CUCO – Julia Crouch


“Seu Primeiro erro foi convidá-la a entrar…”

 

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Boa noite, querida Família Lendo Muito.

Todos nós já fomos ajudados ou prestamos auxílio a algum amigo querido em dificuldades, não é mesmo?

Com Rose Cunningham também não foi diferente. Ao receber uma ligação da Grécia, oriunda de sua amiga Polly Novack, uma cantora de rock em completa decadência, informando que Christos, seu marido falecera em um grave acidente automobilístico, Rose resolveu convidar Polly e seus dois filhos para virem morar com ela na Inglaterra, o que a amiga prontamente aceitou.

O único problema era que Gareth, o marido de Rose, não gostava nenhum pouco de Polly, pois achava que ela fora a única culpada por afastar Christos deles, isolando-o de todos nos Cárpatos.

Gareth e Rose estavam tentando aparar as arestas do casamento, após o nascimento de Flossie, a filha mais nova do casal, produto de uma gravidez inesperada e indesejada por parte do marido de Rose, que chegou até a sugerir  que ela fizesse um aborto.

Com a chegada de Polly e de Nico e Yannis, seus dois filhos, a amizade entre ela e Rose começa a tomar um outro rumo, pois Polly demonstra ter um grande ressentimento e inveja da vida que Rose leva com Gareth que, segundo ela, é bem diferente da vida sem carinho e amor que ela levava com Christos, na Grécia, já que ambos vinham saindo, nos últimos tempos, com vários amantes e só não haviam se separado por causa dos filhos.

Com o passar dos dias, Rose passa a conviver com as explosões de fúria repentinas da amiga; estranhos acontecimentos começam a ocorrer na casa, como a morte do gato da família e também o envenenamento “acidental” de Flossie.

Rose também passa a desconfiar que seu marido estava tendo um caso com Polly, e que sua melhor amiga poderia estar interessada em assumir seu lugar…definitivamente!

Será que Rose tem mesmo razão para preocupar-se? Ou tudo não passa de  simples imaginação de sua mente?

O resto, só lendo muito!

Sabem aquele livro que tinha tudo para ganhar um dez e acaba ficando com nota zero?

Cuco é exatamente este livro, pois a autora tinha todos os ingredientes para criar um thriller psicológico eletrizante, com um final surpreendente, todavia, ela conseguiu estragar seu livro dando um desfecho completamente sem nexo a história, deixando o leitor com mais lacunas do que respostas.

Vários fatos que foram citados no decorrer da narrativa ficaram sem qualquer explicação e muitos personagens não deveriam nem ter existido, pois não acrescentaram nada a história, já que sumiram repentinamente, sem fazer qualquer sentido.

Não vou atribuir nenhuma estrela.

O meu pior erro foi ter terminado de ler este livro horrível!

Perdoem-me pela minha revolta e pelo meu desabafo.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

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BARTLEBY, O ESCRITURÁRIO – Herman Melville


Resultado de imagem para bartleby o escriturárioQuem narra esta verdadeira fábula do absurdo é um advogado com idade já bem avançada, que na época dos fatos ocorridos ocupava um importante cargo de conselheiro do tribunal da Chancelaria de Nova York, num importante escritório em Wall Street. O narrador faz questão de frisar que, nos seus últimos trinta anos, dado às suas atividades, encontrou diversas pessoas interessantes e bem singulares, mas Bartleby foi, sem sombra de dúvidas, o sujeito mais estranho e esquisito que ele já vira ou teve notícias.

Nesta época, ele possuía três empregados para auxiliá-lo em seu escritório: dois escriturários e um promissor rapaz como mensageiro. Eram eles Turkey (peru), Nippers (torquês) e Ginger Nut (noz de gengibre). Turkey era um inglês de meia-idade, que trabalhava bem durante toda a manhã e se embebedava durante a tarde; Nipper era um jovem de vinte e cinco anos, parecido com um pirata, que sofria de um problema estomacal crônico, o que o deixava sempre mal-humorado durante a manhã. Entretanto, durante o período vespertino ele sempre estava calmo, compensando a bebedeira de Turkey.

Ginger Nut era um garoto de 12 anos, cujo pai era carroceiro e que desejava que o filho tivesse melhor sorte. O garoto trabalhava como aprendiz, mensageiro e encarregado da limpeza no escritório de advocacia e as gavetas de sua mesa eram repletas de cascas de nozes. Ginger Nut trazia da rua deliciosos bolinhos de gengibre e maçãs que os dois escriturários encomendavam-lhe com frequência.

Tudo funcionava então como um verdadeiro relógio no escritório  do conselheiro tributário, entretanto, com o aumento do serviço,  resolveu ele colocar um anúncio no jornal, para contratar outro escriturário. Em resposta ao anúncio, um jovem de aspecto respeitável e muito pálido apresentou-se para a vaga de escriturário. Era Bartleby.

No início, Bartleby demonstrou grande eficiência e vontade, abatendo uma enorme quantidade de cópias, como se estivesse faminto e saciasse sua fome com muito trabalho, sem fazer qualquer pausa para descanso e trabalhando bem tanto à luz do sol quanto à luz de velas. Mas sempre em silêncio e de maneira mecânica.

Certo dia, precisando que Bartleby revisasse um dos seus documentos, o advogado recebe a seguinte resposta do novo escriturário: – “Prefiro não fazer”. Aquela foi a primeiras das inúmeras recusas que seriam proferidas pelo novo escriturário.

Certamente o advogado teria ralhado e demitido qualquer um dos outros empregados, mas a maneira calma como Bartleby proferiu aquelas palavras desarmou-o de maneira tocante e desconcertante.

Com o passar do tempo tudo piorou, já que Bartleby passou a dormir no próprio escritório e ficar o dia inteiro sem fazer nada, olhando algo pela janela que só ele conseguia enxergar.

O velho advogado tentou livrar-se dele demitindo-o, dando-lhe um prazo para ir embora, contudo, passado o prazo, o estranho escriturário continuava lá, olhando pela janela sem fazer qualquer menção de se mover dali. A saída encontrada então foi mudar seu escritório para outro endereço, abandonando Bartleby para sempre…

O resto, só lendo muito!

Uma história emocionante e com final surpreendentemente trágico, digna de receber 4 estrelas.

Herman Melville alcançou relativa fama ao escrever “Moby Dick”, em 1850. Todavia, após escrever sua obra-prima, Melville não conseguiu dar sequência ao seu trabalho como queria, pois foi vítima de sérios problemas econômicos, sendo obrigado então a escrever romances e contos para revistas da época, tipo de literatura considerada “menor” na época.

Por causa disso, seus contos e novelas foram esquecidos por muito tempo. Agora,  estão sendo redescobertos aos poucos, fazendo com que ele obtenha o devido reconhecimento como grande autor da literatura norte-americana.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

PENSA EM MIM – Alex André


Acróstico publicado originalmente em 29/11/2015

 

erder seu amor é algo que não consigo aguentar

E não imagino nunca deixar de te amar

N os seus pensamentos, serei sempre seu cavaleiro destemido

S empre protegendo-a de todo e qualquer perigo

minha existência será dedicada a ti, minha diva

E spero ativamente corresponder às suas expectativas

M ais do que amor, experimento por ti paixão ardorosa

M úsica para os meus ouvidos são suas palavras graciosas

I magino nós dois juntos lado a lado até o fim

M eu único pedido para ti, razão da minha vida, é que apenas pense em mim.

Alex André