída e isolada de todos, forçando seus pais a tirá-lo da escola.

A mãe e o pai de Jake Peter tinham visões muito diferentes a respeito do tratamento do filho de dez anos: enquanto Holly, sua mãe, acreditava que eles deveriam procurar outro tipo de ajuda para o menino, já que ela não percebia qualquer sinal de progresso; ela inclusive acreditava que o comportamento do garoto vinha piorando, pois ele chegou até agredi-la violentamente quando ela fora acordá-lo em certa manhã; já Tim, seu pai, acreditava que J.P. vinha progredindo aos poucos, já que agora ele vinha comunicando-se através de seus desenhos.

Mas J.P. não criava desenhos comuns, mas sim figuras assustadoras. Ele afirmava que aquilo que ele vinha retratando em seus desenhos eram os monstros que habitavam o seu quarto…

Num dado momento, fatos muito estranhos tiveram início: quando Tim levava Nick de volta para a casa, ele e o garoto avistaram uma figura branca, nua, que lembrava um homem com feição grotesca, correndo pela neve; já Holly, passou a ouvir sons incomuns e assustadores na própria casa.

Buscando refúgio espiritual, Holly passou a frequentar a igreja católica da região. Lá, ela conheceu o padre Bolden e a srta. Tiramaku, sua estranha governanta que certo dia contou-lhe a respeito do Porthleven, um antigo navio que naufragara perto dali, há muito tempo. As pessoas diziam que o navio afundara por total imperícia de seu capitão, e muitos corpos jamais haviam sido encontrados.

A partir de então, teve início a lenda dos yureis, que nada mais eram do que espíritos condenados a assombrar os vivos até que fosse reparado o mal que lhes fora causado. Estes espíritos buscavam apenas a liberdade para seus tormentos.

Será que os yureis eram a resposta para os sons estranhos da sua casa e daquela grotesca figura que seu marido havia avistado na neve? Ou a chave para este enigma era algo bem pior… originário da mente perturbada de Jake Peter?

O resto, só lendo muito!

Respeito muito cada um de vocês e sei que muitos de vocês amaram a história. Contudo, tenho certeza absoluta, que este foi um dos piores livros que li em minha vida, senão o pior.  Pensei muitas vezes em abandonar a leitura (isto é algo que eu jamais faço) pois o ritmo da história é extremamente parado, modorrento, apesar do ótimo enredo que o autor tinha em mãos: um thriller psicológico, repleto de muito mistério e com uma pitada de sobrenatural. Entretanto, na minha humilde opinião, parece que o nosso querido Keith Donohue resolveu zombar de nós leitores ao criar um final tão estapafúrdio e inverossímil.

Vou atribuir ainda uma estrela apenas por causa da belíssima edição da DarkSide Books.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

Tribulações de um Chinês na China – Júlio Verne


Resultado de imagem para capa tribulações de um chines na chinaQuerida Família Lendo Muito, é com grande prazer que trazemos a vocês mais uma resenha do grande Júlio Verne que, além de ter sido um dos pais da ficção-científica, foi também um grande visionário, já que muitas das invenções que vemos hoje já eram descritas por ele há tempos em seus livros, como o engenhoso submarino Nautilus, do livro Vinte Mil Léguas Submarinas, e o carro-anfíbio voador, de O Senhor do Mundo.

Mas Tribulações de um Chinês na China vai totalmente na contramão de suas outras obras, visto que não há qualquer descrição de engenhosos inventos.

Tudo começa com um banquete onde encontram-se sentados à mesa, no salão de uma das casas flutuantes do Rio das Pérolas, na cidade de Cantão, o sábio filósofo Wang, o rico Kin-Fo, e seus quatro amigos de infância: Pao-Shen, Yin-Pang, Tim e Houal. Kin-Fo, já cansado de uma vida fastigiosa e sem graça de riquezas, resolveu promover aquele banquete como uma espécie de despedida de solteiro, já que em breve ele iria casar-se com a jovem e bela viúva Lé-Ou.

