Contos Homeopáticos – Lorenzo Madrid


Estórias que a História não conta

 

Resultado de imagem para contos homeopáticosNeste livro, várias histórias são narradas, sempre tendo como pano de fundo uma almofada bordada, confeccionada por Latife, uma bela menina que fora levada para fazer parte do harém do sultão Abdiihamid I como uma de suas odaliscas.

A partir daí, a almofada passa a transportar-se pela linha do tempo, em “estórias” de amor passadas em épocas remotas. A cada paixão que desponta no horizonte encontramos ela, a almofada da paixão de Latife…

A ideia da almofada aparecendo em vários momentos e o autor fazendo citações das histórias de Marilyn Monroe, John Kennedy e Napoleão Bonaparte foi algo realmente genial, oriundo de uma imaginação brilhante.

Contudo, com o avanço da leitura, o livro acaba se tornando muito  cansativo, pois as “estórias” de amor prolongam-se por muitas páginas.

Atribuiremos 1/5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

Um romance sentimental – Alain Robbe-Grillet


Boa noite, querida Família Lendo Muito!

Tragos-vos desta vez a resenha de um livro que eu comprei por causa da simples curiosidade. Trata-se de Um romance Sentimental, último trabalho de Alain Robbe-Grillet.

Não posso deixar de avisá-los que este livro é indicado para poucos, já que sua história choca do início ao fim, transcendendo o decoro.

Gigi (Ann-Dynn) contava com apenas 14 anos e era obrigada a dormir nua, aconchegada ao corpo de seu pai, desde a idade de quatro anos, quando Violetta, sua mãe, morreu de forma misteriosa.

 Além disso, Sorel, seu pai, obrigava a filha a ler todas as noites para ele trechos de obras eróticas trajando apenas um espartilho e mais nada. E caso sua pronúncia não saísse perfeita, a menina era açoitada severamente nas nádegas pelo mesmo, o que lhe causava grande prazer.

Seu pai há muito tempo havia transformado a bela residência em que viviam em um autêntico castelo do pecado, onde outras jovens de idade entre 9 à 18 anos eram violentadas e torturadas selvagemente, e mantidas cativas em masmorras, que seu pai chamava de castigariuns (lugares destinados à castigos cruéis de mulheres no tempo de Roma).

Para comemorar o aniversário de 14 anos e meio (verdadeiro absurdo), Sorel resolveu presentear a filha com uma caixa imensa. Ao abri-la, Gigi deu de cara com uma garota muito nova e nua que, segundo o seu pai, chamava-se Odile e, dali em diante, seria seu novo “brinquedo”. Ela poderia fazer o que bem entendesse com a garota, só tomando o cuidado para não “quebrá-la”.

O verdadeiro nome de Odile era Andreia e ela fora obrigada a prostituir-se por seus pais desde os 12 anos, para que eles juntassem bastante dinheiro para pagar os dotes de suas duas irmãs mais velhas, pois ambas não tinham quase nenhuma beleza.

Gigi adorou o novo “brinquedo” e logo ela e Odile ja se divertiam muito, brincando na piscina. Sorel então passou a fazer planos com as duas ao seu lado na sua cama todas as noites.

Contudo, uma ponta de ciúmes surgiu em seu coração, pois se elas se apaixonassem uma pela outra, não iriam mais querer compartilhar suas “brincadeiras” adolescentes com ele.

O resto, só lendo muito!

Não dá para classificar este livro como erótico – pois tenho certeza que ninguém “normal” irá conseguir se excitar com as descrições de sadomasoquismo, incesto e pedofilia aqui narradas-, e nem tampouco pornográfico, pois a história extrapola qualquer adjetivo conhecido.

Confesso a vocês que só não abandonei a leitura porque nunca desisto de um livro. Mas esta é uma história criada para chocar, escrita por uma mente extremamente doentia e extremamente perturbada, na minha opinião.  Falo isso porque a violência descrita beira o absurdo. Acredito que o próprio autor deve ter vivenciado algumas das coisas que ele descreveu, pois a “riqueza” de detalhes chega a assustar.

Não vou atribuir nenhuma estrela.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

A Pérola – John Steinbeck


Resultado de imagem para capa livro a pérolaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Nada como começar a semana com uma bela resenha, não é mesmo?

Trago-vos desta vez a resenha de A Pérola, que foi escrita em 1945 por John Steinbeck: um autor que tinha um verdadeiro toque de Midas em suas palavras, pois suas histórias viraram rapidamente verdadeiras obras-primas.

Kino e Juana, dois índios bolivianos e analfabetos que viviam na orla marítima, em uma cabana simples e  em situação muito  precária, entram em verdadeiro desespero ao verem um escorpião negro picar o ombro de Coyotito, seu único filho ainda bebê.

Desesperada com  o choro sem tréguas do pequeno curumim, Juana convence Kino a levar Coyotito a buscar um médico para examiná-lo, mas todos os vizinhos gritaram que o médico não viria.  Com o filho enrolado em um velho cobertor, eles partem então para a casa do médico, que ficava em um vilarejo próximo da aldeia.

O médico em questão era um viúvo muito inescrupuloso, que ganhava a vida fazendo abortos e era dado aos “prazeres da gula e da carne”.

Quando o casal indígena, em completo desespero, bateu à porta de seu palacete, o criado foi atendê-los, sem deixá-los entrar, já que naquele exato momento, o doutor banqueteava-se com deliciosos biscoitos e chocolate quente.  Ao ouvir a história da terrível picada de escorpião, o médico ficou furioso pois nas suas próprias palavras: “não era veterinário para tratar casos de indiozinhos picados por simples insetos”.

Voltando à porta, o criado perguntou ao casal se eles tinham dinheiro para pagar o tratamento do menino, e Kino então tirou de sua manta um papel dobrado que entregou ao criado. Nele, continham oito pérolas cinzentas, feias e muito disformes, quase sem valor. O criado pegou o embrulho e logo retornou, dizendo ao casal que o médico não se encontrava, pois havia sido chamado para um caso urgente, fechando assim o portão na cara dos três índios, com vergonha de si próprio.

Preocupados com a saúde de Coyotito, Kino e Juana foram atrás de colher pérolas para pagar o tratamento do filho e, num destes golpes de sorte (ou azar) que o destino nos reserva, Kino acaba por encontrar a maior de todas as pérolas já encontradas: a Pérola do Mundo.

E neste mesmo instante, como em um verdadeiro passe de mágica, a dor no ombro de Coyotito passou por completo!

Kino tinha planos de vender a grande pérola para casar-se na igreja com Juana e de colocar Coyotito no colégio, para que ele se instruísse e não deixasse nunca mais que eles fossem enganados.

A notícia correu pela aldeia e todos ficaram então sabendo a respeito da Pérola do Mundo que Kino encontrara, passando a cobiçá-la. Até o desalmado médico acabou aparecendo na cabana do casal, desculpando-se por sua ausência e querendo tratar de Coyotito, mas Kino informou-lhe que o menino já estava melhor.

Não se dando por vencido, o doutor disse-lhe que a infecção causada por uma picada de escorpião muitas vezes dava sinais de melhora, para mais tarde voltar com todas as forças e até matar. O médico então despejou um pó branco na boca do menino e disse que voltaria depois de uma hora.

Coyotito começou a a vomitar e chorar sem parar, até o momento que o médico voltou e fez com que ele engolisse uma cápsula de gelatina e logo adormecesse. Ele estava curado, segundo o doutor, mas Kino desconfiava que o próprio médico havia causado sua nova infecção, entretanto, como não tinha certeza, disse ao médico que assim que ele vendesse a sua pérola no outro dia, pagaria pelo tratamento de Coyotito.

Naquela mesma noite, a cabana de Kino foi arrombada e bateram muito forte em sua cabeça, mas não conseguiram encontrar a pérola, pois Kino a havia escondido em uma tábua solta. Juana, assustada com tudo aquilo, pediu para que Kino jogasse fora ou destruísse a Pérola do Mundo, já que ela causaria a destruição da família dele.

O resto, só lendo muito!

Li este livro em apenas uma hora e apaixonei-me perdidamente pela história da Pérola do Mundo que, segundo John Steinbeck,  não passa de uma parábola indígena que, de tantas e tantas vezes que fora contada, acabou se enraizando na cabeça de todos e, tal qual as parábolas bíblicas, todos podem obter lindos ensinamentos sobre a cobiça e a inveja e sobre o bem e o mal.

Digno de 5 estrelas!

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Segundo aniversário do Lendo Muito!


 

Querida Família Lendo Muito, hoje estamos comemorando o nosso segundo aniversário de existência!

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Neste dois anos de vida temos feito contato com pessoas extraordinárias, de todas as partes inimagináveis do planeta; e nem temos palavras para expressar todo o nosso grau de felicidade e contentamento.

Para aqueles que não sabem: o Lendo Muito, a princípio, foi criado apenas como uma terapia ocupacional, prestando-se ao arquivamento de resenhas de nossas histórias favoritas. Contudo, devido ao carinho de todos vocês, este blogue passou a funcionar como uma verdadeira fábrica de amizades, ou seja, transformou-se  na nossa segunda família.

Esperamos sempre corresponder a toda vossa ternura e apreço, postando resenhas inéditas, poesias e citações diárias para animar o dia de todos.

Nosso muito obrigado, do fundo do nosso coração, a cada membro da Família Lendo Muito.

Um beijo no coração de cada um de vocês e um lindo domingo a todos.

Alex André, Ana Beatriz & Ana Paula