A CASINHA DE BONECA MAL-ASSOMBRADA e outras histórias inexplicáveis – Vários autores


A casinha de boneca mal assombradaO medo acompanha-nos desde o momento do nosso nascimento, até o final dos nosso dias, não é mesmo?

Quando pequenos, temos medo do escuro, do bicho-papão e de monstros que residem embaixo das nossas camas ou dentro de nossos armários; na nossa juventude, devido às muitas influências dos filmes que assistimos, passamos a temer lobisomens, vampiros, fantasmas e até assassinos em série; por fim, ao chegarmos à velhice, tememos a solidão, o esquecimento e a morte propriamente dita!

Os sete contos que compõe esta obra, selecionados a dedo por Heloisa Prieto e Victor Scatolin,  exploram todos os nossos medos mais secretos e muitos outros que nem fazíamos ideia que pudessem nos amedrontar tanto; todos os autores selecionados, flertaram com o medo e o terror, ao menos uma vez em suas vidas. São eles: Sir Arthur Conan Doyle, Émile Zola, H.G. Wells, Guy de Maupassant, M.R. James, Bram Stoker e Henry James.

Louve-se o apuro e esmero que os tradutores tiveram com esta obra de terror magnífica, fazendo uso de tradução livre, como forma de impactar ainda mais os leitores, sem  jamais perderem o verdadeiro enfoque de cada narrativa.

Os dois contos que eu mais gostei foram:

1. O Unicórnio, de Sir Arthur Conan Doyle
Marham faz-nos um breve relato do que aconteceu em 14 de abril de…,  quando ele e mais 4 amigos participaram de uma sessão espírita, no número 17 da rua Brederly.

No início da sessão, uma pequena fosforescência verde formara-se sobre a mesa e um espírito desencarnado trocou de lugar com a senhora Delamare, a única médium e clarividente da mesa. Ele respondeu às perguntas de todos os presentes sobre vida, morte e alertou-os do perigo de se brincar com o “desconhecido”, deixando o corpo da médium, logo em seguida.

Tudo corria bem até o momento que resolveram tentar algo novo, utilizando apenas a força do pensamento.

O resultado de tal experimento não poderia ser mais catastrófico e violento!!!

2. O Fantasma Inexperiente, de H.G. Wells
Clayton conta uma história bem difícil de engolir aos seus colegas, na qual, ele teria capturado um “fantasma inexperiente” e ajudado o inábil espírito a passar novamente para o “outro lado”.

Segundo o amigo falastrão, o fantasma novato tivera que realizar uma sequência completa de gestuais muito parecidos com passes de mágica e que, senão fosse pela sua ajuda direta, o tal fantasma não teria conseguido voltar para o além.

Com o objetivo de desmascararem Clayton, seus amigos pediram a ele que tentasse repetir a sequência de mágica na frente deles e ele assim o fez.

O resto, só lendo muito!

Esta é uma leitura obrigatória para todos aqueles que se dizem fãs de histórias de  terror!

Recebe 4/5 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

 

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O Apito do Trem – César Arruda Castanho


“Não é difícil ver que este “O Apito do trem” é um livro lírico. Perigosamente lírico.”

É com este aviso do prefácio de Antonio D’Elia, que inicio a minha resenha de O Apito do Trem, história magnífica, de autoria de César Arruda Castanho que eu encontrei totalmente ao acaso, em uma das trocas de livros organizada pela Prefeitura de São Paulo.

A história começa quando a família de Nestor, preocupada em não fazer barulho para que seus vizinhos não descobrissem que estavam mudando-se às escondidas, viaja de trem para uma cidade do interior, num vagão de segunda classe.

Messias,  era um simples professor estadual, que apaixonara-se por Cotinha quando ainda ambos eram muito jovens; o pai dela era major do exército e muito bem de vida. No início, ele não concordou com o casamento, pois queria algo melhor para a filha, mas acabou aceitando a ideia depois de tantas investidas do Messias.

Logo após o nascimento dos três filhos, o casal começou a mudar-se de cidade em cidade, já que como professor, Messias não ganhava muito e Cotinha insistia para que ele pedisse ajuda ao seu pai, mas ele era muito orgulhoso para submeter-se a tal coisa.

Com o passar dos anos, as contas começaram a aumentar muito e todos passaram a chamá-lo de professor caloteiro; até os filhos passaram a ouvir isso de outros moradores da cidade.

Tudo por culpa da mulher, que não tinha o mínimo senso de economia doméstica e de seu baixo salário como professor de escola publica.

Armando, o filho mais velho, puxara o avô na sua maneira ríspida de ser; vivia arrumando confusão nos bares que frequentava e Messias sempre o ameaçava de pô-lo na rua, todavia, seu pai era um covarde e jamais faria isso; ele odiava sua mãe por ser mandona e seu pai pelo simples fato dele ser pobre e não responder aos queixumes da mãe à altura.