Porém, ao voltar para sua residência em Xangai, juntamente com o filósofo e fiel amigo Wang, Kin-Fo recebeu uma carta vinda da América do Norte, mais precisamente do Banco Central da Califórnia, aonde seu correspondente de São Francisco informava-lhe que ele estava simplesmente falido…

De posse dessa informação, Kin-Fo tomou a decisão de dirigir-se à companhia de seguros de vida A Centenária – casa de muito prestígio na China, dirigida pelo ilustríssimo Sr. Guilherme J. Bidulph -, com o intuito de segurar sua vida pela vultosa importância de duzentos mil dólares, que seria dividida entre dois beneficiários: cinquenta mil dólares para seu amigo Wang e os outros cento e cinquenta mil dólares restantes iriam para sua noiva, a Sra. Lé-Ou.

Diante da sua iminente  falência, Kin-Fo tinha o plano de cometer suicídio, portanto, ele começara a preparar o enredo e trâmites de sua morte, estipulando como data limite de seu falecimento o dia 25 de junho, mesmo dia em que completaria 31 anos.

Como não tinha coragem para consumar o fato, ele resolveu incumbir Wang da cruel tarefa, com a condição do amigo matá-lo sem que ele soubesse como, onde e quando, somente respeitando o prazo estipulado.  Para que tudo ficasse ainda mais completo, Kin-fo resolveu redigir também uma carta suicida, onde afirmava que havia dado cabo da sua vida por causa do tédio e do cansaço, isentando Wang de quaisquer implicações futuras.

Tomando ciência de todo o plano de Kin-Fo, Guilherme J. Bidulph, proprietário da seguradora de vida A Centenária, incumbe seus agentes Craig e Fry para cuidar e vigiar o “suicida em potencial” para que nada lhe acontecesse até a data da expiração do contrato do seguro.

Para piorar a sua situação, Kin-Fo fica sabendo que seu amigo Wang desapareceu, sem deixar qualquer vestígio. Ele também recebe a notícia que na realidade não estava e nunca esteve falido; tudo havia sido um grande equívoco do Banco Central da Califórnia.

Kin-Fo, Craig e Fry, mais seu leal serviçal Soun, partem desesperadamente em busca de Wang para avisá-lo da mudança de planos, já que Kin-Fo não desejava mais ser morto. Todavia, será mesmo que eles conseguirão encontrá-lo antes que ele mate Kin-Fo?

O resto, só lendo muito.

Uma história emocionante, acompanhada de um suspense eletrizante, de tirar mesmo o fôlego, digno do grande Júlio Verne.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado de verdade.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André & Ana Paula

 

 

 

 

O DEVORADOR – Lorenza Ghinelli


Resultado de imagem para livro o devorador“Não encare. Não o procure. Se você acreditar, ele te verá.”

 

É com esta frase sorumbática que iniciarei a minha resenha do livro O Devorador, da autora Lorenza Ghinelli, querida Família Lendo Muito.

A história toda é narrada em dois períodos bem distintos: 1986 e 2006.

1986 – Denny, de apenas 7 anos,  era vítima de bullying pelos colegas da escola. A culpa de tudo era por ele ser filho de uma mãe viciada em comprimidos, que nunca saía da cama, e por causa de seu pai, um bêbado e espancador, que todos diziam também ser louco.

Cansado de ser maltratado pelo pai e pelos outros alunos, Denny, sem conseguir compreender como (eu confesso que também fiquei sem entender), traz à vida, um ser que seu pai havia pintado em uma das telas, durante um de seus ataques de fúria. Este ser era O Homem dos Sonhos, um velho maldoso, vestido em andrajos, que nunca desgrudava de sua bengala.

O Homem dos Sonhos se intitulou então “irmão” de Denny e disse que faria de tudo para vingar-se daqueles que maltrataram seu “irmãozinho”…

2006 – Os amigos Filipo, Francesco,  e Lucca, são meninos desbocados e marotos, que acabam um dia por maltratar Pietro, um garoto especial, portador da síndrome de Arperger, um raro tipo de altismo. Pietro é dono de um Q.I. elevado e usa seus desenhos para comunicar-se com as pessoas.

