Tribulações de um Chinês na China – Júlio Verne


Resultado de imagem para capa tribulações de um chines na chinaQuerida Família Lendo Muito, é com grande prazer que trazemos a vocês mais uma resenha do grande Júlio Verne que, além de ter sido um dos pais da ficção-científica, foi também um grande visionário, já que muitas das invenções que vemos hoje já eram descritas por ele há tempos em seus livros, como o engenhoso submarino Nautilus, do livro Vinte Mil Léguas Submarinas, e o carro-anfíbio voador, de O Senhor do Mundo.

Mas Tribulações de um Chinês na China vai totalmente na contramão de suas outras obras, visto que não há qualquer descrição de engenhosos inventos.

Tudo começa com um banquete onde encontram-se sentados à mesa, no salão de uma das casas flutuantes do Rio das Pérolas, na cidade de Cantão, o sábio filósofo Wang, o rico Kin-Fo, e seus quatro amigos de infância: Pao-Shen, Yin-Pang, Tim e Houal. Kin-Fo, já cansado de uma vida fastigiosa e sem graça de riquezas, resolveu promover aquele banquete como uma espécie de despedida de solteiro, já que em breve ele iria casar-se com a jovem e bela viúva Lé-Ou.

Porém, ao voltar para sua residência em Xangai, juntamente com o filósofo e fiel amigo Wang, Kin-Fo recebeu uma carta vinda da América do Norte, mais precisamente do Banco Central da Califórnia, aonde seu correspondente de São Francisco informava-lhe que ele estava simplesmente falido…

De posse dessa informação, Kin-Fo tomou a decisão de dirigir-se à companhia de seguros de vida A Centenária – casa de muito prestígio na China, dirigida pelo ilustríssimo Sr. Guilherme J. Bidulph -, com o intuito de segurar sua vida pela vultosa importância de duzentos mil dólares, que seria dividida entre dois beneficiários: cinquenta mil dólares para seu amigo Wang e os outros cento e cinquenta mil dólares restantes iriam para sua noiva, a Sra. Lé-Ou.

Diante da sua iminente  falência, Kin-Fo tinha o plano de cometer suicídio, portanto, ele começara a preparar o enredo e trâmites de sua morte, estipulando como data limite de seu falecimento o dia 25 de junho, mesmo dia em que completaria 31 anos.

Como não tinha coragem para consumar o fato, ele resolveu incumbir Wang da cruel tarefa, com a condição do amigo matá-lo sem que ele soubesse como, onde e quando, somente respeitando o prazo estipulado.  Para que tudo ficasse ainda mais completo, Kin-fo resolveu redigir também uma carta suicida, onde afirmava que havia dado cabo da sua vida por causa do tédio e do cansaço, isentando Wang de quaisquer implicações futuras.

Tomando ciência de todo o plano de Kin-Fo, Guilherme J. Bidulph, proprietário da seguradora de vida A Centenária, incumbe seus agentes Craig e Fry para cuidar e vigiar o “suicida em potencial” para que nada lhe acontecesse até a data da expiração do contrato do seguro.

Para piorar a sua situação, Kin-Fo fica sabendo que seu amigo Wang desapareceu, sem deixar qualquer vestígio. Ele também recebe a notícia que na realidade não estava e nunca esteve falido; tudo havia sido um grande equívoco do Banco Central da Califórnia.

Kin-Fo, Craig e Fry, mais seu leal serviçal Soun, partem desesperadamente em busca de Wang para avisá-lo da mudança de planos, já que Kin-Fo não desejava mais ser morto. Todavia, será mesmo que eles conseguirão encontrá-lo antes que ele mate Kin-Fo?

O resto, só lendo muito.

Uma história emocionante, acompanhada de um suspense eletrizante, de tirar mesmo o fôlego, digno do grande Júlio Verne.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado de verdade.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André & Ana Paula

 

 

 

 

O DEVORADOR – Lorenza Ghinelli


Resultado de imagem para livro o devorador“Não encare. Não o procure. Se você acreditar, ele te verá.”

 

É com esta frase sorumbática que iniciarei a minha resenha do livro O Devorador, da autora Lorenza Ghinelli, querida Família Lendo Muito.

A história toda é narrada em dois períodos bem distintos: 1986 e 2006.

1986 – Denny, de apenas 7 anos,  era vítima de bullying pelos colegas da escola. A culpa de tudo era por ele ser filho de uma mãe viciada em comprimidos, que nunca saía da cama, e por causa de seu pai, um bêbado e espancador, que todos diziam também ser louco.

Cansado de ser maltratado pelo pai e pelos outros alunos, Denny, sem conseguir compreender como (eu confesso que também fiquei sem entender), traz à vida, um ser que seu pai havia pintado em uma das telas, durante um de seus ataques de fúria. Este ser era O Homem dos Sonhos, um velho maldoso, vestido em andrajos, que nunca desgrudava de sua bengala.

