Terror na Oktoberfest – Frank De Felitta


Resultado de imagem para terror na oktoberfestBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

No dia do autor, resolvemos homenagear um grande autor . Para isso, escolhemos  Terror na Oktoberfest, de Frank De Felitta – autor de verdadeiras obras-primas como: O Demônio de Gólgota, A Entidade e As Duas Vidas de Audrey Rose, todos já resenhados aqui no blog.

A história começa em plena Alemanha, durante os 16 dias do carnaval da cerveja, chamado Oktoberfest, onde brincadeiras e muita alegria agitam a cidade de Munique. Neste clima festivo, três crimes horroríficos ocorrem na cidade, abalando a polícia e a população local.

A polícia não tinha muitas pistas sobre os crimes, sabia-se apenas que todas as vítimas foram massacradas com requintes de crueldade e atacadas com o mesmo instrumento cortante: uma machadinha de açougueiro. Além disso, as três vítimas possuíam grande semelhança com personalidades nazistas da época do holocausto: Goering, Tauber e Himmler!

Com o passar dos dias, o inspetor Bauer passa a investigar melhor os misteriosos crimes, contudo, algo não deixava de intrigá-lo: seria o terrível assassino sanguinário um fanático judeu, caçador de nazistas? Ou era um serial killer desprezível, que usava uma machadinha de açougueiro para abrir suas vítimas?

Além de encontrar o assassino, Bauer tem que lidar com seus próprios fantasmas interiores, que o remetiam ao tempo em que fora um soldado nazista e diariamente acompanhava a chegada e a morte de vários judeus trazidos em trens.

Madeline Kress, uma bela moça israelense, de origem alemã, procurava ajudá-lo através de sua excelente memória fotográfica dos tempos em que fora uma prisioneira em um campo de concentração nazista.

Este casal inusitado conseguirá mesmo desvendar a identidade do assassino da machadinha, evitando que mais alguém seja vitimado durante a Oktoberfest?

O resto, só lendo muito.

Este foi o primeiro trabalho de Frank De Felitta e está mais para um suspense do que propriamente terror. A escrita é magnífica, hipnótica, levando o leitor a não abandonar o livro até o seu final, surpreendente.

Digno de receber 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

O Falcão Maltês – Dashiell Hammett


Resultado de imagem para capa livro falcão maltesBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Como verdadeiro presente de amizade, trago-vos hoje a resenha de O Falcão Maltês, de autoria de Dashiell Hammett que, ao lado do grande Raymond Chandler, reinventou o gênero policial, criando o subgênero noir, onde os detetives são mais humanos, muitas vezes envolvidos com mulheres, jogatinas e bebida.

A história começa com a bela senhorita Wonderly visitando São Francisco, mais precisamente o escritório dos detetives particulares Samuel Spade e Miles Archer em busca de ajuda. Segundo ela, Corina, sua irmã mais nova havia fugido com Floyd Thursby que, além de bon vivant, era alguém muito perigoso, que cortara qualquer contato entre as duas irmãs. Por duzentos dólares adiantados eles acabaram aceitando a investigação.

É então que dois crimes muito estranhos acontecem na mesma  noite: Miles Archer acaba sendo assassinado enquanto estava a procura de Floyd Thursby, e pouco tempo depois, o próprio Thursby é alvejado em frente ao seu hotel por um desconhecido.

A polícia volta-se para Spade, pensando que o próprio detetive cometera os dois crimes, já que Spade era um Don Juan incorrigível e mantinha um caso tórrido com Iva, a esposa de seu sócio.

Como se isso já não fosse bastasse, a própria senhorita Wonderly acaba desaparecendo, sem deixar vestígios…

Spade acaba por encontrar Brigit O’Shaugnessy, a falsa senhorita Wonderly,  e Joel Cairo, um sujeito muito estranho, que estava atrás do  “falcão maltês”, uma relíquia de ouro e pedras preciosas de valor inestimável, que os antigos Cavaleiros de Rodes haviam criado para o imperador Carlos V, e que havia caído nas mãos de piratas que, mais tarde o pintaram de preto, para disfarçar seu verdadeiro valor.

Spade percebe que se meteu em uma verdadeira enrascada, pois a polícia estava em seu encalço, a bela Brigit havia mentido sobre quase tudo para ele, levando seu sócio à morte, e o estranho Joel Cairo ofereceu-lhe cinco mil dólares para que ele entregasse uma estatueta que ele nem fazia ideia de como era ou onde estava.

Nosso detetive astuto e mulherengo, não estava interessado em outra coisa que não fosse salvar a própria pele e ganhar algum dinheiro no final de tudo, é claro. Nem que para isso ele tivesse que passar por cima de todos os que cruzassem seu caminho, incluindo as mulheres que se achavam apaixonadas por ele…

Para não estragar as surpresas reservadas pelo autor, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Confesso a vocês que pensei em abandonar a leitura desta verdadeira obra-prima, pois até a metade do livro, o ritmo da história pode ser considerado um tanto quanto lento. Do meio em diante a trama dá uma guinada de 360º e tudo começa a pegar fogo, levando o leitor a não querer desgrudar por nada deste mundo das páginas seguintes, até chegar ao seu final, totalmente inesperado e para lá de inusitado também.

Existe um filme de 1941, que recebeu o título de Relíquia Macabra, aqui no Brasil, com Humphrey Boggart no papel de Samuel Spader. O filme segue à risca a história original de Dashiell Hammett.

Digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

Dois Olhos Dentro da Noite – Alice Boutrox


Resultado de imagem para Dois Olhos Dentro da NoiteBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Escolhemos mais uma resenha para aquecer a noite de vocês. Trata-se de Dois Olhos Dentro da Noite, de autoria de Alice Boutrox.

O livro narra a história de Helena e Daniel Ardent, dois irmãos que, juntamente com seu cãozinho Candi, foram passar férias em Araignat, um lugarejo isolado, situado a alguns quilômetros de Puy, França. O convite partiu da Sra. Chabert, amiga de sua mãe; eles iriam hospedar-se na velha mansão que ela havia herdado de sua tia, a Sra. Fortier.

Chegando lá, os irmãos começam a explorar o lugar e, como em toda velha casa, descobrem-se envoltos em um grande mistério.

Como se já não bastasse a atmosfera funesta da casa, eles acabam encontrando pessoas muito sinistras de verdade, como a governanta Rosa Bernard, sua filha Gina, o professor Saghal e sua esposa Milly.

Um rapaz chamado Régis Pavel torna-se amigo de Daniel; ele também está muito interessado na movimentação estranha da casa, algo que serve para despertar a atenção de Helena.

Com o passar dos dias, coisas muito estranhas começam a acontecer na casa: portas se fecham sozinhas, luzes se acendem e apagam e, para aumentar ainda mais o mistério, um par de olhos verdes brilhantes aparece sempre no espelho de um escuro corredor.

Afinal, qual será o grande enigma da velha mansão da Sra. Chabert?

O resto, só lendo muito!

Para os fãs de terror, este livro chega a decepcionar, pois está mais para uma história policial. Contudo, a história é muito bem construída, com um final bem coerente, mas não tão surpreendente.

Merece 3/5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos!

Alex André & Ana Paula

 

Mentiras Perigosas – Tamara Arianne


mentiras perigosas

Muito boa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha de um livro do gênero policial, muito bem escrito pela Tamara Arianne (Tammy), uma brilhante escritora, que eu tive a sorte de conhecer por intermédio do sebo virtual dela.

Para quem quiser conhecer o acervo do sebo, visite a página dela no https://www.facebook.com/sebovirtual2017?fref=ufi

A história começa quando a jornalista freelancer Julia muda-se para o apartamento de sua avó que fora vítima de homicídio e, durante a arrumação, acaba encontrando um velho caderno com um manuscrito escrito pela sua querida antepassada.

Aline, sua bela irmã,  com uma carreira promissora como modelo, deu-lhe a ideia de usar o manuscrito como base para um livro, pois Julia desde muito jovem aspirava ser escritora.

No início, a ideia de “plágio” assusta Julia, porém, depois de muito refletir sobre o assunto, ela acaba aceitando. Enquanto fazia a leitura, ela acha estranho que sua avó não tenha dado nome às personagens; ao invés disso, ela optou por usar apenas letras.

No apartamento de cima morava James, vizinho de idade bem avançada e muito bondoso, que afirmava ter  conhecido muito bem a avó delas; ele inclusive achou Aline muito parecida com a finada.

Ele demonstrou um grande interesse em ficar com uma enorme estátua de Azazel, anjo guardião da porta do paraíso, mas Julia deixou bem claro que não tinha qualquer interesse em desfazer-se dela.

Ela perguntou-lhe a respeito do avô que elas jamais conheceram, mas ele desconversou, dizendo que jamais o vira.

O manuscrito falava sobre um ricaço muito famoso, que frequentava a alta sociedade porém, na verdade ele era um chefe do crime organizado impiedoso, que matara a mulher e fora traído pelo seu braço direito. Ela resolveu chamá-lo de Tomaso Ferrazo, pois sua avó se referia a ele como T.F.

Em nome da Editora Primus, Patricia Wells, marca uma reunião com Julia para discutir pequenos ajustes em seu livro; durante a reunião, ela acaba conhecendo Darius, um famoso escritor de livros policiais, que a interpela sobre a fonte de seu livro. Julia resolve mentir e acaba dizendo ao rapaz  presunçoso que tudo havia saído de sua fértil imaginação.

Na noite de autógrafos, um homem idoso e muito magro pediu-lhe que autografasse seu livro. Ele dizia chamar-se Antonio e, antes de despedir-se, disse a ela que o final do livro poderia ser diferente.

Darius também apareceu por lá, parabenizando-a pelo ótimo trabalho de pesquisa sobre Toni Félix, o verdadeiro T.F. ao qual se referia sua avó no manuscrito e que ela resolvera chamar de Tomaso Ferraro. Um pouco assustada, já que Julia jamais ouvira falar daquele nome antes, ela pede para conversar com Darius ao término do evento.

Quem também esteve presente foi o belo Alex Rian, ex-medalhista olímpico de natação, que agora era dono de uma rede de lojas de material esportivo, e estava próximo de ser lançado como político. Quando ele quis marcar um encontro para mais tarde, ela nem pensou duas vezes, já que era apaixonada por ele desde a adolescência.

Antes, ela foi ao encontro de Darius e ficou sabendo que ele também pensara em escrever sobre Toni Felix, já que o mesmo havia sido um famoso ricaço, que comandava o crime organizado nos anos 50/60. O mesmo era um homem implacável, que matava seus inimigos de forma sádica, chegando a matar a própria esposa. Porém, no final, foi traído por um dos seus capangas, que fugiu com sua amante, levando todo a sua fortuna. A única parte diferente na história era o detalhe do livro de contabilidade que Julia incluíra no livro.

Darius dizia ter muito interesse na história, pois seu avô fora um dos informantes de Toni Felix, que jamais fora encontrado; sua avó havia sido uma prostituta que acabou sendo morta por um dos seus clientes, deixando seu pai e sua tia Theresa órfãos. Eles foram adotados posteriormente por um policial que investigara o caso na época. Seu pai tornou-se tão obcecado pelo caso, que acabou formando-se em direito apenas para ter a chance de investigar melhor o caso, sem jamais obter qualquer pista sobre o desaparecimento do avô de Darius.

Depois de contar-lhe toda essa história, Darius pediu a Julia que ficasse alerta, pois ao escrever aquele livro, ela acabara de mexer com pessoas muito poderosas e perigosas, que não rasgavam para nada. Ela deveria desconfiar de tudo e de todos, inclusive dele.

A partir daquele momento, a vida de Julia vira de cabeça para baixo e, de um modo bem terrificante, ela passará a entender que uma mentira, por menor que seja, pode trazer-nos consequências atrozes e até fatais…

Não vou contar mais, pois posso estragar as inúmeras surpresas que a autora reservou para vocês.

O resto, só lendo muito!

Uma história alucinante, repleta de suspense e muitas reviravoltas, culminando com um final totalmente imprevisível. A autora teve a brilhante ideia de criar capítulos bem curtos, que ajudam a acelerar ainda mais o ritmo da leitura.  Se em seu livro de estreia ela já conseguiu surpreender-me tão positivamente, fico imaginando que surpresas ela está preparando para seus próximos livros.

Todavia, como nem tudo são flores, tenho que destacar negativamente  o enorme número de erros que eu encontrei (mais de cem, para ser exato); erros estes advindos de uma péssima revisão.

Nota 4/5

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

 

 

 

 

Noite Sem Madrugada – Adonias Filho


Resultado de imagem para noite sem madrugadaBom dia, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos uma resenha de um livro que eu comprei por R$ 2,00 em uma das máquinas de livros do Metrô de São Paulo. Trata-se de Noite Sem Madrugada, do gênero policial, escrito brilhantemente por Adonias Filho.

A paz matutina da Rua da Vila, no Catete, Rio de Janeiro, é quebrada pela prisão de Eduardo, marido de Vilma e pai de três crianças pequenas, na sua própria casa. Ele estava sendo acusado de assaltar um banco e de ter matado duas vítimas, com a ajuda de dois comparsas.

Vilma não consegue entender o que está acontecendo com seu marido, pois ela tem certeza absoluta da inocência de Eduardo. Os vizinhos começam a olhá-la atravessado e até o chefe do serviço do marido resolve demiti-lo, alegando que ele já desconfiava de algo.

Tudo isso motivado pelo passado de Eduardo: seu pai, um engraxate italiano, morreu quando ele tinha apenas 4 anos e, mais tarde, sua mãe esfaqueou o amante em um surto  motivado pelo alcoolismo. Depois da prisão dela, ele fugiu para a rua para fazer parte de um bando de pivetes que realizava pequenos furtos, até ser encontrado por Laura, uma mulher bem de vida, que resolveu criá-lo, conseguindo fazê-lo diplomar-se em contabilidade, mas sem nunca adotá-lo de verdade – talvez por medo de sua herança genética – preferindo deixar toda a sua herança para dois irmãos que ela quase nunca teve contato.

O doutor Soares Mendonça, advogado de defesa de Eduardo, acreditava ser muito difícil provar a inocência do marido de Vilma, pois ele havia sido reconhecido por várias testemunhas e não tinha um álibi para a hora do crime.

É então decretada a prisão preventiva de Eduardo e, numa cruzada para provar a inocência do seu amado, Vilma resolve visitar os lugares que Eduardo afirmara estar na hora do crime e falar com as pessoas, na ânsia de achar alguém que pudesse ter visto seu marido; contudo, ninguém quis se comprometer, afinal, seu marido estava sendo acusado de um duplo homicídio.

Após visitar seu marido algumas vezes na prisão, ela sente que Eduardo está entregue tal qual um santo que aguarda seu martírio e talvez não resista até o julgamento, marcado para trinta dias.

Em desespero, Vilma resolve fazer o caminho inverso e falar com as testemunhas que reconheceram seu marido, sem nenhum sucesso. Sua única esperança era que o já muito adoentado doutor Soares, durante o julgamento conseguisse  encontrar uma brecha na lei para salvar Eduardo, algo praticamente impossível…

O resto, só lendo muito!

A força de Vilma é a mesma força que cada mulher que ama  demonstra nas horas difíceis. Um exemplo para nós, homens. 

Um dos melhores livros que li em 2017. A tensão vai subindo a cada página lida, fazendo com que o leitor não consiga parar  e siga até a última página. Prefácio magnífico de Rachel de Queiroz.

Merece mais do que apenas 5 estrelas.
✮✮✮✮✮

Vou continuar “garimpando” pelas máquinas do Metrô para trazer novas resenhas para vocês.

Espero que realmente tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

O Museu dos Horrores – Coleção R.F. Luchetti – 2


Resultado de imagem para capa do livro o museu dos horroresBoa tarde, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos mais uma resenha do mestre Rubens Francisco Lucchetti: o maior contador de histórias de terror do nosso país, com certeza. O livro escolhido desta vez foi O Museu dos Horrores, que é o segundo volume da Coleção R.F. Lucchetti.

A história começa com Marcos – funcionário que trabalhava na transportadora Carfax de Londres – recebendo um estranho telefonema, avisando-o para não entregar a ninguém as duas caixas enormes que eram endereçadas ao Sr. Perkins, dono do Museu dos Horrores. A voz perturbada identificou-se como sendo John Clayton, de Paris.

Para tornar tudo ainda mais misterioso, logo em seguida Marcos recebe mais dois telefonemas: uma linda voz identificou-se como Venetta, jovem jornalista e o outro, era do próprio sr. Perkins, perguntando sobre as suas duas caixas.

Venetta convence Marcos a ir até a sua casa e explica ao jovem o seu plano de fotografar o museu quando todos de lá estivessem saído, pois o Sr. Perkins não permitia que qualquer jornalista tirasse fotos do museu. Ela apela então para a sua sensualidade para conseguir a ajuda de Marcos.

Marcos desaparece como num passe de mágica, e seus amigos Ed e Nancy resolvem investigar seu sumiço por conta própria, sem fazer ideia que a Suaré e a Scotland Yard também estivessem envolvidas  na investigação.

O que todos não imaginavam é que monstros das telas de cinema pudessem estar por trás deste mistério…

O resto, só lendo muito.

Não posso falar mais da história, pois posso estragar as surpresas reservadas para o final.

Merece ✮✮✮✮!

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O mestre Rubens Francisco Lucchetti é pai dos pulps nacionais. Ele escreveu mais de 1500 livros, criou roteiros para filmes de Ivan Cardoso e Zé do Caixão, foi o criador de histórias em quadrinhos, entre elas A Cripta e O Estranho Mundo do Zé do Caixão e também revistas como X-9 e Policial em Revista. E aos 87 anos está em plena atividade.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André

 

 

 

Os Amantes da Sra. Powers – R.F. Lucchetti


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para marcar o início das resenhas da semana, selecionei o livro “Os Amantes da Sra. Powers”, o quarto volume da coleção  R. F. Lucchetti.

O livro começa narrando um acidente na Rua Seis, envolvendo um Buick conversível de cor verde e outros dois veículos – além de uma vítima que fora levada ao hospital -, que o detetive Bernard Calhoum testemunhara. A motorista do Buick verde fugira da cena do acidente sem que Bernard conseguisse ver mais do que seus cabelos negros e sua silhueta; já a placa do veiculo e o carona ele conseguira ver muito bem: era Harry Cushman – figurão da alta sociedade e um boêmio.

Após verificar quem era o proprietário do Buick verde,  o detetive resolveu fazer uma “visita” à lindíssima sra. Helen Powers, que era a condutora do veículo, para oferecer-lhe seus “serviços” para acertar as coisas com os outros motoristas e a vítima. Tudo isso em troca de uma pequena bagatela de cinco mil dólares, soma que apesar de não concordar muito, a sra. Powers acabou por aceitar, já que não poderia deixar seu marido saber o que acontecera com o carro.

Com a morte da vítima internada, Bernard resolveu então  voltar até a casa da Sra. Powers e pedir mais dinheiro, já que estava  acobertando um homicídio. Sem poder contar ao marido, ela foi obrigada a recorrer, a muito contragosto, a Harry Cushman, seu rico amante, que acaba aceitando a chantagem, pois não queria problemas com a lei.

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Acertado os novos valores, Bernard Calhoum traçou um plano perfeito: ele e Helen seguiram no carro batido dela até Chicago, lá  chegando ele alugou um carro (Dodge) e trocou as placas para não despertar a atenção ao levar o Buick para uma oficina local para fazer os devidos reparos.

Ficaram em quartos separados, num motel escolhido pela própria Helen, o que não foi nenhum obstáculo para que eles ficassem cada vez mais íntimos, mesmo com Bernard percebendo uma certa frieza naquela bela mulher. Até que ponto ela confiava nele? E será que ele poderia confiar nela?

Para responder estas e outras perguntas, só lendo muito!

A leitura flui tão fácil, que não dá vontade de parar mais de ler. Além disso, o final é surpreendente. Nota 10!

Para quem não conhece, o mestre Rubens Francisco Lucchetti é um artista múltiplo, pois além de ser um ficcionista (como ela gosta mais de ser chamado), é autor de mais de 1500 livros, escreveu roteiros para filmes de Ivan Cardoso e Zé do Caixão, foi o criador de histórias em quadrinhos, entre elas A Cripta e O Estranho Mundo do Zé do Caixão e também revistas como X-9 e Policial em Revista. E aos 87 anos está em plena atividade.

Sorte a nossa!!!

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André

 

 

Peças Fragilizadas – Vera Carvalho


Peças FragilizadasBoa tarde, querida família Lendo Muito!!!

Preparei esta resenha muito especial de um livro da querida autora Vera Carvalho Assumpção – a nossa dama do crime nacional – que foi extremamente generosa em enviar-me um exemplar autografado para minha apreciação.

Trata-se do livro Peças Fragilizadas, que narra uma das aventuras de Alyrio Cobra, seu famoso detetive.

A história começa quando Alyrio Cobra recebe uma ligação de um cliente, pedindo para encontrá-lo em um hotel muito chique da Avenida Paulista. Lá chegando, ele conhece o casal Joca e Val (Valdeci). Joca fora contratado de dentro da prisão para matar o empresário Nelson, e fazer com que parecesse um sequestro malsucedido. Ele baleou o empresário duas vezes e entregou-se para a polícia, como parte do acordo.

Sua fuga da cadeia havia sido facilitada e ele vivia muito bem até que os envolvidos  no crime começaram a morrer, vitimados por balas perdidas, suicídios na cadeia e esfaqueados por outros presos, sem que a polícia conseguisse ligar os pontos e perceber que tudo tratava-se de uma “queima de arquivo”. 

O motivo real da morte do empresário era o dossiê que ele havia reunido com todos os nomes envolvidos no recebimento de propinas de compra e venda de vans para o transporte público de São Paulo. Ele havia descoberto que muitos ex-presidiários faziam parte do esquema  e estava ameaçando revelar o dossiê.

Joca contrata o detetive para encontrar o dossiê, já que ele poderia ser o próximo a morrer. Alyrio aceita o caso e começa a sua investigação conversando com os envolvidos nos transportes de vans e descobre que Jacinto e Antunes, líderes da associação de transportes, ainda continuavam cobrando propinas dos outros membros.

Ele resolve focar suas atenções em ambos e, numa perseguição a Antunes, o detetive teve o vidro do carro estilhaçado com um soco e acabou com o rosto bem ferido. Ele não pôde ver quem era, mas teve certeza que quem fez aquilo não estava de brincadeira.

Como se isso já não bastasse, Alyrio ainda teve uma relação tórrida com Val, a namorada de Joca. A moça acabou por mexer com sua cabeça de tal forma, que ele só se imaginava em um novo encontro, mesmo sabendo que era perigoso.

Será que Val continuará mexendo com a cabeça de Alyrio? E será que o nosso detetive conseguirá encontrar o dossiê e evitar que novas mortes -incluindo a dele próprio -ocorram? 

O resto, só lendo muito!

Adoro histórias policiais e esta foi muito bem escrita, mantendo o ritmo eletrizante do início ao fim; o tema da máfia do transporte público foi muito bem escolhido pela autora. E ela conseguiu criar um detetive genuinamente brasileiro – apesar dele gostar de uísque -, parece até que vou dar de cara com ele quando estiver andando ali pelo Anhangabaú ou pela Paulista. A única crítica são  alguns erros, oriundos da revisão. Nota 9.

Alex André

O outro lado do crime – Casos Sobrenaturais (vários autores)


Dossiê organizado por:
Bruno Anselmi Matangrano
Debora Gimenes

O Outro Lado do CrimePensem em um livro que una mistério e fantasia em cada um de seus contos, e inclua também nessa atmosfera  um toque sucinto de sobrenatural. Este livro é O outro Lado do crime, com toda a certeza.

Além dos organizadores – e também autores – Bruno Anselmi Matangrano e de Debora Gimenes,  Fernanda Borges, James Andrade, Luis Eduardo Matta, Marcelo Augusto Galvão, Natália Couto Azevedo, O. A. Secatto e Vera Carvalho Assumpção foram escolhidos com muito apuro para levar o leitor a uma viagem pelo caminho da investigação policial e também do fantástico. Não poderia deixar de mencionar as belas fotografias e montagens feitas por Lucas Anselmi Matangrano, que ajudaram demais a dar um clima mais tenebroso ao livro.

Gostei demais de todos os contos, mesmo não sendo um profundo conhecedor da literatura fantástica brasileira. A cada página virada, parecia que eu estava dando de cara com algo belamente escrito por Agatha Christie, Edgard Wallace, Conan Doyle, numa simbiose com autores como H.P. Lovecraft, Poe, Ray Bradbury, entre outros. Porém, a essência do fantástico brasileiro sempre mostrou-se presente.

Foi muito difícil escolher apenas dois contos para um comentário mais completo, já que todos são muito bons. Resolvi então escolher os dois que mexeram mais comigo.

São eles:

O que aconteceu em Bottown- de Marcelo Augusto Galvão
Em Marte, o detetive Simon Hermes é contratado para investigar o desaparecimento da bela Lena, esposa de Bernhard Pasharef, um rico empresário do planeta vermelho. Com as investigações em andamento, Hermes começa a desvendar a teia de mistério que acompanha a morte da esposa do seu cliente, ele só não fazia ideia que isso o levaria a um culto de vodu marciano e ao lote 23 dos biobots – robôs que se assemelhavam aos humanos, mas que há tempos foram deixados de fabricar por apresentarem defeitos de comando…

Tânatos – Natália Couto Azevedo
A jovem Helena trabalhava na Verificação de Óbitos do Hospital das Clínicas. Ela passa então a ter flashes de Lavínia, sua falecida mãe, em todos os cadáveres que começara a dissecar e resolve procurar respostas nos arquivos do Dr. Carlos, seu próprio pai. E o que  ela encontra ali é algo de gelar o sangue de qualquer um…

O resto, só lendo muito!

Acredito que todos vocês gostarão de ler este livro, mesmo os que não sejam entusiastas da literatura fantástica. Nota 9.

Espero que tenham gostado da primeira resenha de 2017.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

 

Código 61 – Donald Harstad


Livro - Código 61“Código 61” é o código usado pelas autoridades policiais americanas para indicar que todas as comunicações pelo rádio referentes a um determinado incidente sejam concisas e sigilosas, evitando assim que pessoas invadam a frequência da polícia e tenham ciência das operações em andamento.

E esse foi o código que Carl Houseman, subxerife há mais de vinte anos do condado de Nation Lowa, usou quando foi chamado para investigar a morte da sobrinha de um policial, Edith Younger, ou Edie para os mais íntimos. Edie foi encontrada morta dentro de uma banheira na mansão isolada e habitada por jovens que faziam rituais de sexo e sangue.

Esses jovens pervertidos eram comandados por um “vampiro”, que parecia exercer grande influência sobre todos os moradores daquela misteriosa mansão. Daniel Peale, ou Dan era o nome deste “morto-vivo”.

Com as investigações a todo vapor, a polícia começa a crer que Dan teria assassinado Edie, em uma de suas noites de sexo, loucuras e muito sangue…

Tudo ficou ainda mais caótico com a chegada de um forasteiro na cidade, que afirmava ser um “caçador de vampiros”!

Apesar de todo o seu ceticismo referente a vampiros, o subxerife Carl Houseman começa a acreditar que exista algo ainda mais sinistro atrás das paredes da mansão: O próprio mal arraigara-se, terrivelmente, na mente de um lunático. E isso levará uma caçada alucinante e um desfecho estonteante!!!

O autor do livro foi xerife do condado de Clayton durante vinte e seis anos e aproveitou toda a sua experiência para criar um livro de suspense brilhante. Nota 10.

Espero que tenham gostado de mais esta resenha, família querida.

Um ótimo feriado e um beijo no coração de todos!

Alex André