Um a um, todos os garotos que maltrataram o pobre Pietro começam a morrer misteriosamente, inclusive Dario, o irmão de Pietro que não o defendera. O caso é tratado pela imprensa como “Arquivo X da cidade de Rimini”, pois apenas as roupas e os sapatos dos meninos foram encontrados: parecia até que os corpos haviam se desintegrado totalmente…

Pietro sabia bem quem era o culpado por aquelas mortes misteriosas: aquele velho assustador que invadia sempre seus sonhos, transformando-os em horríveis pesadelos. Em um de seus desenhos ele até retratou aquele velho horrível, ao lado dos quatro garotos mortos.

Assim que Alice, sua terapeuta, viu aquele desenho, um terror de gelar a espinha toma conta de todo o seu corpo, fazendo-a lembrar-se de quando tinha apenas 8 anos e era amiga de Lucrezia Contini, uma das crianças que maltratava Denny na época. Ela viu a amiga “dissolver-se” na sua frente e só conseguiu se salvar porque Denny ordenara para O Homem dos Sonhos poupar sua vida, já que ela era uma das únicas crianças que  jamais mexera com ele.

Agora, ela sabia que para evitar mais mortes e deter aquele ser sinistro e diabólico ela só tinha uma saída: encontrar Denny, custe o que custar. Ela e Stefano, seu namorado, vão à polícia, em busca de informações, mas ninguém sabe do paradeiro do perturbado garoto, ou de seu “irmão”.

Será que Denny ainda está vivo? Será que ele também não foi uma vítima do Homem dos Sonhos?

Para responder esta e outras perguntas, só lendo muito!

A leitura flui fácil, pois os capítulos são bem curtos (entre 3 e 4 páginas, no máximo), o que acelera e muito o ritmo da leitura. Por ser um livro super badalado, eu confesso a vocês que esperava um pouco mais, pois a autora tinha um ótimo enredo nas mãos, todavia, deixou a história degenerar da metade para o final. De uma boa história de terror, acabou por transformar-se em um suspense mediano.

O livro não chega a decepcionar de todo, mas também não posso dizer que empolgue muito.  Parece-me que a própria autora não tratou a história com o devido respeito que ela merecia.

Atribuo 3/5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Um Passe de Mágica – William Goldman


Resultado de imagem para um passe de mágica william goldmanQuerida Família Lendo Muito, escolhemos uma  resenha muito especial para aquecer a noite de todos vocês. Trata-se de Um Passe de Mágica, um thriller psicológico de gelar o sangue, de autoria de William Goldman, o mesmo que escreveu o grande sucesso Maratona da Morte.

Charles Withers, mais conhecido por Corky, era um garoto muito desajeitado, tímido e magriço, que nutria uma paixão platônica pela bela Peggy Ann Snow, a garota mais bonita da escola. Além do amor não correspondido, Corky também tinha uma grande atração por mágica; ele até ambicionava ser um mágico famoso e rico.

Aos 19 anos, Corky saiu de casa e partiu em busca do seu sonho; nesta época, ele conheceu Merlin Jr., um mágico que já tivera seus dias de glória, mas agora estava em decadência. De tanto Corky insistir, Merlin Jr. aceita-o como seu assistente. Aos poucos, o velho ilusionista ensina-lhe seus truques mais secretos, e Corky vai então aprimorando sua técnica.

Quando Merlin Jr. faleceu, Corky tinha já 26 anos; ele então resolveu lançar-se ao show business, fazendo suas primeiras apresentações em uma boate. Através de seus show nessa boate, ele travou contato com Ben Greene, o Carteiro. Este era um homem muito rico e um empresário visionário que, em pouco tempo, transformou o então desconhecido Corky, em um mega mágico.

Corky resolve então inovar ainda mais, passando a usar Fats em seus shows – um boneco de ventríloquo de madeira muito adorável e simpático. É nessa época também que ele reencontra Peggy Ann Snow, seu amor juvenil. Agora, além de alcançar a fama e o reconhecimento tão sonhados, ele estava ao lado da mulher que ele desejara por toda a vida.

Ele só não fazia ideia que, a partir daquele momento, ele passaria a participar de um macabro jogo de vida e morte.

Afinal, Corky Withers detém o controle de  Fats ou é Fats quem detém o controle de Corky Withers?

Para saber esta e outras respostas, só lendo muito!

Um livro excelente, com uma trama eletrizante e cuja tensão só vai aumentando a cada página virada. O final é simplesmente assombroso e totalmente inesperado.

É digno de 5 estrelas.

Para não deixar de citar: houve um filme homônimo, de 1978, com Anthony Hopkins, Ann-Margreth e Burgess Meredith no elenco. Vale a pena conferir.

Esperamos que tenham gostado .

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

 

PRÊMIO FNAC – NOVOS TALENTOS DA LITERATURA


Resultado de imagem para premio fnac de literaturaEm 2014, ao celebrar 60 anos de sua  existência, dentre os quais, 15 já aqui no nosso país, o programa JOVENS TALENTOS da Fnac, após ter revelado novos nomes na música, quadrinhos e fotografia, pela primeira vez na sua história,  resolveu dar destaque à nossa literatura.

Em parceria com a editora Novo Século, a Fnac produziu este belíssimo livro que traz os contos dos 10 finalistas que, muito em breve, estarão trilhando carreiras de muito sucesso, com toda a certeza.

São eles:

Adriana MonteiroNoite Adentro
Bruno SilvanoO Veneno do Tédio
Fernanda CastroDez de maio
Flávio PosseteDo que o inferno é feito
Gustavo Zicatti RaimundoAo som do Blues
Kell BonassoliA vida secreta de Ana: a fome
Lia Matos ViegaUm dia convencional…
Nataly CallaiA autoridade da vida
Patricia CytrynoviczComo fazer a barda da melhor forma
Raul OtuziO inventor de profissões

Os gêneros escolhidos pelos autores foram os mais diversos possíveis: terror, suspense, drama e até humor; todos escritos com uma técnica apurada e bastante brilhantismo.

Normalmente, costumo dar destaque apenas para os dois contos que mais me encantaram. Desta vez, porém, resolvi fazer algo diferente: escolhi três contos para fazer uma breve resenha.

 O primeiro é Do que o inferno é feito, de Flávio Possete.

Os três “amigos de copo” Luiz, Adamastor e Minoro, foram festejar o aniversário da morte do amigo Henrico, bebendo cachaça no cemitério. Quando já estavam muito “altos”, o Adamastor resolveu propor aos outros um pacto: quem morresse primeiro voltaria para contar aos outros dois do que o inferno era feito.

Dois dias depois, o próprio Adamastor morreu e, durante o enterro, Luiz e Minoro, bêbados como sempre, ficavam se perguntando se alguma coisa aconteceria mais tarde.

Será que o Adamastor voltaria para falar com eles?

E se…

O segundo conto que eu escolhi foi: Um dia convencional, da Lia Matos Viega.

Fernando, um executivo de sucesso e Pedro, um vendedor de rua, que mal falava o português acabam se conhecendo de uma maneira mais do que estranha: ao desviar de uma moto, Pedro acabou sendo atropelado acidentalmente por Fernando.

Fernando leva Pedro para o hospital mais próximo; chegando lá, ambos descobrem que outra pessoa já havia sido morta naquele dia, tentando desviar de uma moto.

Que ligação o atropelamento de Pedro teria com aquele outro?

O terceiro conto é  Como Fazer a Barba, de autoria de Patricia Cytrynovicz

O advogado Dr. Otávio – ele fazia questão de ser chamado assim = tinha o costume de fazer a barba na mesma barbearia, todas as manhãs. Aquele ritual diário de toalha quente e lâmina afiada no rosto era algo indescritível, chegando a ser mesmo orgástico.

Lá do alto do seu escritório, no Fórum de São Paulo, ele ficava olhando lá para baixo, admirando as prostitutas que faziam ponto ali na Sé; ele até sabia quem eram seus clientes e quanto tempo durava em média seus programas.

Certo dia, ele resolveu sair com uma delas. A escolhida foi uma loira falsa que tinha um pouco mais de “sustância” que as outras. Ao chegar ao abatedouro da prostituta, ele resolve fazer um programa mais do que bizarro…

O resto, só lendo muito.

Os três contos escolhidos são dignos de receberem 5 estrelas.

Tomara que outras iniciativas como esta da Fnac venham a surgir, e que novos talentos da nossa literatura brotem aos montes, pois nossa literatura sempre foi uma das mais ricas e lidas do mundo, contudo, nós mesmos não valorizamos nossos escritores.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

 

 

 

 

O Casal que Mora ao Lado – Shari Lapena


Resultado de imagem para o casal que mora ao lado“As pessoas são capazes
de qualquer coisa.”

Esta frase dá início a toda a trama envolvendo a história do casal Marco e Anne Conti; a vida de ambos viraria do avesso após ele comparecerem a um jantar na casa de seus vizinhos Cynthia e Graham.

O jantar era em comemoração ao aniversário de Graham, e Marco achou que faria bem a esposa sair um pouco de casa para divertir-se, pois a mesma enfrentava já há 6 meses, uma terrível depressão pós-parto, que teve início após o nascimento da linda Cora.

Contudo, na última hora, a babá telefona avisando que não poderá tomar conta da bebê naquela noite, ocasionando um terrível transtorno para o casal, pois Cynthia, a anfitriã da festa, havia deixado bem claro a todos que aquela seria uma noite só para adultos, sem choro de crianças por perto.

Anne reluta então em deixar a filha sozinha em casa para ir à festa, porém, Marco tem uma ideia para contornar o problema: como as casas eram bem próximas, eles deixariam Cora com a babá eletrônica e, de meia em meia hora, cada um viria dar uma espiada na criança, pois o vídeo do aparelho não estava funcionando.

Tudo transcorreu normalmente durante a festa, até o momento em que Anne percebe que Cynthia e Marco, já um pouco alterados pela bebida, começaram a flertar um com o outro; neste momento, Anne arrependeu-se por ter deixado sua filhinha sozinha.

Horas mais tarde, o casal volta para a casa e percebem que a porta da casa estava aberta. Correndo para o quarto de Cora, um terror toma conta de ambos: o berço estava vazio e não havia nenhum sinal de Cora!

Desespero e culpa tomam conta de Anne e Marco, pois ele deixaram um bebê  sozinho;  a opinião pública não deixa o casal em paz  e seus próprios vizinhos passam a evitá-los.

O detetive Rasbach, foi designado para investigar o  caso. Aos poucos, ele foi montando peça por peça do quebra-cabeças envolvendo o crime, chegando a conclusão que aquele não fora um simples e aleatório rapto de bebê, pois uma terrificante conspiração escondia-se por trás do sumiço de Cora.

O resto, só lendo muito!

Livro com um enredo para lá de empolgante e com final surpreendente, prendendo a atenção do leitor da primeira até a última página.

Merece 5/5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

Diário de uma Escrava – Rô Mierling


Diário de uma EscravaLindo início de semana para todos da querida Família Lendo Muito!

Resolvi começar a semana com uma resenha de um livro com uma temática bem forte e impactante. Trata-se de Diário de uma Escrava, de autoria da talentosíssima escritora gaúcha Rô Mierling.

A história começa com uma menina (narradora) admirando o voo plástico de uma bela borboleta da janela de seu quarto. Ela se encantou tanto com aquele inseto voador, que resolveu capturá-la com sua rede. Depois, colocou-a em pote de vidro e esperou a borboleta morrer por falta de ar. Abriu o pote, espetou-a com um alfinete, matando-a definitivamente.

Agora, aquele lindo inseto voador fazia parte de sua coleção, ou seja, era seu para sempre!

Tempos depois, a mesma menina, agora já crescida, encontra-se cativa em um buraco embaixo do piso de um dos quartos de seu algoz, que a mantinha ali como se ela fosse aquela linda borboleta que ela capturara no passado.

