Um Padre em 1839 – Júlio Verne


Resultado de imagem para um padre em 1839Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Selecionei para vocês uma resenha especial de um dos autores que eu mais admiro: Júlio Verne. A obra escolhida desta vez foi Um Padre em 1839, primeiro livro que este maravilhoso autor escreveu e jamais chegou a terminar.

A história começa no dia 12 de março de 1839, quando o velho sino rachado da igreja de São Nicolau,  bimbalhava desde cedo, conclamando os fiéis para lotarem a antiga igreja e acompanharem de perto o sermão do padre Bruno,  jovem pregador que havia voltado há pouco da Terra Santa e pretendia contar a todos um pouco de sua aventura por lá.

Entretanto, o que era para ser alegria, transformou-se em verdadeira catástrofe, quando o velho sino desprendeu-se do madeirame e despencou lá de cima, vindo a cair no chão do campanário.  Com o barulho infernal, as pessoas se apavoraram e começaram a correr desordenadamente, pisoteando uns aos outros .

Durante a  confusão, a bela Ana foi salva pelo valente advogado recém-formado Jules Deguay, que lutou bravamente para escapar do pandemônio, conseguindo com sucesso chegar até a rua para pegar uma carruagem e levar a jovem ilesa para casa de seus pais.

Naquele dia, oitenta e oito pessoas perderam a vida e outras tantas se feriram gravemente!

Jules e seu amigo Michel Randeau resolvem investigar o terrível acidente e acabam por descobrir que tudo não passara de um plano maléfico para raptar a bela Ana, arquitetado por Pierre Hervé, um jovem e renegado padre – enfeitiçado pela beleza da jovem-, sua madrasta e bruxa maléfica Abraxa e seu amante e assassino Mordhomme (Morte-de-homem, em francês).

O enredo ganha um tom ainda mais sinistro quando Verne volta dez anos na história, para falar da terrível vida que o excomungado padre Pierre levara ao lado de sua verdadeira família, que era paupérrima, até a época em que o bondoso Sr. Derbouil o levara para estudar no seminário. Ali, desde o primeiro dia ele fora maltratado pelos outros alunos ricos, que faziam dele seu principal alvo…

Acredita-se que Júlio Verne estava usando esta história provavelmente como um autêntico desabafo, pois ele contava com apenas 19 anos e também era um estudante de direito nesta época – não é de se estranhar que o personagem principal seja um jovem estudante de direito, de nome Jules. Além disso, ele e seu irmão Paul sofreram maus-tratos quando frequentaram um colégio interno como seminaristas.

Mesmo nesta obra inacabada já se consegue notar o brilhantismo do autor, que já fazia uso de suas grandiosas metáforas. e também do eterno conflito Ciência X Religião, traço marcante em toda a sua vasta obra.

Não poderia nunca deixar de citar as belíssimas ilustrações de Cecília Iwashita, que complementam com brilhantismo cada capítulo desta obra.

O ponto negativo fica por conta do número excessivo de ponto e vírgulas, o que acaba travando a leitura, em certos momentos.

Ao meu ver, poderiam ter usado um ghost-writer para dar um final digno para a história, como fizeram com Charles Dickens em seu livro A Verdade sobre o Caso D.

Mesmo inacabado, é digno de receber estrelas!

Espero que tenham gostado.

Um beijo grande no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

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Não durma – Michelle Harrison


“Quando os mortos não dormem,
os vivos têm medo de adormecer…”

Resultado de imagem para capa não durmaÉ exatamente com este terrível impasse que Elliott Drake, um rapaz de apenas 17 anos passa a conviver todas as noites, após ter sofrido um grave atropelamento e passado por um episódio de “quase morte”!

Além de não conseguir dormir, Elliott também sofre de paralisia do sono, vivendo experiências extracorpóreas assustadoras, fazendo com que ele entre em contato com o mundo espiritual, chegando até a enxergar fantasmas.

