PRÊMIO FNAC – NOVOS TALENTOS DA LITERATURA


Resultado de imagem para premio fnac de literaturaEm 2014, ao celebrar 60 anos de sua  existência, dentre os quais, 15 já aqui no nosso país, o programa JOVENS TALENTOS da Fnac, após ter revelado novos nomes na música, quadrinhos e fotografia, pela primeira vez na sua história,  resolveu dar destaque à nossa literatura.

Em parceria com a editora Novo Século, a Fnac produziu este belíssimo livro que traz os contos dos 10 finalistas que, muito em breve, estarão trilhando carreiras de muito sucesso, com toda a certeza.

São eles:

Adriana MonteiroNoite Adentro
Bruno SilvanoO Veneno do Tédio
Fernanda CastroDez de maio
Flávio PosseteDo que o inferno é feito
Gustavo Zicatti RaimundoAo som do Blues
Kell BonassoliA vida secreta de Ana: a fome
Lia Matos ViegaUm dia convencional…
Nataly CallaiA autoridade da vida
Patricia CytrynoviczComo fazer a barda da melhor forma
Raul OtuziO inventor de profissões

Os gêneros escolhidos pelos autores foram os mais diversos possíveis: terror, suspense, drama e até humor; todos escritos com uma técnica apurada e bastante brilhantismo.

Normalmente, costumo dar destaque apenas para os dois contos que mais me encantaram. Desta vez, porém, resolvi fazer algo diferente: escolhi três contos para fazer uma breve resenha.

 O primeiro é Do que o inferno é feito, de Flávio Possete.

Os três “amigos de copo” Luiz, Adamastor e Minoro, foram festejar o aniversário da morte do amigo Henrico, bebendo cachaça no cemitério. Quando já estavam muito “altos”, o Adamastor resolveu propor aos outros um pacto: quem morresse primeiro voltaria para contar aos outros dois do que o inferno era feito.

Dois dias depois, o próprio Adamastor morreu e, durante o enterro, Luiz e Minoro, bêbados como sempre, ficavam se perguntando se alguma coisa aconteceria mais tarde.

Será que o Adamastor voltaria para falar com eles?

E se…

O segundo conto que eu escolhi foi: Um dia convencional, da Lia Matos Viega.

Fernando, um executivo de sucesso e Pedro, um vendedor de rua, que mal falava o português acabam se conhecendo de uma maneira mais do que estranha: ao desviar de uma moto, Pedro acabou sendo atropelado acidentalmente por Fernando.

Fernando leva Pedro para o hospital mais próximo; chegando lá, ambos descobrem que outra pessoa já havia sido morta naquele dia, tentando desviar de uma moto.

Que ligação o atropelamento de Pedro teria com aquele outro?

O terceiro conto é  Como Fazer a Barba, de autoria de Patricia Cytrynovicz

O advogado Dr. Otávio – ele fazia questão de ser chamado assim = tinha o costume de fazer a barba na mesma barbearia, todas as manhãs. Aquele ritual diário de toalha quente e lâmina afiada no rosto era algo indescritível, chegando a ser mesmo orgástico.

Lá do alto do seu escritório, no Fórum de São Paulo, ele ficava olhando lá para baixo, admirando as prostitutas que faziam ponto ali na Sé; ele até sabia quem eram seus clientes e quanto tempo durava em média seus programas.

Certo dia, ele resolveu sair com uma delas. A escolhida foi uma loira falsa que tinha um pouco mais de “sustância” que as outras. Ao chegar ao abatedouro da prostituta, ele resolve fazer um programa mais do que bizarro…

O resto, só lendo muito.

Os três contos escolhidos são dignos de receberem 5 estrelas.

Tomara que outras iniciativas como esta da Fnac venham a surgir, e que novos talentos da nossa literatura brotem aos montes, pois nossa literatura sempre foi uma das mais ricas e lidas do mundo, contudo, nós mesmos não valorizamos nossos escritores.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

 

 

 

 

Sussurros da Meia-Noite – Daniel Pedrosa/ Juliana Velonessi/ Leandro Reis/ Stefânia Andrade


Resultado de imagem para Sussurros da Meia-Noite“Tranque as portas e janelas de sua casa, acenda o abajur
e boa leitura!”

Querida Família Lendo Muito,  com esta frase bem sugestiva que encontra-se na contra-capa do livro Sussurros da Meia-Noite, de autoria de Daniel Pedrosa, Juliana Velonessi, Leandro Reis e Stefânia Andrade, damos início a mais uma resenha especial.  

Este é o primeiro livro destes jovens autores que decidiram reunir-se durante o Festival da Mantiqueira, de 2012, formando o grupo Vale Fantástico, para divulgar a literatura de ficção e fantasia nacional. 

Sussurros da Meia-Noite remete-nos a um mundo sombrio, de mistérios inimagináveis; deve ser lido preferencialmente à noite, à luz de velas, pois sob esta atmosfera funesta, a obra cumpre magnificamente com seu propósito: fazer com que o seu leitor, sinta calafrios de verdade ao término de cada página.

Dentre os dez contos da presente obra, duas histórias destacam-se mais por serem mais arrepiantes. 

São elas:

1. Em Má Companhia, de Stefânia Andrade
Este conto narra a história de uma universitária cursando Farmácia em Araraquara, pacata cidade do interior paulista que, na volta de uma das suas viagens quinzenais à sua terra natal, para visitar seus pais, depara-se com algo horripilante e sobrenatural ao adentrar seu prédio, que com certeza a marcará para o resto da vida!

2. O Broche Azul, de Juliana Velonessi
Neste conto, Tatiana e sua irmãzinha de quatro anos, Liz, deparam-se com o mal ao  cruzarem um velho casarão abandonado: um lugar amaldiçoado e repleto de histórias terrificantes.

Contrariando os avisos que anos e anos Tatiana ouvira de sua avó e seus pais, para jamais por os pés naquele recinto maldito, ela manda sua irmãzinha entrar para pegar uma joia que brilhava no escuro. E Liz, aos cruzar os portões de ferro do velho casarão, viverá uma experiência tão aterrorizante, que mudará completamente a sua vida , a de  Tatiana e a de todos ao seu redor…

Ótimo livro, muito bem escrito, traz até uma escala de medo para conto. Super recomendado!

Merece 5 de 5 estrelas.

✮✮✮✮✮

Esperamos que tenham gostado. 

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André & Ana Paula

A Festa de Babette – Karen Blixen


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de um conto escrito pela autora dinamarquesa Karen Blixen. Trata-se de A Festa de Babette, uma linda história de amor, religiosidade e austeridade.

Na cidadezinha de Berlevaag, Noruega, duas senhoras solteiras viviam felizes em uma casa amarela. Eram elas: Martine e Philippa. Elas eram muito conhecidas em Berlevaag, pois seu falecido pai havia sido um pastor luterano daquela cidade; inclusive os nomes de ambas haviam sido dados em homenagem a Martinho Lutero e seu amigo, Philipp Melanchthon.

Nessa época vivia também na casa uma empregada francesa católica, de nome Babette, que chegara ali há doze anos e era “pau para toda a obra”, além de despertar a desconfiança da comunidade, já que todos sabiam que as duas senhoras gastavam todo o seu dinheiro fazendo caridade e não tinham como pagar uma empregada.

Para explicar o motivo da presença da empregada e também como era pago o seu salário, precisamos voltar no tempo, na época que as duas senhoras eram ainda jovens.

Quando Martine tinha 18 anos, um jovem oficial, de nome Lorens Loewenhielm, apaixono-se pela jovem, mas jamais declarou seu amor por timidez. Ele deu um beijo rápido no último dia que ele a encontrou e partiu, sem mais voltar.

Um ano depois, o famoso cantor francês Achille Papin, ao ouvir a canora voz de Philippa, apaixonou-se pela jovem. Ele pediu ao pai dela para que a deixasse ensaiar trechos de óperas com ele, o que o pastor aceitou a contragosto, já que Papin era católico. Em uma destas aulas, o cantor declarou todo o seu amor à Philippa, que ficou em silêncio. Ao chegar em casa, a jovem pediu que seu pai escrevesse uma carta ao Monsenhor Papin, lamentando muito, mas ela não teria mais ensaios com ele.

Desgostoso, o cantor partiu dali sem fazer qualquer alarde. Mas quinze anos depois, durante uma noite muito chuvosa, uma mulher francesa bateu a porta da casa amarela. Ela trazia uma carta de Achille Papin, pedindo que elas aceitassem aquela mulher que sabia cuidar muito bem de uma casa, além de ser uma grande cozinheira e que por infortúnio, teve que fugir às pressas de Paris, devido ao Massacre à Comuna, de 1871.

Como não tinham condições de pagar por mais uma empregada, a mulher que se identificou como Babette Hersant, aceitou trabalhar para elas de graça mesmo.

Com o passar dos anos, a empregada conseguiu conquistar o respeito da comunidade protestante, mesmo sendo uma católica convicta. Só havia algo estranho: ela jamais mencionava qualquer coisa referente ao seu passado.

Doze anos depois, uma carta de Paris chegou para a Babette, anunciando que ela ganhara na loteria. Como se aproximava do aniversário de cem anos do pai, Babette ofereceu-se para custear todo o banquete, desde que as irmãs deixassem ela servir um verdadeiro jantar francês.

A partir daí, tartaruga e outras coisas que ninguém estava acostumado a ver e comer começaram a chegar, despertando um medo enorme nas duas irmãs, que estavam arrependidas de entregarem o jantar em memória do pai a uma verdadeira “feiticeira”…

Vou parar por aqui, pois não quero estragar as surpresas que a autora reservou aos leitores.

O resto, só lendo muito!!!

Como é um conto curto, de apenas 64 páginas (o meu exemplar é de bolso), a leitura fluiu muito rapidamente. Chegando ao final, questionamentos diversos surgem à cabeça do leitor. Nota 10.

Como a maioria, eu só tomei conhecimento desta linda história, ao assistir ao filme A Festa de Babette, película de 1987, que conta com uma fotografia belíssima e uma trilha sonora incrível.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

paralelos – 17 contos da nova literatura brasileira


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Este livro reúne dezessete contos de jovens autores cariocas  que, no início de 2000, flertavam com a internet e com os livros também. Eles eram considerados os expoentes da nova literatura brasileira!

São eles: Antonia Pelegrino, Augusto Sales, Cecília Giannetti, Crib Tanaka, Flávio Izhaki, Francisco Slade, Gustavo de Almeida, João Paulo Cuenca, Jorge Cardoso, Jorge Rocha, Leandro Salgueirinho, Mara Coradello, Mariel Reis, Paloma Vidal, Pedro Süssekind, Simone Paterman e Tatiana Salem Levy.

Na minha humilde opinião, nenhum autor merece maior destaque, pois não posso deixar de apontar a falta de cuidado na criação de algumas histórias, parecendo que parágrafos foram escritos ao acaso e depois agrupados. Já outras histórias pareceram-me incompletas ou sem um final que fizesse muito sentido.

Resolvi não atribuir qualquer nota ao livro, lamento por isso. Se vocês tiverem curiosidade, leiam e deixem suas impressões nos comentários.

Um beijo no coração de todos.

Alex André 

 

Delirium – Carlos Patrício


Resultado de imagem para capa livro deliriumBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Sempre gostamos de conhecer novos autores, principalmente brasileiros. E a resenha desta tarde é justamente do livro Delirium, do autor Carlos Patrício. 

O título “Delirium” não foi escolhido ao acaso, pois os contos selecionados para este livro são muito mais do que simples histórias ou meros devaneios; cada história convida-nos a uma viagem aos confins da mente criativa e brilhante do autor. Mas tomem cuidado, pois essa viagem pode ser apenas de ida…

Todos os contos foram muito bem escritos, mas dois merecem mais destaque, já que conseguiram deixar-nos mais “delirantes”.

São eles:

Doutor Sádico
Narra a história horripilante de Klose, dedicado e amoroso pai, que adorava sua filha querida Elisabeth. Certa vez, quando levava sua filha à escola, ele parou num bar para relaxar e desabafar, já que havia ficado desempregado e preocupava-se com o futuro que estava por vir. Só que não era apenas o dono do bar que ouvia seus lamentos: Hans Mozart, um sujeito muito sinistro, com longos pelos na barba e um olhar inquietante também estava prestando atenção na conversa dos dois, principalmente em Klose.

Klose não fazia a menor ideia que a perda de emprego seria o menor dos seus problemas, pois ele havia cruzado o caminho de um terrível psicopata. Hans Mozart capturou-o assim que ele saiu do bar e levou-o para uma casa infernal, aonde todo o tipo de atrocidades eram realizadas e fugir era praticamente impossível.

O final da história é eletrizante, lançando-nos um questionamento antigo: será que o bem sempre vence o mal?

Truco
Certo grupo de amigos reúne-se na casa de um deles para jogar truco durante a noite e beber até cair.

Tudo corria bem até o momento em que um grupo de bandidos invade a casa para saquear, levando ao desespero os amigos. E algo de muio horrível mesmo irá acontecer durante o assalto, e isso irá mudar a vida de todos para sempre…

O resto, só lendo muito!

Este livro superou as nossas expectativas. Nota 8,5.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos.

Alex André & Ana Paula

 

 

BRANCA DOS MORTOS e os SETE ZUMBIS e outros contos macabros – Fabio Yabu


Resultado de imagem para BRANCA DOS MORTOS e os SETE ZUMBISSe vocês ainda acreditam na frase:
“E eles viveram felizes para sempre”
tenham muito, mas muito cuidado ao ler este livro!!!

É nesta atmosfera de contos de fada, com histórias que nunca ouvimos e que trazem a verdade sobre cada conto infantil, que o brilhante escritor Fábio Yabu  brinda seus leitores com muita imaginação, morbidez e sangue, é claro; um prato cheio para os fãs do gênero.

Dentre os doze contos que compõe  esta obra magnífica, dou destaque para os dois que mais me agradaram. São eles:

1 – Cindehella e o sapatinho infernal
Narra a história da linda jovem Cindehella, filha de um rico e brilhante médico que criou-a sozinho após a trágica morte de sua esposa.

Porém, como ninguém consegue viver sozinho por tanto tempo, ele casa-se com uma megera que não tinha mais o olho direito, além de ser muito sovina e maldosa. Ela possuía duas filhas: Griselda e Anastácia, que eram malcriadas, muito mimadas e pra lá de horrorosas!!!

Quando o bondoso médico morre subitamente, a terrível madrasta fica com toda a fortuna e também com o compromisso de cuidar da jovem Cindehella.  Pois bem, como era de se esperar, a megera tratava Cindehella como escrava, deixando-a com as sobras de suas filhas monstrengas.

Até esse ponto, tudo se parece com uma história que conhecemos bem, não é mesmo?

Num belo dia, o rei resolveu que daria um baile para encontrar uma esposa para seu filho, o príncipe. A megera ficou muito entusiasmada em ir ao baile com as filhas, mas proibiu a bela Cindehella de ir também. Mesmo assim, a jovem foi escondida ao baile.

O que aconteceu depois da chegada da jovem ao salão de baile mudará para sempre a visão que vocês ainda mantinham dessa “inocente” história…

2 – Samarapunzel
Narra a história da linda jovem Samarapunzel, que havia sido trancada numa torre altíssima e, cujos cabelos negros e enormes tinham vida própria, servindo como escada para sua mãe, a única pessoa que a visitava. Até o dia em que um príncipe aparece na história…

 Vocês irão se surpreender de verdade com o rumo inesperado que o conto irá tomar. A única coisa que posso dizer-vos é que não existe o: “e foram felizes para sempre”!

O resto, só lendo muito.

Parabenizo o autor Fabio Yabu pela corajosa ideia de escrever um livro de terror baseado nas histórias infantis que conhecemos desde pequenos. O resultado foi brilhante, diferente de tudo o que eu havia lido antes.  Não tinha como deixar de citar também as belíssimas ilustrações de Michel Borges, que contribuíram e muito para aumentar  o clima diabólico de cada história. Nota 11.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos.

Alex André & Ana Paula

O outro lado do crime – Casos Sobrenaturais (vários autores)


Dossiê organizado por:
Bruno Anselmi Matangrano
Debora Gimenes

O Outro Lado do CrimePensem em um livro que una mistério e fantasia em cada um de seus contos, e inclua também nessa atmosfera  um toque sucinto de sobrenatural. Este livro é O outro Lado do crime, com toda a certeza.

Além dos organizadores – e também autores – Bruno Anselmi Matangrano e de Debora Gimenes,  Fernanda Borges, James Andrade, Luis Eduardo Matta, Marcelo Augusto Galvão, Natália Couto Azevedo, O. A. Secatto e Vera Carvalho Assumpção foram escolhidos com muito apuro para levar o leitor a uma viagem pelo caminho da investigação policial e também do fantástico. Não poderia deixar de mencionar as belas fotografias e montagens feitas por Lucas Anselmi Matangrano, que ajudaram demais a dar um clima mais tenebroso ao livro.

Gostei demais de todos os contos, mesmo não sendo um profundo conhecedor da literatura fantástica brasileira. A cada página virada, parecia que eu estava dando de cara com algo belamente escrito por Agatha Christie, Edgard Wallace, Conan Doyle, numa simbiose com autores como H.P. Lovecraft, Poe, Ray Bradbury, entre outros. Porém, a essência do fantástico brasileiro sempre mostrou-se presente.

Foi muito difícil escolher apenas dois contos para um comentário mais completo, já que todos são muito bons. Resolvi então escolher os dois que mexeram mais comigo.

São eles:

O que aconteceu em Bottown- de Marcelo Augusto Galvão
Em Marte, o detetive Simon Hermes é contratado para investigar o desaparecimento da bela Lena, esposa de Bernhard Pasharef, um rico empresário do planeta vermelho. Com as investigações em andamento, Hermes começa a desvendar a teia de mistério que acompanha a morte da esposa do seu cliente, ele só não fazia ideia que isso o levaria a um culto de vodu marciano e ao lote 23 dos biobots – robôs que se assemelhavam aos humanos, mas que há tempos foram deixados de fabricar por apresentarem defeitos de comando…

Tânatos – Natália Couto Azevedo
A jovem Helena trabalhava na Verificação de Óbitos do Hospital das Clínicas. Ela passa então a ter flashes de Lavínia, sua falecida mãe, em todos os cadáveres que começara a dissecar e resolve procurar respostas nos arquivos do Dr. Carlos, seu próprio pai. E o que  ela encontra ali é algo de gelar o sangue de qualquer um…

O resto, só lendo muito!

Acredito que todos vocês gostarão de ler este livro, mesmo os que não sejam entusiastas da literatura fantástica. Nota 9.

Espero que tenham gostado da primeira resenha de 2017.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

 

São Julião, o hospitaleiro (Três Contos)- Gustave Flaubert


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

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Terminei a leitura do livro: “São Julião, O hospitaleiro”, que é composto por três contos: “São Julião, O hospitaleiro”; “Herodíade” e “Um Coração Simples” (resenha aqui no blog).

A resenha que prepare para vocês é a de “São Julião, o hospitaleiro”.

Nossa história começa com a excelente vida que os pais de Julião levavam, já que eram muito ricos e moravam em um rico palácio. Na noite em que sua mãe deu à luz, um eremita chegou bem próximo do seu leito e disse-lhe que Julião seria um santo. Este homem não foi visto entrar ou sair por mais ninguém do palácio, o que era muito estranho.

Já seu marido recebeu a visita de um cigano ao amanhecer. O mesmo afirmou que Julião seria um imperador e sumiu na neblina da manhã, sem que ninguém conseguisse mais encontrá-lo.

Os esposos resolveram esconder um do outro a visão e a profecia que ouviram, tratando o menino com igual carinho. O garoto então cresceu cercado por todas as regalias que poderia receber de dois pais ricos e amorosos.

Desde jovem, seu pai ensinou-lhe a arte da caçada e ele tornou-se um exímio caçador. Contudo, o sangue dos animais parecia enfeitiçá-lo, pois ele não se contentava em abater um ou dois animais: ele gostava de promover um verdadeiro massacre, abatendo vários animais por noite, apenas pelo prazer da matança.

Certo dia, após uma noite em que já havia caçado vários animais, ele viu um cervo negro, uma corça e seu pequeno filhote. Ele partiu para cima do trio e matou o filhote na frente da pobre corça; depois matou-a, sem piedade. Ao tentar matar o cervo, levou um tremendo susto: mesmo ferido, o cervo tentava rasgar-lhe o peito com sua galhada. Antes de cair morto, o cervo negro olhou em seus olhos e rogou-lhe a seguinte praga:

“Maldito! Maldito! Maldito! Um dia, coração feroz assassinará teu pai e tua mãe!”

Julião voltou para casa e ficou cerca de três meses sem dormir direito. Quando restabeleceu-se por completo, decidiu que não mais iria caçar.

O jovem partiu de casa para fundar um exército particular, composto por homens corajosos. Ele resgatou o  imperador de Ocitânia das mãos do califa de Córdoba, e acabou por casar com a filha do imperador, herdando o castelo que pertencera a falecida mãe da jovem.

Numa noite, sua jovem e linda esposa encorajou-o a partir sozinho para uma caçada. Enquanto Julião experimentava uma noite de caça desastrosa, não conseguindo abater um único coelho sequer, sua esposa recebia a visita de um casal de idosos mendigos. Eles identificaram-se como pais de Julião; ambos haviam vendido tudo o que tinham para encontrar seu amado filho. A esposa de Julião ficara muito feliz em conhecer os pais do marido e arrumou-lhes um quarto para que eles esperassem o filho amado.

Quando Julião retornou de madrugada da sua caçada frustrada, o gosto de sangue e de carne o afetou com toda a força que ele acabou subindo correndo os três andares do castelo e derrubando a porta do seu quarto com apenas um muro.

A lembrança da bela esposa conseguiu aplacar sua fúria sanguinária. Mas, o que ele encontrou naquele quarto fez com que ele tomasse uma atitude que iria mudar os rumos da vida dele para sempre.

O resto, só lendo muito!!!

Apesar de Flaubert ter escrito apenas cinco livros, ele é considerado um dos autores mais completos de sua época, pois ele trabalhava muito profundamente suas personagens. Este foi o primeiro livro escrito por Gustave Flaubert, mas o último a ser publicado. Algumas pessoas na época em que ele apresentou-lhes o manuscrito sugeriram a ele que esquecesse o projeto. Ele só veio a publicar este livro, após seu sucesso com “Madame Bovary”. Nota 9!

Espero realmente que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Histórias de Arrepiar – Robert Westall


Resultado de imagem para livro historias de arrepiar robert westall Não tenho muito que o que falar sobre este belo livro, apenas que contém seis “histórias realmente de arrepiar”, escritas brilhantemente por Robert Westall,  um dos mais populares autores de terror da Inglaterra.

Dessas seis histórias, duas destacaram-se,  na minha humilde opinião, por serem as mais perturbadoras e horripilantes:

Casa Vazia – Narra o que aconteceu com um estudante de nome Higginson quando este decide matar aula pela primeira vez em sua vida. Depois de muito perambular pela cidade com medo de ser apanhado por alguém da escola, ele esgueirou-se pelas ruazinhas ermas e acabou por encontrar uma velha casa vazia. Ao entrar ali, Higginson descobriu muito mais que um amontoado de poeira e velharias: ele veio a desvendar um terrível segredo. Agora bastará ao jovem gazeador de aula decidir se fará ou não parte deste segredo…

Linha Cruzada com a Morte – Conta a história dos “Samaritanos” –  um grupo de pessoas que dedicava-se vinte e quatro horas por dia para receber chamadas de pessoas desesperadas, solitários e até de suicidas, e passar-lhes palavras de conforto e coragem.

Em todos os anos, Harry Lancaster, fundador do grupo, era o escalado para atender na véspera de Natal, mas um gripe forte fez com que o casal Charlesworth ficasse de bom grado fazendo plantão naquele Natal.

Mal sabiam eles, porém, que estariam face a face com morte ao atenderem uma  ligação,  meia-noite em ponto, de uma mulher desesperada que dizia do outro lado da linha:
– Ele vai me matar. Sei que ele vai me matar quando voltar!

O resto, só lendo muito!

Não posso dar uma nota menor do que 10!

Espero que tenham gostado da resenha dessa sexta.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

Contos Amargos – Alessandra Morales, Allana Machado, Bruno Catão, Paulo Vitor Mendonça


Boa tarde,  família Lendo Muito!

Como muitos de vocês já estão cansados de saber, sou um amante do gênero conto, seja de qualquer espécie, pois dou muito crédito para aqueles que, com tão poucas palavras, conseguem contar-nos uma história completa.

Trago-vos hoje a resenha de Contos Amargos –  livro que foi bem escrito por quatro jovens escritores, de estilos muito diferentes, que estão em busca de um lugar ao sol. Os temas abordados aqui são bem variados, como ingratidão, desforra, doenças (depressão pós-parto, câncer) e taras (estupro, pedofilia, incesto).

O sofrimento e a tragédia se fazem presentes desde o início, só que de forma bem comedida, e com o avanço da leitura o leitor depara-se com uma temática forte, impactante e até com o excesso de palavrões – em minha opinião, em alguns casos era dispensável!

Demorei para terminar este livro porque queria assimilar bem os estilos de cada um dos quatro autores. Para conseguir esse feito, eu li apenas um ou dois contos por dia. E o sentimentalismo da Alessandra Morales (minha querida Lelê, do Blog Tô Pensando em Ler) e o tom mais duro e áspero da jovem Allana Machado foram o que mais me cativaram. Tanto é que os dois contos selecionados aqui são delas:

1 – “Coisinha” – Allana Machado
Uma mulher com depressão pós parto resolve tirar a sua vida,  jogando-se no vão do metrô para não mais cuidar de seu filho “feio” e muito chorão. Ela desiste na última hora e resolve voltar para sua casa. Ela escuta da rua os berros do seu filho e resolve então acalmar aquela coisinha…

2 – “O Sorriso e a Ausência” – Alessandra Morales
Fabiana sentiu sempre uma enorme mágoa de sua mãe. Tinha vergonha de sua mãe ser pobre e desleixada, de voltar a pé para casa, vergonha da casa simples em que viviam. Só sentia mesmo saudades dos dias felizes que passava com sua tia Aurora, sua “segunda mãe”. Todavia, ao retornar para o funeral de sua mãe e abrir a mala colorida que ela tanto conhecia, deparou-se com uma fantasia de palhaço e um bilhete com um endereço que a levou até um hospital!  Ao entrar ali ela percebeu quem era sua verdadeira mãe e o que ela fazia naquele lugar…

O resto, só lendo muito!!!

Vou ficar esperando ansiosamente mais publicações deste “quarteto fantástico”, pois realmente adorei o livro e sei que todos são muito talentosos (uns mais e outros menos) e com um futuro brilhante pela frente. Nota 10.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André