O Ogro, como ela o chamava, mantinha ela presa todo o tempo.  Ela tinha que fazer suas necessidades em um balde que ele trocava todo dia. Até na hora de tomar banho, ele não deixava de vendá-la e ele mesmo lavar-lhe. Sua única “diversão” eram os desenhos que ela fazia na parede, andar de um lado para o outro para exercitar-se e um livro que ele trouxera para ela.

Refém há mais de 4 anos, ela só via as  coisas piorarem, pois o Ogro passou a ausentar-se por vários dias, deixando-a sozinha naquele lugar de tormento.

Numa dessas “viagens”, ela teve a ideia de fugir pela portinhola que ele lhe dava comida. Ao sair dali, ela deu de cara com uma casa muito limpa e arrumada – algo inacreditável, visto a situação precária de onde ela estava “morando”-, com grades em todas as janelas e portas pesadas. Foi até a geladeira e avançou para os potes de geleia, abrindo todos ao mesmo tempo e comendo um pouco de cada, tal qual um animal esfomeado.

Procurando uma saída, ela andou e andou, sem sucesso, pela casa e, contudo, acabou encontrando a foto do Ogro, ainda jovem, ao lado de uma bela loira. Não era possível que alguém pudesse amar aquele monstro, ela pensou. Mas era verdade, pois ela acabara de ouvir uma voz de mulher chamando alguém de “amor” e a voz do Ogro respondendo com ternura.

Só deu tempo dela correr de volta para o esconderijo; ao acordar, estava toda dolorida e com o Ogro encarando-a. Ele deu-lhe uma surra tão grande, a ponto de quebrar-lhe o braço.

Neste momento, a Ursinha – uma forma carinhosa que sua mãe sempre lhe chamara,- resolveu tentar uma tática nova: ela passou a fingir-se de doente e semi-morta, o que acabou despertando um medo tão grande no maníaco, que ele resolveu parar de violentá-la por um tempo. Trazia-lhe 3 refeições por dia e até lhe prometeu um livro novo caso ela voltasse a desenhar e andar pelo quarto.

Estevão era o real nome do Ogro. Ele era casado com Clara, uma bela moça, oriunda de uma família muito religiosa decente, porém, desde o início, ele deixou bem claro para ela que continuaria no seu sítio e não moraria com ela na casa que seus pais haviam comprado para eles na cidade. Mesmo a contragosto, ela aceitou, pois amava aquele homem. A única coisa que ela não entendia era o fato dele não ser muito asseado, principalmente com suas “partes íntimas”…

A primeira vítima de Estevão havia sido Fanny, garota de 13 anos que ele convencera a entrar na sua caminhonete, com a simples desculpa de ser um tio que ela não conhecia. Ele estuprou-a e estrangulou-a, sentindo um prazer tão grande ao ver a vida da pobre menina esvaindo-se aos poucos em suas mãos, que resolveu estuprá-la novamente depois de morta. Finalizou seu ato doentio urinando em cima dela e depois escondeu seu corpo na floresta. Voltou feliz para os braços de sua esposa.

Cinco meses depois, ele teve a ideia de criar um “quarto do prazeres” no seu sítio. Para isso, ele cavou um buraco embaixo do piso de um dos quartos, até formar um espaço quadrado. Depois, ele construiu um túnel para chegar até ele.

Cíntia, de apenas 15 anos, foi a primeira “hóspede” do buraco; ele sequestrou-a em uma festa regional, quando ela ofereceu-se para ajudá-lo a encontrar seus falsos remédios. Ele violentou-a inúmeras vezes durante os cinco dias em que ela aguentou viva.

Depois foi Linna, uma garota loira e sardenta, de 15 anos, que aguentou 19 semanas. Ela acabou ficando grávida, o que deixou o Ogro tão raivoso, a ponto de violentá-la com tal violência, causando-lhe um sangramento tão forte que culminou com sua morte.

Sofia ficou refém por 5 meses, e acabou morrendo de desidratação; Mônica aguentou um ano e meio, até criar coragem suficiente para suicidar-se.

Agora, mesmo com Laura, a sua “Ursinha” e escrava sexual, sempre disponível para ele fazer o que bem entendesse, ele ainda estava interessado em violentar outras garotas. Uma das novas vítimas foi Nanda (Fernanda), que ele conhecera em uma sala de bate-papo, passando-se por David, rapaz bondoso e gentil, que cursava faculdade e tinha 18 anos. Ele a estuprou inúmeras vezes, forçando-a a entrar em uma jaula que ficava na sua garagem-cativeiro. Ela ficou 5 dias sendo torturada e violentada seguidamente, até que ele resolveu desfazer-se do seu corpo na floresta.  Um garotinho, ao urinar perto dali, acabou encontrando-a; ela não estava morta, apenas sem sentidos.

O Ogro cometera seu primeiro erro.

Laura começara a desconfiar de algo, já que o Ogro não a violentara mais e, quando ele fora dar-lhe banho, ela havia visto um computador com ele. Ele a deixara 5 dias abandonada no buraco, com seu balde cheio de fezes e urina, sem que ele lhe desse banho todo esse tempo, algo anormal.

O Maníaco de Donzelas, como a imprensa o apelidara, havia matado 10 garotas com menos de 16 anos, em um período de apenas 6 anos. E sempre uma caminhonete havia sido vista nos mesmos  lugares onde as vítimas foram sequestradas.

Ele estava para cometer seu próximo erro, erro este que mudaria o rumo das coisas e, selaria o destino de  Laura, sua Ursinha, para sempre…

O resto, só lendo muito!

Narrativa toda em forma de diário, com capítulos relativamente curtos, que aceleram muito o ritmo da leitura. Final surpreendente e inesperado para uma história baseada em fatos reais.

Parabenizo a autora pelo excelente trabalho de pesquisa sobre o tema.

Mereceria até mais do que apenas 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Os Pássaros – Frank Baker


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Olá, querida Família Lendo Muito.

Hoje, trago-vos a resenha de um livro que começou a virar moda no ano passado: trata-se de Os Pássaros, de Frank Baker.

O livro começa com o relato do pai de Ana  à filha, sobre o período que antecedeu ao ataque dos pássaros negros em Londres.

O que o pai de Ana conta para a filha é algo sobre uma época remota, em que as pessoas não tinham tempo para diversão e preocupavam-se apenas com trabalho, eram intolerantes com algumas crenças religiosas, discriminavam a prostituição e o homossexualismo – algo que, convenhamos, não era muito diferente do que acontece nos dias de hoje-, e que teve seu fim com a vinda dos pássaros.

O livro todo segue essa linha: a descrição de como era a City antes do ataque, como era o caminho que o pai de Ana trilhava todo dia para ir e voltar do trabalho, as pessoas com quem ele cruzava e de como estava quente durante aquele período.

No início, os pássaros negros apenas reuniam-se em bandos, deixando escuro o céu da City – forma como o autor se referia à capital inglesa. Depois, tal qual mensageiros do apocalipse, eles passaram a atacar  e ferir as pessoas.

O resto, só lendo muito!

A narrativa é extremamente lenta, proporcionando uma leitura cansativa , em nada agradável ao leitor; confesso que muitas vezes pensei em abandonar o livro. Parece mais um livro, com reflexões apocalípticas do que qualquer outra coisa.

Esta história não tem qualquer coisa a  ver com o filme homônimo, pois Alfred  Hitchcock, usou o conto “Os Pássaros“, de Daphne du Marier (autora de Rebecca, a Mulher Inesquecível), como inspiração para seu filme. Frank Baker processou Hitchcock e a própria autora, alegando que eles haviam usado sua história sem autorização, mas não obteve qualquer êxito.

Por isso, quem tiver a oportunidade de ler o livro e depois assistir ao filme vai poder tirar de vez a dúvida.

O destaque do livro é a bela capa que a Darkside Books produziu.

Atribuo apenas 1  estrela.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André