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ARANHA CASTANHA E OUTRAS TRAMAS – Gloria Kirinus


Resultado de imagem para ARANHA CASTANHA E OUTRAS TRAMASBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos uma resenha de um livro extraordinário que foi adquirido em uma das “maquininhas” do Metrô de São Paulo.

Trata-se de Aranha Castanha e Outras Tramas, de autoria de Gloria Kirinus, uma peruana de nascimento, que adotou nosso país – mais precisamente Curitiba-, como lugar para o seu renascimento.

As histórias narradas por ela são um verdadeiro deleite ao leitor, já que são reflexões sobre temas mais do que inusitados, como matemática e futebol. Aliás, muito antes de conhecer nosso país ela já apaixonara-se pela nossa língua quando ouvia os jogos do Brasil do outro lado da fronteira, coladinha em seu rádio – algo que denotava muita estranheza em sua família, pois ela era uma “menina”.

As duas histórias que mais chamaram-me a atenção foram as seguintes:

1. A Lição do Caranguejo
Uma mãe desesperada procura uma psicoterapeuta para “salvar” sua filha. O problema da adolescente vinha desde a infância, quando um pescador, por simples brincadeira, disse-lhe que sua inteligência era diagonal. Dali em diante, ela começou a andar tal qual um caranguejo.

O que parecia ser uma simples brincadeira, tornou-se algo muito sério, a ponto da menina, após ter contato com o jogo de xadrez, pensar em tornar-se freira só para acompanhar o “bispo”.

2. Com Zeus
As amigas estavam intrigadas para saber quem era aquele “Zeus” de quem tanto Cátia comentava e a quem ela prometera dispensar mais tempo…

O resto, só lendo muito!

O livro conta com uma escrita bem espontânea e com histórias muito divertidas, fazendo com que o leitor não desgrude das páginas até chegar ao seu final.

Não poderia deixar de citar também o trabalho da Angela Leite de Souza, pois suas belíssimas ilustrações são complementos mais do que acertados dos “causos” muito bem tramados por Gloria Kirinus.

Digno de 5 estrelas

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

Código 1 – Crônicas de Plantão – Hang Ferrero


Resultado de imagem para codigo 1 - crônicas  livroBoa tarde, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos agora a resenha do livro “Código 1 – Crônicas de Plantão“, do querido autor catarinense Hang Ferrero.

Ao falarmos de saúde, o que vem logo a nossa cabeça é o péssimo atendimento prestado por médicos e enfermeiros, as longas filas de espera para o atendimento da população, a falta de leitos e remédios, e o sucateamento e abandono dos hospitais.

Só alguém com muito talento e sensibilidade como Hang Ferrero para fugir de todo esse negativismo e desgosto e encontrar humor em situações inusitadas que ele tem vivenciado há quase trinta anos atuando como técnico de enfermagem e socorrista.

Todos os “causos” narrados são verdadeiros; ele guardou a ficção apenas para os nomes das personagens e das instituições. As histórias são excelentes e a leitura é tão leve e gostosa, que faz com que o leitor não pare mais de ler até chegar ao final e ficar com um gosto de “quero mais”.

Quero dar destaque para duas histórias que mais chamaram a minha atenção:

1 – Fatalmente
O enfermeiro Joca não gostava muito de pegar elevadores, não por qualquer medo ou “toc”, mas sim por que sempre que subia em um, aconteciam situações divertidas ou embaraçosas.

Certa vez,  enquanto segurava a porta do elevador para que os enfermeiros conduzissem a maca de uma paciente que estava com receio de que seu médico não lembrasse qual joelho que deveria ser operado, ele não se conteve e perguntou-lhe se ela não havia feito um “X” no joelho certo para que o médico não se enganasse…

2 – Urgência
Socorristas de plantão atendem ao chamado de uma mãe pedindo ajuda para a filha de 17 anos que havia desmaiado. Chegando à residência, notaram que a garota já estava quase recuperada e ficaram sabendo que ela vinha apresentando este quadro já fazia algum tempo.

Nada de anormal foi constatado na saúde da filha e eles pediram então para a mãe levá-la no posto de saúde do bairro, pois aqueles desmaios pareciam ser de caráter psicológico.

A resposta dada pela mãe aos socorristas foi algo bem insólito…

O resto, só lendo muito!

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Conhecia o Hang apenas como um privilegiado poeta, e foi uma surpresa mais do que gratificante saber que ele também consegue escrever muito bem em forma de prosa.

Livro digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Confissões do Crematório – Caitlin Doughty


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Um livro para quem está planejando morrer um dia!

“A morte é a única certeza da vida. Então, por que evitamos tanto falar sobre ela?” Essas são as palavras da autora Caitlin Doughty que, quando mais jovem, começou a trabalhar em um crematório na Califórnia e que aprendeu muitas coisas além de apenas preparar corpos para a incineração.

Através deste livro ela conta, com muito bom humor, explorando com maestria este tema mórbido, como devemos lidar com a morte em nosso dia a dia  e aborda o preconceito e o medo que temos de encarar a própria morte, escondendo cadáveres atrás de portas de aço e confinando os doentes e moribundos em leitos de hospital.  

Cada página do livro busca levar-nos a uma verdadeira reflexão sobre a nossa mortalidade, demonstrando que somos seres sujeitos a deixar essa existência de uma hora para a outra. Descobrimos neste livro que não estamos nenhum pouco preparados para este momento e perguntamo-nos então qual será o legado que deixaremos para os nossos parentes? Fiz algo de bom até agora? Ou apenas dediquei minha vida vivendo à toa e sem qualquer propósito por aí?

Um livro com uma proposta diferente de tudo o que já li, com uma leitura agradabilíssima, apesar do tema bem mórbido. Através de suas memórias, a autora conseguiu passar uma mensagem muito bonita, como ninguém jamais conseguiria. Nota 10.

Obs.: Para quem gosta deste tema, este livro é um prato cheio, repleto de lições para toda a vida.

Eu espero que continuem muito vivos, meus queridos amigos e amigas.

Um excelente final de semana para todos e um beijo no coração de cada um de vocês!!!

Alex André

A QUARTA PARTE DO TEMPO – Jaqueline Bastos


Como vocês sabem, a minha amiga Jacky do Blog o eu insólito tem colaborado com certa frequência aqui com o blog, enviando-nos suas pérolas literárias. Vamos apreciar mais esta que se chama: A Quarta Parte do Tempo.

Tenho certeza que todos irão gostar, pois ela esbanja talento.

Na primeira parte do tempo corri por todas aquelas pessoas que não me valorizam o suficiente.

Corri por causa dos prazos, corri pelas  juras tolas prometidas a  mim mesmo.

Corri  na chuva, por aquele ônibus cheio de surpresas que nunca parou pra mim.

Corri pra parar o tempo  e adiantar minha chegada em casa depois do trabalho.

Nada adiantou, corri em vão. Como se corre-se atrás do vento.

E pior, caí.

E usei a outra metade do tempo para me levantar.

Voltei a correr para alcançar a terceira parte do tempo.

Não o alcancei, acho que estou aceitando o fato de que é melhor não correr.

Me resta pouco tempo agora, estou tentando acertar apesar de todas as pessoas que não me valorizaram o suficiente.

Apesar do enfado dos dias e das surpresas boas que ainda não surgiram.

Uma promessa a mim mesmo, de agora em diante apenas andando, andando no sol ou  na chuva pra nunca mais cair.

E isso que torna a quarta parte do tempo eterna.

Jacky Bastos

Feliz Aniversário a um amigo – Eu no Blog da Morgause Ds


Minha amável amiga Patinha, do Blog Blog Morgause DS concedeu-me o melhor de todos os meus presentes de aniversário: um belo texto e uma poesia incríveis. Ela conseguiu me emocionar de tal maneira, que resolvi postá-lo aqui também. Obrigado Patinha, por ser minha amiga.

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Hoje é aniversário de alguém muito querido por todos aqui e especialmente por mim. Me senti com vontade de escrever dizendo tudo o que desejo pra ele. Porém achei que seria egoismo se alguém, que alguns dizem, foi Drummond, já falou com tanta propriedade.

Alê, ou Alex André pra maioria, desejo que hoje e sempre, Deus ilumine seus caminhos e permita que continue distribuindo esse carinho e semeando sempre um pouquinho aqui e ali seu amor pelos livros. Sua luta constante e sempre vencendo. Só poderia desejar que nunca mais precisasse lutar, mas que se vier, que vença sempre. Sempre conquistando alguns corações com suas palavras e atenção com sua atenção. Sempre atento e sem exigências.. Gentileza gera gentileza e você é um bom exemplo disso. Mas a melhor palavra pra te definir, na minha opinião, é coragem, por mais motivos do que transparece.

Te conheci a pouco tempo, mas não precisou de muito pra saber o quanto é especial. Frágil e forte ao mesmo tempo. Esse poema, que não sei ao certo quem escreveu, acho delicado e conta alguns meus desejos.

Tenha um grande dia e muitos outros depois desse.

Sempre por perto.

DESEJOS

Desejo a vocês…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Anão…Infelizmente Não!


O motivo de escrever esta postagem é me solidarizar com as pessoas que chamamos carinhosamente (ou pejorativamente) de “anões”. Elas já são discriminadas desde o momento que nascem, até a vida adulta. Na escola são motivos de gozação, na televisão são sempre renegadas a um plano inferior, vide estes programas de auditório ridículos, em que anões fazem papel de alívio cômico para seus quadros odiosos, como faziam no século XIX, em circos de horrores e na côrte de reis desalmados. 

Nunca vemos anões com papel destaque (como se os mesmos não merecessem), a não ser no desenho animado da Branca de Neve. Não conseguem empregos, e se conseguem ficam limitados a empacotadores de supermercado (nada que desabone um empacotador) e não conseguem evoluir para algo melhor, 

Tentamos tanto acabar com a discriminação e o descaso para com negros, índios, mulheres, doentes mentais, mas nos esquecemos das “pessoas miúdas”, como é certo chamá-las. Devemos parar para pensar um pouco e fazermos algo, pois se não o fizermos, estas pessoas tão singelas, serão tratadas sempre como algum tipo de aberração e nunca obterão uma posição de destaque merecida na sociedade.

Tive um amigo que se encontrava nesta situação, e só eu sei o que ele passou, sendo chamado de Cabeçauro e outros apelidos que o diminuíam sempre. Ele sempre sorria das brincadeiras, mas dava para perceber um ar de tristeza em seu semblante. Espero que um dia isso realmente acabe.

É para lermos e pensarmos profundamente sobre isso.

Alex André

O Homem Pernambuco


Caros amigos, a brilhante Jaqueline Bastos, do Blog O Eu Insólito, nos brinda novamente com escrita. Desta vez em forma de uma crõnica maravilhosa. Aproveitem cada palavra:

–  Mamãe! Mamãe?
–  Diga meu filho o que quer?
–  Preciso de ajuda com o dever! A professora pediu para criarmos uma história, um personagem que represente Pernambuco. A cultura da nossa terra, quem somos.
–  Pense meu filho, que tipo de sujeito representaria Pernambuco pra você?
O menino foi para seu quarto, lançou-se ao chão com seu lápis e caderno. Pensou que Pernambuco devesse ser representado por um homem com aparência viril, de bigode igual ao de seu pai .E que usasse óculos igual seu avô, demonstrando sabedoria não de mero intelecto, mas de que o tempo passou e que com a vista adoecida, passasse então a enxergar com o coração.
Ele pensou em um homem que tivesse tido a coragem e vigor para um serviço militar, mas que também fosse jogador de futebol, e que em algum momento estivesse ligado ao trabalho agrícola, como sua mãe.
Muito trabalho, um homem precisa se divertir! – concluiu o menino, então pensou na música de Pernambuco, baião, xote, e côco .E então, decidiu que seu personagem deveria também ser compositor, transformando suas experiências em ritmos alegres e contagiantes.
Tendo passado muito tempo ali debruçado sobre o caderno o menino acreditou que seu personagem existirá de fato e então temeu que já velho, tivesse de partir de modo a concluir sua narrativa. Foi então que ele pensou, que “O homem Pernambuco” que criará merecia ser lembrado,eternizado .
Se certificando de que isso fosse realmente possível, o garoto resolveu que seria este homem.

Jaqueline Bastos

Complexo de Viúva e outras crônicas – Edison Borba


Confesso a vocês que não conhecia nada deste autor. Comprei este livro na Máquina de Livros e resolvi lê-lo no dia de ontem.

Achei simplesmente fantástico o modo como o autor, Edison Borba, relata desde o quotidiano carioca até a morte de Steve Jobs em suas crônicas, de maneira clara e de fácil compreensão. Ele pegou o período de 20 de julho de 2011 até 30 de dezembro de 2011 e foi fazendo uma espécie de diário com crônicas.

Ficou difícil dar destaque em alguma crônica, pois todas são ótimas e não teve nenhuma que tenha me desagradado. Mas como já é costume nosso, aqui vão os destaques:

“Embelecer” – que faz uma crítica à ditatura da magreza, imposta pelos meios de comunicação, aonde só os magrinhos e sarados têm vez e os fofinhos são considerados “ETs”.

“Sucesso Perigoso” – que nos chama atencão para os mautratos cometidos por famosos com seus cabeleireiros, manicures, maquiadores, costureiros.

“Todas as faces da presidência” – quando ele simplesmente nos faz um panorama geral de presidentes que usaram barba, bigode, cara limpa, até chegar aos dias atuais, com a “maquiagem” da presidente Dilma.

“Bichos do jogo” – que nos ensina desde a origem do jogo do bicho até os dias atuais, com os tipos de palpites mais engraçados, fechando com a crítica sobre o que acontece hoje para quem joga e para quem está por trás do jogo.

“Brasilinha” – esta foi, sem dúvida a melhor crônica de todas. Retrata Brasília como uma comunidade difícil de ser pacificada, pois o “crime organizado” está em prédios públicos e veste paletó e gravata. Sensacional.

Livro que foi comprado por R$ 2,00 mas vale uma norta 10 e todos deveriam ler.

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