Mel envenado – Ana Beatriz


Após 120 anos (porque 84 não seriam o suficiente kk), eu voltei! Sim, eu sei que todos já devem estar cansados das minhas desculpas (eu estaria, no lugar de vocês, sinceramente), mas, eu preciso dizer que sinto muito pela minha ausência, a qual se explica por: Época de provas, Enem e Fuvest, todas essas coisas uma em seguida da outra, que me levaram à beira de um ataque de nervos kk, então eu realmente não tive tempo para postar.

Por favor, não encarem esse meu aparecimento repentino (e mais do que tardio) como um sinal de um retorno a uma participação substancial no blog, porque, embora o resultado oficial não tenha saído ainda, tudo indica que (graças aos deuses) eu passei na primeira fase da Fuvest, o que é incrível, mas significa também que eu vou ter que continuar estudando por conta da segunda fase kk.

Enfim, em meio a toda essa turbulência que foram os meus últimos seis meses (a última vez que entrei aqui foi durante as férias de julho), eu encontrei alguma dificuldade para continuar escrevendo, mas, consegui produzir alguma coisa. Eu costumo preferir escrever narrativas a poemas, no entanto, a leitura da obra Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur, me inspirou a tentar o campo da poesia. Sabendo disso, meu irmão de alma, Alê, me pediu que publicasse alguns dos poemas aqui no blog. É por isso que meu retorno desse vez será marcado não por uma resenha, como é habitual, mas sim por um poema de autoria própria. Selecionei meu poema mais curto, para não cansa-los demais, e espero que gostem. Por favor, comentem para eu saber se devo postar outros poemas meus ou não e, é claro, sejam sinceros ao comentar. Bem, sem mais delongas, aqui está Mel Envenenado:

 

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Mel envenenado

Da sua língua, pinga veneno

Uma, duas, três

Gotas

E eu a envolvo com a minha, na esperança de torna-lo mel.

 

Tapas

Um, dois, três…

Já perdi a conta de quantos me deu,

Me mostrando que ainda não tenho a doçura que quero,

Ainda não tenho meu mel.

Mas eu continuo tentando,

Por saber que todo veneno cura

E todo remédio mata.

 

Você despeja seu veneno branco entre minhas pernas,

Meus quadris queimando como em soda cáustica,

Meus olhos, vidros de boneca de porcelana.

Eu sou frágil,

Mas não se preocupe,

Eu não vou quebrar,

Meus cacos poderiam te ferir.

 

Bem, esse é o poema que eu queria lhes mostrar, espero que tenham gostado e que não estejam irritados demais com a minha demora épica para postar kk. Dependendo das reações de você, eu posto aqui outro poemas também. Sendo em breve ou não, de um outro poema meu ou de uma resenha, nos vemos no próximo post!

Beijos, Ana Beatriz.

 

 

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PENSA EM MIM – Alex André


Acróstico publicado originalmente em 29/11/2015

 

erder seu amor é algo que não consigo aguentar

E não imagino nunca deixar de te amar

N os seus pensamentos, serei sempre seu cavaleiro destemido

S empre protegendo-a de todo e qualquer perigo

minha existência será dedicada a ti, minha diva

E spero ativamente corresponder às suas expectativas

M ais do que amor, experimento por ti paixão ardorosa

M úsica para os meus ouvidos são suas palavras graciosas

I magino nós dois juntos lado a lado até o fim

M eu único pedido para ti, razão da minha vida, é que apenas pense em mim.

Alex André

 

Max Cândido – Alex André


M eu querido amigo Max Cândido

A vida prega muitas peças, principalmente quando se está desprevenido

X ingar só já não basta para aplacar nossa decepção

C ansamos simplesmente de sofrer e sofrer, sem motivo e sem razão

A í, resolvemos fugir de nós mesmos, interrompendo a nossa própria vida

N em pensamos que essa atitude vai refletir naquelas pessoas que mais amamos

D eixando-as com um profundo pesar para o resto de seus anos

I mploro a ti que abra a sua mente e esqueça estes pensamentos de morte

D eixe seu caminho aberto para receber melhor sorte

O uça o clamor deste amigo: exorte sua mente em busca de alegria!

Alex André

ÁGUA DE MAR E POESIA * Sea Water and poetry


Querida Família Lendo Muito, é  com imenso prazer que apresento-lhes mais uma parceira do nosso blog, a queridíssima e talentosa poetisa Ana de Lourdes Teixeira, do Blog Ana de Lourdes.
Daqui para a frente, o nosso espaço estará sempre aberto para publicar seus belos poemas.
Para dar início a nossa parceria, ela escolheu “ÁGUA DE MAR E POESIA * Sea Water and poetry”, que foi publicado no dia 19 de junho de 2017.

IMG_5561.Foto: Sumaia Sandins

Água de mar e poesia...


Chegam fazendo tipo, causando reboliço. 
Cozendo almas cruas com juras e malícias. 
Fora de suspeita, silenciam,
sem virar notícia....

Nenhuma é inocente! Nem o mar, nem a poesia.
Sabem ser quentes, sabem ser frias.
Fazem charme, mesuras e cortesias
com rastros de areia e hálito de maresia.

De fontes desconhecidas,
encaixam-se em pedras escondidas.
Penetram nos barcos, fincam como garfos,
entram pelas veias fiapo por fiapo.

Lavam, mas não nos deixam lavar
Matam e não se permitem morrer,
Dançam nuas, compassadas, ondeadas, 
quando seduzem, mitigam ou são afagadas.

Ana de Lourdes Teixeira



Espero que tenham gostado e visitem logo o Blog Ana de Lourdes.
Um beijo no coração de todos.
Alex André

Inocência vencida


Quem me conhece, sabe que o meu maior sonho é ser escritora. Em geral, eu prefiro prosa, especialmente drama, mas, vez ou outra, acabo criando um ou outro poema e meu Irmão Canela, o Alê, pediu que eu postasse aqui um que escrevi ontem. Eu estava meio insegura, já que fazia quatro anos que não escrevia poesia, mas ele me convenceu, então, espero que gostem do meu humilde, pequeno e bem amador poema chamado Inocência Vencida:

Você era rosa, púrpura,

Vermelho sangue,

Todas as cores “femininas”,

Em um único homem.

E o meu desejo por você

Foi a flor do desejo indesejada.

 

Seus braços,

Rocha mole,

Gelo ardente,

Me derretiam.

E assim eu me fundia às cachoeiras negras

Que eram suas lágrimas borradas de rímel.

 

Seus lábios,

Pálidos sem o batom,

Marshmallows

Torrados no meu fogo frio.

Nosso amor,

Sétimo círculo de um inferno dantiniano

Que até então desconhecia.

Como disse, é bastante amador e fazia um tempo que não escrevia poesia, então posso ter perdido um pouco a prática, mas espero que tenham gostado!! Digam nos comentários o que acharam e sejam sinceros: Podem criticar sem medo, se não tiverem gostado. Nos vemos no próximo post!

Beijos,

Ana Beatriz 🙂

 

 

 

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade


Depois de 84 anos… Eu estou de volta, gente! Sim, eu sei que demorei mais do que de costume para voltar a postar (e isso não é pouco) e sinto muito mesmo por isso, mas é que esse ano está consumindo minha vida social, meu tempo e, em breve, minha sanidade mental também kk. Porém, agora que estou de férias, pretendo postar o mais frequentemente possível, afim de compensar o tempo perdido!

E, para mostrar que não estou mentindo quando digo que a preparação para os vestibulares é a causadora do meu atraso épico, inicio meu retorno ao blog com um livro que cairá na FUVEST esse ano: Claro Enigma, de Drummond.

Quem me conhece sabe que, apesar de apreciar a boa poesia, eu prefiro a prosa. Apesar disso, fiquei feliz ao saber que um livro de Drummond estava presente na lista daqueles que precisaria ler, visto que, entre os poetas brasileiros, ele é o meu preferido, e não me decepcionei ao terminar a leitura da obra.

Incrivelmente subjetivos, os poemas podem ser um pouco complicados de compreender, não pela linguagem relativamente simples, mas sim pelo constante uso dos sentidos conotativos e não denotativos da palavra, ou seja, ao tentar interpretar os textos, deve-se levar em conta não apenas o significado óbvio e concreto, descrito no dicionário, da palavra, mas também o seu valor simbólico e escondido. Por esse motivo, uma primeira leitura rápida e desatenta dos textos pode gerar confusão e um certo desespero, mas não é nada que uma segunda leitura, mais atenta e calma, empregando maior dedicação, não resolva.

Embora possa dificultar um pouco a leitura, tal estilo de escrita é justamente o que marca o livro com uma delicadeza e sensibilidade impressionantes. Participante da terceira fase do autor, ao obra nos permite entrar no mundo interior de Drummond, proporcionando uma imensa empatia em relação às suas ideias e emoções, pois temos a impressão de que entramos em sua mente. Dessa maneira, a melhor forma de interpretar os poemas é usando não apenas o cérebro, mas também o coração e alma, visto que os mesmos são melhor compreendidos quando sentidos do que pensados.

Claro enigma é divido em seis partes desiguais, entre as quais a minha favorita foi Notícias amorosas, que, contando com sete poemas, evidentemente, trata sobre o sentimento que provavelmente é o mais comum na poesia e, talvez, até mesmo na literatura como um todo: O amor.

Apesar dessa minha preferência, todas as partes possuem poemas belos, delicados e sensíveis, e gostaria de dar destaque para os que mais me tocaram e marcaram, seja pela suavidade ou pelo tema: Confissão, Ser, Sonho de um sonho, O chamado, Perguntas, A mesa e todos da parte que citei como a minha preferida, mas, principalmente, Amar, que, para mim, é o melhor de todo o livro.

Sublime, leve e emocionante, me peguei sorrindo sozinha em diversos momentos do livro com o sentimento de paz que ele me proporcionava. E, para esse clássico da poesia que me encantou, minha nota é 8!

By Ana Beatriz

 

SER MÃE – ALEX ANDRÉ (POSTAGEM ANTIGA)


S inônimo augusto de plena dedicação

E isso se dá de maneira incondicional, sem esperar nada como gratificação

R egozija-se com um simples sorriso e um beijo de seu  filho do coração

M ãe também é significado de perdão

A inda que muitas vezes seja mal compreendida e até vista como “cão”

E ela vai continuar sempre  sendo mãe, até o dia de sua inumação…

Alex André

 

PENSA EM MIM – Alex André


Acróstico publicado originalmente em 29/11/2015

P erder seu amor é algo que não consigo aguentar

não imagino nunca deixar de te amar

N os seus pensamentos, serei sempre seu cavaleiro destemido

S empre protegendo-a de todo e qualquer perigo

A minha existência será dedicada a ti, minha diva

E spero ativamente corresponder às suas expectativas

M ais do que amor, experimento por ti paixão ardorosa

M úsica para os meus ouvidos são suas palavras graciosas

I magino nós dois juntos lado a lado até o fim

M eu único pedido para ti, razão da minha vida, é que apenas pense em mim.

Alex André

WORKAHOLIC – Alex André


W ifi e web com certeza são suas únicas companheiras!

O btém satisfação em trabalhar e trabalhar, sem descanso.

R eage de forma automática às peguntas que lhe são formuladas.

K epler é seu apelido, pois longe da empresa ele parece viver no espaço.

A s mulheres acham-no belo, mas ele nem tempo para  notá-las.

H oje, está novamente em sua mesa, encarando seu computador como se encarasse uma amante.

O uvindo com verdadeiro desejo o som da sua impressora, sem importar-se com mais nada.

L uzes se apagam: todos os funcionários para casa. Só ele não vai sair agora.

I merso nas suas atividades, decide estender seu turno, noite a fora.

C ontente demais vive o nosso ‘Workaholic’,  sempre a trabalhar e trabalhar, sem nunca parar…

Alex André

Debora Gimenes – Alex André


 

Após tanto tempo de intervalo, resolvi retomar meus acrósticos, prestando homenagem a uma escritora fantástica e uma pessoa verdadeiramente querida: Debora Gimenes (Debby).

 

D iscípula de Stephen King e fã número um de Agatha Christie.

E nvolve a todos com o seu controle total sobre os vocábulos.

B rilhante contista brasileira. Dá vida a histórias maravilhosas.

O usa cruzar a barreira entre o real e o fantástico.

R espeita todos os seus leitores, tratando-os como verdadeiros amigos.

A limenta-se de todo o tipo de literatura, seja ela virtual ou escrita.

G osta de passar parte do seu tempo vendo suas séries preferidas.

I nteressa-se muito pelo mundo do cinema.

M úsica também faz parte de sua vida.

E m casa, ela é uma esposa formidável, além de mãe zelosa.

N unca deixa de lado seus sonhos e seus anseios.

E  nfrenta cada desafio sempre com muita humildade.

S erei sempre grato por sua amizade!