Vítor, o filho  do meio, era ordeiro e tinha muita vontade de trabalhar e progredir na vida, só para ajudar o pai a melhorar de vida; aliás, ele ficava morrendo de pena quando sua mãe humilhava seu pai na frente dele e dos irmãos.

Já, Nestor, o caçula, era o mais inteligente de todos, aquele que vivia sempre com um livro nas mãos; além disso, o garoto era muito amoroso e benevolente, principalmente com Benedita – a negra que fora criada junta com ele, e que sofria surras constantes por parte de dona Cotinha e sempre prometia tomar veneno para livrar-se de uma vez por todas dos terríveis maus-tratos.

Cansado de ouvir a mulher reclamando da falta de dinheiro e também de ser humilhado pelos cobradores e vizinhos, Messias resolveu engolir o orgulho e pedir ajuda ao sogro; este logo tratou de mexer os pauzinhos para conseguir uma transferência para o genro, pois tinha interesse que Cotinha voltasse ao lar para tomar conta de sua mãe, já que a mesma vivia acamada, acometida por alguma doença incurável que a fazia definhar dia após dia.

Messias acreditava piamente que as coisas seriam diferentes dali para a frente, pois ele viveria em paz com sua família numa nova cidade e conseguiria ganhar dinheiro suficiente para saldar todas as dívidas deixadas para trás, e ainda poderia dar o luxo que sua esposa exigia.

Ele só não fazia ideia que viver sob os olhos constantes do sogro, faria com que sua vida fosse pior do era antes.

Apesar de Messias ter um grande papel na história, o personagem principal é seu filho Nestor, que acompanha de perto a rebeldia do irmão mais velho, a falta de sensibilidade da mãe para com seu pai, as dores da avó acamada e o drama da tia Beatriz, que encontrava-se secretamente com o dr. Lauro, um alienista (psiquiatra), a quem o major achava ainda mais pirado que os seus pacientes.

No fim do livro, há ainda um conto bem curto, de estilo gótico, intitulado “A IMPRESSIONANTE HISTÓRIA DE DONANA”, onde o narrador-personagem, após doze anos vivendo na capital de São Paulo,  retorna para o interior- mais precisamente para a Vila de Água Branca, próximo à cidade de Lençóis Paulista -, para visitar seu querido padrinho Chico Pereira.

Lá chegando, ele logo pergunta por Donana dos Cachorros, uma velha senhora com ares de feiticeira, que vivia num sítio bem retirado, na Vila da Água Branca.

A tal mulher referida era irmã de um político famoso de Lençóis e chegara naquela vila para ser professora; com o dinheiro que recebera da herança, comprou um belo sítio para ela e para o marido, onde viveram em alegria e harmonia até o dia em que seu marido morreu, vítima de um grave acidente provocado por um arreio que soltou-se de seu burro de carga e enganchou em seu ventre, estripando-o até a morte.

Após a morte dele, Donana entrou em depressão, deixando de cuidar de si mesma e do sítio, que logo ficou todo coberto de mato; também deixou de pagar os empregados, que logo a  abandonaram. Para não perder tudo, ela vendeu o sítio e ficou uma pequena casa, num restinho de terreno que sobrara.

Saía muito pouco de casa, apenas para comprar alguma coisa na vila. Foi numa dessas incursões que viu um cachorro sarnento sendo apedrejado por um grupo de garotos. Espantou as crianças apenas com sua expressão medonha e tomou nos braços o desgraçado cão, levando-o para casa.  Fez o mesmo durante vários dias, enchendo a casa de cachorros.

Na época em que o narrador havia vivido na vila, ela possuía uns trinta cães e nas noites de lua cheia, ela e seus cachorros passeavam pelos pastos; Donana entoava cantos religiosos e os vários cães a seguiam de maneira ordenada e obediente, uivando para a lua.

Alguns moradores começaram a falar que ela pegava os cães para fazer sabão e isto foi passando de boca em boca; outros diziam que ela se vestia com roupas feitas com peles de cachorros e até que comia os pobres sarnentos.  Daí saiu o apelido de Donana dos Cachorros.

Mas que fim teria levado a tal Donana e seus cachorros?

O resto, só lendo muito!

Ambas as histórias são sensacionais, dignas de receberem 5 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

O Castelo dos Cárpatos – Júlio Verne


O Castelo dos CárpatosBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha de mais um livro do grande Júlio Verne, um dos pais da ficção científica. Desta vez, escolhi O Castelo dos Cárpatos, uma das raras histórias de suspense/terror escrita pelo autor de Vinte Mil Léguas Submarinas.

A história toda é ambientada em plena Transilvânia, Romênia – região sempre marcada pela crença no sobrenatural, já que muitas lendas fantásticas vêm sendo passadas ali de pai para filho, desde os tempos bíblicos.