Como se isso já não fosse terrível, ele também começa a avistar, em seu próprio apartamento que divide com seu pai, o fantasma de Tess Fielding, uma alma atormentada que cometera suicídio na banheira do mesmo apartamento, há vários anos.

Elliott, certo de que sua experiência de “quase morte” era responsável por suas experiências com o mundo espiritual, arruma um propício emprego de guia no museu “Vidas Passadas”, que tinha fama de ser mal-assombrado.

Lá, ele logo trava amizade com Ophelia, sobrinha de Arthur Hodge, proprietário do museu. E essa amizade parece fazer com que Elliott atraia ainda mais a atenção dos mortos, especialmente em uma noite sombria quando, ao retornar de sua última “viagem astral”, ele não consegue voltar ao seu corpo, pois um outro espírito já o havia ocupado. E este terrível espírito quer desesperadamente voltar à vida para ficar com Ophelia!

Elliott travará uma árdua luta para salvar seu corpo e desvendar o funesto mistério que envolve o famoso museu “Vidas Passadas”.

O resto, só lendo muito!

Uma história eletrizante, com um final terrorífico e surpreendente.

Digno de 5 estrelas!

Se vocês tiverem coragem, leiam este livro e comentem para nós o que acharam!

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

 

 

OS FANTASMAS DA SÃO PAULO ANTIGA – Miguel Milano


Resultado de imagem para fotos do livro os fantasmas da são paulo antigaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha do maravilhoso livro Os Fantasmas da São Paulo Antiga, do autor Miguel Milano.

O livro é divido em duas partes: “Os fantasmas”, onde o autor narra histórias inusitadas e  muitas vezes divertidas, que ele mesmo vivenciou ou apenas ouviu falar quando era criança, e “São Paulo” (retrospecto), onde ele faz um relato bem interessante sobre as alterações que marcaram a cidade de São Paulo, dando ênfase maior para o final do século XIX, até 1949, ano da primeira edição.

Gostei muito destes dois “causos”:

“Mestre” Chico – O sapateiro
“Mestre” Chico era um sapateiro italiano muito conhecido por suas bebedeiras e por sua farolice; o mesmo possuía uma sapataria bem famosa na antiga Ladeira Tabatinguera, a “Sapataria Invidiata” (Sapataria Invejada), onde ele trabalhava arduamente de manhã à noite, de terça a domingo, tirando a segunda para descansar e embriagar-se.

A fanfarrice de “Mestre” Chico chegava ao cúmulo dele afirmar que seu heroísmo superava o próprio Giuseppe Garibaldi, acreditem!

Certo dia, alguns clientes já fartos de suas conversas, indagaram-lhe se ele já havia enfrentado algum fantasma, e ele respondeu com toda a pompa que havia enfrentado vários “fantasmões” quando morava na Itália; ele até chegou ao cúmulo de dizer que havia enfrentado o próprio diabo.

“Mestre” Chico só não fazia ideia que um “diabo” brasileiro iria desmascará-lo da maneira mais humilhante possível!

“Pepino”, o carvoeiro

“Pepino” era um carvoeiro italiano muito querido, que no final do século XIX residia em um dos cortiços antigos de São Paulo, habitado por italianos, que ficava entre a antiga Travessa Palha (hoje Rua Bráulio Gomes) e a Rua do Paredão (atual Xavier de Toledo).

Certa vez, “Pepino” foi tomado por morto pelo médico e seu enterro deveria acontecer no dia seguinte, lá no cemitério da Consolação.

Acontece que o querido carvoeiro era narcoléptico e acordou durante a madrugada, dentro de um caixão e ao lado de outros dois mortos verdadeiros…

O que aconteceu em seguida marcou para sempre a vida dos habitantes do velho cortiço…

O resto, só lendo muito!

