Tribulações de um Chinês na China – Júlio Verne


Resultado de imagem para capa tribulações de um chines na chinaQuerida Família Lendo Muito, é com grande prazer que trazemos a vocês mais uma resenha do grande Júlio Verne que, além de ter sido um dos pais da ficção-científica, foi também um grande visionário, já que muitas das invenções que vemos hoje já eram descritas por ele há tempos em seus livros, como o engenhoso submarino Nautilus, do livro Vinte Mil Léguas Submarinas, e o carro-anfíbio voador, de O Senhor do Mundo.

Mas Tribulações de um Chinês na China vai totalmente na contramão de suas outras obras, visto que não há qualquer descrição de engenhosos inventos.

Tudo começa com um banquete onde encontram-se sentados à mesa, no salão de uma das casas flutuantes do Rio das Pérolas, na cidade de Cantão, o sábio filósofo Wang, o rico Kin-Fo, e seus quatro amigos de infância: Pao-Shen, Yin-Pang, Tim e Houal. Kin-Fo, já cansado de uma vida fastigiosa e sem graça de riquezas, resolveu promover aquele banquete como uma espécie de despedida de solteiro, já que em breve ele iria casar-se com a jovem e bela viúva Lé-Ou.

Porém, ao voltar para sua residência em Xangai, juntamente com o filósofo e fiel amigo Wang, Kin-Fo recebeu uma carta vinda da América do Norte, mais precisamente do Banco Central da Califórnia, aonde seu correspondente de São Francisco informava-lhe que ele estava simplesmente falido…

De posse dessa informação, Kin-Fo tomou a decisão de dirigir-se à companhia de seguros de vida A Centenária – casa de muito prestígio na China, dirigida pelo ilustríssimo Sr. Guilherme J. Bidulph -, com o intuito de segurar sua vida pela vultosa importância de duzentos mil dólares, que seria dividida entre dois beneficiários: cinquenta mil dólares para seu amigo Wang e os outros cento e cinquenta mil dólares restantes iriam para sua noiva, a Sra. Lé-Ou.

Diante da sua iminente  falência, Kin-Fo tinha o plano de cometer suicídio, portanto, ele começara a preparar o enredo e trâmites de sua morte, estipulando como data limite de seu falecimento o dia 25 de junho, mesmo dia em que completaria 31 anos.

Como não tinha coragem para consumar o fato, ele resolveu incumbir Wang da cruel tarefa, com a condição do amigo matá-lo sem que ele soubesse como, onde e quando, somente respeitando o prazo estipulado.  Para que tudo ficasse ainda mais completo, Kin-fo resolveu redigir também uma carta suicida, onde afirmava que havia dado cabo da sua vida por causa do tédio e do cansaço, isentando Wang de quaisquer implicações futuras.

Tomando ciência de todo o plano de Kin-Fo, Guilherme J. Bidulph, proprietário da seguradora de vida A Centenária, incumbe seus agentes Craig e Fry para cuidar e vigiar o “suicida em potencial” para que nada lhe acontecesse até a data da expiração do contrato do seguro.

Para piorar a sua situação, Kin-Fo fica sabendo que seu amigo Wang desapareceu, sem deixar qualquer vestígio. Ele também recebe a notícia que na realidade não estava e nunca esteve falido; tudo havia sido um grande equívoco do Banco Central da Califórnia.

Kin-Fo, Craig e Fry, mais seu leal serviçal Soun, partem desesperadamente em busca de Wang para avisá-lo da mudança de planos, já que Kin-Fo não desejava mais ser morto. Todavia, será mesmo que eles conseguirão encontrá-lo antes que ele mate Kin-Fo?

O resto, só lendo muito.

Uma história emocionante, acompanhada de um suspense eletrizante, de tirar mesmo o fôlego, digno do grande Júlio Verne.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado de verdade.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André & Ana Paula

 

 

 

 

Uma Cidade Flutuante – Jules Verne


Resultado de imagem para uma cidade flutuanteMuito antes da construção do Titanic, Jules (Júlio) Verne já havia concebido, em sua mente visionária, o maior transatlântico de todos os tempos.

O navio em questão era o Great Eastern, uma verdadeira “cidade flutuante”.  Como todas as grandes embarcações de sua época ele era movido a vapor, medindo 257,5 metros de comprimento, 36 metros de largura e 207 pés franceses (cerca de 63 metros), medida superior à altura da Catedral de Notre Dame. Tinha 6 mastros e 5 chaminés e fora construído para carregar mais de 10.000 passageiros (o Titanic podia carregar 2435). Além disso, não havia divisões de classe no grande navio, pois todas as cabines tinham acabamento semelhante.

Os único defeitos deste fabuloso navio eram seu horrível sacolejar e sua velocidade, muito abaixo das praticadas por outros transatlânticos da época!

Aquela seria a vigésima viagem do Great Eastern, e levaria seus passageiros de Liverpool até  Nova York. O condutor do navio era o experiente e intrépido capitão Anderson – que fora o responsável por passar o cabo telegráfico de um lado para outro do Atlântico -, o mesmo que conduzira o navio nas outras dezenove viagens.

Contudo, esta verdadeira maravilha da engenharia estava enfeitiçada, afirmava o Dr. Dean Pitferge. Segundo o médico, ele fora construído inicialmente para o transporte de emigrantes e mercadorias para a Austrália, mas jamais esteve na “terra dos cangurus”. Um dos capitães do navio havia se afogado e um passageiro perdeu-se nas profundezas do mar, quando fazia sua viagem para os EUA. Durante a construção de suas caldeiras, um simples descuido tirara a vida de um mecânico, que acabou soldado dentro delas…

O Dr. Dean Pitferge tinha vontade de “saber como era um naufrágio”. Para isso, vinha viajando no Great Eastern desde a sua viagem inaugural; durante a 19ª ele quase conseguira seu intento, pois aquela fora a mais terrível viagem para o grande vapor . Desta vez, ele estava muito esperançoso que o grande vapor iria naufragar…

Outro passageiro que viajava no navio era o capitão Fabian; ele embarcara para esquecer seu grande amor: Ellen Hodges. Os dois viveram um grande paixão há 2 anos,  durante sua estada na Índia, porém, devido às muitas dívidas acumuladas, o pai da bela moça resolveu aceitar um casamento arrumado com Harry Drake, o filho de um negociante de Calcutá. Com o casamento, Ellen Hodges tornou-se uma esposa infeliz, e Fabian, tornou-se “o mais infeliz dentre todos os homens”.

Harry Drake era um aventureiro insolente e falastrão; ele conseguira torrar toda a fortuna do seu pai em menos de 2 aos, apostando em qualquer tipo de jogo que lhe aparecia. Sem que Fabian fizesse ideia da sua presença, ele resolveu embarcar no Great Eastern, pois acreditava que, chegando a Nova York, poderia aplicar um grande golpe e retomar ao menos parte de sua fortuna.

Durante a noite, um fantasma era visto por parte da tripulação: alguns marujos viam uma sombra negra passear de um lado para outro do navio, sem poderem explicar de onde ela surgia ou para onde ela ia!

A bordo do Great Eastern, mórmons faziam pregações, menestréis apresentavam-se todas as noites e até uma corrida de cavalos foi disputada de proa a popa no transatlântico, rendendo muito lucro e confusão aos apostadores!

Mas será que esse navio colossal conseguiu chegar ileso ao seu destino? Ou será que, ele naufragou, para deleite do Dr. Dean Pitferge?

O resto, só lendo muito.

Júlio Verne conseguiu, de forma impressionante, fazer com que um navio se tornasse o personagem principal de um livro. E preparou uma surpresa inesperada para seus leitores no final.

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Não posso deixar de falar um pouco da coleção EM Conserva: são livros de bolso de luxo, que vêm dentro de latinhas muito bonitas. A coleção conta com autores muito famosos como: Liev Tolstói, Émile Zola, Charles Dickens, Robert Louis Stevenson, entre outros.

Digno de 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon


Resultado de imagem para o menino do dedo verdeQuerida Família Lendo Muito, trago-vos hoje a resenha de um livro maravilhoso, considerado por muitos um paralelo de O Pequeno Príncipe. Trata-se de O Menino do Dedo Verde, de autoria do francês Maurice Druon.

A história começa com o nascimento de João Batista. Acontece que o menino não gostou nenhum pouco do seu nome e esperneou e chorou muito quando o chamaram de João Batista, afinal, não fora ele quem escolhera o nome e sim os adultos.

Logo depois, ele passou a ser chamado de Tistu, pois apelidos são formas naturais de se chamarem as crianças.

Tistu era loiro e de olhos azuis e nascera em uma família muito rica, pois o Sr. Papai, seu pai, era um importante fabricante de canhões da cidade de Mirapólvora. Ele tinha certeza que seu filho querido o sucederia na fábrica.

Todos achavam-no tão bonito a ponto dele acreditar que a beleza era algo tão natural; para ele, a feiura deveria ser uma exceção!

A Dona Mamãe e o Sr. Papai resolveram educá-lo em casa mesmo até os 8 anos, ensinando coisas simples para o filho querido. Ele aprendeu com a mãe o princípio da leitura, a somar, subtrair e até multiplicar e dividir, apenas observando a natureza.

Então ele foi mandado para a escola, para que se juntasse às demais crianças de Mirapólvora. Contudo, no terceiro dia ele conseguiu ser expulso por dormir em sala de aula.

“Prezado Senhor, o seu filho não é como todo mundo. Não é possível conservá-lo na escola.” – era o que a carta que o professor de Tistu mandara para eles dizia.

Ele havia sido devolvido aos pais e todos passaram a olhá-lo torto, se perguntando o que seria daquele menino bonito. Só o Ginástico, seu pônei de estimação, não o censurava.

Seus pais resolveram que ele não iria nunca mais para a escola e não tocaria jamais em qualquer outro livro; dali para frente ele se tornaria gente grande, aprendendo as lições apenas observando o desenrolar das coisas.

Primeiro, ele teve aulas com o Sr. Bigode, que aparentava ser muito severo, mas que no fundo era um amor de pessoa. Ele ensinou todo o segredo da jardinagem para Tistu; quando o garoto semeou algumas flores nos vasos e ela floresceram no mesmo dia, ele disse para Tistu que ele nascera com o polegar verde, porém,  ele deveria manter essa informação em segredo, pois aquilo era um dom e gente grande não lida bem com essas coisas.

Depois, ele foi ter aulas com o Sr. Trovões, que apresentou-lhe a cadeia da cidade. Tistu achou as pessoas tão miseráveis e tristes, e o lugar era tão horrível, que ele questionou o Sr. Trovões sobre aquele tratamento dados aos presos. Trovões disse-lhe então que aquele lugar servia de castigo para aqueles que cometeram crimes, todavia, Tistu ficou com a impressão de que deixar as pessoas expiarem seus erros em um lugar tão horrível, não servia para nada.

Durante a noite, ele resolveu então agir: foi até os muros da cadeia e usou seu polegar para modificar a prisão. Ao acordarem, os habitantes de Mirapólvora deram de cara não com uma cadeia, mas com um verdadeiro Castelo de Flores.

Aquilo era tão estranho que eles resolveram constituir um congresso de botânicos para examinar as flores da cadeia de Mirapólvora, mas as explicações não foram satisfatórias.

Depois, ele acompanhou o Sr. Trovões em uma visita às favelas da cidade; lá chegando, ele viu pessoas muito pobres, morando em casebres lúgubres e levando uma vida dura e miserável.

Ao voltar, ele teve a ideia de mudar o aspecto daquele lugar utilizando seu polegar verde novamente. Na manhã do outro dia, aquele horrível lugar transformara-se em uma área lindamente florida, ou seja, uma verdadeira paisagem de cartão postal.

As pessoas acharam aquele lugar tão belo e formoso  que começaram a pagar entrada como se ali fosse um museu.

Vou parar por aqui, para não estragar as surpresas que o autor preparou para vocês…

O resto, só lendo muito.

Um livro considerado infantil, porém, de infantil não tem nada, já que traz inúmeros ensinamentos para todos nós, que nos consideramos adultos.

Sortudo foi o tradutor da minha edição,  D. Marcos Barbosa, pois ele teve a honra de traduzir duas obras-primas: O Pequeno Príncipe e o Menino do Dedo Verde.

Merece 5/5 estrelas

Gostaria de agradecer muito a Dra. Milene Penariol Bizarro, minha T.O. (terapeuta ocupacional) que presentou-me com vários livros de sua coleção: O Menino do Dedo Verde estava entre eles.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

Contos da Academia dos Caçadores de Sombras-Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman


Após um longo inverno (ou verão, nesse caso), eu estou de volta (mesmo que não por muito tempo)! Mais uma vez, peço mil desculpas e mais um pouco, de verdade, mas, infelizmente, não posso dizer que vou postar com mais frequência a partir de agora. Na verdade, sinto ao dizer que provavelmente só vai piorar daqui pra frente. Estou apenas no começo do ano em que vou prestar vestibular e bem… Olha o resultado! Kk

Mas… Eu não vim aqui para me lamentar sobre a quantidade de matéria que tenho que estudar! Sem mais delongas, vamos falar sobre o mais novo livro de uma das minhas escritoras preferidas: Contos da Academia de Caçadores de Sombras, que, apesar de contar com a participação de outros autores (Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, Robin Wasserman), se passa no universo fantástico criado por Cassandra Clare, o mesmo de Os Instrumentos Mortais, As Peças InfernaisOs Artifícios das Trevas (tanto que seus personagens aparecem frequentemente nessa obra). Por conta disso, o livro, e, consequentemente, essa resenha, podem conter alguns spoilers, sobretudo de Os Instrumentos Mortais.

Inicialmente tendo sua publicação na forma online, onde os contos foram expostos separadamente, o conjunto de contos hoje disponível também na forma física narra a trajetória de Simon na recentemente reaberta Academia de Caçadores de Sombras, que tem, como o nome sugere, a função de formar Caçadores de Sombras, sejam eles possuidores do sangue Nephilim que apenas necessitam de treinamento intenso para se tornarem profissionais, ou mundanos que, mais do que treinar, precisam passar pelo ritual do Cálice para tornarem-se Caçadores de Sombras.

Em pouco tempo, houveram duas grandes guerras no mundo Nephilim, o que levou a perda de diversos Caçadores, gerando a necessidade da formação de novos. E foi essa necessidade que os fez abandonar o hábito de treinarem dentro dos Institutos, reabrindo a academia para aqueles que tem sangue de anjo e recrutando os que não tem, mas desejam tornar o mundo um lugar melhor por meio do combate dos demônios, mas, nem mesmo com essa evidente dependência dos mundanos interessados em entrar para o mundo sobrenatural, os Caçadores parecem perder seus velhos preconceitos,mantendo as crianças mundanas no porão e privilegiando aqueles que vieram de famílias angelicais com quartos, aulas e até mesmo comida de melhor qualidade (mesmo que isso não signifique muito, visto que a alimentação lá é de qualidade notavelmente inferior). Isso para não falar na discriminação que integrantes de Submundo ainda sofrem.

Como se a discriminação por ser mundano, a comida horrível e o treinamento físico exaustivo (ainda mais para alguém que, diferente dos colegas mundanos escolhidos, não é nada atlético) não fossem o suficiente, isso para não falar na crise de consciência por Simon ser vegetariano e contra a violência, o garoto ainda tem que lidar com a pressão (exercida de modo consciente ou não) para que ele se lembre de quem era e volte a ser o herói que fora antes de ter suas memórias apagadas por um demônio.

Mesmo sendo o mais fraco dos mundanos (que, por natureza,são considerados mais fracos pelos filhos de Raziel), ele ainda é escalado para missões mais importantes e recebe até mesmo a oportunidade de ficar com a “elite” (nome dado aos Caçadores de berço, mas, sem conseguir suportar os comentários preconceituosos de seus amigos em relação aos seres do Submundo e os outros mundanos, Simon decide se unir à “escória” (nascidos mundanos), mudando-se para o porão, lutando para que a os mundanos como um todo sejam aceitos pelos outros e sentindo-se culpado por ser privilegiado e idolatrado por feitos que sequer se lembra de ter executado.

Mas a amnésia demoníaca não traz apenas privilégios e, mais do que pela igualdade entre todos na academia ou o fim da descriminação, o rapaz terá que lutar também para retomar suas memórias e, com elas, seus laços com Jace, Alec, e, sobretudo, sua amizade até então inabalável com Clary e seu amor profundo por Isabelle, uma garota tão linda e corajosa que ele sequer consegue imaginar como conseguiu conquistá-la antes de perder suas lembranças. Mas sabe que vai ter que aprender a fazê-lo novamente.

Embora eu não indique o livro para aqueles que desconhecem a obra da Cassandra Clare, pois poderão ficar meio perdidos, ele é perfeito para os fãs que já leram as três sagas da autora, já que desperta um sentimento de amor e nostalgia bem parecido com o que temos ao rever velhos amigos, ao nos mostrar os personagens que conhecemos tão bem mais uma vez, agora mais velhos e com as vidas mais estáveis. Além disso, a autora aproveita também para explorar melhor eventos que até então tinham sido apenas citados, como o relacionamento de Rober com seu parabatai, Michel, por exemplo, e para nos dar uma prévia de sua próxima saga ainda não lançada: As Últimas Horas. É sabido que a Cassandra Clare, Cassie para os fãs, se dá melhor com longas narrativas do que com contos, mas, por tudo que disse até aqui (principalmente pela sensação deliciosa de rever personagens que amo tanto, agora numa vida mais feliz e tranquila), dou um 8.

By Ana Beatriz

Mário, que Mário? – Nelito Fernandes


Este livro conta-nos a história de Mário Ribeiro, um cartunista que levava uma vidinha “anormal”. Certo dia, ao criar suas charges, deparou-se com um par de chifres de verdade.

Com muito humor, Mário Ribeiro passa por diversas situações inusitadas, até acabar envolvendo-se em uma investigação de um crime de verdade.

No decorrer da história, o autor também nos apresenta uma série de referências a filmes e seriados, livros de autoajuda. Ele também faz referência a uma sociedade secreta – que de tão secreta, nem aparece nas páginas do livro…

O resto, só lendo muito!

Este foi mais um livro que eu encontrei ao garimpar por aquelas máquinas de livros do metrô de São Paulo e não me arrependi. Paguei apenas R$ 2,00 – o livro custa muito mais do que isso nas livrarias – para contar com uma leitura bem aprazível e um tema bem diferente do que eu estou acostumado, e que conseguiu arrancar-me gargalhadas gostosas em diversos momentos. Nota 8,5.

Espero que vocês tenham gostado de mais essa resenha.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

A Viagem Preguiçosa de Dois Aprendizes Vadios – Charles Dickens, Wilkie Collins


Resultado de imagem para a viagem preguiçosa de doisEste livro tem como cenário o ano de 1857 e narra a história de dois aprendizes vadios, que resolvem fazer uma viagem “completamente vadia”, ou seja, sem lugar específico, sem propósito algum; apenas com o intuito de não fazer absolutamente nada de nada.

Estes dois ociosos viajantes chamavam-se Sr. Thomas Idle e Sr. Francis Goodchild e a história toda baseia-se na viagem que ambos fizeram por Cumberland, norte da Inglaterra. Conforme os dois vagabundos iam completando cada etapa de sua viagem, muitas aventuras surgiam, narradas sob o ponto de vista de cada um dos personagens.

Dentre as tarefas mais vadias de nossos ociosos  aprendizes estavam a de escalar a montanha Carrock, escutar as histórias de um velho “fantasmagórico” e bancarem as testemunhas da Semana de Corrida Doncaster…

O resto, só lendo muito!

Quem escreveu a parte de Francis Goodchild foi Charles Dickens,  acrescentando um tom mais sorumbático e sobrenatural à viagem de seu personagem; já  Wilkie Collins ficou responsável por Thomas Idle,  adicionando um lado mais satírico ao seu personagem.

O livro não chegou a ser tão empolgante, já que o dois autores não conseguiram uma combinação tão perfeita de seus personagens. Nota 7.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

O Fim do Alfabeto – CS Richardson


 

alfabetoA resenha que trago-vos desta vez vem de um livro que foi adquirido em uma das máquinas da linha amarela do metrô de São Paulo. Trata-se de O Fim do Alfabeto, que narra a história de Ambrose Zephyr, que contava com toda a sorte do mundo, pois morava em um estreito terraço vitoriano, na cidade de Londres, repleto de livros. Para completar sua sina, ele trabalhava para uma importante agência de publicidade e era casado com Zipper, uma linda mulher a quem ele considerava a versão moderna da Vênus do Espelho, de Velázques.

No entanto, como tudo na vida de qualquer um de nós não pode ser tão perfeito, ao fazer um exame de rotina, após completar seus cinquenta anos, Ambrose descobre que está com uma doença misteriosa, que o matará em apenas trinta dias.

Muito abalado e em pânico, ele acorda certa noite, prepara sua mala e parte para uma apressada viagem, a fim de despedir-se dos lugares que marcaram a sua vida. O roteiro seguirá a mesma ordem das letras do alfabeto, de A a Z , começando com Amsterdã e terminando com Zanzibar.

“Viva o que resta. Viva o mais intensamente que vocês dois puderem.”

Essa “expedição” consegue provocar no  casal recordações tão fortes e tão marcantes, a ponto de Zipper questionar-se se conseguirá seguir em frente sem Ambrose. Tudo ocorre conforme o planejado até eles chegarem a Istambul, quando a viagem sofre um revés inesperado, provocando uma mudança inesperada nos planos do casal…

O resto, só lendo muito!!!

O tédio e o cansaço tomaram conta de mim durante a leitura deste livro. Senti até vontade de abandoná-lo, mas não o fiz por respeito à literatura. O que me frustra ainda mais é saber que o autor tinha um enredo excelente para um belo romance, contudo, não soube lapidá-lo como devia. Nota 4.

Um beijo no coração de todos vocês.

Alex André

Vai que é sua, Marieta – Alessandra Tapias


Resultado de imagem para vai que é sua marietaA história se passa em uma cidade qualquer do interior, onde a jovem Marieta vivia solitária com suas flores, criações de animais, e bem longe da modernidade das coisas da cidade grande; sem qualquer outra pretensão que não fosse a de ouvir músicas no rádio e viver serenamente cada dia de sua vida.

Tudo isso muda no dia em que ela resolve participar, depois da insistência das amigas,  de um concurso de aniversário da cidade, promovido pela rádio que ela ouvia. O prêmio era uma viagem a Nova Yorque. E quando o locutor anunciou o nome da ganhadora, era ninguém mais, ninguém menos que… Marieta!

Ela ficou sem acreditar, já que nunca havia saído da sua cidadezinha para canto nenhum e agora ia para os “esteites”. As amigas ajudaram-na com os preparativos, já que ela não tinha mala ou roupas para viajar.

 No dia da viagem, ela acaba passando por uma série de situações ao chegar ao aeroporto: assustou-se com a enorme escada rolante; acabou perdendo sua bagagem e passou vergonha ao agarrar-se  à sua mala e a um desconhecido que estava com ela. Era Roberval, funcionário do aeroporto, que achara sua bagagem e a estava levando para o Achados e Perdidos; ele sentiu uma atração pela bela e simpática jovem. E Marieta também achou-o muito bonito, mas seu voo já estava por decolar…

Chegando em Nova Iorque, Gustavo que era amigo da mulher do prefeito da cidade de Marieta, já estava esperando por ela. Ele, a partir de então, levou-a para conhecer os pontos turísticos da cidade e experimentar as delícias daquela cidade tão grande, bem diferente daquela em que Marieta morava…

O resto, só lendo muito!

A personagem principal é muito forte e muito bem construída,  lembrou-me até uma pessoa que conheci há muito tempo, e que era exatamente com a Marieta: interiorana e muito simples, desprovida de qualquer luxo, e que jamais havia saído de sua cidade.  Gostei demais  do acréscimo  de trechos de músicas sertanejas em cada capítulo.

Como já é de costume, em todas as histórias da minha querida Lelê (Alessandra Tapias), eu sempre fico com um gosto de quero mais!!!

Este ebook distribuído pela Amazon:
https://www.amazon.com.br/Vai-que-%C3%A9-sua-Marieta-ebook/dp/B01D22JMHO

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

O orfanato da Srta.Peregrine para crianças peculiares-Ransom Riggs


Adaptado para as telinhas há pouco tempo e comentado por diversos booktubers e bloggers, O orfanato da Srta. Pergrine para crianças peculiares mescla aventura, sobrenatural, viagens no tempo e fotos bizarras sem ser fantasia, ficção científica ou terror.

A trama tem como protagonista Jacob, um típico garoto riquinho de 16 anos, ele trabalha obrigado em uma das farmácias da rede de drogarias pertencente à sua família, tem um único amigo e uma vida um tanto quanto pacata cujo diferencial se resume a uma única pessoa: seu avô, Abe.

Sempre muito ligado ao avô, Jacob crescera ouvindo as histórias fantásticas de Abe sobre ter crescido num orfanato repleto de maravilhas, onde as crianças pareciam ter dons inexplicáveis, embora o garoto tenha há muito deixado de acreditar nelas, ao ouvir do pai que aquela era apenas uma forma do mais velho suavizar sua infância marcada pelo sofrimento da Segunda Guerra, isso fez com que ele o idolatrasse ainda mais.

Apesar disso, Abe parece estar ficando senil, alegando ver os monstros descritos nas histórias que contava ao neto com uma frequência assustadora, Jacob decide visitá-lo para se certificar de que o outro esteja bem.

Oque tinha tudo para ser apenas mais um dia comum na vida do nosso protagonista acaba gerando uma reviravolta em toda a história: ao chegar lá, o menino encontra o avô, na floresta que se encontra nos fundos da casa, morrendo.O pior disso tudo? Jacob vê que quem matou seu avô foi exatamente o monstro descrito em suas narrativas.

A polícia justifica a morte como causada por  cães selvagens e um psicólogo afirma que Jacob está apenas passando por um caso agudo de estresse pós-traumático, imaginando coisas que não existem. Confuso, o garoto decide tirar essa história a limpo, viajando para a ilha onde ficava o orfanato em que seu avô morara, com o intuito de se convencer de uma vez por todas de que monstros e crianças com poderes sobre-humanos não existiam, desejando saber mais sobre o verdadeiro passado de Abe. Mas talvez o que ele descubra seja muito mais complexo do que as evidências de uma realidade comum e sem magia alguma.

Confesso que tinha altas expectativas para esse livro, não só pela sinopse que me atraiu, mas também pelos diversos elogios tecidos por quem já havia lido, e não me decepcionei. No começo o livro pode ser um pouco parado e não parecer nada demais, mas logo vemos que merece a fama tanto pelo enredo criativo com personagens secundárias fascinantes (que merecem ser melhor exploradas nos próximos volumes da saga, bem como o personagem principal), quanto pelas metáforas sobre crescimento, preconceito e aceitação. Uma obra que fala sobre a necessidade de se superar o passado, viver o presente e planejar o futuro de forma sutil e discreta, dou meu 8 e digo que não vejo a hora de comprar a continuação e assistir a adaptação.

By Ana Beatriz

Blue Exorcist#3-Kazue Kato


No terceiro volume de Blue Exorcist, todos os alunos agora são escudeiros, incluindo os dois que não fizeram absolutamente nada em seus testes, o que desperta em Rin um desejo ainda maior de participar de missões, mas…será que ele realmente tem capacidade suficiente pra isso? Será que ele já tem total controle sobre suas chamas e tem a maturidade exigida para tal feito? E o que dizer de sua péssima postura/péssimas notas na sala de aula? Esses são alguns dos temas abordados pela obra! A partir daqui, dou o costumeiro aviso de possíveis spoilers do mangá anterior.

Depois de descobrir que Suguro tem a mesma ambição que Rin, e que também riram dele por isto, a rixa entre os dois parece ter se acalmado, embora não sejam exatamente melhores amigos. O que nos faz querer ainda mais que Rin aprenda a conter seus poderes, afinal…o que alguém que odeia Satã acima de tudo não faria se descobrisse as reais origens de nosso protagonista?

E, por falar no relacionamento entre os personagens, em uma certa tarefa dada aos estudantes, a qual deve ser feita em duplas, Rin acaba sendo escolhido para trabalhar com Shiemi! Esta, por sua vez, finalmente trocou o kimono tradicional que sempre usava pelo uniforme escolar (composto, para as meninas, de uma saia e uma camiseta, basicamente), e o garoto parece ficar um pouco mais interessado nela, talvez querendo até mesmo mais do que uma mera amizade…

O problema é que, no meio da tarefa, eles acabam se separando e Amaimon, o irmão de Mephisto, que, portanto, também é um demônio e filho de Satã, resolve “brincar” com o mais velho dos gêmeos Okumura, roubando sua espada. O resultado é uma revelação um tanto surpreendente, para dizer o mínimo, sobre um dos tais alunos inúteis que passaram no teste de escudeiro sem fazerem absolutamente nada.

Mas, não é apenas de romance e ação que esse mangá é feito, nele também percebemos ainda mais a falta que Rin sente de seu pai adotivo, o quanto ele era importante (não só para ele, mas também no mundo dos exorcistas em geral) e o quanto ele o ensinou, quando conhecemos o antigo familiar del (um gato preto, muito fofo por sinal).

A obra acaba com um teste final feito em uma clareira, ou seja, um lugar onde Rin teria que se esforçar ao máximo para não liberar suas chamas, já que essa podeira ser vista por todos. Quem passasse no teste, poderia enfim fazer parte das missões. Isso me deixou muito ansiosa pelo próximo volume, e realmente indico o terceiro mangá de Blue Exorcist para qualquer um que goste de fantasia, sobrenatural e várias cenas de ação, ganhando, por isso, meu 9,5.

By Ana Beatriz