ARANHA CASTANHA E OUTRAS TRAMAS – Gloria Kirinus


Resultado de imagem para ARANHA CASTANHA E OUTRAS TRAMASBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos uma resenha de um livro extraordinário que foi adquirido em uma das “maquininhas” do Metrô de São Paulo.

Trata-se de Aranha Castanha e Outras Tramas, de autoria de Gloria Kirinus, uma peruana de nascimento, que adotou nosso país – mais precisamente Curitiba-, como lugar para o seu renascimento.

As histórias narradas por ela são um verdadeiro deleite ao leitor, já que são reflexões sobre temas mais do que inusitados, como matemática e futebol. Aliás, muito antes de conhecer nosso país ela já apaixonara-se pela nossa língua quando ouvia os jogos do Brasil do outro lado da fronteira, coladinha em seu rádio – algo que denotava muita estranheza em sua família, pois ela era uma “menina”.

As duas histórias que mais chamaram-me a atenção foram as seguintes:

1. A Lição do Caranguejo
Uma mãe desesperada procura uma psicoterapeuta para “salvar” sua filha. O problema da adolescente vinha desde a infância, quando um pescador, por simples brincadeira, disse-lhe que sua inteligência era diagonal. Dali em diante, ela começou a andar tal qual um caranguejo.

O que parecia ser uma simples brincadeira, tornou-se algo muito sério, a ponto da menina, após ter contato com o jogo de xadrez, pensar em tornar-se freira só para acompanhar o “bispo”.

2. Com Zeus
As amigas estavam intrigadas para saber quem era aquele “Zeus” de quem tanto Cátia comentava e a quem ela prometera dispensar mais tempo…

O resto, só lendo muito!

O livro conta com uma escrita bem espontânea e com histórias muito divertidas, fazendo com que o leitor não desgrude das páginas até chegar ao seu final.

Não poderia deixar de citar também o trabalho da Angela Leite de Souza, pois suas belíssimas ilustrações são complementos mais do que acertados dos “causos” muito bem tramados por Gloria Kirinus.

Digno de 5 estrelas

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

Código 1 – Crônicas de Plantão – Hang Ferrero


Resultado de imagem para codigo 1 - crônicas  livroBoa tarde, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos agora a resenha do livro “Código 1 – Crônicas de Plantão“, do querido autor catarinense Hang Ferrero.

Ao falarmos de saúde, o que vem logo a nossa cabeça é o péssimo atendimento prestado por médicos e enfermeiros, as longas filas de espera para o atendimento da população, a falta de leitos e remédios, e o sucateamento e abandono dos hospitais.

Só alguém com muito talento e sensibilidade como Hang Ferrero para fugir de todo esse negativismo e desgosto e encontrar humor em situações inusitadas que ele tem vivenciado há quase trinta anos atuando como técnico de enfermagem e socorrista.

Todos os “causos” narrados são verdadeiros; ele guardou a ficção apenas para os nomes das personagens e das instituições. As histórias são excelentes e a leitura é tão leve e gostosa, que faz com que o leitor não pare mais de ler até chegar ao final e ficar com um gosto de “quero mais”.

Quero dar destaque para duas histórias que mais chamaram a minha atenção:

1 – Fatalmente
O enfermeiro Joca não gostava muito de pegar elevadores, não por qualquer medo ou “toc”, mas sim por que sempre que subia em um, aconteciam situações divertidas ou embaraçosas.

Certa vez,  enquanto segurava a porta do elevador para que os enfermeiros conduzissem a maca de uma paciente que estava com receio de que seu médico não lembrasse qual joelho que deveria ser operado, ele não se conteve e perguntou-lhe se ela não havia feito um “X” no joelho certo para que o médico não se enganasse…

2 – Urgência
Socorristas de plantão atendem ao chamado de uma mãe pedindo ajuda para a filha de 17 anos que havia desmaiado. Chegando à residência, notaram que a garota já estava quase recuperada e ficaram sabendo que ela vinha apresentando este quadro já fazia algum tempo.

Nada de anormal foi constatado na saúde da filha e eles pediram então para a mãe levá-la no posto de saúde do bairro, pois aqueles desmaios pareciam ser de caráter psicológico.

A resposta dada pela mãe aos socorristas foi algo bem insólito…

O resto, só lendo muito!

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Conhecia o Hang apenas como um privilegiado poeta, e foi uma surpresa mais do que gratificante saber que ele também consegue escrever muito bem em forma de prosa.

Livro digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Nove Autores – Nove Histórias


Nenhum texto alternativo automático disponível.Boa tarde, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos uma resenha mais do que especial para esquentar um pouco a tarde de todos. Trata-se do incrível “Nove Autores – Nove Histórias“, fantástico livro escrito por nove talentosíssimos autores, que eu adquiri por acaso em um sebo.

Como todos nós já estamos cansados de saber, o 9 é um algarismo que está muito enraizado em nossa vida, já que são 9 os meses de gestação de nós, humanos.

Quando falamos de matemática o 9 se faz ainda mais presente, já que o triângulo retângulo tem 90 graus e também utilizamos muito a prova dos 9, não é mesmo?

No futebol, o próprio jogo tem 90 minutos e o grande responsável pelos gols é aquele que veste a camisa 9.

Já nas lojas de 1,99 efetuamos compras de miudezas por um preço bem acessível.

Para os numerólogos, isso também não poderia ser diferente, já que para eles, o 9 representa o fim e o início de um ciclo.

Neste livro, nove grandes autores aceitaram o desafio um tanto quanto ingrato de darem destaque ao número 9, transformando o tão representativo algarismo em tema recorrente para seus contos. Cada um escolheu um gênero bem diferente do outro, desde terror, drama até o humor. No final das contas, as nove histórias ficaram realmente divinas.

São eles:

Andrea Arcadas 1,99

Lara Martins – CHEIO DAS NOVE HORAS

Leonardo Richner – GATO PRETO NA LUA CINZENTA

Nathalie Lourenço – O NONO

Pedro Magalha – RETÍCULO

Pedro Tancini – ALGUMAS HISTÓRIAS QUE PODERIAM SER HISTÓRIAS SOBRE PÁSSAROS

Safira Lyra – NOVE SEGUNDOS

Simone AZ – CAMISA 9

Viviane Adade – 90 MINUTOS

Para dar um destaque maior, escolhi duas histórias que mais chamaram a atenção:

1 – O NONO, da Nathalie Lourenço
O casal Mariene e Cassiano já possuiam oito filhos e o nono estava a caminho. Todos os filhos anteriores tinham recebido o nome iniciando pela letra G, e este também não podia ser diferente.

O pai de Mariene tinha medo do neto, antes mesmo do seu nascimento, pois achava que aquela criança era “filha do tinhoso”. Espalhou um saco inteiro de sal grosso pela casa, procurou uma mãe-de-santo para tentar fazer a filha abortar espontaneamente e até um enorme crucifixo na barriga da filha ele passou.  Tudo com o intento de evitar o nascimento do nono neto!

Glauber veio ao mundo assim mesmo, como todas as crianças. Ou melhor, como quase todas, pois ele era muito cabeludo, com vários pelos nas mãos e nos pés, e seu dedo mindinho era colado ao outro.

Alguns acidentes passaram a ocorrer, conforme o pequeno Glauber crescia. Mas tudo não passava de mera coincidência. Ou será que não?

2. CAMISA 9, da Simone AZ
O Brasil ganhou com extrema facilidade a copa de 70; 90 milhões de pessoas comemoravam aquele título ao som de Pra Frente Brasil, todavia, o povo não fazia ideia do que ocorria no nosso país tupiniquim.

Pessoas eram torturadas em porões úmidos, até confessarem seus crimes. Algumas, cansadas de tanto sofrimento, confessavam até o que não tinham cometido. Uma destas pessoas presas foi o irmão de Jenifer, preso por subversão, palavra que ela nem fazia ideia que existia.

A preocupação de Jenifer era tão grande, a ponto da menina querer completar o álbum de figurinhas da copa do mundo para presentear o irmão. Faltava justamente a figurinha do Tostão, nosso camisa 9.

Ela faria de tudo para obter aquela figurinha, até mesmo…

O resto, só lendo muito.

Fico muito feliz em saber que a nossa literatura brasileira está se renovando a cada dia que passa, e que muitos autores talentosos estão surgindo.

Este livro é uma prova disto.

Digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

PRÊMIO FNAC – NOVOS TALENTOS DA LITERATURA


Resultado de imagem para premio fnac de literaturaEm 2014, ao celebrar 60 anos de sua  existência, dentre os quais, 15 já aqui no nosso país, o programa JOVENS TALENTOS da Fnac, após ter revelado novos nomes na música, quadrinhos e fotografia, pela primeira vez na sua história,  resolveu dar destaque à nossa literatura.

Em parceria com a editora Novo Século, a Fnac produziu este belíssimo livro que traz os contos dos 10 finalistas que, muito em breve, estarão trilhando carreiras de muito sucesso, com toda a certeza.

São eles:

Adriana MonteiroNoite Adentro
Bruno SilvanoO Veneno do Tédio
Fernanda CastroDez de maio
Flávio PosseteDo que o inferno é feito
Gustavo Zicatti RaimundoAo som do Blues
Kell BonassoliA vida secreta de Ana: a fome
Lia Matos ViegaUm dia convencional…
Nataly CallaiA autoridade da vida
Patricia CytrynoviczComo fazer a barda da melhor forma
Raul OtuziO inventor de profissões

Os gêneros escolhidos pelos autores foram os mais diversos possíveis: terror, suspense, drama e até humor; todos escritos com uma técnica apurada e bastante brilhantismo.

Normalmente, costumo dar destaque apenas para os dois contos que mais me encantaram. Desta vez, porém, resolvi fazer algo diferente: escolhi três contos para fazer uma breve resenha.

 O primeiro é Do que o inferno é feito, de Flávio Possete.

Os três “amigos de copo” Luiz, Adamastor e Minoro, foram festejar o aniversário da morte do amigo Henrico, bebendo cachaça no cemitério. Quando já estavam muito “altos”, o Adamastor resolveu propor aos outros um pacto: quem morresse primeiro voltaria para contar aos outros dois do que o inferno era feito.

Dois dias depois, o próprio Adamastor morreu e, durante o enterro, Luiz e Minoro, bêbados como sempre, ficavam se perguntando se alguma coisa aconteceria mais tarde.

Será que o Adamastor voltaria para falar com eles?

E se…

O segundo conto que eu escolhi foi: Um dia convencional, da Lia Matos Viega.

Fernando, um executivo de sucesso e Pedro, um vendedor de rua, que mal falava o português acabam se conhecendo de uma maneira mais do que estranha: ao desviar de uma moto, Pedro acabou sendo atropelado acidentalmente por Fernando.

Fernando leva Pedro para o hospital mais próximo; chegando lá, ambos descobrem que outra pessoa já havia sido morta naquele dia, tentando desviar de uma moto.

Que ligação o atropelamento de Pedro teria com aquele outro?

O terceiro conto é  Como Fazer a Barba, de autoria de Patricia Cytrynovicz

O advogado Dr. Otávio – ele fazia questão de ser chamado assim = tinha o costume de fazer a barba na mesma barbearia, todas as manhãs. Aquele ritual diário de toalha quente e lâmina afiada no rosto era algo indescritível, chegando a ser mesmo orgástico.

Lá do alto do seu escritório, no Fórum de São Paulo, ele ficava olhando lá para baixo, admirando as prostitutas que faziam ponto ali na Sé; ele até sabia quem eram seus clientes e quanto tempo durava em média seus programas.

Certo dia, ele resolveu sair com uma delas. A escolhida foi uma loira falsa que tinha um pouco mais de “sustância” que as outras. Ao chegar ao abatedouro da prostituta, ele resolve fazer um programa mais do que bizarro…

O resto, só lendo muito.

Os três contos escolhidos são dignos de receberem 5 estrelas.

Tomara que outras iniciativas como esta da Fnac venham a surgir, e que novos talentos da nossa literatura brotem aos montes, pois nossa literatura sempre foi uma das mais ricas e lidas do mundo, contudo, nós mesmos não valorizamos nossos escritores.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

 

 

 

 

Sussurros da Meia-Noite – Daniel Pedrosa/ Juliana Velonessi/ Leandro Reis/ Stefânia Andrade


Resultado de imagem para Sussurros da Meia-Noite“Tranque as portas e janelas de sua casa, acenda o abajur
e boa leitura!”

Querida Família Lendo Muito,  com esta frase bem sugestiva que encontra-se na contra-capa do livro Sussurros da Meia-Noite, de autoria de Daniel Pedrosa, Juliana Velonessi, Leandro Reis e Stefânia Andrade, damos início a mais uma resenha especial.  

Este é o primeiro livro destes jovens autores que decidiram reunir-se durante o Festival da Mantiqueira, de 2012, formando o grupo Vale Fantástico, para divulgar a literatura de ficção e fantasia nacional. 

Sussurros da Meia-Noite remete-nos a um mundo sombrio, de mistérios inimagináveis; deve ser lido preferencialmente à noite, à luz de velas, pois sob esta atmosfera funesta, a obra cumpre magnificamente com seu propósito: fazer com que o seu leitor, sinta calafrios de verdade ao término de cada página.

Dentre os dez contos da presente obra, duas histórias destacam-se mais por serem mais arrepiantes. 

São elas:

1. Em Má Companhia, de Stefânia Andrade
Este conto narra a história de uma universitária cursando Farmácia em Araraquara, pacata cidade do interior paulista que, na volta de uma das suas viagens quinzenais à sua terra natal, para visitar seus pais, depara-se com algo horripilante e sobrenatural ao adentrar seu prédio, que com certeza a marcará para o resto da vida!

2. O Broche Azul, de Juliana Velonessi
Neste conto, Tatiana e sua irmãzinha de quatro anos, Liz, deparam-se com o mal ao  cruzarem um velho casarão abandonado: um lugar amaldiçoado e repleto de histórias terrificantes.

Contrariando os avisos que anos e anos Tatiana ouvira de sua avó e seus pais, para jamais por os pés naquele recinto maldito, ela manda sua irmãzinha entrar para pegar uma joia que brilhava no escuro. E Liz, aos cruzar os portões de ferro do velho casarão, viverá uma experiência tão aterrorizante, que mudará completamente a sua vida , a de  Tatiana e a de todos ao seu redor…

Ótimo livro, muito bem escrito, traz até uma escala de medo para conto. Super recomendado!

Merece 5 de 5 estrelas.

✮✮✮✮✮

Esperamos que tenham gostado. 

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André & Ana Paula

A Festa de Babette – Karen Blixen


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de um conto escrito pela autora dinamarquesa Karen Blixen. Trata-se de A Festa de Babette, uma linda história de amor, religiosidade e austeridade.

Na cidadezinha de Berlevaag, Noruega, duas senhoras solteiras viviam felizes em uma casa amarela. Eram elas: Martine e Philippa. Elas eram muito conhecidas em Berlevaag, pois seu falecido pai havia sido um pastor luterano daquela cidade; inclusive os nomes de ambas haviam sido dados em homenagem a Martinho Lutero e seu amigo, Philipp Melanchthon.

Nessa época vivia também na casa uma empregada francesa católica, de nome Babette, que chegara ali há doze anos e era “pau para toda a obra”, além de despertar a desconfiança da comunidade, já que todos sabiam que as duas senhoras gastavam todo o seu dinheiro fazendo caridade e não tinham como pagar uma empregada.

Para explicar o motivo da presença da empregada e também como era pago o seu salário, precisamos voltar no tempo, na época que as duas senhoras eram ainda jovens.

Quando Martine tinha 18 anos, um jovem oficial, de nome Lorens Loewenhielm, apaixono-se pela jovem, mas jamais declarou seu amor por timidez. Ele deu um beijo rápido no último dia que ele a encontrou e partiu, sem mais voltar.

Um ano depois, o famoso cantor francês Achille Papin, ao ouvir a canora voz de Philippa, apaixonou-se pela jovem. Ele pediu ao pai dela para que a deixasse ensaiar trechos de óperas com ele, o que o pastor aceitou a contragosto, já que Papin era católico. Em uma destas aulas, o cantor declarou todo o seu amor à Philippa, que ficou em silêncio. Ao chegar em casa, a jovem pediu que seu pai escrevesse uma carta ao Monsenhor Papin, lamentando muito, mas ela não teria mais ensaios com ele.

Desgostoso, o cantor partiu dali sem fazer qualquer alarde. Mas quinze anos depois, durante uma noite muito chuvosa, uma mulher francesa bateu a porta da casa amarela. Ela trazia uma carta de Achille Papin, pedindo que elas aceitassem aquela mulher que sabia cuidar muito bem de uma casa, além de ser uma grande cozinheira e que por infortúnio, teve que fugir às pressas de Paris, devido ao Massacre à Comuna, de 1871.

Como não tinham condições de pagar por mais uma empregada, a mulher que se identificou como Babette Hersant, aceitou trabalhar para elas de graça mesmo.

Com o passar dos anos, a empregada conseguiu conquistar o respeito da comunidade protestante, mesmo sendo uma católica convicta. Só havia algo estranho: ela jamais mencionava qualquer coisa referente ao seu passado.

Doze anos depois, uma carta de Paris chegou para a Babette, anunciando que ela ganhara na loteria. Como se aproximava do aniversário de cem anos do pai, Babette ofereceu-se para custear todo o banquete, desde que as irmãs deixassem ela servir um verdadeiro jantar francês.

A partir daí, tartaruga e outras coisas que ninguém estava acostumado a ver e comer começaram a chegar, despertando um medo enorme nas duas irmãs, que estavam arrependidas de entregarem o jantar em memória do pai a uma verdadeira “feiticeira”…

Vou parar por aqui, pois não quero estragar as surpresas que a autora reservou aos leitores.

O resto, só lendo muito!!!

Como é um conto curto, de apenas 64 páginas (o meu exemplar é de bolso), a leitura fluiu muito rapidamente. Chegando ao final, questionamentos diversos surgem à cabeça do leitor. Nota 10.

Como a maioria, eu só tomei conhecimento desta linda história, ao assistir ao filme A Festa de Babette, película de 1987, que conta com uma fotografia belíssima e uma trilha sonora incrível.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

paralelos – 17 contos da nova literatura brasileira


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Este livro reúne dezessete contos de jovens autores cariocas  que, no início de 2000, flertavam com a internet e com os livros também. Eles eram considerados os expoentes da nova literatura brasileira!

São eles: Antonia Pelegrino, Augusto Sales, Cecília Giannetti, Crib Tanaka, Flávio Izhaki, Francisco Slade, Gustavo de Almeida, João Paulo Cuenca, Jorge Cardoso, Jorge Rocha, Leandro Salgueirinho, Mara Coradello, Mariel Reis, Paloma Vidal, Pedro Süssekind, Simone Paterman e Tatiana Salem Levy.

Na minha humilde opinião, nenhum autor merece maior destaque, pois não posso deixar de apontar a falta de cuidado na criação de algumas histórias, parecendo que parágrafos foram escritos ao acaso e depois agrupados. Já outras histórias pareceram-me incompletas ou sem um final que fizesse muito sentido.

Resolvi não atribuir qualquer nota ao livro, lamento por isso. Se vocês tiverem curiosidade, leiam e deixem suas impressões nos comentários.

Um beijo no coração de todos.

Alex André 

 

Delirium – Carlos Patrício


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Sempre gostamos de conhecer novos autores, principalmente brasileiros. E a resenha desta tarde é justamente do livro Delirium, do autor Carlos Patrício. 

O título “Delirium” não foi escolhido ao acaso, pois os contos selecionados para este livro são muito mais do que simples histórias ou meros devaneios; cada história convida-nos a uma viagem aos confins da mente criativa e brilhante do autor. Mas tomem cuidado, pois essa viagem pode ser apenas de ida…

Todos os contos foram muito bem escritos, mas dois merecem mais destaque, já que conseguiram deixar-nos mais “delirantes”.

São eles:

Doutor Sádico
Narra a história horripilante de Klose, dedicado e amoroso pai, que adorava sua filha querida Elisabeth. Certa vez, quando levava sua filha à escola, ele parou num bar para relaxar e desabafar, já que havia ficado desempregado e preocupava-se com o futuro que estava por vir. Só que não era apenas o dono do bar que ouvia seus lamentos: Hans Mozart, um sujeito muito sinistro, com longos pelos na barba e um olhar inquietante também estava prestando atenção na conversa dos dois, principalmente em Klose.

Klose não fazia a menor ideia que a perda de emprego seria o menor dos seus problemas, pois ele havia cruzado o caminho de um terrível psicopata. Hans Mozart capturou-o assim que ele saiu do bar e levou-o para uma casa infernal, aonde todo o tipo de atrocidades eram realizadas e fugir era praticamente impossível.

O final da história é eletrizante, lançando-nos um questionamento antigo: será que o bem sempre vence o mal?

Truco
Certo grupo de amigos reúne-se na casa de um deles para jogar truco durante a noite e beber até cair.

Tudo corria bem até o momento em que um grupo de bandidos invade a casa para saquear, levando ao desespero os amigos. E algo de muio horrível mesmo irá acontecer durante o assalto, e isso irá mudar a vida de todos para sempre…

O resto, só lendo muito!

Este livro superou as nossas expectativas. Nota 8,5.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos.

Alex André & Ana Paula

 

 

BRANCA DOS MORTOS e os SETE ZUMBIS e outros contos macabros – Fabio Yabu


Resultado de imagem para BRANCA DOS MORTOS e os SETE ZUMBISSe vocês ainda acreditam na frase:
“E eles viveram felizes para sempre”
tenham muito, mas muito cuidado ao ler este livro!!!

É nesta atmosfera de contos de fada, com histórias que nunca ouvimos e que trazem a verdade sobre cada conto infantil, que o brilhante escritor Fábio Yabu  brinda seus leitores com muita imaginação, morbidez e sangue, é claro; um prato cheio para os fãs do gênero.

Dentre os doze contos que compõe  esta obra magnífica, dou destaque para os dois que mais me agradaram. São eles:

1 – Cindehella e o sapatinho infernal
Narra a história da linda jovem Cindehella, filha de um rico e brilhante médico que criou-a sozinho após a trágica morte de sua esposa.

Porém, como ninguém consegue viver sozinho por tanto tempo, ele casa-se com uma megera que não tinha mais o olho direito, além de ser muito sovina e maldosa. Ela possuía duas filhas: Griselda e Anastácia, que eram malcriadas, muito mimadas e pra lá de horrorosas!!!

Quando o bondoso médico morre subitamente, a terrível madrasta fica com toda a fortuna e também com o compromisso de cuidar da jovem Cindehella.  Pois bem, como era de se esperar, a megera tratava Cindehella como escrava, deixando-a com as sobras de suas filhas monstrengas.

Até esse ponto, tudo se parece com uma história que conhecemos bem, não é mesmo?

Num belo dia, o rei resolveu que daria um baile para encontrar uma esposa para seu filho, o príncipe. A megera ficou muito entusiasmada em ir ao baile com as filhas, mas proibiu a bela Cindehella de ir também. Mesmo assim, a jovem foi escondida ao baile.

O que aconteceu depois da chegada da jovem ao salão de baile mudará para sempre a visão que vocês ainda mantinham dessa “inocente” história…

2 – Samarapunzel
Narra a história da linda jovem Samarapunzel, que havia sido trancada numa torre altíssima e, cujos cabelos negros e enormes tinham vida própria, servindo como escada para sua mãe, a única pessoa que a visitava. Até o dia em que um príncipe aparece na história…

 Vocês irão se surpreender de verdade com o rumo inesperado que o conto irá tomar. A única coisa que posso dizer-vos é que não existe o: “e foram felizes para sempre”!

O resto, só lendo muito.

Parabenizo o autor Fabio Yabu pela corajosa ideia de escrever um livro de terror baseado nas histórias infantis que conhecemos desde pequenos. O resultado foi brilhante, diferente de tudo o que eu havia lido antes.  Não tinha como deixar de citar também as belíssimas ilustrações de Michel Borges, que contribuíram e muito para aumentar  o clima diabólico de cada história. Nota 11.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos.

Alex André & Ana Paula

O outro lado do crime – Casos Sobrenaturais (vários autores)


Dossiê organizado por:
Bruno Anselmi Matangrano
Debora Gimenes

O Outro Lado do CrimePensem em um livro que una mistério e fantasia em cada um de seus contos, e inclua também nessa atmosfera  um toque sucinto de sobrenatural. Este livro é O outro Lado do crime, com toda a certeza.

Além dos organizadores – e também autores – Bruno Anselmi Matangrano e de Debora Gimenes,  Fernanda Borges, James Andrade, Luis Eduardo Matta, Marcelo Augusto Galvão, Natália Couto Azevedo, O. A. Secatto e Vera Carvalho Assumpção foram escolhidos com muito apuro para levar o leitor a uma viagem pelo caminho da investigação policial e também do fantástico. Não poderia deixar de mencionar as belas fotografias e montagens feitas por Lucas Anselmi Matangrano, que ajudaram demais a dar um clima mais tenebroso ao livro.

Gostei demais de todos os contos, mesmo não sendo um profundo conhecedor da literatura fantástica brasileira. A cada página virada, parecia que eu estava dando de cara com algo belamente escrito por Agatha Christie, Edgard Wallace, Conan Doyle, numa simbiose com autores como H.P. Lovecraft, Poe, Ray Bradbury, entre outros. Porém, a essência do fantástico brasileiro sempre mostrou-se presente.

Foi muito difícil escolher apenas dois contos para um comentário mais completo, já que todos são muito bons. Resolvi então escolher os dois que mexeram mais comigo.

São eles:

O que aconteceu em Bottown- de Marcelo Augusto Galvão
Em Marte, o detetive Simon Hermes é contratado para investigar o desaparecimento da bela Lena, esposa de Bernhard Pasharef, um rico empresário do planeta vermelho. Com as investigações em andamento, Hermes começa a desvendar a teia de mistério que acompanha a morte da esposa do seu cliente, ele só não fazia ideia que isso o levaria a um culto de vodu marciano e ao lote 23 dos biobots – robôs que se assemelhavam aos humanos, mas que há tempos foram deixados de fabricar por apresentarem defeitos de comando…

Tânatos – Natália Couto Azevedo
A jovem Helena trabalhava na Verificação de Óbitos do Hospital das Clínicas. Ela passa então a ter flashes de Lavínia, sua falecida mãe, em todos os cadáveres que começara a dissecar e resolve procurar respostas nos arquivos do Dr. Carlos, seu próprio pai. E o que  ela encontra ali é algo de gelar o sangue de qualquer um…

O resto, só lendo muito!

Acredito que todos vocês gostarão de ler este livro, mesmo os que não sejam entusiastas da literatura fantástica. Nota 9.

Espero que tenham gostado da primeira resenha de 2017.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André