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Uma leitura rápida, deliciosa, permeada de histórias inusitadas e fatos históricos de uma São Paulo que, perto do final do século XIX, contava com cerca de 45 mil moradores e pouco mais de 7012 residências, sendo que 14 eram “prédios” de três andares; o calçamento do centro era de paralelepípedos de pedras irregulares e apenas 291 ruas eram iluminadas por 1307 bicos de gás!

Uma belíssima seleção de fotos foi inserida nesta nova edição, retratando com primor muitos  lugares citados no livro entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Resultado de imagem para fotos de militão augusto de azevedo para Os FAntasmas da São Paulo Antiga

Digno de 5 estrelas.

Espero que  vocês tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

A Filha de Satã – Lois Horowitz


“Os demônios podem inquietar o ar, provocar ventos
e fazer o fogo despencar do céu.”

São Tomás de Aquino

Resultado de imagem para a filha de satãÉ com esta frase impactante na capa que Lois Horowitz nos apresenta A Filha de Satã: uma história de suspense tão impactante, a ponto de causar aceleração cardíaca ao leitor mais corajoso!

Paul Freeman e sua esposa Aly (Alyson), haviam se mudado há dois anos de Boston para San Diego, Califórnia. A filha Tracy, de apenas dezessete anos havia ficado muito chateada com a mudança, pois não conseguira ainda travar novas amizades e não aguentava sua avó Moira, sempre dando ordens e pitacos na sua vida.

Aly, aproveitando o tempo livre que lhe sobrava, resolveu dedicar-se a completar a árvore genealógica da família como forma de presentear a filha Tracy, que logo faria dezoito anos.

Em pouco tempo ela concluiu o preenchimento de todos os espaços relativos ao seu lado da árvore.  Todavia, o mesmo não se aplicava ao lado de Paul, pois ele não se lembrava de praticamente nada a respeito de sua infância e Moira mostrava-se muito reticente quando o assunto recaía sobre Steven, pai de Paul que, segundo ela, havia abandonado a família quando Paul ainda era muito criança, o que a forçou a mudar de sobrenome e criar o filho sozinha, mudando-se frequentemente de cidade em cidade.

Não podendo contar com seu marido ou com sua sogra,  Aly começa a investigar sozinha documentos antigos nas bibliotecas de cidades onde Moira e seu marido moraram, a procura de qualquer pista sobre a origem misteriosa da família de Paul.

A partir deste momento, Paul passa a sofrer de um terrível pesadelo recorrente, onde ele era uma das poucas testemunhas que acompanhava o casamento de seus pais e  todos os presentes tinham rostos completamente idênticos!

Enquanto ministrava sua aula na faculdade de Massachusetts, Paul, sem mais nem menos, fez um discurso favorável ao incesto e casamento entre irmãos, e acabou sofrendo uma síncope nervosa ali mesmo, na sala de aula, e acabou sendo levado para o hospital para fazer exames de rotina.

Kim, uma bela morena, procura Paul na sua volta à faculdade, para entregar-lhe a gravação em cassete que ela fizera da última aula; ela revelou-lhe que ficara encantada com cada palavra que ele dissera e estava disposta a ajudá-lo com seu livro sobre Arte Primitiva.

Paul, incentivado pela beleza de jovem, aceitou prontamente o seu auxílio, o que culminou com o envolvimento sexual entre ambos. Só existia um problema: não existia nenhuma aluna da turma de Paul com o nome de Kim!

As coisas ficam ainda mais estranhas quando Paul passa a consultar-se com o Dr. Frederich, um falso médico que se fazia passar por um hipnoterapeuta de grande prestígio de San Diego. Após cada “sessão”, Paul criava uma espécie de dependência do médico, transformando-se numa pessoa distraída e sem vontade própria. O comportamento de sua filha Tracy, também passa a ser afetado, pois ela também passa a ficar desligada e retraída.

Com que intuito um falso médico “enfeitiçaria” Paul? Quem era a bela Kim que seduzira Paul, de tal forma a fazê-lo trair sua esposa? E por que Moira fazia tanta questão de esconder informações sobre o o marido e sobre o resto da família de Paul?

 Aly decide desvendar o mistério que estava afetando  seu casamento; ela só não fazia a ideia de que se depararia com algo  realmente demoníaco e sobrenatural, mais antigo que o próprio homem. E para salvar sua família ela deveria enfrentar e derrotar a própria…

…Filha de Satã!

O resto, só lendo muito!

O ritmo de leitura é lento e bem travado no início; entretanto, da metade em diante, tudo muda e o leitor não vê a hora de chegar à última página para deparar-se com um final eletrizante, capaz de gelar o sangue de qualquer um!!!

Merece 4 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

O Estranho Misterioso – Mark Twain


Resultado de imagem para o estranho misteriosoBoa tarde, querida Família Lendo Muito.

A resenha que estamos postando agora para vocês foi uma indicação da nossa queridíssima amiga e talentosa autora Luciana Fátima. Trata-se do livro O Estranho Misterioso, escrito por Mark Twain, que adquiriu fama ao escrever verdadeiras obras-primas da literatura universal como As Aventuras de Tom Sawyer, As Aventuras de Huckleberry Finn e O Príncipe e o Mendigo, entre tantos outros.

A história de O Estranho Misterioso se passa no pequeno vilarejo (aldeia) de Eseldorf, Áustria.  Naquele distante lugar, no ano de 1590, em plena Idade Média, três garotos eram grandes amigos inseparáveis. Eram eles: Nikolaus Bauman, filho do magistrado da comarca; Seppi Wohlmeyer, filho do dono da maior estalagem da aldeia e Theodor Fischer, filho de um organista da igreja e também professor de música, muito respeitado por todos.

Certo dia, os três passeavam alegremente pelas colinas e bosques da região, quando avistaram um rapaz muito atraente, de voz sedosa e macia, que vestia roupas muito belas e de excelente qualidade.

Após conversarem bastante tempo com este “estranho misterioso”, os três garotos curiosos perguntaram-lhe o seu nome, e ele disse-lhes com um sorriso no rosto, que se chamava Satã, um anjo muito persuasivo e sedutor, e que na verdade era sobrinho do próprio Diabo!

Ao ouvirem isso, os três amigos assustaram-se de verdade. Todavia, eles não faziam ideia de que o encontro com Satã mudaria suas vidas, e a do resto daquele povoado, para sempre…

Coisas muito bizarras e estranhas passara a acontecer, e a aldeia toda começou a crer que tais fatos inusitados eram obra de bruxaria e do Demônio. Com isso, muitos moradores foram condenados à fogueira, pois aquele era o tempo da terrível inquisição.

Entretanto, tudo não passava de obra do “estranho misterioso”, que pretendia demonstrar aos seu três novos amigos, quão vil poderia ser a própria natureza humana.

O resto, só lendo muito!

Não se trata de um livro de terror, mas sim de uma verdadeira reflexão sobre a vilania humana.

Quando Mark Twain escreveu este livro, ele já encontrava-se no final dos seus dias e havia perdido quase todo o seu dinheiro,  transformado-se em um velho amargo e solitário. A Humanidade era vista por ele com extremo pessimismo e total descrença, algo que fica bem claro para o leitor ao término do  livro.

Digno de 4 estrelas.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Para aqueles que tiverem interesse: existe uma animação de O Estranho Misterioso que vale muito a pena ser assistida.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

O Caso Laura – André Vianco


Resultado de imagem para o caso lauraBoa noite, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos uma resenha especial do livro O Caso Laura, do autor André Vianco.

A história começa com o detetive particular Marcel recebendo uma bolada de dinheiro para investigar um caso um tanto quanto estranho.

O cliente em questão era um senhor idoso e muito misterioso, que usava um  símbolo parecido com um 8 em sua cigarreira prateada e não abria mão do anonimato. Ele contratou os serviços de Marcel com o intuito de descobrir com quem Laura – a mulher mais importante de sua vida, segundo ele-, estava se encontrando todos os dias.

Laura trabalhava como restauradora de obras de arte e encontrava-se muito abalada devido ao estado de saúde de seu pai, que sofrera um derrame e encontrava-se em coma há algum tempo e agora vinha apresentando uma piora no seu quadro. Além disso, ela trazia marcas nos pulsos devido a uma tentativa de suicídio no passado, pois ela fora a causadora direta da morte de seu filho pequeno – algo que custou-lhe o casamento e também uma prisão por três anos.

Marcel descobriu que Laura encontrava-se todos os dias em uma pracinha com Miguel, com quem ela podia conversar e dividir sua dor. Aparentemente este homem misterioso só estava interessado em ajudá-la a seguir em frente com sua vida.

Entretanto, com o passar do tempo, Marcel acabou por apaixonar-se perdidamente por Laura, sendo responsável até por salvá-la de uma nova tentativa de suicídio. Seu amor é correspondido e eles acabam envolvendo-se em uma tórrida relação.

Alan é um outro personagem importante, pois ele era um investigador de polícia que jamais se recuperara da morte de sua esposa, assassinada em uma troca de tiros ocorrida em plena rua. Além disso, ele também estava sendo investigado de perto pela belíssima Gabriela, uma agente que fora enviada pela Corregedoria para descobrir se ele era culpado ou inocente de ter cometido quatro homicídios.

Qual é a identidade verdadeira do homem misterioso que contratou Marcel? E quais são as verdadeiras intenções de Miguel, o “amigo-oculto” de Laura?

Para saber essas e outras respostas, só lendo muito!!!

Uma história de suspense e mistério, com uma pitadinha de sobrenatural na medida certa, e que faz com que o leitor reflita profundamente sobre a espiritualidade. Consegui até traçar um paralelo com o filme Cidade dos Anjos.

Este foi meu primeiro contato com o autor e confesso que gostei muito da escrita dele. Assumo o compromisso de ler e postar resenhas de outras obras publicadas por ele.

Digno de 5 estrelas.

Espero que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André 

 

Espere até Helen chegar – Mary Downing Hahn


"Nenhum segredo permanece enterrado para sempre. Literalmente."

Imagem relacionadaBom dia, querida Família Lendo Muito.
Com esta frase impactante damos início à resenha de Espere até Helen Chegar, da autora americana Mary Downing Hahn.

O livro narra a história horripilante dos irmãos Molly e Michael, que foram morar em uma antiga construção que um dia já fora uma igreja, na pacata cidade de Holwell.

Quando eles descobrem que iriam morar num lugar bem distante da cidade deles, não ficam nada felizes, ainda mais porque vão ter que conviver com a irmã “postiça” Heather, filha do atual marido de sua mãe, que não passa de uma garotinha muito mimada e de gênio terrível, e que guarda um segredo horripilante do passado.

Com o passar dos dias, como se já não bastasse o clima quente entre os irmãos e Heather, eles ainda descobrem a existência de um cemitério antigo atrás do seu terreno, que pertencia a velha igreja.

A descoberta deste cemitério antigo faz com que todos da família fiquem muito intrigados, principalmente Molly, a irmã mais velha, pois ela sente que há algo de muito errado e maléfico com aquele lugar! E de uma hora para a outra, a pequena Heather passa a comunicar-se com o “suposto” espírito de Helen, uma menina que falecera há uma centena de anos e fora enterrada ali.

 Molly então se dá conta que está diante de uma ameaça real e aterradora, e terá que enfrentar seus medos sozinha para tentar salvar sua família!

O resto, só lendo muito!

Uma história horripilante capaz de fazer gelar nossa espinha a cada página virada, e que tornou-se um verdadeiro clássico do terror infanto juvenil.

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

 

 

Na Escuridão da Mente – Paul Tremblay


Livro Vencedor do Bram Stocker Award

“Me assustou para valer, e eu não sou nada fácil de assustar.”
 Stephen King

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Querida Família Lendo Muito, trago-vos uma resenha de um livro que conseguiu tirar o sono até do mestre do horror Stephen King. Trata-se de Na Escuridão da Mente, de Paul Tremblay.

Tudo começa quando a escritora de best-sellers Rachel Neville faz contato com Merry (Meredith Barret), de 23 anos, que aceita ser entrevistada por ela na antiga casa dos Barrets, em Massachusetts, a mesma casa que serviu de palco para um infortúnio familiar que alterou o rumo de toda a sua vida.

Nesta época, Merry contava com apenas 8 anos e vivia com John e Sarah, seus pais, e com Marjorie, sua irmã de 14 anos, que gostava muito dela e vivia inventando histórias para diverti-la.

Nesta mesma época, Marjorie começou a ter um comportamento agressivo, apresentando vários arranhões por todo o corpo, ouvindo vozes estranhas e falando frases desconexas, o que culminou com um quadro grave de esquizofrenia, abalando demais a relação entre seus pais, já que o tratamento de Marjorie era muito dispendioso e John Barret encontrava-se desempregado e sem perspectivas de arrumar um novo emprego tão cedo.

Certo dia, quando John levava Marjorie para sua visita ao psiquiatra, a garota começou a ter uma crise no carro e ele, ao invés de levá-la ao médico,  decidiu levá-la à igreja, para ouvir a opinião do padre Wanderly, que acreditava que a doença mental de sua filha era um caso de possessão.

Pensando em conseguir um bom dinheiro para ajudar a família, John aceita vender a história deles para o Discovery Channel, transformando o caso de Marjorie num verdadeiro “Big-Brother”, com dúzias de câmeras e microfones espalhados por todos os cantos da propriedade.

Merry tinha certeza que a irmã estava fingindo tudo, já que a mesma confidenciara a ela que estava fazendo tudo aquilo para não  desapontar o pai.

O exorcismo de Marjorie foi autorizado pela igreja e estava sendo acompanhado ao vivo por milhões de pessoas grudadas em seus televisores.

Durante o exorcismo, tudo corria bem, com Marjorie apenas rindo e brincando todo o tempo com o padre Wonderly e o seu ajudante, o padre Gavin. Em dado momento as gavetas da escrivaninha do quarto de Marjorie passaram a abrir e fechar sozinhas; e ela gritava desesperadamente sem saber o que estava acontecendo, deixando todos realmente assustados.

Se Marjorie estava apenas mesmo fingindo, como aquilo seria possível? Seria algum truque da própria produtora para despertar medo e chamar a atenção dos telespectadores, ou uma entidade diabólica estava realmente dominando o seu corpo?

O resto, só lendo muito!

Com um final que força muito as células cinzentas dos leitores, pode-se dizer que este livro não chega a ser empolgante, mas também não decepciona; creio que o autor tinha um enredo literalmente fantástico em mãos, só não soube trabalhá-lo tão bem como deveria e eu credito isso à sua inexperiência, já que este é seu primeiro livro publicado.

Merece 3 estrelas

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

Ultra Carnem – Cesar Bravo


"Na disputa entre o céu e o inferno nós somos o prato principal"

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Querida Família Lendo Muito, é exatamente esta mensagem que Cesar Bravo pretendia passar ao seus leitores ao escrever Ultra Carnem:  história de tirar o fôlego e o sono de qualquer leitor.

O livro é dividido em cinco partes interligadas, que serão abordadas aqui separadamente.

Começando agora mesmo!!!

O Abandono – Parte I
A história começa em uma noite muito chuvosa, quando a cigana Iolanda levou um menino órfão para o orfanato da cidade de Três Rios. Os responsáveis pelo orfanato eram Dom Giordano e a madre Suzana, sua auxiliadora.

Antes de deixar o menino aos cuidados do padre, a cigana avisou ao bondoso homem, que aquele era seu irmão , e que seu próprio bando estava banindo-o por que o menino carregava o “demônio” dentro dele.

Após muito relutar, o Padre Giordano acabou aceitando Wladimir Lester, o renegado menino cigano, mediante o recebimento de uma sacola repleta de ouro.

Alguns dias depois, todo o bando de ciganos que havia deixado a cidade, morre tragicamente ao cair de um desfiladeiro.

Misteriosamente algumas pinturas que o bando carregava foram recuperadas; entre elas, havia uma que mostrava um grupo de carroças despencando de um desfiladeiro. Essas pinturas logo remeteram a Wladimir Lester, pois era ele quem gostava muito de pintar quadros; Dom Giordano sempre via o pequeno cigano andando com um tubinho de tinta muito vermelha e atraente,  parecida com sangue.

O pequeno cigano não conseguia adaptar-se bem ao orfanato, já que as crianças achavam-no esquisito e o discriminavam por ser ele filho de ciganos. Buba, Japonês e Vermelho, eram os três meninos que mais faziam Wladimir Lester sofrer, pois tomaram dele um retrato antigo de sua mãe, e também brincavam com a estatueta de gesso da Ciganinha, que ele afirmava ser sua própria mãe.

Cansado de tanto sofrer humilhações e totalmente tomado pelo demônio, Lester resolveu vingar-se da maneira mais cruel que se possa imaginar…

Gênesis – Parte II
Após roubar um diário antigo de uma loja de artigos estranhos, Nôa D’Nor, um pintor frustrado e sem talento, ficou obcecado em encontrar os quadros e o tubinho de tinta do menino cigano, que ele acreditava que fariam com que ele obtivesse a fama.

Seguindo as pistas do diário, ele e sua namorada Liza encontram o paradeiro do amaldiçoado tesouro, que estava muito bem guardado há mais de duzentos anos, mal sabendo que o “verdadeiro Mal” os espreitava, fazendo-os pagar um preço muito caro pela ganância e poder.

O Pagamento – Parte III
Nesta parte temos a história de Marcos Cantão, um técnico de informática medíocre, que vivia na miséria, com sua gorda esposa Odeta e com seu filho com problemas de desenvolvimento chamado Randy.

Um belo dia, Marcos foi chamado para prestar serviços de informática em uma loja de artigos raros. Sofia, a proprietária da loja, era uma velha cigana, que não tendo como pagá-lo, propõe a ele que faça um pedido para sua Ciganinha – estátua de gesso que segundo ela realizava os pedidos de seus devotos fiéis.

Sem acreditar muito na velha cigana, Marcos murmurou algo bem baixinho no ouvido da Ciganinha.  E ao chegar em casa, sua vida mudou radicalmente para sempre… tanto para o bem, quanto para o mal.

O Inferno – Parte IV
Em uma lanchonete de subúrbio, a garçonete Lucrécia Trindade foi  testemunha de um inusitado e macabro encontro. Curiosa com a conversa entre os três homens que pareciam normais, ela descobriu que aqueles homens, na verdade, eram três demônios!

Ao ouvir que o Inferno estava com problemas para arrebanhar almas, já cansada de sua tão sofrida e desprezível vida, Lucrécia ofereceu-se para fazer parte do maligno trio.

Todavia, para a garçonete ser aceita no clã do Inferno, ela recebeu uma missão do próprio Lúcifer: resgatar uma alma renegada que vivia escondida há séculos nos subterrâneos de uma igreja; alma essa que se recusava a descer ao Inferno e que não era ninguém menos que…o próprio Wladimir Lester.

Os Três Reinos – Epílogo
Nesta última e mais empolgante parte temos uma visão infernal  de todos os personagens envolvidos na história do livro.

Apesar do livro ser relativamente longo, a narrativa é tão empolgante, com um clima de suspense crescente, fato que não deixa o leitor desgrudar das páginas até chegar ao final, completamente inusitado. Merece até um longa-metragem.

Deixou-nos com vontade de conhecer mais obras deste magnífico autor.

Digno de receber 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo “bem quente” no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

 

 

 

 

 

O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS – Keith Donohue


Boa tarde, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos hoje a resenha de um livro que muitos de vocês já devem ter lido ou ao menos ouvido falar, pois transformou-se em uma espécie de leitura obrigatória no ano de 2016. Trata-se de O Menino que Desenhava Monstros, do famoso novelista americano Keith Donohue.

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Jake Peter foi diagnosticado com síndrome de Asperger, um tipo mais leve de altismo, e com agorafobia (pavor de sair de casa)  após ele e Nick, seu único amigo, terem quase se afogado na praia quando ambos tinham 7 anos. Após serem salvos, J.P., como ele era conhecido, nunca mais foi o mesmo, tornando-se a a partir daquele dia, uma criança retraída e isolada de todos, forçando seus pais a tirá-lo da escola.

A mãe e o pai de Jake Peter tinham visões muito diferentes a respeito do tratamento do filho de dez anos: enquanto Holly, sua mãe, acreditava que eles deveriam procurar outro tipo de ajuda para o menino, já que ela não percebia qualquer sinal de progresso; ela inclusive acreditava que o comportamento do garoto vinha piorando, pois ele chegou até agredi-la violentamente quando ela fora acordá-lo em certa manhã; já Tim, seu pai, acreditava que J.P. vinha progredindo aos poucos, já que agora ele vinha comunicando-se através de seus desenhos.

Mas J.P. não criava desenhos comuns, mas sim figuras assustadoras. Ele afirmava que aquilo que ele vinha retratando em seus desenhos eram os monstros que habitavam o seu quarto…

Num dado momento, fatos muito estranhos tiveram início: quando Tim levava Nick de volta para a casa, ele e o garoto avistaram uma figura branca, nua, que lembrava um homem com feição grotesca, correndo pela neve; já Holly, passou a ouvir sons incomuns e assustadores na própria casa.

Buscando refúgio espiritual, Holly passou a frequentar a igreja católica da região. Lá, ela conheceu o padre Bolden e a srta. Tiramaku, sua estranha governanta que certo dia contou-lhe a respeito do Porthleven, um antigo navio que naufragara perto dali, há muito tempo. As pessoas diziam que o navio afundara por total imperícia de seu capitão, e muitos corpos jamais haviam sido encontrados.

A partir de então, teve início a lenda dos yureis, que nada mais eram do que espíritos condenados a assombrar os vivos até que fosse reparado o mal que lhes fora causado. Estes espíritos buscavam apenas a liberdade para seus tormentos.

Será que os yureis eram a resposta para os sons estranhos da sua casa e daquela grotesca figura que seu marido havia avistado na neve? Ou a chave para este enigma era algo bem pior… originário da mente perturbada de Jake Peter?

O resto, só lendo muito!

Respeito muito cada um de vocês e sei que muitos de vocês amaram a história. Contudo, tenho certeza absoluta, que este foi um dos piores livros que li em minha vida, senão o pior.  Pensei muitas vezes em abandonar a leitura (isto é algo que eu jamais faço) pois o ritmo da história é extremamente parado, modorrento, apesar do ótimo enredo que o autor tinha em mãos: um thriller psicológico, repleto de muito mistério e com uma pitada de sobrenatural. Entretanto, na minha humilde opinião, parece que o nosso querido Keith Donohue resolveu zombar de nós leitores ao criar um final tão estapafúrdio e inverossímil.

Vou atribuir ainda uma estrela apenas por causa da belíssima edição da DarkSide Books.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André