Cynthia – E. V. Cunningham (Howard Fast)


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Boa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha do livro Cynthia – que eu ganhei da queridíssima Dra. Milene, minha terapeuta ocupacional -, cujo brilhante autor norte-americano Howard Fast \(Spartacus) escreveu sob o pseudônimo de E. V. Cunningham.

A história é narrada em primeira pessoa e tem início numa quinta-feira do mês de maio, quando Harvey Krim, investigador de seguros da Lloyds Seguradora – terceira maior companhia de seguros do mundo-, recebe, de seu chefe chato e irritante, a incumbência de encontrar a jovem Cynthia Brandon, filha do multimilionário E. C. Brandon; ela estava sumida desde a última segunda-feira, quando fora vista saindo do luxuosíssimo apartamento de 22 quartos de seu pai.

O mais estranho de tudo era o fato da companhia de seguros de Harvey ter dois seguros para Cynthia Brandon: um de vida, no valor de 1 milhão de dólares e outro, também de um milhão, no caso de seu sequestro; ambos traziam, como único beneficiário seu pai, Elmer Cantwell Brandon, que os procurara ainda naquela semana, com o intuito de aumentar ainda mais o prêmio do seguro de sequestro para dois milhões!

A missão de Harvey seria encontrar Cynthia a qualquer custo, fazendo com que a empresa economizasse o valor das indenizações dos seguros. Para isso, ele deveria pagar o sequestro, caso ela houvesse sido raptada de verdade; ou arranjar um atestado de óbito, se ela estivesse morta. O investigador de seguros exigiu receber dois cheques: um no valor de quinze mil dólares, para os seus honorários; e outro, de oitenta e cinco mil dólares, que ele restituiria ao final da missão.

Harvey achava que tudo não passava de uma fuga de uma jovem bonita e rica, que estava saturada de levar uma vida vã e fútil, todavia, ao visitar a residência do pai da jovem, ele ficou sabendo que Cynthia sabia que E. C. Brandon a deserdaria totalmente caso ela fugisse novamente de casa, como já havia acontecido antes!

As coisas ficaram ainda mais misteriosas quando o tenente Rothschild, da polícia de Nova Yorque, que pressionava Harvey para obter informações sobre o sumiço de Cynthia, contou a ele que seu detetive Gonzáles havia visto a jovem desaparecida na última terça-feira, andando de mãos dadas com um homem moreno e bonitão em pleno Central Park; González já havia visto aquele rosto antes num álbum da Interpol: tratava-se de Valente Corsica, que se passava pelo Conde Gambion de Fontini, e estava cotado para tornar-se o novo chefe da máfia!!!

Harvey pede auxílio para Lucylle Dempsey, bibliotecária da Divisão Donnel da Biblioteca Pública de Nova York; após conversarem com a madrasta de Cynthia, eles descobrem que a jovem sumida estava em busca de um grande amor; ela conheceu o falso conde, utilizando serviços de uma agência de encontros, que usava o computador para buscar afinidades entre seus membros…

O resto, só lendo muito!

Esta é uma história bem escrita, repleta de surpresas e muitas reviravoltas, que termina com um final surpreendente.

Digno de 3 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

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O GATO QUE FALAVA COM FANTASMAS – Lilian Jackson Braun


Resultado de imagem para capa o gato que falava com fantasmasBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos, desta vez, a resenha de O Gato que Falava com Fantasmas, de autoria de Lilian Jackson Braun.

Certa noite, Qwill (Jim Qwilleran) – um jornalista cinquentão e muito rico, metido a detetive –  estava na companhia de Yum Yum e de Koko, seus dois gatos siameses, em seu modesto apartamento na cidade de Pickax, Nova Jersey. Ele aproveitava o tempo vago para ouvir uma fita cassete com a gravação de Otelo, de Verdi, que sua “quase namorada” Polly Duncan trouxera diretamente de Londres, quando recebeu um telefonema da Sra. Iris Cobb, dizendo estar com muito medo de ficar em casa, pois estava ouvindo terríveis sons e estalos oriundos das paredes de sua casa; ela acreditava tratarem-se de fantasmas.

Ele logo prontificou-se a ir até a residência da bondosa senhora e ver o que estava acontecendo, pois a mesma, num passado não tão distante, já fora sua senhoria e governanta, e agora vivia solitária em uma casa, ao lado do Museu da Casa da Fazenda, Goodwinter, do qual ela era curadora.

Ao chegar na casa da Sra. Cobb, ele estranhou o fato de todas as luzes estarem apagadas; ele então bateu na porta e chamou pela Sra. Cobb, sem obter qualquer resposta. Qwill entrou com sua chave-reserva e encontrou a pobre mulher caída na cozinha, já sem qualquer traço de vida.

O legista afirmou que Íris Cobb morrera de um ataque cardíaco fulminante, algo que Qwill não podia concordar jamais, pois ele a encontrara com os olhos abertos e uma fisionomia de verdadeiro pavor estampada em seu engelhado rosto.

Qwill e seus dois gatos mudam-se para o museu ao lado da propriedade, para investigar mais a fundo a morte de Íris Cobb. Remexendo em um velho baú, ele acabou encontrando a correspondência da Sra. Cobb e descobriu que ela já estava se queixando dos barulhos e batidas no porão há algum tempo com seu filho, e que seu médico suspendera a maioria dos seus medicamentos, porque ela também reclamara com ele sobre os sons infernais.

Será que a pobre mulher estava apresentando sinais de senilidade? Ou algo de muito mais malévolo e sobrenatural vinha aterrorizando há tempos a doce velhinha… algo relacionado a Ephrain Goodwinter, antigo proprietário do terreno, encontrado enforcado em uma árvore, sob circunstâncias suspeitas?

O resto, só lendo muito!

Para deleite de todos os fãs do gênero policial: a trama é muito bem construída e, conforme a leitura vai avançando, o clima de tensão só vai crescendo; a resposta de todo mistério é revelado apenas nas últimas páginas!

A autora americana Lilian Jackson Braun (1913-2011) escreveu seu primeiro livro “O Gato Que…” em 1960, conquistando logo de cara milhões de fãs. Ela então sumiu por 18 anos – tal qual Agatha Christie -, para retornar com “The cat who saw red” e obter ainda mais fama e reconhecimento. O Gato que Falava com Fantasmas é a décima aventura de Koko e Yum Yum.

Resultado de imagem para lilian jackson braun        Foto(gettyimages) de Lilian Jackson Braun, Koko & Yum Yum

Confesso a vocês que, apesar ter achado bem original dois gatos siameses atuando diretamente como protagonistas de uma história, não consegui digerir tão bem a ideia de um jornalista solteirão, de meia-idade, bancando o detetive nas horas vagas. 

Apenas por este motivo, vou atribuir 3/5 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

O Fantasma da Ópera – Gaston Leroux


Este maravilhoso clássico francês tem como principal pano de fundo a famosa ópera de Paris, onde, no final do século XIX, uma figura misteriosa e realmente apavorante, oriunda dos subterrâneos do tão célebre teatro, surgia do nada para atormentar a alma até dos mais corajosos cavalheiros da época.

O autor fez questão de conhecer mais a fundo a história deste fantasma através de uma pesquisa minuciosa e descobriu que este ser, na realidade, não tinha qualquer coisa de sobrenatural; na realidade, Erik – seu verdadeiro nome-, era um ser extremamente inteligente e muito possessivo que, devido ao seu aspecto hediondo, escondia-se do mundo nos confins da ópera.

Ele nutria uma paixão platônica por Christine Daaé, uma bela soprano que era dona de uma voz realmente maravilhosa. Porém, devido  à sua fealdade, ele tinha medo de aproximar-se e amedrontar a bela jovem, por isso, vivia espreitando-a por entre os escuros bastidores. Christine estava apaixonada por Raoul, visconde de Chagny; por causa disso, o fantasma resolveu capturá-la e levá-la para sua morada, nos subterrâneos da ópera.

Nesse meio tempo, vários crimes passaram a acontecer e todos passaram a desconfiar que eram obra do temido fantasma.

Em completo desespero, Raoul resolve lançar-se aos mais profundos cantos da ópera, em busca de sua amada Christine. Todavia ele não contava ter de enfrentar o irascível e apaixonado “fantasma da ópera”!

O resto, só lendo muito!

Uma leitura realmente cativante, que nos faz refletir sobre a beleza e o amor verdadeiro. 

Digno de 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

Meia Noite – Daniel Henrique


Resultado de imagem para meia noite daniel henriqueBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Preparei para vocês, com muito carinho, a resenha do livro Meia Noite, escrito por Daniel Henrique, um autor jovem que está em busca de seu lugar ao sol.

A história começa quando as três amigas Kate (a riquinha e filhinha de papai), Karen ( a roqueira revoltada) e Kassie (a nerd) saem de São Paulo para  acampar em Joanópolis, pequena cidade do interior de São Paulo, conhecida como “terra do lobisomem”.

O lugar escolhido por elas era próximo a uma cachoeira muito bonita e deserta que, segundo os moradores, servia de lar ao suposto lobisomem local.

Durante a madrugada fria, Kate é acordada por sons estranhos oriundos da mata; ela então levanta e segue até os arbustos próximos e acaba encontrando apenas um gatinho abandonado.

Ainda com a pulga atrás da orelha, ela resolve seguir o felino que a conduz até uma trilha na floresta…

No outro dia, as duas amigas entram em desespero ao constatarem que a barraca de Kate estava vazia e ela havia sumido, sem deixar qualquer aviso ou pista.

Elas resolveram procurar a polícia, mas o delegado da cidade não demonstrou qualquer vontade de investigar o desaparecimento, pois acreditava que Kate resolvera dar uma escapulida rumo ao centro de Joanópolis, para divertir-se sozinha. Se ela não aparecesse dentro das próximas horas, elas deveriam retornar à delegacia para registrar queixa de pessoa desaparecida.

Ao saírem cabisbaixas da delegacia, elas foram abordadas pelo detetive Jonathan, que ouvira parte da conversa delas e estava disposto a ajudá-las, pois uma pessoa muito próxima a ele também havia desaparecido há tempos, na mesma região.

Seria o tal “lobisomem” o responsável pelo sumiço de Kate? Ou Joanópolis estava diante de algo muito mais sórdido e terrível?

O resto, só lendo muito!

A narrativa é bem construída, todavia, pelo fato da história ser voltada para o público infanto-juvenil, não chega a despertar grandes sustos. Entretanto, faço questão de acompanhar outros trabalhos do autor, para observar sua evolução.

O único senão  fica por conta do excesso de erros encontrados nessa primeira edição.

Espero que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos para todos!

Alex André (Xandy Xandy)

 

A Ilha de Coral – R.M. Ballantyne


Resultado de imagem para capa livro a ilha de coralBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha do livro A Ilha de Coral, do autor inglês R.M. Ballantyne, que serviu como inspiração para o grande Júlio Verne, o pai da ficção científica moderna, escrever “Dois Anos de Férias”.

A história toda é narrada em primeira pessoa por Ralph, que nascera em uma noite negra e muito tempestuosa, a bordo de um navio, em pleno Atlântico. Filho e neto de capitães de navios, e também bisneto de um marujo, podia-se afirmar que, desde que nascera, ele possuía água salgada correndo em suas veias, ao invés de sangue.

Logo que entrou na puberdade, seu pai o colocou como aprendiz em um navio costeiro que cruzava toda a costa da Inglaterra, seu país de origem. Seus amigos desta época passaram então a chamá-lo de Rover (Vagamundo), epíteto que ele gostou tanto que passou a adotar como seu sobrenome.

Aos 15 anos, mesmo a contragosto dos pais, Ralph Rover partiu a bordo do navio Seta rumo aos mares distantes da Oceania. E não demorou muito para que ele logo travasse amizade com dois rapazotes que faziam parte da tripulação do Seta: Jack Martin, um rapaz bonito e alto, que estava no auge dos seus 18 anos, e Peterkin Gay, um garoto de apenas 13 anos, que além de muito espirituoso, era também muito vivo e muito querido pelo resto da tripulação.

Depois de passarem pelo Cabo Horn, na América do Sul, o garboso Seta enfrentou uma terrível tempestade que acabou por lançar toda a sua tripulação ao mar, e causando seu naufrágio.

Ralph Rover e os outros tripulantes lutaram bravamente por suas vidas, até a exaustão. O jovem de 15 anos então não resistiu mais e acabou perdendo seus sentidos.

Ao acordar, deu de cara com Jack em pé fitando-o com preocupação e Peterkin, ao seu lado, de joelhos, lavando seu rosto, para tentar estancar o sangramento de sua testa. Eles estavam perdidos em uma das Ilhas de Coral do Pacífico Sul que, além de serem conhecidas por suas belas praias de areias claras e lindas palmeiras, também tinham fama de serem o lar de terríveis aborígenes antropófagos…

Qual será o destino dos três jovens? 

Para saber essa e outras respostas, só lendo muito!

História “deliciosa”, intercalada de muita aventura e mistério que, ao seu final, força cada leitor a fazer uma reflexão sobre a verdadeira amizade e lealdade, e também sobre a maldade do ser humano.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

Terror na Oktoberfest – Frank De Felitta


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No dia do autor, resolvemos homenagear um grande autor . Para isso, escolhemos  Terror na Oktoberfest, de Frank De Felitta – autor de verdadeiras obras-primas como: O Demônio de Gólgota, A Entidade e As Duas Vidas de Audrey Rose, todos já resenhados aqui no blog.

A história começa em plena Alemanha, durante os 16 dias do carnaval da cerveja, chamado Oktoberfest, onde brincadeiras e muita alegria agitam a cidade de Munique. Neste clima festivo, três crimes horroríficos ocorrem na cidade, abalando a polícia e a população local.

A polícia não tinha muitas pistas sobre os crimes, sabia-se apenas que todas as vítimas foram massacradas com requintes de crueldade e atacadas com o mesmo instrumento cortante: uma machadinha de açougueiro. Além disso, as três vítimas possuíam grande semelhança com personalidades nazistas da época do holocausto: Goering, Tauber e Himmler!

Com o passar dos dias, o inspetor Bauer passa a investigar melhor os misteriosos crimes, contudo, algo não deixava de intrigá-lo: seria o terrível assassino sanguinário um fanático judeu, caçador de nazistas? Ou era um serial killer desprezível, que usava uma machadinha de açougueiro para abrir suas vítimas?

Além de encontrar o assassino, Bauer tem que lidar com seus próprios fantasmas interiores, que o remetiam ao tempo em que fora um soldado nazista e diariamente acompanhava a chegada e a morte de vários judeus trazidos em trens.

Madeline Kress, uma bela moça israelense, de origem alemã, procurava ajudá-lo através de sua excelente memória fotográfica dos tempos em que fora uma prisioneira em um campo de concentração nazista.

Este casal inusitado conseguirá mesmo desvendar a identidade do assassino da machadinha, evitando que mais alguém seja vitimado durante a Oktoberfest?

O resto, só lendo muito.

Este foi o primeiro trabalho de Frank De Felitta e está mais para um suspense do que propriamente terror. A escrita é magnífica, hipnótica, levando o leitor a não abandonar o livro até o seu final, surpreendente.

Digno de receber 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula