O HOMEM INVISÍVEL – H.G. WELLS


O Homem InvisívelBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Nada melhor do que começarmos a semana trazendo para vocês a resenha de mais uma obra-prima de um dos grandes mestres da ficção-científica: O Homem Invisível, de H.G. Wells. Diferentemente de Júlio Verne, Herbert George Wells é considerado o pai da “ficção-científica utópica” ou “do impossível”, já que em muitos de seus livros deparamo-nos com citações de inventos ou mesmo experiências que não temos certeza se um dia serão realmente possíveis (vide A Máquina do Tempo ou A Ilha do Dr. Moureau).

Toda a ação de O Homem Invisível, acontece durante o inverno, no pequeno vilarejo inglês de Iping, onde um homem muito, mas muito estranho resolveu hospedar-se em um albergue. Este estranho homem estava todo disfarçado com um nariz falso, roupas pesadas, luvas, um chapéu e um lenço cobrindo todo o seu rosto. Ele apresentou-se como um investigador experimental, trazendo consigo inúmeras garrafas, livros e um humor capaz de afastar até a mais destemida das criaturas!

Seu nome era Griffin e por baixo de todo aquele disfarce ele guardava um terrível segredo de todos: seu coração era duro e tão frio como gelo e ele era completamente invisível!

Com o passar dos dias, Griffin não conseguindo manter segredo de suas experiências diabólicas, resolve então fugir de Iping, mediante uma sangrenta caçada, pois os moradores e a polícia estavam aterrorizados com a descoberta do temível homem invisível.

Acuado e cansado de fugir de todos, ele busca refúgio na casa do Dr. Kemps, que havia sido seu colega nos tempos da universidade. Para seu antigo amigo, Griffin conta toda a sua história, desde o momento em que resolvera largar o curso de medicina para dedicar-se exclusivamente à química experimental, até o momento em que,  após várias e várias experiências, ele então descobriu a fórmula da invisibilidade e, com ela, pretendia dominar o mundo.

Durante a narrativa de Griffin,  o Dr. Kemps experimenta um verdadeiro pavor, pois aquele colérico e transtornado ser que estava diante dele não tinha mais qualquer traço de humanidade. O médico revolve então dar parte de Griffin à polícia, desencadeando uma perseguição sanguinária ao homem invisível, que só pensa em vingar-se de tudo e de todos.

Será possível alguém detê-lo?

O resto, só lendo muito!

Quem nunca quis por um minuto ser invisível? Acho que todos nós, por motivos diversos, não é mesmo? A história de H.G. Wells nos faz repensar e muito este desejo, pois o que poderia ter sido uma benção para o cientista Griffin, tornou-se uma terrível maldição, transformando-o em um ser narcisista e perigoso.

Digno de receber 5 estrelas.

Existe um filme homônimo, de 1933, com Claude Rains no papel de homem invisível. O filme seguiu à risca a história do livro e vale muito a pena ser visto.
Abaixo encontra-se o trailer para quem tiver interesse:

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo “invisível” no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

O Abominável Dr. Zola – Coleção R.F. Lucchetti – 3


O abominável Dr. ZolaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos mais uma resenha de um livro do mestre Rubens Franciscos Lucchetti: trata-se de O Abominável Dr. Zola, que é terceiro volume da coleção que leva o seu nome.

A história começa quando o padre Ferris encontra uma jovem muito ferida, quase nua e desfalecida na floresta. Ele a coloca em sua carruagem e parte com ela para a casa de seus bondosos amigos: Bárbara e Roger. Ao chegar lá, o padre pede a Roger para chamar o dr. Fishman para examinar a garota.

Aos poucos, a moça retoma seus sentidos e afirma ter passado por uma experiência terrível. Seu nome era Helen Kline e ela havia fugido da mansão distante do Dr. Zola, um conhecido cientista da região.

Ela tentara fugir após ter conhecido a verdadeira natureza das experiências sádicas do desprezível Dr. Zola; um geneticista que injetava um tipo de substância leitosa em fêmeas de animais e em mulheres, com o intuito de criar uma raça nova: “os Homens Zola”.

Após o resultado dos exames do dr. Fishman, Helen acaba por descobrir que estava grávida, algo que era impossível, pois jamais mantivera qualquer tipo de relação sexual com um homem…

Ela resolve seguir com a gravidez, mas morre ao dar à luz ao belo Noel, que foi criado com muito amor e carinho pelo casal Bárbara e Roger.  O garoto mostra-se muito inteligente e carismático desde os primeiros dias e torna-se um jovem dotado de uma beleza incrível e magnetismo incríveis.

Contudo, mortes começam a acontecer naquela região. Primeiro, foram pequenos animas, e depois, homicídios terríveis, com pessoas sendo estripadas de forma terrível, como se uma besta sangrenta estivesse fazendo vítimas por ali.

Certo dia, Noel viajava com sua namorada Julie, e o carro dele acabou enguiçando num lugar ermo, forçando-os a caminharem até uma mansão isolada para pedirem socorro, a mesma mansão que sua mãe tinha trabalhado há muitos anos atrás, ou seja, a mansão do  abominável Dr. Zola…

O resto, só lendo muito!

O mestre Rubens F. Lucchetti conseguiu criar uma atmosfera pesada desde o início do livro, culminando com um “grand finale”. Eu gostei muito deste livro, pois pude perceber um paralelo com A Ilha do Dr. Moreau, de H. G. Wells, uma das minhas obras de ficção-científica prediletas.

Digno de 5 estrelas.
✮✮✮✮✮

Espero que realmente tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

A Ilha das Almas Selvagens – H.G. Wells


Primeira edição brasileira da Ilha do Dr. Moreau, traduzida por Monteiro Lobato.

Quando o navio Lady Vain bate em um penhasco e afunda, um barco com seus sobreviventes fica à deriva por vários dias e apenas um  consegue ser resgatado com vida pela escuna “Ipecacuanha”. O náufrago era um antigo naturalista que transformara-se em um grande aventureiro, de nome Edward Pendrick.

Ele conhece Montgomery, seu salvador , que estava com várias jaulas de animais selvagens, e seguia para uma ilha particular, e o homem da  “Cara Negra”, um sujeito extremamente feio, com feitio de fera e não de ser humano, que viajava com Montgomery.

O capitão da escuna era um homem bruto e vivia de mau humor, motivado pela sua bebedeira frequente. Ele não estava nenhum pouco contente com a presença de  Pendrick a bordo.  Numa crise de raiva, ele expulsa Pendrick  da escuna e os tripulantes colocam-no em um barco e o deixam novamente à mercê das ondas; só que desta vez ele contou com a sorte e acabou sendo resgatado por uma lancha, tripulada por Montgomery, o “Cara Negra” e pelo Dr. Moreau;  cientista que se retirara do convívio da civilização há muito tempo. A lancha estava seguindo rumo à ilha particular do cientista, levando a sua preciosa carga de animais selvagens.

Já na ilha, Pendrick depara-se com seres estranhos – verdadeiras aberrações- com características de animais selvagens. Alguns não tinham qualquer aparência humana, o que o deixou extremamente intrigado, pois ele não fazia ideia de que experiências estavam sendo feitas naquela ilha por aquele homem solitário.

Em um momento de desespero, após escutar uma série de lamentos e gritos vindo do laboratório, ele foge para a floresta e acaba encontrando um grupo de “homens bestas” que lhe falam a respeito da “Lei do Dr. Moreau”, uma série de normas que iam desde sempre andar ereto, até não comer nenhum tipo de carne vermelha ou peixe, e também da “Casa da Dor”, lugar de tormentos horríveis em que os desobedientes eram mandados.

Pendrick lembrou-se então dos gritos que ouvira na noite anterior e teve a certeza que aquele cientista bárbaro era também um  lunático, que transformava seres humanos em animais, através de cortes e enxertos, para serem seus escravos.

Será mesmo que ele tinha descoberto toda a verdade sobre aquele homem e aquela ilha?

Isso, vocês só saberão lendo muito!!!

A narrativa é toda em primeira pessoa e H.G. Wells conseguiu a difícil união entre a ficção científica e a filosofia, propondo ao leitor uma discussão da ética e a moral, marca muito presente em todas as suas obras. Nota 10.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Elfen Lied


Elfen Lied é um anime considerado de terror.Quem está acostumado a ver animes desse gênero sabe que isso significa uma única coisa:sangue.E sabe também que em animes não existe pouco sangue.Ou uma quantidade normal de sangue.Ou não tem sangue ou tem uma quantidade irreal de tão grande de sangue.Não existe meio termo, somente essas duas possibilidades.E Elfen Lied se encaixa no segundo caso.Sendo assim, não assista esse anime a menos que esteja preparado para ver cabeças explodindo, mortes, e, consequentemente, sangue.Muito sangue.

Mais além disso, você também precisa estar preparado para ver coisas sobrenaturais, lutas e lágrimas.Muitas lágrimas.Afinal, mais do que um anime de terror, ação, ou sobrenatural, Elfen Lied é um drama que mostra as maiores falhas e as partes mais obscuras da alma humana.Mas para isso eles não usam apenas os seres humanos, eles tem também os diclonius.

Diclonius são seres semelhantes a robôs, que podem ter suas pernas e seus braços encaixados facilmente e são quase idênticos a humanos.Quase.Suas únicas diferenças físicas estão nos chifres em sua cabeça, além dos olhos e cabelos cor de rosa(no caso das fêmeas).

Além disso, eles possuem os vectors.Vectors são como braços invisíveis que podem aparecer a qualquer momento para ajudá-los na luta.Os vectors os protegem contra balas, lhes dão o poder de explodir cabeças apenas com a força do pensamento e fazem com que qualquer objeto possa se tornar mortal.E os vectors tem longo alcance, embora esse varie de diclonius para diclonius.Os diclonius são uma arma feita para destruir a humanidade.

Como se seus naturais instintos violentos existentes por serem uma arma contra a humanidade já não fossem perigosos o suficiente, desde pequenos os diclonius sofrem muito preconceito por causa de seus chifres, fazendo-os ter ainda mais raiva dos seres humanos.

Ao contrário do que se pode pensar, eles não são máquinas de matar totalmente insensíveis.Eles também se apaixonam e ficam tristes.E claro, sentem raiva também.Quando tem seus instintos sob controle, podem ser incrivelmente dóceis e gentis.Tudo isso te faz se perguntar até que ponta seria realmente certo matá-los e fazer experiências com eles como a humanidade vem fazendo.Sem falar do preconceito, obviamente.

Um ótimo anime que te faz refletir sobre a humanidade, Elfen Lied tem um final incrivelmente triste e, quem diria, até um pouco fofo.Além disso, adorei as cenas de luta e é muito bom para aqueles interessados no sobrenatural ou em ficção científica.A trilha sonora também é boa, e a abertura já te deixa com medo e depressivo, ou seja, cumpre seu objetivo, enquanto a música do encerramento é mais fofa e romântica.Por causa de tudo isso, para mim, esse anime merece 9,5.

Elfen Lide possui uma única temporada, 13 episódios e 1 OVA, sendo bem rápido de assistí-lo, sem ter que se preocupar em ficar atrasado.

By Ana Beatriz

 

 

 

Amanhã você vai entender-Rebecca Stead


Faz um bom tempo que li esse livro, e confesso que não lembro de muita coisa sobre o enredo, exceto que me fascinou, que é profundamente viciante, e que é a única ficção científica que gostei até hoje.

A protagonista, Miranda, vive uma vida normal com seu amigo Sal, até que ele apanha de um garoto desconhecido na rua, aparentemente por razão alguma,e depois disso para de falar com ela.

Como se isso já não fosse estranho, a garota também tem sua casa invadida, além de receber bilhetes suspeitos e inexplicáveis com datas no futuro que parecem não fazer sentido algum.

Isso até que ela recebe um misterioso bilhete contendo os seguintes dizeres:

Estou indo salvar a vida de seu amigo e a minha.

Peço dois favores.

Primeiro, você precisa me escrever uma carta.

Miranda então passa entender que é a única pessoa capaz de evitar uma tragédia, até que recebe um outro bilhete dizendo que já é tarde demais.

Um livro futurístico, incrivelmente realista para uma obra de tal gênero, é indicado para qualquer tipo de leitor, apesar de ser perfeito para o público infanto-juvenil por lidar com assuntos como adolescência, amizade e primeiro amor, a protagonista nos encanta com seu jeito de narrar seu cotidiano e o final é surpreendente, merecendo meu 9.

By Ana Beatriz

O Doutor Ox – Júlio Verne


Narra a história da cidade de Quinquedone; sua via pacata e a experiência de iluminá-la que o dr. Ox propões aos moradores, através do gaseoduto oxi-hídrico.

Porém, o dr. Ox tinha um outro objetivo por trás de tudo, que era injetar na atmosfera da cidade oxigênio puro, que causa sérios distúrbios às pessoas.

A população se torna nervosa, irrequieta e o resto, só lendo,,,