O Homem dos Sonhos se intitulou então “irmão” de Denny e disse que faria de tudo para vingar-se daqueles que maltrataram seu “irmãozinho”…

2006 – Os amigos Filipo, Francesco,  e Lucca, são meninos desbocados e marotos, que acabam um dia por maltratar Pietro, um garoto especial, portador da síndrome de Arperger, um raro tipo de altismo. Pietro é dono de um Q.I. elevado e usa seus desenhos para comunicar-se com as pessoas.

Um a um, todos os garotos que maltrataram o pobre Pietro começam a morrer misteriosamente, inclusive Dario, o irmão de Pietro que não o defendera. O caso é tratado pela imprensa como “Arquivo X da cidade de Rimini”, pois apenas as roupas e os sapatos dos meninos foram encontrados: parecia até que os corpos haviam se desintegrado totalmente…

Pietro sabia bem quem era o culpado por aquelas mortes misteriosas: aquele velho assustador que invadia sempre seus sonhos, transformando-os em horríveis pesadelos. Em um de seus desenhos ele até retratou aquele velho horrível, ao lado dos quatro garotos mortos.

Assim que Alice, sua terapeuta, viu aquele desenho, um terror de gelar a espinha toma conta de todo o seu corpo, fazendo-a lembrar-se de quando tinha apenas 8 anos e era amiga de Lucrezia Contini, uma das crianças que maltratava Denny na época. Ela viu a amiga “dissolver-se” na sua frente e só conseguiu se salvar porque Denny ordenara para O Homem dos Sonhos poupar sua vida, já que ela era uma das únicas crianças que  jamais mexera com ele.

Agora, ela sabia que para evitar mais mortes e deter aquele ser sinistro e diabólico ela só tinha uma saída: encontrar Denny, custe o que custar. Ela e Stefano, seu namorado, vão à polícia, em busca de informações, mas ninguém sabe do paradeiro do perturbado garoto, ou de seu “irmão”.

Será que Denny ainda está vivo? Será que ele também não foi uma vítima do Homem dos Sonhos?

Para responder esta e outras perguntas, só lendo muito!

A leitura flui fácil, pois os capítulos são bem curtos (entre 3 e 4 páginas, no máximo), o que acelera e muito o ritmo da leitura. Por ser um livro super badalado, eu confesso a vocês que esperava um pouco mais, pois a autora tinha um ótimo enredo nas mãos, todavia, deixou a história degenerar da metade para o final. De uma boa história de terror, acabou por transformar-se em um suspense mediano.

O livro não chega a decepcionar de todo, mas também não posso dizer que empolgue muito.  Parece-me que a própria autora não tratou a história com o devido respeito que ela merecia.

Atribuo 3/5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon


Resultado de imagem para o menino do dedo verdeQuerida Família Lendo Muito, trago-vos hoje a resenha de um livro maravilhoso, considerado por muitos um paralelo de O Pequeno Príncipe. Trata-se de O Menino do Dedo Verde, de autoria do francês Maurice Druon.

A história começa com o nascimento de João Batista. Acontece que o menino não gostou nenhum pouco do seu nome e esperneou e chorou muito quando o chamaram de João Batista, afinal, não fora ele quem escolhera o nome e sim os adultos.

Logo depois, ele passou a ser chamado de Tistu, pois apelidos são formas naturais de se chamarem as crianças.

Tistu era loiro e de olhos azuis e nascera em uma família muito rica, pois o Sr. Papai, seu pai, era um importante fabricante de canhões da cidade de Mirapólvora. Ele tinha certeza que seu filho querido o sucederia na fábrica.

Todos achavam-no tão bonito a ponto dele acreditar que a beleza era algo tão natural; para ele, a feiura deveria ser uma exceção!

A Dona Mamãe e o Sr. Papai resolveram educá-lo em casa mesmo até os 8 anos, ensinando coisas simples para o filho querido. Ele aprendeu com a mãe o princípio da leitura, a somar, subtrair e até multiplicar e dividir, apenas observando a natureza.

Então ele foi mandado para a escola, para que se juntasse às demais crianças de Mirapólvora. Contudo, no terceiro dia ele conseguiu ser expulso por dormir em sala de aula.

“Prezado Senhor, o seu filho não é como todo mundo. Não é possível conservá-lo na escola.” – era o que a carta que o professor de Tistu mandara para eles dizia.

Ele havia sido devolvido aos pais e todos passaram a olhá-lo torto, se perguntando o que seria daquele menino bonito. Só o Ginástico, seu pônei de estimação, não o censurava.

Seus pais resolveram que ele não iria nunca mais para a escola e não tocaria jamais em qualquer outro livro; dali para frente ele se tornaria gente grande, aprendendo as lições apenas observando o desenrolar das coisas.

Primeiro, ele teve aulas com o Sr. Bigode, que aparentava ser muito severo, mas que no fundo era um amor de pessoa. Ele ensinou todo o segredo da jardinagem para Tistu; quando o garoto semeou algumas flores nos vasos e ela floresceram no mesmo dia, ele disse para Tistu que ele nascera com o polegar verde, porém,  ele deveria manter essa informação em segredo, pois aquilo era um dom e gente grande não lida bem com essas coisas.

Depois, ele foi ter aulas com o Sr. Trovões, que apresentou-lhe a cadeia da cidade. Tistu achou as pessoas tão miseráveis e tristes, e o lugar era tão horrível, que ele questionou o Sr. Trovões sobre aquele tratamento dados aos presos. Trovões disse-lhe então que aquele lugar servia de castigo para aqueles que cometeram crimes, todavia, Tistu ficou com a impressão de que deixar as pessoas expiarem seus erros em um lugar tão horrível, não servia para nada.

Durante a noite, ele resolveu então agir: foi até os muros da cadeia e usou seu polegar para modificar a prisão. Ao acordarem, os habitantes de Mirapólvora deram de cara não com uma cadeia, mas com um verdadeiro Castelo de Flores.

Aquilo era tão estranho que eles resolveram constituir um congresso de botânicos para examinar as flores da cadeia de Mirapólvora, mas as explicações não foram satisfatórias.

Depois, ele acompanhou o Sr. Trovões em uma visita às favelas da cidade; lá chegando, ele viu pessoas muito pobres, morando em casebres lúgubres e levando uma vida dura e miserável.

Ao voltar, ele teve a ideia de mudar o aspecto daquele lugar utilizando seu polegar verde novamente. Na manhã do outro dia, aquele horrível lugar transformara-se em uma área lindamente florida, ou seja, uma verdadeira paisagem de cartão postal.

As pessoas acharam aquele lugar tão belo e formoso  que começaram a pagar entrada como se ali fosse um museu.

Vou parar por aqui, para não estragar as surpresas que o autor preparou para vocês…

O resto, só lendo muito.

Um livro considerado infantil, porém, de infantil não tem nada, já que traz inúmeros ensinamentos para todos nós, que nos consideramos adultos.

Sortudo foi o tradutor da minha edição,  D. Marcos Barbosa, pois ele teve a honra de traduzir duas obras-primas: O Pequeno Príncipe e o Menino do Dedo Verde.

Merece 5/5 estrelas

Gostaria de agradecer muito a Dra. Milene Penariol Bizarro, minha T.O. (terapeuta ocupacional) que presentou-me com vários livros de sua coleção: O Menino do Dedo Verde estava entre eles.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

O Quarto Vermelho – Alexandre Dumas


Resultado de imagem para o quarto vermelho alexandre dumasBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para começar esta semana linda, trago-vos uma resenha de meu autor predileto: Alexandre Dumas (pai). Trata-se de um livro com tema fantasmagórico: O Quarto Vermelho!

A história começa com um grupo de amigos reunidos na casa da princesa Galitizen, em Florença. A diversão do grupo era ao anoitecer, quando todos ouviam as histórias fantásticas que cada membro narrava.

Quando chegou a vez do jovem conde Elim M., ele pediu licença a todos para narrar uma aventura que ocorrera com ele, pouco tempo atrás, em terras alemãs. 

Tudo começou com uma caçada de lebres que ele participara, juntamente com outros caçadores. Ao perseguir um bando de perdizes, ele e seu cão Fido acabaram se perdendo dos outros; tentando fugir da chuva e dos trovões, o conde seguiu uma trilha que o levou até uma cabana onde ele bateu palmas, sem sucesso.

Molhado e com frio, resolveu então seguir mais adiante até encontrar um castelo onde um casal de bondosos idosos muito assustados o recebeu, pois naquelas paragens, nunca aparecia vivalma. Aquele era o castelo dos Eppsteins, onde tudo estava em ruínas.

Elim pediu então para pernoitar no castelo até outro dia, quando iria tentar encontrar os outros caçadores, mas percebeu uma certa intranquilidade no casal de idosos. Ambos disseram que ele poderia passar a noite ali, mas teria que ser no quarto vermelho, o único aposento em bom estado da casa, que era assombrado por fantasmas e duendes!!!

Ao saber disso, o conde Elim M. aceitou de prontidão, pois sempre tivera curiosidade de saber se fantasmas ou duendes existiam de verdade.  

Quando ele e seu cão estavam já deitados, ele recebeu a visita de um fantasma de uma linda mulher de branco que encarou-o fixamente, retirando-se logo depois. No outro dia, ao contar ao casal de idosos sua experiência sobrenatural, ficou sabendo que aquela aparição era o fantasma da jovem condessa Albina!

O velho empregado contou-lhe que o Conde Ruddolfo de Eppstein tivera dois filhos: Conrado e Maximiliano. Conrado era fraco, doentio, mas muito meigo e de quem todos gostavam logo de cara; já Maximiliano era forte, robusto e muito engajado na política, como o pai.

Quando o conde Ruddolfo de Eppstein descobriu que Conrado casara secretamente com uma filha de um empregado do castelo, de nome Noemi, e que ela havia dado à luz a um menino, ele expulsou o filho de casa. Maximiliano tentou interceder em favor do irmão, mas o conde foi irredutível.

No mesmo dia, Maximiliano pediu ao pai que enviasse uma carta aos Schualbach, de Viena, informando que ele estava interessado em desposar sua filha Albina, o que seria de grande valia para os Eppstein.

Albina era uma linda menina, de apenas dezesseis anos, educada em um convento rígido, que rejeitara todos os pedidos de casamento que seu pai havia lhe trazido até então.  Mas tudo mudou quando ficou sabendo do pedido de Maximiliano Eppstein:  ao conhecê-lo,  ela teve a certeza de ter encontrado naquele homem forte, o seu Goetz de Berlichingen (personagem de Goethe) pelo qual ela dizia-se apaixonada.

Seu pai, o duque de Schualbach, enxergou apenas ambição e orgulho naquele homem bruto que pedia a mão de sua filha; já Albina, apaixonada e muito inocente,  via nele um homem valente, amoroso e bondoso. Tão confiante nisso, contou ao noivo sobre o romance que fabricara em sua mente, dando a Maximiliano apenas o trabalho de moldar-se àquele Goetz de Berlichingen, de quem sua noiva tanto falava.

Ainda durante o noivado, ela ficou sabendo através de Maximiliano da maldição do quarto vermelho do castelo Eppstein. Rezava a lenda que “toda a condessa que morresse ali durante a noite de Natal, não morreria completamente”!

Isso iniciara com a condessa Leonora que falecera, no quarto vermelho e fora vista pelo marido no enterro de uma amiga, na noite de Natal. O marido, pensando estar enlouquecendo, partiu do castelo e entrou para um mosteiro, deixando toda a fortuna para seu filho primogênito.

Depois disso, durante três gerações, o fantasma da condessa Leonora apareceu aos primogênitos da família Eppstein; a partir da quarta geração, ele jamais tornou a ser visto.

Os recém-casados partiram para viver no castelo de Eppstein e, a primeira coisa que Albina fez ao chegar ali, foi conhecer o quarto vermelho. Quinze dias após a visita, seu pai morreu subitamente!

Um ano depois, ela descobriu que aquela imagem bondosa, amorosa e valente que ela fizera de Maximiliano era apenas mais uma de suas fantasias bobas: seu marido era um homem rude, extremamente agressivo e libertino. Só restava para ela resignar-se e sofrer calada.

Quando a Revolução Francesa estourou, seu marido teve que refugiar-se em Viena. Um capitão francês muito jovem e valente, foi ferido em uma batalha próxima ao castelo. Ele foi levado e tratado pelo capelão, que tinha um pouco de conhecimento médico e por Albina, logo recuperando-se por completo de todos os ferimentos.

Seu nome era Jacques e ele e Albina tornaram-se inseparáveis, sendo vistos passeando de mãos dadas pelos jardins do castelo, quando não estavam fechados no quarto vermelho. Tratavam-se de “meu irmão” e “minha irmã”. 

Jacques teve que retornar para Paris após um mês e Maximiliano logo voltou para Eppstein. Quando chegou, ficou sabendo pela boca dos empregados que um oficial francês ficara no castelo e que ele e sua Albina não se desgrudavam nunca.

Albina ao ver o marido, pensou que a notícia de sua gravidez faria com que o humor de Maximiliano melhorasse, mas ela estava enganada. Convencido de que ele fora traído e que aquele não era seu filho, Maximiliano resolveu privar a esposa de qualquer atividade fora dos domínios do castelo, inclusive de fazer suas refeições e dormir em sua presença, destinando para ela o ditoso quarto vermelho.

Com o passar dos dias confinada, tal qual verdadeira prisioneira, Albina exigiu a presença do marido em seu quarto e confrontou-o, dizendo-se cansada de sofrer e de passar por traidora. Suas palavras só serviram para açular ainda mais a cólera de Maximiliano: num instante de pura ira, o bruto lançou aquela frágil e doce criatura ao solo, fazendo-a bater com a cabeça na poltrona onde ela estava sentada, poucos segundos atrás.

Em desespero, Maximiliano procurou o capelão, mas o ferimento era muito profundo e exigia cuidados de um médico de verdade. Enquanto buscavam um médico, sem nenhuma explicação, a doce Albina recuperou os sentidos e entrou em trabalho de parto. Delirante, dizia a todos que um dia Maximiliano entenderia tudo e que aquele era o filho de ambos, de verdade.

Morreu logo após entrar a primeira da noite de Natal, mas o médico conseguiu salvar a criança, a quem deram o nome de Everardo, como ela pedira numa carta.

Um mês depois, Maximiliano estava no mesmo quarto vermelho que ele matara a esposa, divagando sobre o crime e a traição da esposa, quando começou a ouvir o vento soprar e seu filho chorar no andar de cima. Naquela noite, aquele homem corajoso e tão bruto sentiu pela primeira vez o medo de verdade. O que lhe veio a mente foi a lenda sombria da condessa Leonora.

Seu filho chorava tão forte que ele resolveu ver o que estava acontecendo e subiu até o quarto da criança. A cena que ele presenciou ao abrir aquela porta foi de gelar o sangue de qualquer mortal…

O resto, só lendo muito!

Uma leitura muito agradável, com uma trama envolvente e cheia de surpresas até a última página. Digna de um autor que escreveu mais de 500 livros e aventurou-se por todos os estilos, desde drama, aventura, até suspense e terror. E para os que não sabem, Alexandre Dumas escreveu um excelente livro de receitas: Grande Dicionário de Culinária.

O que falar mais? Merece 5 estrelas!

✮✮✮✮✮

Espero que tenham gostado. 

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

 

Contos da Academia dos Caçadores de Sombras-Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman


Após um longo inverno (ou verão, nesse caso), eu estou de volta (mesmo que não por muito tempo)! Mais uma vez, peço mil desculpas e mais um pouco, de verdade, mas, infelizmente, não posso dizer que vou postar com mais frequência a partir de agora. Na verdade, sinto ao dizer que provavelmente só vai piorar daqui pra frente. Estou apenas no começo do ano em que vou prestar vestibular e bem… Olha o resultado! Kk

Mas… Eu não vim aqui para me lamentar sobre a quantidade de matéria que tenho que estudar! Sem mais delongas, vamos falar sobre o mais novo livro de uma das minhas escritoras preferidas: Contos da Academia de Caçadores de Sombras, que, apesar de contar com a participação de outros autores (Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, Robin Wasserman), se passa no universo fantástico criado por Cassandra Clare, o mesmo de Os Instrumentos Mortais, As Peças InfernaisOs Artifícios das Trevas (tanto que seus personagens aparecem frequentemente nessa obra). Por conta disso, o livro, e, consequentemente, essa resenha, podem conter alguns spoilers, sobretudo de Os Instrumentos Mortais.

Inicialmente tendo sua publicação na forma online, onde os contos foram expostos separadamente, o conjunto de contos hoje disponível também na forma física narra a trajetória de Simon na recentemente reaberta Academia de Caçadores de Sombras, que tem, como o nome sugere, a função de formar Caçadores de Sombras, sejam eles possuidores do sangue Nephilim que apenas necessitam de treinamento intenso para se tornarem profissionais, ou mundanos que, mais do que treinar, precisam passar pelo ritual do Cálice para tornarem-se Caçadores de Sombras.

Em pouco tempo, houveram duas grandes guerras no mundo Nephilim, o que levou a perda de diversos Caçadores, gerando a necessidade da formação de novos. E foi essa necessidade que os fez abandonar o hábito de treinarem dentro dos Institutos, reabrindo a academia para aqueles que tem sangue de anjo e recrutando os que não tem, mas desejam tornar o mundo um lugar melhor por meio do combate dos demônios, mas, nem mesmo com essa evidente dependência dos mundanos interessados em entrar para o mundo sobrenatural, os Caçadores parecem perder seus velhos preconceitos,mantendo as crianças mundanas no porão e privilegiando aqueles que vieram de famílias angelicais com quartos, aulas e até mesmo comida de melhor qualidade (mesmo que isso não signifique muito, visto que a alimentação lá é de qualidade notavelmente inferior). Isso para não falar na discriminação que integrantes de Submundo ainda sofrem.

Como se a discriminação por ser mundano, a comida horrível e o treinamento físico exaustivo (ainda mais para alguém que, diferente dos colegas mundanos escolhidos, não é nada atlético) não fossem o suficiente, isso para não falar na crise de consciência por Simon ser vegetariano e contra a violência, o garoto ainda tem que lidar com a pressão (exercida de modo consciente ou não) para que ele se lembre de quem era e volte a ser o herói que fora antes de ter suas memórias apagadas por um demônio.

Mesmo sendo o mais fraco dos mundanos (que, por natureza,são considerados mais fracos pelos filhos de Raziel), ele ainda é escalado para missões mais importantes e recebe até mesmo a oportunidade de ficar com a “elite” (nome dado aos Caçadores de berço, mas, sem conseguir suportar os comentários preconceituosos de seus amigos em relação aos seres do Submundo e os outros mundanos, Simon decide se unir à “escória” (nascidos mundanos), mudando-se para o porão, lutando para que a os mundanos como um todo sejam aceitos pelos outros e sentindo-se culpado por ser privilegiado e idolatrado por feitos que sequer se lembra de ter executado.

Mas a amnésia demoníaca não traz apenas privilégios e, mais do que pela igualdade entre todos na academia ou o fim da descriminação, o rapaz terá que lutar também para retomar suas memórias e, com elas, seus laços com Jace, Alec, e, sobretudo, sua amizade até então inabalável com Clary e seu amor profundo por Isabelle, uma garota tão linda e corajosa que ele sequer consegue imaginar como conseguiu conquistá-la antes de perder suas lembranças. Mas sabe que vai ter que aprender a fazê-lo novamente.

Embora eu não indique o livro para aqueles que desconhecem a obra da Cassandra Clare, pois poderão ficar meio perdidos, ele é perfeito para os fãs que já leram as três sagas da autora, já que desperta um sentimento de amor e nostalgia bem parecido com o que temos ao rever velhos amigos, ao nos mostrar os personagens que conhecemos tão bem mais uma vez, agora mais velhos e com as vidas mais estáveis. Além disso, a autora aproveita também para explorar melhor eventos que até então tinham sido apenas citados, como o relacionamento de Rober com seu parabatai, Michel, por exemplo, e para nos dar uma prévia de sua próxima saga ainda não lançada: As Últimas Horas. É sabido que a Cassandra Clare, Cassie para os fãs, se dá melhor com longas narrativas do que com contos, mas, por tudo que disse até aqui (principalmente pela sensação deliciosa de rever personagens que amo tanto, agora numa vida mais feliz e tranquila), dou um 8.

By Ana Beatriz

Os Amantes da Sra. Powers – R.F. Lucchetti


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para marcar o início das resenhas da semana, selecionei o livro “Os Amantes da Sra. Powers”, o quarto volume da coleção  R. F. Lucchetti.

O livro começa narrando um acidente na Rua Seis, envolvendo um Buick conversível de cor verde e outros dois veículos – além de uma vítima que fora levada ao hospital -, que o detetive Bernard Calhoum testemunhara. A motorista do Buick verde fugira da cena do acidente sem que Bernard conseguisse ver mais do que seus cabelos negros e sua silhueta; já a placa do veiculo e o carona ele conseguira ver muito bem: era Harry Cushman – figurão da alta sociedade e um boêmio.

Após verificar quem era o proprietário do Buick verde,  o detetive resolveu fazer uma “visita” à lindíssima sra. Helen Powers, que era a condutora do veículo, para oferecer-lhe seus “serviços” para acertar as coisas com os outros motoristas e a vítima. Tudo isso em troca de uma pequena bagatela de cinco mil dólares, soma que apesar de não concordar muito, a sra. Powers acabou por aceitar, já que não poderia deixar seu marido saber o que acontecera com o carro.

Com a morte da vítima internada, Bernard resolveu então  voltar até a casa da Sra. Powers e pedir mais dinheiro, já que estava  acobertando um homicídio. Sem poder contar ao marido, ela foi obrigada a recorrer, a muito contragosto, a Harry Cushman, seu rico amante, que acaba aceitando a chantagem, pois não queria problemas com a lei.

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Acertado os novos valores, Bernard Calhoum traçou um plano perfeito: ele e Helen seguiram no carro batido dela até Chicago, lá  chegando ele alugou um carro (Dodge) e trocou as placas para não despertar a atenção ao levar o Buick para uma oficina local para fazer os devidos reparos.

Ficaram em quartos separados, num motel escolhido pela própria Helen, o que não foi nenhum obstáculo para que eles ficassem cada vez mais íntimos, mesmo com Bernard percebendo uma certa frieza naquela bela mulher. Até que ponto ela confiava nele? E será que ele poderia confiar nela?

Para responder estas e outras perguntas, só lendo muito!

A leitura flui tão fácil, que não dá vontade de parar mais de ler. Além disso, o final é surpreendente. Nota 10!

Para quem não conhece, o mestre Rubens Francisco Lucchetti é um artista múltiplo, pois além de ser um ficcionista (como ela gosta mais de ser chamado), é autor de mais de 1500 livros, escreveu roteiros para filmes de Ivan Cardoso e Zé do Caixão, foi o criador de histórias em quadrinhos, entre elas A Cripta e O Estranho Mundo do Zé do Caixão e também revistas como X-9 e Policial em Revista. E aos 87 anos está em plena atividade.

Sorte a nossa!!!

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André

 

 

Love Stage!!#2-Eiki Eiki


Depois dos acontecimentos do primeiro volume de Love Stage!!, a vida de Izumi parece ter virado de cabeça para baixo e Ryoma se sente mais distante dele do que nunca. O que será que acontece então quando ele decide propor uma inocente amizade? Aviso que daqui para frente terão spoilers do primeiro mangá.

Após ter perdido o controle na casa dos Sena aquele dia, Ryoma aceita que seu amor por Izumi é antigo, profundo e importante demais para poder ser exterminado com a simples descoberta de que havia confundido o sexo do garoto quando criança.

Porém, agora que Ryoma teve seus sentimentos esclarecidos, quem se encontra cada vez mais confuso e perdido em seus próprios pensamentos é o pobre Izumi. O coitado se encontra amedrontado pelo desenrolar das coisas naquele fatídico dia, mas se sente confuso por notar que tal momento havia sido mais prazeroso do que devia ter sido.

Ele é consolado por Rei e passa a criar um mangá com o objetivo de fazê-lo concorrer no concurso de verão, a despeito de sua evidente falta de talento para o desenho. No entanto, quando ele finalmente começa a acreditar que sua vida voltaria ao normal novamente, Ryoma aparece para se desculpar e sugerir que eles se tornassem apenas amigos.

No fim, o garoto fica com pena e acaba concordando. O que ele não sabia era que, apesar de sua inicial inconveniência, Ryoma acaba se tornando seu amigo mais precioso. Mas agora que eles estão tão próximos, Izumi começa a se perguntar: será que o que sente por ele é só amizade, realmente?

Uma ótima continuação do primeiro mangá, Eiki Eiki manteve o padrão ao criar o enredo do segundo volume de Love Stage!! que não perde suas cenas românticas ou engraçadas, nem a qualidade artística, e o casal se torna ainda mais shippável, ganhando, por isso, meu 9.

By Ana Beatriz

Love Stage!!#1-Eiki Eiki


Izumi nasceu numa família de celebridades: o pai é cantor, a mãe é atriz e o irmão mais velho é o pop idol mais popular do momento, principalmente entre as garotas. E ele? Bem, Izumi, por sua vez, é um garoto comum, anti-social e otaku, além de incrivelmente tímido. Tudo isso porque, quando era criança, foi obrigado a participar de um comercial, e, após uma série de acontecimentos vergonhosos, o resultado não é nada bom, traumatizando-o. Graças a isso, ele se recusa a entrar no show business, mesmo com toda a pressão feita por sua família, e seu verdadeiro sonho é um dia se tornar mangaká.

Ao que tudo, indicava, Izumi seguiria com sua vida normal, indo para escola e participando do clube de mangás, no entanto, a empresa responsável pelo comercial no qual ele participara completava agora dez anos, e, para comemorar, decidira faze um novo comercial muito parecido com o anterior e utilizando o mesmo elenco.

Diferente do que se pode imaginar, a timidez e relutância natural de Izumi a reviver seus traumas são o menor dos problemas. A questão é que, no fatídico dia da gravação do comercial original, não era para Izumi aparecer, ele apenas substituíra uma atriz mirim que não pudera aparecer. Exatamente, uma atriz, mas é muito mais difícil fazer um garoto de 18 anos se passar por menina do que fazê-lo com uma criança, correto? Mas…e se o garoto em questão é magro e possui uma fisionomia incrivelmente delicada e fofa?

Após a grande insistência de sua família, e de seu querido produtor Rei, sem contar o impressionante poder de persuasão de Shogo, seu irmão mais velho, Izumi acaba aceitando participar do novo comercial contanto que ninguém descubra sua verdadeira identidade.

Como se tudo já não estivesse confuso o suficiente, após uma série de desventuras é revelado que o autor mirim com quem Izumi havia co-atuado se apaixonou por ele (acreditando ser ela) e não o esqueceu durante todos esses anos. O que fazer diante da descoberta de que na verdade Ryoma (o ator mirim citado) esteve apaixonado por um garoto durante todo esse tempo?

O primeiro volume da série de mangás que inspirou o famoso anime BL de mesmo nome, Love Stage!! agrada tanto aos fãs quanto àqueles que jamais haviam ouvido falar sobre a obra, com cenas engraçadas e fofas, um desenho bem feito e uma história envolvente, é uma pena que só seja possível encontrá-lo em inglês, mas o vocabulário é fácil e vale a pena, ganhando meu 9.

By Ana Beatriz

Blue Exorcist #2-Kazue Kato


Após os eventos do primeiro volume de Blue Exorcist, Rin Okumura passa a estudar na Academia Vera Cruz para se tornar exorcista, tendo como um de seus professores o próprio irmão, Yukio. Aviso que, como de costume, daqui pra frente podem haver spoilers do primeiro mangá.

Esse segundo volume da série de Kazue Kato foca mais no dia-dia de Rin na escola, no seu processo de adaptação á essa nova fase da vida dela, nos fazendo nos acostumarmos melhor ao ambiente escolar que estará presente na saga e explorando melhor os outros personagens, no caso, os colegas de classe de Rin.

É aí que começa a surgir uma rixa entre ele Suguro, um garoto prodígio e extremamente aplicado, ao contrário de Rin, que não consegue se concentrar nos estudos e só se interessa pela parte prática do exorcismo.

Conhecemos então os dois melhores amigos de Suguro: Konekomaru e Shima. O primeiro é mais quieto e tímido, porém gentil, enquanto o outro é mais alegre e mulherengo. O fato é que os três foram criados num templo budista um tanto especial, tendo diversos motivos para odiar os demônios, e em especial Satã, mais do que tudo no mundo.

Temos também as amigas Park e Kamiki, e descobrimos que a primeira só escolheu este curso para acompanhar a segunda, a qual pode ser fria, grossa, egoísta e até um pouco malvada…mas possuí um passado atormentado por fantasmas e solidão.

E na sala de Rin está, claro, também a já conhecida por nós do primeiro volume, Shiemi, que, desacostumada ao ambiente escolar e ao convívio com muitas pessoas em geral, luta para se adaptar a essa nova forma de vida e fazer novos amigos.

Com a arte excelente que já comentei na minha resenha do primeiro mangá e diversas aventuras, o segundo volume de Blue Exorcist não deixa de ser necessário para que compreendamos melhor os personagens e a própria atmosfera do universo criado por Kazue Kato, ganhando, por isso, meu 9.

By Ana Beatriz

O nome da estrela-Maureen Johnson


Adolescentes, fantasmas, Londres e Jack, O Estripador, tudo isso pode ser encontrado em O nome da estrela, e todas essas coisas são muito interessantes/atrativas e influenciaram na minha decisão de ler esse livro. Mas o que mais pesou na hora que decidi comprar foi a autora: Maureen Johnson.

Não, eu não sou uma grande fã dela nem nada assim, pelo contrário, esse foi o primeiro livro que li dela, a menos que você conte alguns contos aleatórios. No entanto, ela é uma grande amiga de uma das minhas autoras preferidas, Cassandra Clare, e também da Holly Black. Tanto que alguns dos contos que li dela foram escritos em conjunto com uma dessas escritoras! Por esse motivo, fiquei curiosa para saber como seria um livro só dela, um livro inteiro, não apenas um conto ou algo que ela escreveu com a colaboração de outro alguém.

E posso dizer, sem sombra de dúvidas, que o resultado foi bastante satisfatório. O modo de escrita dela é um tanto frio e pende um pouco para o sombrio em alguns momentos, mas, longe de isso ser um fator prejudicial, é, na verdade, algo bem interessante e original, sem tanto romantismo, doçura e dramatização (por mais que eu ame dramatização, de vez em quando é bom ler algo diferente).

Bem, a história é centrada numa garota prestes a entrar no terceiro ano do Ensino Médio, ela se chama Aurora, ou, para a maioria, Rory. Rory viveu sua vida inteira numa cidade pequena de Louisiana, mas quando seus pais recebem uma proposta de trabalho em Bristol, Inglaterra, ela é obrigada a mudar de país, embora possa escolher a cidade e a escola. Sua decisão é Londres e Wedxford, respectivamente.

Porém, o dia de sua chegada á capital da literatura não é um dia qualquer, mas sim um dia marcado por um estranho evento noticiado em todos os canais ingleses: alguém cometeu um assassinato usando as mesmas técnicas que o antigo Jack, o Estripador. Alguém que não foi filmado por nenhuma das diversas câmeras espalhadas pela cidade mais monitorada do mundo.

Apesar disso, Rory leva a sua vida normal, começando a se adaptar a Wedxford, com suas regras, hábitos e uniformes. É então que conhecemos Jazza, sua adorável colega de quarta, e Jeremy, um rapaz apaixonante.

Enquanto Rory continua tendo as preocupações normais de uma colegial:estudos, provas, amizades, namoro, etc., algum maníaco continua a copiar os velhos crimes do estripador mais famoso da história e a cidade, e principalmente a escola (que se encontra no meio de East End, ou seja, a rota de Jack) começa a entrar em pânico.

Mas Rory deixa de ser apenas mais uma estudante assustada de Wexford quando finalmente vê o principal suspeito dos crimes no terreno do internato. O problema? Ninguém mais parece capaz de vê-lo!

Logo conhecemos Bu, Stephen e Callum,os quais explicam ter a capacidade de ver, e destruir, fantasmas, e ela também. Como se a situação já não soasse estranha e ruim o suficiente, por ser a única testemunha, Rory passa a ser o principal alvo do fantasma causador de tais crimes.

Fantástico e sombrio, Maureen Johnson mostra que não só é amiga de escritoras muito talentosas como também promete ser uma nesse livro que ganha meu 8,5.

By Ana Beatriz