No final do século XIX, em plena aldeia de Wertz, quando Frik, um pastor de ovelhas local – também considerado por todos um grande feiticeiro, rogador de pragas e mandingas, que vendia poções mágicas aos aldeões-, compra uma luneta de um vendedor ambulante e, ao posicioná-la ao castelo abandonado dos Gortz, situado no alto dos Cárpatos, percebe uma coluna de fumaça saindo de uma de suas  torres, e corre para contar a novidade para o juiz Koltz, que comprova a veracidade utilizando-se da mesma luneta.

Mas como isto seria possível, já que o castelo não era mais habitado há mais de 15 anos, desde a partida do barão Rodolfo de Gortz?

Naquela mesma noite, o juiz Koltz chamou seus amigos: o médico Patak, o professor Hermod e o guarda florestal Nic Deck, futuro genro do juiz, à pousada Rei Mathias, para beberem com Jonas, o proprietário e discutirem sobre o terrível mistério envolvendo a fumaça da torre do castelo abandonado.

Durante a bebedeira, resolveram apostar para saber quem teria coragem de ir até o castelo para desvendar o mistério. Todos foram pulando fora, inclusive o falastrão do doutor Patak, que sempre afirmava que não tinha medo algum do sobrenatural; o único a aceitar o desafio foi Nic Deck, estipulando uma única condição: Patak deveria fazer-lhe companhia.

Foi então que uma voz grave e ameaçadora foi ouvida por todos no Rei Mathias, avisando a todos que ninguém deveria aproximar-se do castelo, pois seriam severamente castigados… voz esta que ninguém conseguiu reconhecer ou explicar de onde vinha!

Mesmo assim, na manhã seguinte, Nic Deck e o doutor Patak partiram rumo ao castelo, para tristeza do médico, que não passava de um grande covarde e foi reclamando durante todo o caminho, tentando fazer o jovem guarda florestal desistir.

Chegaram próximo do castelo só no final da tarde e perceberam que não havia qualquer sinal de fumaça ou som saindo da majestosa propriedade e tudo parecia deserto; eles também constataram que seria impossível passar pelo fosso do castelo para baixar a ponte levadiça e abrir sua  porta no escuro, por isso, resolveram acampar e tentar transpor as barreiras logo ao amanhecer.

Durante a madrugada, ambos foram acordados pelo soar sinistro do sino do castelo, além de depararem-se com visões estranhas de seres fantásticos como bruxas e vampiros voando perto de seus muros; de manhã, enquanto cruzavam o fosso, Patak sentiu-se pregado ao chão, sem conseguir se mover, enquanto Nic deu um grito horrível ao tocar a ferragem da ponte levadiça, tendo um braço e uma perna inutilizados, sendo lançado fortemente ao fosso, como que por efeito de uma mão invisível.

Como eles não voltaram no horário combinado, o juiz Koltz, o pastor Frik e o estalajadeiro Jonas, partiram até o castelo e voltaram trazendo Nic Deck, em numa padiola improvisada de ramos de árvore, inconsciente e parcialmente paralisado e o médico Patak em estado de choque.

Após restabelecer-se por completo, o médico contou a todos do Rei Mathias todo o terrível ocorrido, deixando bem claro que, para ele, aquilo não passava de obra do terrível “Chort” – nome que o Diabo recebe na região dos Cárpatos – que escolhera o castelo abandonado para aliar-se a outros seres sobrenaturais, com o intuito de expulsar todos os moradores da região!

Daquele dia em diante, o medo passou a imperar de vez em Wertz, que passou a ser assolada por incríveis trepidações subterrâneas quase que diariamente; agricultores começaram a deixar de plantar, por temerem encontrar demônios ou bruxas nos campos de trigo e muitas famílias,  abandonaram suas casas, com destino a outros países, pois tinham o receio do “Chort” matá-las!

Para não estragar as inúmeras surpresas que o genial autor reservou aos seus leitores, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Não é possível efetuar a leitura sem um bom dicionário, dado ao emprego de muitos termos arcaicos. Todavia, isto não desabona em nada a leitura desta história fantástica muito bem construída, que consegue prender a atenção do leitor do início ao fim.

Digno de 4 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

Lady Barberina & A Outra Volta do Parafuso


Resultado de imagem para lady barberina capaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos mais uma resenha de um grande clássico universal. Para isso, escolhi Lady Barberina & A Outra Volta do Parafuso, de autoria de Henry James.

O livro traz duas histórias bem distintas: Lady Barberina é  uma comédia de costumes, narrada em terceira pessoa, que descreve com sarcasmo e ironia a sociedade inglesa e americana do século XIX; já A Outra Volta do Parafuso é uma autêntica história de terror, com uma pitada de sobrenatural, narrada na maior parte em primeira pessoa, com capítulos muito curtos, que ajudam a acelerar a leitura.

1. Lady Barberina
Durante sua estada em Londres, o médico americano Jackson Lemon acaba apaixonando-se por Lady Barberina, uma bela jovem inglesa que fazia parte de uma família de aristocratas ingleses falidos e esnobes.  Mesmo contra a sua vontade, Lorde Canterville, o pai de Lady Barb, é obrigado a permitir o casamento da filha com aquele  americano “inferior”, pois sua família passava por sérias dificuldades financeiras e o jovem médico surgia como uma verdadeira tábua de salvação, já que era muito rico e também herdeiro de uma grande fortuna no novo continente. 

Após o casamento, o casal parte da Inglaterra rumo aos Estados Unidos, para viver em Nova York, próximo da Sra. Lemon, a mãe do jovem doutor.  

Contudo, depois de  seis meses de casado Jackson Lemon ainda não conseguira fazer com que a esposa abandonasse o ar arrogante e presunçoso com que ela olhava para as pessoas; além disso, Lady Barberina odiava quando seu marido se reunia em casa com seus amigos, pois a casa deles ficava cheia de gente rindo e falando alto.

Já Lady Agatha – irmã mais nova de Lady Barb, que fora passar uma temporada em Nova York com eles -,  era uma moça muito simples e de fácil trato, que acabou apaixonando-se pelo estilo de vida dos americanos, o que acabou por gerar grande revolta na irmã mais velha.

2. A Outra Volta do Parafuso
Um grupo de pessoas aproveitava o calor gostoso do fogo da lareira para contar histórias de terror. Douglas, um dos presentes, revelou aos amigos que conhecia uma história de fantasmas verdadeira; ele tinha em sua posse um manuscrito antigo, escrito pela governanta de sua irmã, revelando um terrível acontecimento que a pobre mulher vivenciara anos antes de sua morte. Contudo, levaria dois dias para buscar o tal manuscrito em outra cidade.

Tratava-se da história de uma jovem que fora contratada como preceptora (governanta) após responder a um anúncio de jornal; seu serviço seria cuidar de  duas crianças órfãs que estavam agora sob a tutela de um tio, que era o seu empregador, porém, ela jamais deveria incomodá-lo sob qualquer assunto relacionado àquelas crianças ou sobre qualquer outro problema que ela viesse a encontrar na residência.

Ela parte então para a mansão que ficava no condado pequeno de Bly e, ao chegar lá, conhece a bondosa Sra. Grose, que apresenta-lhe Flora, uma menina linda e adorável, capaz de cativar qualquer coração empedernido. A jovem babá passa a dormir todas as noites com a pequena Flora.

Ela recebe então uma carta da direção do colégio de Milles, avisando-lhe que o menino fora expulso do colégio por mau comportamento e estava retornando de trem para Bly. Assim que a jovem preceptora pôs os olhos pela primeira vez naquele lindo garoto, todos os pensamentos negativos, oriundos daquela epístola malcriada, foram substituídos por puro amor e encantamento.

Com o passar dos dias, ela passou a acreditar menos ainda naquelas acusações feitas a Milles. Como uma criança tão doce e bela como ele poderia ser má?

Por que será que o tio daquelas crianças era tão frio e insensível em relação aos dois sobrinhos? Na sua opinião, aquelas duas crianças maravilhosas jamais haviam dado qualquer motivo para serem castigadas antes e nem dariam no futuro. 

Certa noite, ela tem a visão de um homem desconhecido, que a fitava de cima da mansão com um olhar libidinoso e ousado. Ela resolveu guardar segredo de todos, pois talvez se trata-se de algum viajante desconhecido que subira no ponto mais alto da propriedade com o intuito de observar dali a bela paisagem.

Dias depois, o mesmo rosto apareceu colado à janela do andar de cima, a olhar não para ela, mas para alguma outra coisa…ou outro alguém!!!

O resto, só lendo muito!

A única crítica que faço a respeito de  A Outra Volta do Parafuso é em relação ao seu final um tanto quanto vago, dando margem para mais de uma interpretação.

Digno de 4 estrelas

Até hoje, não existe nenhum filme baseado no roteiro de Lady Barberina; entretanto, várias adaptações de A Outra Volta do Parafuso foram feitas para a TV e para o cinema, porém, “Os Inocentes”, de 1961, com Deborah Kerr no papel principal, é aclamada por muitos críticos como a melhor.

Segue abaixo, o link do youtube para assistirem ao filme completo:

 

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

Rachel – R.F. Lucchetti


“Muitas vezes, nas noites de inverno, quando nos encontramos no aconchego do nosso lar, entra um inseto pela abertura de uma janela. Por um instante, ele esvoaça em torno do calor da lâmpada. Depois, sai novamente para a noite fria e tempestuosa. 
De onde ele veio? Para onde foi?”

De um antigo texto de Bede

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Essas palavras parecem conter toda a essência da Casa do Promontório, o Solar dos Gansfields: uma casa misteriosa, sufocante, melancólica. Contudo, era uma sólida obra, toda construída com blocos de pedra.

E é para lá que Oliver Collins segue após receber um bilhete de cunho nervoso, vindo de Richard Gansfield, seu amigo de longa data; num passado não tao recente, ambos haviam cursado Direito juntos, embora Richard jamais tivesse a mínima vontade de seguir carreira como magistrado, pois, na realidade, ele formara-se apenas para agradar seu falecido avô. Sua verdadeira paixão era a Entomologia (estudo dos insetos).

Richard havia se distanciado de Oliver logo após seu casamento com Rachel, uma bela mulher (descrita com detalhes bem convincentes pelo autor). Além da extrema beleza, Rachel carregava consigo uma aura de mistério e sedução; assim que pousou seus olhos nela, Oliver rompeu o fio tênue que separa a loucura da paixão, fazendo ambos apaixonarem-se perdidamente.

Todavia, além de carregar a culpa por amar a esposa do seu melhor amigo, Oliver terá que lutar com algo verdadeiramente sinistro, que ronda a atmosfera enevoada da Casa do Promontório… e que está ceifando rapidamente a vida de Richard!

O resto, só lendo muito!

Ótima livro, que prende o leitor do início ao fim, com um final inesperado e intrigante!

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

 

 

O ESCRAVO DE CAPELA – Marcos DeBrito


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Quando a morte é apenas o começo
para algo assustador

 

Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Com esta frase impactante, eu inicio a  resenha de O Escravo de Capela, uma verdadeira obra-prima de terror, genuinamente nacional, de autoria do escritor e cineasta Marcos DeBrito: uma das pessoas mais talentosas e humildes que eu já tive a oportunidade de conhecer pessoalmente!

A história concentra-se toda na Fazenda Capela, uma grande propriedade rural, que situava-se em Minas Gerais e, como todas as propriedades da época do Brasil Colonial, fazia uso da mão-de-obra escrava para o cultivo de cana e produção de açúcar. 

Os Cunha Vasconcelos eram os maiores produtores de açúcar da região e tinham imenso orgulho em tratar seus escravos com requintes de crueldade, principalmente os que tentavam fugir ou mesmo suicidar-se; estes eram espancados e chicoteados muitas vezes até a morte, para servirem de exemplo para os outros escravos. 

Numa tarde quente de 1792, Sabola Citiwala, escravo jovem que chegara há pouco da África e não entendia qualquer palavra em português, dava duro junto aos outros escravos na plantação de cana-de-açúcar; como ainda não conhecia as regras rígidas da fazenda, resolveu cantarolar no dialeto africano, para passar o tempo e, por isso, acabou sendo castigado por Antônio Batista Segundo, o filho primogênito de Antônio Batista Cunha Vasconcelos, dono da fazenda.

Após ter seu “primeiro contato” com o açoite de Antônio Segundo, Sabola trava amizade com Akili, a quem os brancos chamavam de Fortunato, e que há quatorze anos também fora vítima da ira cega do mesmo  Antônio Segundo,  que o espancara de tal maneira que os ligamentos de seus dois joelhos acabaram se rompendo e impossibilitando-o de trabalhar, tendo ele então que ficar confinado o tempo todo na senzala, fumando seu cachimbo. 

Com o passar dos dias, a amizade entre ambos fortaleceu-se e a vontade de fugir daquele lugar foi tomando conta da mente do jovem Sabola; plano este que contava com o pleno apoio de Akili, que só pedia ao amigo mais novo para ter paciência e esperar a hora e o momento certo para sumir dali.

Nesta mesma época, Inácio, o filho mais novo de Antônio Batista, havia retornado de Portugal, para passar apenas umas férias na fazenda. O jovem formara-se em Medicina em Coimbra e tinha um discurso completamente contrário ao trabalho escravo…discurso este que não era visto com bons olhos pelo irmão mais velho,e muito menos pelo pai, que jogava na cara que  se ele conseguira estudar fora do Brasil era graças ao trabalho dos escravos; para piorar ainda mais a situação, o jovem enamorara-se pela bela Damiana, a única escrava mulata da fazenda; romance este que se descoberto, mancharia de vez a imagem de Antônio Batista, já que Maria de Lourdes, sua antiga esposa, o abandonara quando Inácio ainda era muito pequeno.

A chance de escapar veio durante a festa grandiosa do aniversário de 60 anos de Antônio Batista. Enquanto todos os convidados bebiam e se divertiam, Sabola evadiu-se da senzala e montou numa mula para tentar escapar de vez da fazenda, mas foi visto por Jonas, que tentou acertar o escravo com tiros de sua carabina.  

Antônio Segundo e Jonas saíram à caça do escravo; o primogênito dos Cunha Vasconcelos conseguiu cortar caminho e defrontar-se rapidamente com Sabola, decepando com violência a cabeça de sua mula e voltando para a fazenda, arrastando o pobre coitado, para o deleite de todos os presentes.

O sádico então mandou “prepararem” o escravo, que foi pendurado pelos braços a uma viga de madeira, tendo seu rosto completamente desfigurado pelos vários socos desferidos por Fagundes, um dos peões da fazenda.

Os escravos foram acordados e tiveram que acompanhar de perto o castigo imposto ao  escravo fujão e quem fizesse menção de desviar os olhos ou cobri-los levava uma dura coronhada na cabeça.

Antônio Batista tomou o chicote do filho e resolveu ele mesmo mostrar a todos que estavam presentes que escravo não escapava com vida de Capela; após desferir vários golpes que cortaram a carne de Sabola, fazendo o escravo berrar de dor, ele então ordenou ao filho mais velho que matasse aquele negro.  Para evitar os gritos do pobre coitado, Jonas colocou um saco em sua cabeça, que acabou ficando rubro por causa do sangue que vertia do rosto do escravo; Antônio Segundo passou a golpear a perna de Sabola com a mesma peixeira com que havia decepado a cabeça de sua mula, até o momento em que conseguiu separá-la do corpo do negro. Neste exato momento, Jonas esganou o escravo até sentir seu  último suspiro.

O pobre coitado foi então enterrado em uma cova aberta pelos próprios escravos atrás da igreja. Entretanto, Jonas não deixou que enterrassem a perna de Sabola junto com o corpo; ele resolveu pendurá-la como troféu, sob o pórtico de entrada da fazenda, para que todos os escravos pudessem vê-la todos os dias.

Naquela noite, Jonas limpava sua arma enquanto os outros peões bebiam e jogavam baralho animadamente na choupana deles, quando  um silvo na mata, parecido com o silvo do martim-pererê, os assustou; ele resolveu então olhar pela janela do casebre e viu lá fora algo realmente apavorante: uma mula andando sem cabeça, com fogo saindo pelo buraco aonde deveria estar a cabeça, e atrás dela, vinha um escravo negro e muito alto, mancando sem a perna direita e com um saco maculado de sangue enterrado na cabeça.

Isto só poderia significar uma coisa: Sabola voltara do mundo dos mortos, montado em sua mula-sem-cabeça, para vingar-se de todos os seus algozes de Capela!

Paro por aqui, para não estragar as muitas surpresas e reviravoltas que o autor reservou aos seus leitores.

O resto, só lendo muito!

O ritmo da narrativa é intenso durante todo o livro; o enredo é muito bem explorado pelo autor, pois mescla com perfeição ficção e realidade, usando um período vergonhoso e terrível do nosso passado, em que as pessoas achavam-se “donas” por direito de outros seres humanos, para dar completa credibilidade à sua história, que conta com um final eletrizante e completamente inesperado.

Louve-se o trabalho pormenorizado e magnífico de pesquisa que Marcos DeBrito realizou sobre o Saci Pererê e a Mula-sem-cabeça, dois grandes expoentes do folclore brasileiro.

Esta foi, sem dúvida alguma, minha melhor leitura de 2017!

Digno de 5 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

O Segredo de Wilhelm Storitz – Júlio Verne


O Segrêdo de Wilhelm StoritzBom dia, querida Família Lendo Muito!

Nada melhor do que iniciar a nossa sexta-feira com uma resenha do grande Júlio Verne, não é mesmo?

Escolhi desta vez O Segredo de Wilhelm Storitz, último livro escrito pelo autor, concluído 19 dias antes de seu falecimento.

A história começa quando o engenheiro Henrique Vidal recebe uma carta de seu irmão Marc, datada de 4 de abril de 1757, pedindo para que ele o visitasse em Ragz, Hungria, com o intuito de matarem as saudades um do outro, visto que os irmãos não se viam há mais de um ano, e também para  apresentar-lhe sua bela noiva Myra, oriunda da importante família húngara Roderich. O casal firmara um pacto de apenas marcar a data do casamento após a chegada de Vidal, como Henrique era mais conhecido.

Em 13 de abril, véspera de sua partida, Vidal foi visitar seu amigo particular que era chefe  de polícia, para tirar seu passaporte e ficou sabendo que seu irmão tirara a sorte grande, pois Myra Roderich era realmente uma moça bonita e muito graciosa. Contudo, devido à sua beleza, a moça já fora cortejada por um outro cavalheiro antes, mas o Dr. Roderich, seu cioso pai, havia rejeitado as investidas do tal pretendente.

Quando Vidal perguntou ao amigo quem era o cavalheiro em questão, este respondeu-lhe que seu nome era Wilhelm Storitz, filho de nada mais, nada menos que Otto Storitz, um dos químicos mais respeitados de sua época.

Ao chegar em Ragz, Vidal foi recebido com muita pompa e alegria por seu irmão Marc e por toda a família Roderich, principalmente Myra, que já o tratava como um irmão mais velho. O casal fez questão de marcar a festa de noivado para o dia seguinte.

Entretanto, nem tudo era motivo para comemoração, pois naquele mesmo dia, Wilhelm Storitz havia estado na residência dos Roderich, para pedir novamente a mão de Myra, tendo mais uma vez seu pedido negado pelo pai da moça, que preferia ver sua filha morta antes de ter seu sangue magiare (húngaro) maculado pela união com um alemão.

Wilhelm Storitz, cego de ódio, prometeu vingar-se de toda a família Roderich, de uma vez por todas!

No dia da festa do noivado, mais de cento e cinquenta convidados dançavam alegremente no salão enorme da mansão dos Roderich, quando todos começaram a ouvir uma solitária e grave voz masculina, entoando O Hino de Ódio Alemão. Aquela voz parecia vir do nada, pois ninguém conseguia ver o autor de tamanha afronta ao povo húngaro.

O buquê que seria usado pela noiva no dia do casamento foi completamente desfolhado e pisoteado muitas vezes e o registro de certidão civil dos noivos foi feito em milhares de pedacinhos. E o mais estranho de tudo era que nenhum ser vivo foi visto cometendo tais atos de vandalismo, o que causou verdadeiro terror em todos os presentes. 

Será que os Roderich haviam sido alvo de algum tipo de bruxaria cometida por Wilhelm Storitz? Ou o mesmo teria se apossado de alguma fórmula experimental de seu finado pai…fórmula esta capaz de conceder-lhe o controle sobre todos os estados da matéria?

O resto, só lendo muito!

Uma história de tirar o fôlego e também o sono do leitor. Leitura obrigatória para todos os fãs de Júlio Verne.

Algumas edições mais novas alteraram o título original para O Segredo de Guilherme Storitz

Digno de 5 estrelas.

Espero que tenham gostado, pois esta é uma das raras histórias de suspense e terror escritas por Júlio Verne.

Um beijo grande no coração de cada um de vocês!

Alex André

A Maldição de Joel Delaney – Ramona Stewart


Resultado de imagem para capa livro a maldição de joel delaneyBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para dar início às resenhas desta semana, escolhi uma história de suspense, com requintes de sobrenatural. Trata-se do livro: A Maldição de Joel Delaney, escrito pela autora americana Ramona Stewart.

 Após seu ex-marido Ted tê-la trocado por uma médica geneticista muito mais nova,  Norah Benson, tentava refazer sua vida escrevendo romances de bolso água com açúcar.  Veronica,  sua empregada porto-riquenha, a ajudava com as tarefas diárias da casa e no cuidado com seus dois filhos Carrie e Peter, e também de Barão, seu cão pastor da Hungria.

Certa noite, Joel Delaney, o irmão mais novo de Norah, estava atrasado para o jantar e ela ligou para o apartamento sendo atendida por uma voz pastosa, com um sotaque hispânico, bem diferente da voz suave de Joel!

Ela então resolveu ir até o apartamento do irmão e encontrou-o em estado deplorável, parecendo estar sob efeito de alguma droga, murmurando palavras incompreensíveis em espanhol.

Ela acabou  tendo que interná-lo no Hospital Psiquiátrico Bellevue de Nova York, mas ele lá ficou por apenas um dia, alegando que tudo não passara de uma “viagem” de LSD.

Norah, sentindo-se em parte culpada por ter abandonado seu querido irmão para casar-se com Ted, decidiu trazer Joel para morar com ela, ao menos temporariamente.

Para comemorar o aniversário do irmão, Norah decide então fazer uma festinha particular, convidando Sherry Talbot, a antiga namorada de Joel para a festa. Entretanto, Joel acabou estragando a noite de todos, tornando-se indelicado e falastrão, parecendo estar sob efeito de alguma droga novamente. Sherry alegou estar com uma terrível dor de cabeça, só para ir mais cedo para casa.

No outro dia, Norah estava ouvindo o rádio e ficou paralisada quando o locutor deu a notícia de um terrível assassinato envolvendo uma bela moça, que fora assassinada com requintes de crueldade, tendo sua cabeça degolada e pendurada em uma árvore.

Aquela era a assinatura do Açougueiro, assassino em série que vinha aterrorizando as mulheres de Nova York, e a vítima em questão era ninguém mais, ninguém menos que  Sherry Talbot…

Será que Joel Delaney era um terrível assassino em série? Ou algo sobrenatural e verdadeiramente  demoníaco estaria por trás de tudo?

Para obter as respostas, só lendo muito!

Confesso a vocês que, durante a leitura deste livro, em nenhum momento senti medo, mas sim uma grande tensão, pois a narrativa de Ramona Stewart mantém um ritmo crescente de suspense desde o seu  início; o final é totalmente imprevisível e inesperado.
Antes que alguém tente fazer qualquer tipo de comparação: quero deixar bem claro que este livro foi escrito quase dois anos antes de O Exorcista, de William Peter Blatty.

Digno de receber 4 estrelas!

Aos interessados: existe uma película quase que desconhecida, de 1972, com Shirley Maclaine e Perry King, nos papéis de Norah e Joel Delaney, respectivamente. Aqui no Brasil, este filme recebeu o título de Possuídos pelo Mal.

Abaixo encontra-se o filme completo, em inglês:

 

Espero que tenham gostado.

Um beijo grande no coração de cada um de vocês!

Alex André

ANÁLISE MORTAL – Angelo Miranda


Resultado de imagem para análise mortal livroBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Estamos nos aproximando do Halloween e nada como encontrar aqui a resenha de uma história de terror, não é mesmo?

Pensando nisso, escolhi Análise Mortal, livro de estreia do autor paulista Angelo Miranda.

Na ânsia de economizar cada minuto da hora do seu almoço, o analista de crédito Fred (Frederico Batista) acaba dando um encontrão em um velho mendigo, que usava um cachecol quadriculado e  um grande casaco e ambos acabam indo ao chão.

Ao levantar-se, o velho maltrapilho bradou-lhe, com uma voz assustadora, as seguintes palavras:

“- Achou que podia fugir de mim? Não adianta correr, aliás, corra a partir de agora para salva sua vida e a de quem você gosta. Pensou que passaria ileso pelo que me causaste?”

Antes que Fred pudesse levantar do chão e perguntar ao velho o porquê de tanta raiva, o mesmo já sumira, deixando para trás uma pasta preta e encardida.

Fred resolveu ir até o posto policial, que ficava bem próximo dali, para perguntar sobre o mendigo, mas o guarda que ali estava chegou a desconfiar de sua sanidade, pois, segundo ele, não havia acontecido qualquer encontrão enquanto ele esteve de sentinela.

Sem entender nada e com medo de acabar sendo levado para o hospício, Fred resolveu ficar com a pasta surrada do mendigo e sumir dali o mais rápido possível. Ele tentou encontrar o velho mendigo pelo resto da tarde, sem sucesso.

A partir de então, Fred passa a ser acometido por visões muito perturbadoras, e mortes muito suspeitas, envolvendo pessoas ligadas direta e indiretamente a ele também começam a acontecer.

Para salvar sua vida, Fred tentará, de todas as maneiras, descobrir a verdadeira identidade daquele homem que tanto o detestava, o que trará implicações imensas para ele, como mudar radicalmente o seu modo de agir com o próximo.

Todavia, será que ainda lhe restará tempo para isto?

O resto, só lendo muito.

O autor está de parabéns, pois conseguiu elaborar uma boa história de suspense e terror, com pitadas de sobrenatural – verdadeira simbiose de “Premonição” com ‘”Arraste-me para o inferno”.

Só achei que faltou um desfecho um pouco mais terrorífico.

Digno de 3 estrelas

Daqui para frente, tomem muito cuidado com quem vocês trombarem  na rua, hein?

Um beijo grande no coração de cada um de vocês!

Alex André

Não durma – Michelle Harrison


“Quando os mortos não dormem,
os vivos têm medo de adormecer…”

Resultado de imagem para capa não durmaÉ exatamente com este terrível impasse que Elliott Drake, um rapaz de apenas 17 anos passa a conviver todas as noites, após ter sofrido um grave atropelamento e passado por um episódio de “quase morte”!

Além de não conseguir dormir, Elliott também sofre de paralisia do sono, vivendo experiências extracorpóreas assustadoras, fazendo com que ele entre em contato com o mundo espiritual, chegando até a enxergar fantasmas.

Como se isso já não fosse terrível, ele também começa a avistar, em seu próprio apartamento que divide com seu pai, o fantasma de Tess Fielding, uma alma atormentada que cometera suicídio na banheira do mesmo apartamento, há vários anos.

Elliott, certo de que sua experiência de “quase morte” era responsável por suas experiências com o mundo espiritual, arruma um propício emprego de guia no museu “Vidas Passadas”, que tinha fama de ser mal-assombrado.

Lá, ele logo trava amizade com Ophelia, sobrinha de Arthur Hodge, proprietário do museu. E essa amizade parece fazer com que Elliott atraia ainda mais a atenção dos mortos, especialmente em uma noite sombria quando, ao retornar de sua última “viagem astral”, ele não consegue voltar ao seu corpo, pois um outro espírito já o havia ocupado. E este terrível espírito quer desesperadamente voltar à vida para ficar com Ophelia!

Elliott travará uma árdua luta para salvar seu corpo e desvendar o funesto mistério que envolve o famoso museu “Vidas Passadas”.

O resto, só lendo muito!

Uma história eletrizante, com um final terrorífico e surpreendente.

Digno de 5 estrelas!

Se vocês tiverem coragem, leiam este livro e comentem para nós o que acharam!

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula