Cidade de Ladrões – David Benioff


Resultado de imagem para cidade de ladrõesBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Escolhemos uma resenha especial para aquecer a noite de todos. Trata-se de Cidade de Ladrões, de autoria de David Benioff.

Este belíssimo livro tem como cenário principal a Segunda Grande Guerra. 

Em Leningrado, atual São Petesburgo, – carinhosamente apelidada de Piter pelas personagens -, os soldados alemães fazem da vida dos russos um verdadeiro inferno, sitiando a cidade e transformando-a num verdadeiro circo de horrores, onde canibais vendem livremente carne humana, cadáveres de paraquedistas caem do céu a todo momento, cachorros-bomba explodem a qualquer hora do dia e da noite e todas as demais atrocidades que acompanham um cenário de guerra.

No meio deste verdadeiro caos, os dois jovens Lev e Kolya, recebem de um irascível coronel russo, uma missão considerada impossível: encontrar uma dúzia de ovos para o bolo de casamento de sua filha; em troca de não serem presos – Lev  era acusado de ser ladrão e Kolya, de desertor -, eles ainda receberiam cartões de racionamento e não teriam que enfrentar as terríveis filas para conseguir uma miserável porção de comida.

Com o intuito de salvarem suas vidas, eles embarcam então nesta “aventura”, procurando ovos numa época onde as pessoas passavam fome e brigavam por qualquer migalha de pão adormecido!

Será que Lev e Kolya conseguirão encontrar os ovos no tempo estipulado???

O resto, só lendo muito!

Uma narrativa emocionante, que demonstra-nos o real valor da amizade verdadeira e também ajuda-nos a perceber como a força do amor e da coragem são determinantes para o enfrentamento de qualquer tipo de infortúnio ou desgraça!

Digno de 5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

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O labirinto de fogo – Rick Riordan


Após 84 anos de hiato… Sim, eu, a autora mais sumida que esse blog jamais viu, estou de volta!  E venho para falar do terceiro volume da saga As provações de Apolo, escrita por um dos meus autores preferidos, Rick Riordan, também responsável pela famosa saga Percy Jackson e os Olimpianos, entre outras.

Prosseguindo em seu desafio de combater o Triunvirato, nesse livro, Apolo e Meg passam por diversos perigos (que levam a muita ação e aventura) afim de combater um imperador especialmente maligno, mas eles não estão sozinhos: Logo no inicio, Groover já está com eles para ajuda-los em tudo o que for necessário.

Além do famoso sátiro de Percy Jackson, o livro conta com a participação de outros personagens que são nossos velhos conhecidos, tais como Jason, Piper e o treinador Hedge, todos da série Os heróis do Olimpo, representando, portanto, uma incrível chance para os fãs de outras obras do escritor de se reencontrarem com algumas de suas personagens mais queridas.

Diferente do que pode parecer à primeira vista, o livro não é apenas ação, aventura e fantasia, ou uma mistura da mitologia greco-romana com a história do Império Romano. Pelo contrário, a obra também contem sua cota de drama, uma vez que explora mais profundamente o passado de Meg, o que envolve tanto a convivência que teve com o pai quando criança quanto o processo de superação que a menina enfrenta a respeito dos abusos sofridos pelo padrasto, que a manipulou durante a vida toda.

Como se isso já não fosse o suficiente, Rick Riordan traz ainda mensagens a respeito da importância das plantas e da preservação da natureza, numa crítica implícita ao aquecimento global, para não falar na representatividade LGBTI+ presente na saga como um todo, que possui um protagonista explicitamente bissexual. Por tudo isso e muito mais, minha nota para esse livro incrível é 8.

By Ana Beatriz

 

Arauê – Luiz Miguel Martins Garcia


Resultado de imagem para livro araueBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Estive viajando nas últimas semanas e tive que deixar o blog um pouco de lado, infelizmente.

Durante todo este período em que fiquei ausente continuei a toda com as minhas leituras, só que minhas resenhas foram se acumulando e se acumulando.

Agora, aos poucos eu vou colocar tudo em dia por aqui, prometo!!!!

Selecionei para este sábado a resenha de Arauê, de autoria de Luiz Miguel Martins Garcia – livro que eu adquiri em uma das máquinas de livros do Metrô de São Paulo, por apenas R$ 1,00!!!

O pequeno Arauê morava no estado do Pará, em plena Floresta Amazônica, às margens do Rio Xingu, e sentia muito orgulho em ser índio, tanto é que vivia sempre perguntando aos pais e a outros membros de sua tribo sobre a verdadeira origem do povo indígena, mas ninguém sabia ao certo o que lhe responder, pois seus antepassados haviam morrido a tanto tempo e eles jamais haviam saído da floresta; o único contato que eles recebiam de fora eram as visitas esporádicas de indianistas que estudavam os costumes e traziam remédios para todas as tribos daquela região.

Arauê aproveitou então a visita oportuna de um destes indianistas para questioná-lo sobre a origem de seu povo, só que o bom homem disse a ele que, para obter as respostas que tanto desejava ele teria que abandonar sua tribo e estudar na cidade grande, tal qual um filho de homem branco, e isto era algo que ele temia muito, pois lá teria que depender de um tal de “dinheiro”, que ele sabia que causava mortes e guerras entre os homens.

Querendo saber sobre a origem de sua gente e com medo de sair da tribo, o pequeno índio disse ao indianista que iria pensar bem sobre o caso, antes de dar uma resposta definitiva.

Durante uma festa de confraternização entre tribos amigas, o indiozinho resolveu então procurar um velho sábio, contador de histórias, que falou-lhe a respeito de uma caverna mágica, que ficava no interior da floresta, onde ele poderia viajar para o passado e obter as respostas que tanto almejava.

Animado, Arauê perguntou se poderiam ir naquele momento, porém, o velho índio disse-lhe que deveriam esperar até uma data especial, que seria na próxima lua minguante e foi isso então que fizeram.

Na data combinada, ele e o índio mais velho partiram floresta adentro e, quando estavam próximos da entrada da caverna, o velho sábio disse a ele que ele deveria continuar sozinho e visitar o passado e testemunhar tudo aquilo que acontecera aos índios para, quando voltasse, contar quem procedera errado: os brancos ou os índios!

Arauê continuou sozinho até a caverna e, ao adentrar em seu interior, pareceu cair em um sono profundo.

Ao acordar, percebeu algumas índias banhando-se numa praia; aquelas lindas mulheres genuinamente brasileiras brincavam alegremente entre si, sem qualquer medo ou pudor por estarem nuas, e não havia qualquer sinal da presença de homens brancos naquele paraíso.

Aquilo só poderia significar uma coisa: ele estava num período anterior ao descobrimento do Brasil…

O resto só lendo muito!

Uma história escrita em 1989, bem curta e fácil de se ler,  que aborda um tema tão moderno e que força o leitor a uma reflexão profunda sobre os maus-tratos sofridos pelos indígenas a partir do “descobrimento” do Brasil e sobre o verdadeiro papel do índio no nosso país.

Não posso deixar de destacar o excelente trabalho de pesquisa e o grande talento de Luiz Miguel Martins Garcia, que construiu esta verdadeira obra-prima quando contava com apenas dezoito anos!

É uma pena que o autor não tenha mais nos brindado com sua escrita brilhante desde então.

Digno de 5 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

O Casamento de Laucha – Roberto Payró


Resultado de imagem para O Casamento de LauchaBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Como muitos de vocês já estão cansados de saber, eu sou um “garimpeiro” de máquinas de livros do Metrô de São Paulo. E em uma das minhas “explorações”, encontrei O Casamento de Laucha: verdadeira obra-prima  da literatura argentina, de autoria de Roberto Payró.

Laucha (ratazana, em castelhano), como a própria alcunha que recebera desde seus 5 anos já dizia, assemelhava-se a um verdadeiro roedor asqueroso, tanto fisicamente – já que possuía cabelo opaco e bem ralo, rosto fino, que se assemelhava a um focinho, bigode falhado e escuro e olhos negros e um pouco saltados -, quanto nas atitudes, já que o mesmo era muito malandro e bastante esperto.

O sujeito vivia para lá e para cá, aplicando pequenos golpes e apostando o pouco dinheiro que mantinha com ele, ou seja, literalmente “vendendo o almoço para pagar o jantar”, até o dia em que desembarca na cidade de Pago Chico, interior da Argentina e lá conhece Dona Carolina: uma italiana já madura, que enviuvara há algum tempo e tocava seu armazém apenas com a ajuda de um velhinho muito debilitado.

A viúva comprava bebidas falsificadas de um fornecedor da cidade, e revendia as doses aos seus fregueses. Laucha, com seu jeito manhoso e sagaz, logo convenceu a tal Dona Carolina a confiar-lhe todo o processo de fabricação das bebidas, já que ele era um exímio fabricante de conhaque; além disso, ele é quem cuidava da caderneta com os lucros e fiados da bondosa senhora.

E de bom empregado para namorado não demorou quase nada. Só que a Dona Carolina não abria mão de casar-se com o Laucha, algo que ele descartou no início, mas acabou aceitando, já que viu que a italiana, além do armazém, possuía algumas terras arrendadas também.

Ele foi então procurar o padre Papagna, com o intuito de marcar a data do enlace e mandar correr os papeis o mais rápido possível. Acontece que Papagna era um sujeito velhaco e muito dinheirista e acabou propondo-lhe um negócio muito mais vantajoso para ambos…

O resto, só lendo muito!

Um livro excelente, com uma história primorosa, que nos expõe o lado mais sórdido do ser humano.

Digno de 3  estrelas!

Espero que vocês tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

A Ilha de Coral – R.M. Ballantyne


Resultado de imagem para capa livro a ilha de coralBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha do livro A Ilha de Coral, do autor inglês R.M. Ballantyne, que serviu como inspiração para o grande Júlio Verne, o pai da ficção científica moderna, escrever “Dois Anos de Férias”.

A história toda é narrada em primeira pessoa por Ralph, que nascera em uma noite negra e muito tempestuosa, a bordo de um navio, em pleno Atlântico. Filho e neto de capitães de navios, e também bisneto de um marujo, podia-se afirmar que, desde que nascera, ele possuía água salgada correndo em suas veias, ao invés de sangue.

Logo que entrou na puberdade, seu pai o colocou como aprendiz em um navio costeiro que cruzava toda a costa da Inglaterra, seu país de origem. Seus amigos desta época passaram então a chamá-lo de Rover (Vagamundo), epíteto que ele gostou tanto que passou a adotar como seu sobrenome.

Aos 15 anos, mesmo a contragosto dos pais, Ralph Rover partiu a bordo do navio Seta rumo aos mares distantes da Oceania. E não demorou muito para que ele logo travasse amizade com dois rapazotes que faziam parte da tripulação do Seta: Jack Martin, um rapaz bonito e alto, que estava no auge dos seus 18 anos, e Peterkin Gay, um garoto de apenas 13 anos, que além de muito espirituoso, era também muito vivo e muito querido pelo resto da tripulação.

Depois de passarem pelo Cabo Horn, na América do Sul, o garboso Seta enfrentou uma terrível tempestade que acabou por lançar toda a sua tripulação ao mar, e causando seu naufrágio.

Ralph Rover e os outros tripulantes lutaram bravamente por suas vidas, até a exaustão. O jovem de 15 anos então não resistiu mais e acabou perdendo seus sentidos.

Ao acordar, deu de cara com Jack em pé fitando-o com preocupação e Peterkin, ao seu lado, de joelhos, lavando seu rosto, para tentar estancar o sangramento de sua testa. Eles estavam perdidos em uma das Ilhas de Coral do Pacífico Sul que, além de serem conhecidas por suas belas praias de areias claras e lindas palmeiras, também tinham fama de serem o lar de terríveis aborígenes antropófagos…

Qual será o destino dos três jovens? 

Para saber essa e outras respostas, só lendo muito!

História “deliciosa”, intercalada de muita aventura e mistério que, ao seu final, força cada leitor a fazer uma reflexão sobre a verdadeira amizade e lealdade, e também sobre a maldade do ser humano.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

O Conto do Covarde – Vanessa Gebbie


– Meu nome é Laddy Merridew.
Eu sou um chorão. Me desculpe.

– E meu nome é Ianto Jenkins.
Sou um covarde. O que é pior.

Imagem relacionadaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Com este diálogo insólito, damos início à resenha de O Conto do Covarde, livro de estreia da autora galesa Vanessa Gebbie.

O livro narra a história de Laddy Merridew, um menino de nove anos que, após o divórcio dos seus pais, havia sido mandado para morar com sua avó, em um pequeno condado do País de Gales.

Lá chegando, o menino tropeça e acaba ralando as mãos e os joelhos, desandando a chorar, sendo prontamente acudido pelo senhor Ianto Passchendaele Jenkins, o mendigo local. A partir deste momento, uma grande amizade se forma entre ambos.

O senhor Ianto era também um fabuloso contador de histórias, a quem muitos escutavam mas poucos davam credibilidade.  Ele passa a contar então, ao pequeno Laddy, muitas histórias dos moradores do vilarejo e de suas manias peculiares, e através de suas palavras, o menino passa a entender o real motivo daquelas pessoas agirem de maneira tão estranha.

Pessoas como Jimmy “meio” Harris, que “nasceu morto” e não consegue falar, mas teria vindo ao mundo para ser um grande poeta; ou como Ícaro Evans, um professor de marcenaria, que tinha planos de criar uma folha de madeira, capaz de flutuar no ar.

Por fim, o mendigo Ianto revela ao pequeno Laddy, um segredo que ele guardava de todos, segredo este que estava relacionado diretamente ao acidente ocorrido há vários anos na mina de carvão Gentil Clara, onde muitas pessoas perderam seus familiares, em decorrência de uma fortíssima explosão na mina.

Desta maneira, Laddy, o menino “chorão” e Ianto, o mendigo “covarde” interagem com todos os personagens do livro, criando uma atmosfera lúdica e muito reflexiva.

O resto, só lendo muito!!!

O ritmo da narrativa é bem lento e arrastado no início, mas depois engrena e o leitor passa a querer “devorar” rapidamente as páginas para chegar logo ao final, que além de surpreendente, é também muito triste.

Digno de 4 estrelas.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

 

 

O Raio Verde – Júlio Verne


Resultado de imagem para capa o raio verde júlio verneBoa Tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de O Raio Verde, o único romance escrito por Júlio Verne, um dos pais da ficção científica.

A história tem início na pequena aldeia de Helemburgo, Escócia. Em um  deslumbrante chalé, às margens do rio Gare-Loch viviam os dois irmãos Sam e Sib Melvin, que além de muito abastados e de idade, também adoravam rapé e romances históricos de autores escoceses, como Walter Scott e Fingal.

Ambos viviam em prol da bela Helena Campbell, sua adorável e sonhadora sobrinha, que vivia com eles desde que tornara-se órfã ainda pequena; os tios bondosos realizavam todos os desejos da dileta sobrinha, sem nunca dizerem-lhe um não.

Helena já estava prestes a completar 18 anos e ambos os tios estavam muito preocupados, já que eles tinham uma idade bem avançada e queriam que outra pessoa se tornasse tutora da sobrinha. E nada melhor do que um marido para isso, eles pensavam.

Na cabeça deles, Aristóbulo Ursiclos era o candidato perfeito para marido de Helena, pois ele já possuía 28 anos, era muito inteligente e bastante rico também. Eles só esqueceram-se de que ele era um completo “chato de galocha”, que vivia falando de si mesmo e de seus conhecimentos.

Quando Helena ficou sabendo do plano de casamento dos tios, riu da ideia e afirmou-lhes que só casaria após ver o “raio verde” – um fenômeno óptico incomum, que dura cerca de 1/4 de segundo e acontece após o último raio de sol lançado pelo crepúsculo. Além de raro e difícil de se ver, o “raio verde” também era alvo de uma lenda escocesa muito antiga, que afirmava que a pessoa que o avistasse não se enganaria  nunca mais nos assuntos relacionados ao coração. Segundo a lenda, seu aparecimento destruiria todas as mentiras e ilusões.

Para não contrariarem Helena, eles aceitaram partir imediatamente para Oban, uma região que ficava próxima ao mar, aonde o avistamento do “raio verde” seria bem mais fácil, e onde já se encontrava o inconveniente Aristóbulo Ursiclos, a quem seus tios pretendiam apresentar-lhe, com o intuito de tratar rapidamente das núpcias.

Durante o caminho para a ilha, uma embarcação em perigo é avistada e, graças aos apelos de Helena, que conseguiu convencer o comandante do navio-vapor em  que seguiam a aproximar-se do perigoso redemoinho que cercava o outro navio, dois homens conseguiram ser salvos.

Para não estragar as surpresas que o autor reservou para os leitores, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Neste livro não há qualquer menção a inventos mirabolantes, algo que ocorre na maioria dos livros do autor. Entretanto, a figura do náufrago continua presente, pois Júlio Verne era um grande fã de Os Robinsons Suíços, de Johann Rudolf Wyss e de Robinson Crusoé, de Daniel Defoe.

Trata-se de um romance “água com açúcar” muito bem escrito, que conta com o charme que só um grande autor como Júlio Verne conseguiria criar.

Digno de 3 estrelas.

Espero que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André 

O Farol no Fim do Mundo – Júlio Verne


Resultado de imagem para o farol no fim do mundoBom dia, querida Família Lendo Muito!

Nada melhor do que começar a semana com uma resenha de um livro maravilhoso de Júlio Verne, não é mesmo?

Nessa empolgante aventura do pai da ficção, temos a história de um farol construído no “fim do mundo”, mais precisamente na Ilha dos Estados, situada no ponto onde as águas quentes do oceano Atlântico encontram-se com as águas frias do oceano Pacífico, também chamada de Terra dos Estados, na extremidade sul-oriental do novo continente (atual ilha de Hornos, Chile).

Essa ilha é muito procurada pelos navios que passam de um oceano para o outro, venham eles do nordeste ou sudoeste, depois de dobrarem o cabo Horn. A região muito perigosa já foi palco de inúmeros naufrágios e por isso estava recebendo a construção do novo farol.

O navio de guerra argentino “Santa Fé” recebeu a incumbência de acompanhar os trabalhos de construção do mesmo e levar os guardas que se revezavam a cada três meses no serviço de manter o tão precioso e necessário farol aceso. Os guardas que ficariam desta vez no longínquo farol eram Vasquez, Felipe e Moriz.

Após deixar o trio, o “Santa Fé” partiu da Ilha dos Estados, e só deveria voltar no próximo trimestre.

Tudo transcorria bem, até os três guardas serem surpreendidos por um bando de salteadores perigosos, liderados pelo temível e cruel Kongre e por Carcante, seu auxiliar direto. Eles escondiam-se nas inúmeras cavernas da ilha e viviam com os produtos dos saques dos naufrágios que ocorriam antes da construção do farol.

Agora, esses bandidos sentiam-se ameaçados com a presença dos três guardas na ilha, pois os mesmos poderiam estragar seus planos maléficos.

O resto, só lendo muito!

História excelente, com um final muito empolgante. A única nota negativa é o excesso de terminologias náuticas utilizadas, mas nada que desabone a leitura.

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

O incrível livro de Hipnotismo de Molly Moon – Georgia Byng


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Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Selecionei O incrível livro de Hipnotismo de Molly Moon, de autoria de Georgia Byng, para dar início às nossas resenhas desta semana.

Molly Moon era uma típica garota comum e sem graça, que vivia no Lar Vidadura, um horrível orfanato situado em Briesville, interior da Inglaterra.  Assim como muitas outras crianças,  ela havia sido abandonada ali ainda bebê.

Como o próprio nome já dizia, a vida ali era mais do que difícil, pois a Srta. Viborípedes dirigia o lugar com mãos de ferro, aplicando castigos cruéis em quem não andasse na linha, e Molly era sua vítima predileta!

As punições que lhe eram impostas iam desde lavar o banheiro a semana inteira com sua escova de dentes, até ficar sem banho por até três semanas – as crianças tinham o direito de um único banho por semana, acreditem.

Para piorar ainda mais a situação da pobre menina, um grupo de crianças que era liderado pela antipática e maldosa Hazel Marreta, vivia maltratando e caçoando sempre dela, atribuindo-lhe apelidos terríveis como “Periga” (por ela ser desajustada e sujeita a acidentes), “Zunza” (porque sua voz causava sono nas pessoas) e “Olho-de-Vampiro” (devido aos seus olhos serem verdes e muito juntos).

Edna, a cozinheira do orfanato, era outra criatura de trato difícil, pois não tinha qualquer pena daquelas crianças e servia-lhes as piores “gororobas” que se possa imaginar…

Molly só encontrava verdadeiro refúgio na bondosa Sra. Brinklebury, que vinha duas vezes por semana para limpar o orfanato, e em Rocky Escarlate, seu único e verdadeiro amigo ali,  que muitas vezes dividia sua própria escova de dentes com ela.

Mesmo levando esta vida tão tortuosa, ela era uma garota muito sonhadora, e adorava assistir aos comerciais na TV, pois lá as pessoas sempre pareciam bonitas e muito felizes.

Certo dia, após uma discussão com Rocky, ela resolveu refugiar-se na biblioteca da floresta, seu lugar predileto. Lá, ela acabou por encontrar um livro proibido e muito antigo sobre hipnose e resolveu levá-lo escondido para ler no orfanato.

No início, ela praticou hipnotismo nela mesma, colocando-se e saindo de transe; depois, ela praticou em Petula, a Pug chata e mau-humorada da Srta. Viborípedes, conseguindo transformá-la em uma mascote dócil e muito querida.

Edna foi a próxima vítima de Molly. Sob influência da hipnose, ela passou a servir só pratos deliciosos, oriundos da culinária italiana, para o deleite de todas as crianças do orfanato.

Porém, enquanto Molly dedicava seu tempo à leitura do livro de hipnotismo, seu amigo Rocky  acabou sendo adotado por uma família americana e nem teve tempo de despedir-se dela, deixando uma grande tristeza no coração da aprendiz de hipnotizadora.

Ela resolveu então hipnotizar a terrível diretora para saber do paradeiro de Rocky. Todavia, a única coisa que ela descobriu foi que seu amigo havia seguido para as imediações de Nova York, para viver com a família Alabaster.

Ela fez uso de todo o ensinamento que aprendeu com o livro antigo para deixar uma plateia inteira em transe e sagrar-se campeã do concurso de jovens talentos de Briesville, recebendo 3.000 libras como prêmio.

Após comprar um pêndulo antigo e muito caro, em uma loja de antiguidades, ela acaba por atrair a atenção de um certo Prof. Nockman, que passa a segui-la, com o intuito de tomar-lhe o livro antigo de hipnotismo.

Com a missão de encontrar seu amigo Rocky, Molly parte então para Nova York, levando Petula consigo. Lá chegando, ela logo faz uso dos seus poderes de hipnotismo para viver em um mundo glamouroso e deslumbrante, cercado de cobiça e de muito orgulho, sem ter ideia dos graves perigos que a esperavam na “Grande Maçã”!

O resto, só lendo muito.

Uma história verdadeiramente “hipnótica”, cativante e recheada de reviravoltas do início ao fim, com uma linda lição de moral reservada para o final.

Livro indicado para todas as idades.

Merece 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

Tio Robinson – Júlio Verne


 

Resultado de imagem para capa tio robinsonBoa noite, querida Família Lendo Muito!!!

Para animar a noite de todos vocês, nada como uma resenha de um livro de Júlio Verne, um dos pais da ficção científica, não é mesmo? Para isso, escolhemos “Tio Robinson”, uma obra-prima magnífica e ainda desconhecida por muitos.

A história começa com a emocionante aventura de uma família de americanos, composta pelo Sr. e Sra. Clifton e seus quatro filhos: Marc, Robert, Jack e Belle, além do fiel cãozinho Fido, que em 1861 embarcou no navio Vankouver, com o intuito de regressar aos Estados Unidos, seu país de origem.

Tudo corria bem, até que a raivosa tripulação amotina-se, assumindo o controle do navio em pleno Oceano Pacífico. Como a família Clifton representava um grande problema para os “novos comandantes” desalmados do Vankouver, eles resolvem lançar ao mar a Sra. Clifton e seus quatro filhos a bordo de um pequeno bote, abandonando-os assim à própria sorte.

A tragédia só não tornou-se maior, porque Flip, um corajoso marinheiro, lançou-se ao mar e conseguiu alcançar a nado o bote com os cinco náufragos, ajudando-os a sobreviver nas águas revoltas do Oceano Pacífico.

O Sr. Clifton e o cãozinho Fido que ficaram a bordo, tornaram-se prisioneiros dos terríveis amotinados  do Vankouver.

Após muitos dias de sol e tempestades marítimas, Flip e a família Clifton acabam encalhando em uma ilha desconhecida e deserta, onde terão que aprender, da maneira mais árdua, a viver com os recursos obtidos na própria ilha.

Será que o Sr. Clifton  e o cãozinho Fido conseguirão escapar dos terríveis piratas? Quais surpresas ainda estarão reservadas para Flip e a família Clifton?

O resto, só lendo muito!

O autor criou um enredo tão fantástico, utilizando para isso uma riqueza de detalhes imensa, levando seus  leitores a quererem fazer parte do dia a dia dos náufragos na remota ilha do Pacífico.

Só para vocês tomarem ciência: Júlio Verne era um grande fã de Os Robinsons Suíços, de Johann Rudolf Wyss e de Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, chegando a escrever muitos outros livros sobre náufragos, entre eles: A Escola dos Robinsons, A Ilha Misteriosa e Os Filhos do Capitão Grant.

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula