Romance de uma Mulher – Guy de Maupassant


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Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Após um breve hiato, estamos retornando hoje e trazendo uma resenha especial de um verdadeiro clássico da literatura universal: Romance de uma Mulher, de autoria do brilhante Guy de Maupassant.

O livro narra a história da romântica e bela Joana, que fora mandada para o convento “Sacre-Coeur” aos doze anos, retornava agora com dezessete a casa dos pais ricos, livre de todos os pensamentos mundanos e aguardando um marido maravilhoso enviado pela Divina Providência, que lhe seria dedicado por toda a sua existência, ou seja, um verdadeiro príncipe encantado!

A mãe de Joana, a baronesa Adelaide e seu pai, o Barão Simão-Tiago, faziam de tudo para que sua única e tão querida filha fosse a mais feliz de todas as jovens, dando-lhe todo o amor e carinho e enchendo-a de mimos e presentes.

Num belo dia, ela conhece seu novo vizinho, o belo e formoso Julião, visconde de Lamare, por quem logo se apaixona e casa muito rapidamente. Todavia, Joana descobre da maneira mais dura que seu marido estava mais para um sapo do que para um príncipe, pois ele havia se casado com ela apenas por causa de seu dote, mostrando-se um marido avarento e muito agressivo.

A partir de então, ela passa a experimentar uma vida tediosa e infeliz, que piora quando a empregada Rosália, dá à luz a um menino repentinamente e se nega veementemente a dizer quem é o pai da criança. Entretanto, após surpreendê-la certa noite na cama com Julião, Rosália acaba confessando-lhe que o pai de seu filho era seu marido e que ele a visitava com frequência, desde que voltaram da noite de núpcias!

Joana então começa sua saga, tendo que lidar com a infidelidade de Julião e submetendo-se aos martírios e provações de um casamento fadado ao fracasso…

O resto, só lendo muito!

Um drama forte e tocante, que força todos nós leitores a refletirmos sobre a vida que idealizamos e que nem sempre é a que conseguimos alcançar.

Como o próprio Guy de Maupassant afirmava sempre: “A vida, que você vê, nunca é tão boa ou tão ruim quanto a que acreditamos!”

Esperamos que todos tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

 

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Violet Evergarden


Fazia um tempinho que eu não assistia anime. Os últimos que assisti não me agradaram muito e, se, por um lado, tenho preguiça de procurar algo que não esteja na Netflix, os que nela estão presentes não costumam me apetecer muito. Dessa maneira, foi com expectativa baixa e mal me dando ao trabalho de ler a sinopse que comecei  a ver Violet Evergarden.

Sendo assim, me surpreendi muito (positivamente) ao me deparar com uma obra carregada de emoção, um belo desenho e um enredo simplesmente incrível.

Apesar de não ser citada um data específica, temos a impressão de que Violet Evergarden se passa em um passado não tão distante, tendo como momento histórico um período imediatamente pós-guerra no Japão.

Tendo como protagonista aquela que dá título ao programa, Violet foi treinada desde pequena pelo exército afim de tornar-se uma arma de guerra. Graças a isso, no inicio, ela parece ser incapaz de fazer qualquer coisa por desejo próprio e não por ordem de outrem, encontra dificuldades ao compreender os sentimentos dos outros e, sobretudo, os próprios (os quais ela sequer tem certeza que possui).

Tudo que Violet fez a vida inteira foi obedecer ordens e matar, mas, agora que a guerra está terminada e seu amado comandante, desaparecido, a menina terá que arrumar outra forma de levar a vida.

É então que ela decide tornar-se uma Autômata de Automemórias, cargo cuja função é escrever cartas a pedido de outras pessoas, transmitindo nelas, da melhor maneira possível, tudo que seu contratante sente e deseja expressar. Por conta disso, o trabalho acaba por exigir grande inteligência emocional, justamente aquilo de que nossa protagonista parece mais carecer.

No entanto, isso não a afasta de seu desejo de tornar-se uma Autômata de Automemórias, pelo contrário, apenas fortalece-o, uma vez que ela era muita apegada ao comandante que não só lhe dava ordens como também a criou, e a última coisa que ele falou para ela foi “eu te amo”, uma expressão cujo significado ela não compreende, mas está disposta a aprender com esse serviço.

Mesclando cenas sangrentas com drama, romance com traumas de guerra, culpa com bucolismo, na minha opinião, Violet Evergarden é um anime para todos os gostos mas, sobretudo, para aqueles que, como eu, gostam de obras com uma bela carga sentimental e, por isso, creio que mereça meu 10.

By Ana Beatriz

Cidade de Ladrões – David Benioff


Resultado de imagem para cidade de ladrõesBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Escolhemos uma resenha especial para aquecer a noite de todos. Trata-se de Cidade de Ladrões, de autoria de David Benioff.

Este belíssimo livro tem como cenário principal a Segunda Grande Guerra. 

Em Leningrado, atual São Petesburgo, – carinhosamente apelidada de Piter pelas personagens -, os soldados alemães fazem da vida dos russos um verdadeiro inferno, sitiando a cidade e transformando-a num verdadeiro circo de horrores, onde canibais vendem livremente carne humana, cadáveres de paraquedistas caem do céu a todo momento, cachorros-bomba explodem a qualquer hora do dia e da noite e todas as demais atrocidades que acompanham um cenário de guerra.

No meio deste verdadeiro caos, os dois jovens Lev e Kolya, recebem de um irascível coronel russo, uma missão considerada impossível: encontrar uma dúzia de ovos para o bolo de casamento de sua filha; em troca de não serem presos – Lev  era acusado de ser ladrão e Kolya, de desertor -, eles ainda receberiam cartões de racionamento e não teriam que enfrentar as terríveis filas para conseguir uma miserável porção de comida.

Com o intuito de salvarem suas vidas, eles embarcam então nesta “aventura”, procurando ovos numa época onde as pessoas passavam fome e brigavam por qualquer migalha de pão adormecido!

Será que Lev e Kolya conseguirão encontrar os ovos no tempo estipulado???

O resto, só lendo muito!

Uma narrativa emocionante, que demonstra-nos o real valor da amizade verdadeira e também ajuda-nos a perceber como a força do amor e da coragem são determinantes para o enfrentamento de qualquer tipo de infortúnio ou desgraça!

Digno de 5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

13 reasons why – 2ª Temporada


Gerando muitos fãs, dinheiro e polêmica,  a popular série 13 reasons why provocou um burburinho ainda maior ao indicar que faria uma segunda temporada, uma vez que o enredo do livro no qual a série se baseou para ser produzida não previa isso.

Contrariando o que muitos pensavam, sim, a série tinha enredo suficiente para fazer mais uma temporada, trabalhando, nesta, com as consequências da morte da Hannah sobre cada uma das personagens individualmente, focando nelas ao invés de ter como eixo a garota morta, que era a ideia da primeira temporada. Isso faz com que você se aproxime mais dos outros personagens, compreendendo-os melhor e sentindo mais empatia por eles, entendendo, inclusive, o que os levou a cometerem alguns dos erros que eles cometeram.

Além disso, o que guia essa continuação é o julgamento efetuado, ou seja, a disputa entre a escola e a mãe de Hannah, que deseja culpar a primeira pelo suicídio da filha, o que acaba criando um certo clima de mistério que mantem a tensão do programa, o qual continua a ter a mesma qualidade viciante de antes.

Apesar dessa semelhança com a primeira temporada, algumas mudanças podem ser notadas: Numa provável reação às críticas sofridas pelo programa por conter cenas muito pesadas acerca de temas como suicídio, estupro e uso de drogas, por exemplo, os episódios agora vem com um aviso a respeito de seu conteúdo e uma descrição do site onde você pode pedir ajuda, caso se veja numa situação emocionalmente complicada, e é perceptível a redução no número de cenas impactantes na série.

Continuo gostando muito da série que, alguns dizem, promete ter uma terceira temporada. Essa temporada te possibilita rever os personagens, observando a forma como mudaram e retoma de maneira mais apropriada e completa os temas importantíssimos que aborda. Apesar disso, confesso minha preferência pela primeira temporada e, assim, dou 8,5 para essa.

By Ana Beatriz

Arauê – Luiz Miguel Martins Garcia


Resultado de imagem para livro araueBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Estive viajando nas últimas semanas e tive que deixar o blog um pouco de lado, infelizmente.

Durante todo este período em que fiquei ausente continuei a toda com as minhas leituras, só que minhas resenhas foram se acumulando e se acumulando.

Agora, aos poucos eu vou colocar tudo em dia por aqui, prometo!!!!

Selecionei para este sábado a resenha de Arauê, de autoria de Luiz Miguel Martins Garcia – livro que eu adquiri em uma das máquinas de livros do Metrô de São Paulo, por apenas R$ 1,00!!!

O pequeno Arauê morava no estado do Pará, em plena Floresta Amazônica, às margens do Rio Xingu, e sentia muito orgulho em ser índio, tanto é que vivia sempre perguntando aos pais e a outros membros de sua tribo sobre a verdadeira origem do povo indígena, mas ninguém sabia ao certo o que lhe responder, pois seus antepassados haviam morrido a tanto tempo e eles jamais haviam saído da floresta; o único contato que eles recebiam de fora eram as visitas esporádicas de indianistas que estudavam os costumes e traziam remédios para todas as tribos daquela região.

Arauê aproveitou então a visita oportuna de um destes indianistas para questioná-lo sobre a origem de seu povo, só que o bom homem disse a ele que, para obter as respostas que tanto desejava ele teria que abandonar sua tribo e estudar na cidade grande, tal qual um filho de homem branco, e isto era algo que ele temia muito, pois lá teria que depender de um tal de “dinheiro”, que ele sabia que causava mortes e guerras entre os homens.

Querendo saber sobre a origem de sua gente e com medo de sair da tribo, o pequeno índio disse ao indianista que iria pensar bem sobre o caso, antes de dar uma resposta definitiva.

Durante uma festa de confraternização entre tribos amigas, o indiozinho resolveu então procurar um velho sábio, contador de histórias, que falou-lhe a respeito de uma caverna mágica, que ficava no interior da floresta, onde ele poderia viajar para o passado e obter as respostas que tanto almejava.

Animado, Arauê perguntou se poderiam ir naquele momento, porém, o velho índio disse-lhe que deveriam esperar até uma data especial, que seria na próxima lua minguante e foi isso então que fizeram.

Na data combinada, ele e o índio mais velho partiram floresta adentro e, quando estavam próximos da entrada da caverna, o velho sábio disse a ele que ele deveria continuar sozinho e visitar o passado e testemunhar tudo aquilo que acontecera aos índios para, quando voltasse, contar quem procedera errado: os brancos ou os índios!

Arauê continuou sozinho até a caverna e, ao adentrar em seu interior, pareceu cair em um sono profundo.

Ao acordar, percebeu algumas índias banhando-se numa praia; aquelas lindas mulheres genuinamente brasileiras brincavam alegremente entre si, sem qualquer medo ou pudor por estarem nuas, e não havia qualquer sinal da presença de homens brancos naquele paraíso.

Aquilo só poderia significar uma coisa: ele estava num período anterior ao descobrimento do Brasil…

O resto só lendo muito!

Uma história escrita em 1989, bem curta e fácil de se ler,  que aborda um tema tão moderno e que força o leitor a uma reflexão profunda sobre os maus-tratos sofridos pelos indígenas a partir do “descobrimento” do Brasil e sobre o verdadeiro papel do índio no nosso país.

Não posso deixar de destacar o excelente trabalho de pesquisa e o grande talento de Luiz Miguel Martins Garcia, que construiu esta verdadeira obra-prima quando contava com apenas dezoito anos!

É uma pena que o autor não tenha mais nos brindado com sua escrita brilhante desde então.

Digno de 5 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

O Filho Desejado – John Steinbeck


Resultado de imagem para capa livro o filho desejadoBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Nada como uma resenha para iniciar a semana, não é mesmo?

Desta vez, escolhi uma obra de John Steinbeck, autor nova-iorquino ganhador do Prêmio Nobel de 1962, que deixou-nos obras magníficas como As Vinhas da Ira, A Leste do Paraíso, A Leste do Éden, e tantas outras.

Nossa história tem início num circo qualquer, mais precisamente numa tenda-vestiário, onde Joe Saul exercitava seus músculos; apesar dos seus cinquenta anos, ainda considerava-se um homem forte e altaneiro; ele descendia de uma longa linhagem circense de acrobatas, assim como sua bela e jovem esposa Mordeen – outra acrobata ágil e desenvolta -, e também Amigo Ed, o palhaço camarada.

Tudo corria bem na vida de Joe Saul, ou melhor, quase tudo, pois ele já fora casado antes e não tivera filhos e agora, após três anos de união com Mordeen, o tão sonhado herdeiro ainda não chegara, o que só fazia aumentar sua angústia diária. 

Para piorar ainda mais a situação, ele ainda era obrigado a suportar a arrogância e as insinuações maldosas do jovem e atraente Vitor, que abandonara a escola para realizar o sonho de ser um grande acrobata circense, o que não era bem visto pelos outros funcionários,  que alegavam que ele não era um “membro legítimo” de uma verdadeira família circense.  

Após mais uma discussão acalorada com o petulante rapaz, Joe Saul corre para o bar, para afogar as mágoas, enquanto Vitor tentava, a todo o custo, seduzir sua bela esposa , sem obter sucesso.

Naquela noite, Mordeen recebeu a visita do Amigo Ed, que conversou com ela a respeito dos avanços do jovem acrobata e também da necessidade que Joel Saul sentia de ser pai; ela então abriu o seu coração, confessando-lhe que tinha certeza que o problema não era dela e sim do marido, já que o mesmo havia tido uma terrível febre reumática na infância.

Amigo Ed disse-lhe então que já suspeitava  da infertilidade de Joe Saul há muito tempo e, antes de retirar-se para seus aposentos, o palhaço camarada fez-lhe a seguinte observação:

“Quando os corpos  de um homem e uma mulher se encontram no amor, há uma promessa, às vezes enterrada tão fundo em suas células que o pensamento não chega a perceber, uma promessa pungente, de que uma criança possa ser o resultado desse terremoto, desse relâmpago. Mas se um ou o outro sabe, além de qualquer dúvida, que a promessa não se pode consumar, então não existe a perfeição. A coisa passa a ser um simples ato, uma farsa, uma mentira. E bem no fundo se transforma em algo inútil, sem sentido!”

Sozinha e desesperada, Mordeen pensa na única maneira de engravidar e fazer seu marido feliz… mesmo que para isto tenha que pagar com a sua própria felicidade!!!

O resto, só lendo muito!

Ao término da leitura, uma reflexão sobre a paternidade fica bem explícita: não interessa nossa linhagem e sim o conhecimento que passamos adiante, seja aos nossos filhos consanguíneos ou adotivos!

Digno de 3 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

O Ipê Floresce em Agosto – Lucila Junqueira de Almeida Prado


Nenhum texto alternativo automático disponível.Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos, desta vez, a resenha de um livro de contos que eu simplesmente me apaixonei.

Trata-se de O Ipê Floresce em Agosto, da autora Lucila Junqueira de Almeida Prado. Achei este livro numa rua próxima à estação Santa Cruz do metrô; ele estava esquecido ali e com a capa bem judiada, dá para acreditar?

Drama, romance e até uma pitadinha de humor fazem parte desta verdadeira obra-prima que, apesar de ter sido classificada como infanto juvenil, trata de temas bem adultos e reflexivos.

As duas histórias que eu mais gostei foram:

Fora do Comum
Bárbara era uma esposa perfeita e mãe fora do comum, pois aceitava em sua casa todos os amigos dos filhos… e até os amigos dos amigos destes!!!

Ela também entendia tudo de moda e dava dicas às amigas e às filhas para sempre se vestirem muito bem; seu único defeito, segundo o marido, era ser muito “gastona”.

Quando ela, o marido e as duas filhas viajaram para a Europa, Bárbara prometera ao mesmo que não iria fazer nenhum tipo de compra supérflua (leia-se sapatos).

Durante boa parte da viagem, ela realmente não comprou nada para ela e nem para Vera e Bel, suas filhas queridas. Porém, assim que chegaram em Paris, seu marido recebeu uma comunicação da firma, pedindo para que ele voltasse às pressas para o Brasil; como ele não queria estragar o passeio da família, deixou a mulher e as filhas e partiu no primeiro avião.

Será que Bárbara conseguiu cumprir sua promessa ao marido? Ou será que ela caiu na tentação e gastou até o que não devia?

O Ipê Floresce em Agosto
Beatriz estava discutindo naquela noite com seu pai, o Dr. Humberto, pois o mesmo não estava nada contente com seu namorado, um viciado em jogos de azar; ele queria que ela casasse com Fernando, um jovem de família e estudante de medicina, que trabalhava com ele no hospital, mas Beatriz fazia questão em dizer que apenas gostava do tal Fernando, todavia, seu coração pertencia ao Cláudio.

Naquela noite, ela esperava que Cláudio a pedisse em casamento e, para não testemunhar a desgraça da filha, o Dr. Humberto resolveu sair de casa, sem antes pedir para sua irmã fazer companhia à filha amada.

Beatriz aproveitou então para perguntar à tia Maria como era viver ao lado de um jogador, pois seu tio Hélio também era um jogador compulsivo; a tia explicou-lhe que, apesar de amar muito seu tio, ela sempre levara uma vida solitária, costurando para fora e contando apenas com as filhas, que cresceram sem a figura do pai, pois o mesmo vivia só de “bicos” e jogando durante toda noite, chegando só de manhã em casa, ou quando ganhava bastante dinheiro – algo bem raro de acontecer.

“- Meu casamento tem sido como estes ipês – a mais linda floração no mais feio dos meses, pois, como você vê, Beatriz, o ipê floresce em agosto. “

Naquela noite, as duas filhas iriam debutar e, para pagar o vestido das meninas, a tia empenhara seu próprio anel de noivado. Só que antes de partirem para o baile, o tio Hélio surgiu, todo bem vestido, com presentes para as meninas e flores para a esposa, para total surpresa de Beatriz.

A jovem ficou em casa, esperando o namorado e acabou pegando no sono; mais tarde, ela acordou com Cláudio admirando-a enquanto ela dormia; segundo ele, a mãe havia se ferido e ele se atrasara por causa disso.

Ele então perguntou a ela se ela o aceitava como marido e ela, sem pestanejar, disse-lhe que sim…

O resto, só lendo muito!

Um livro para ser lido e relido infindáveis vezes!!!

Digno de 5 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

A Mulher do Piloto – Anita Shreve


Bom dia, querida Família Lendo Muito!

A resenha escolhida para hoje é a do livro A Mulher do Piloto, de autoria da escritora americana Anita Shreve.

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O livro narra a história de Kathryn, esposa do comandante de avião Jack Lyons, com quem tem uma filha de nome Mattie.

O casal vivia uma vidinha “nada normal”, já que uma esposa de piloto sempre tem que estar preparada para batidas à porta no meio da madrugada, e também deve  acostumar-se aos horários, escalas e ausências longas do marido, justamente nas horas em que mais necessita de uma figura masculina em casa!

Porém, num belo dia, a bonançosa Kathryn recebe a notícia que qualquer esposa de aviador mais receia: o avião pilotado por seu marido explodira e caíra no mar, perto da costa da Irlanda.

A partir deste momento, uma enxurrada de especulações sobre a causa do acidente começam a surgir, inclusive a de que seu marido  cometera suicídio em pleno ar.

Como se isso já não fosse suficiente para virar a vida de qualquer mortal do lado do avesso, ela ainda começa a desconfiar que seu marido mantinha uma outra vida em segredo.

Ela resolve investigar por conta própria, com o intuito de buscar a verdade sobre aquele homem com que dividira a cama e a sua intimidade por tantos e tantos anos…

O resto, só lendo muito!

A narrativa é um pouco lenta, com muitas descrições sobre o dia a dia do casal e sobre o modo como o acidente afetou a vida de mãe e filha enlutadas; porém, perto do final a história dá uma pequena engrenada, culminando com um final imprevisível e inusitado.

Afinal, será mesmo possível conhecer de fato uma pessoa? 

Recebe 2/5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

Gaiola das Estrelas – Jacquelyn Mitchard


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Tentem imaginar a seguinte cena: um homem comum para seu carro em frente a uma aconchegante casa, localizada em uma tranquila comunidade mórmon.

Até aí, tudo parece normal, não é mesmo?

Só que este homem em particular caminha a passos desnorteados, de maneira autômata e inconsciente e, naquela manhã ensolarada de novembro, sem mais nem menos ele invade esta mesma propriedade e corta, de forma violenta, a garganta de Beeky e Ruthie, duas crianças que brincavam inocentemente de esconde-esconde com Verônica, a irmã mais velha!

O nome deste homem é Scott Early e este ato vil e torpe mudará para sempre a vida de todos da família Swan!

Para os pais sempre restará a seguinte pergunta: será que poderiam ter evitado que o pior acontecesse a seus dois anjinhos? Já para Verônica, de treze anos, sobrou apenas a culpa por ter sobrevivido ao ataque.

Em meio a estas e outras reflexões profundas, acompanhamos passo a passo a tragédia da família Swan, até o momento em que, após 4 anos do aniversário do crime, Verônica resolve ir atrás de Scott Early, pois o mesmo acabara de ser colocado novamente em liberdade!

Ela tem apenas uma objetivo em mente: vingança!

Todavia, será que o perdão conseguirá fazer-se mais forte e aliviar a dor de todos os membros da família Swan? E será que Scott Early se mostrará digno de receber uma segunda chance e assim levar uma vida normal?

O resto, só lendo muito!

Uma narrativa vibrante e profunda, com um final surpreendente e que remete-nos à reflexões sobre culpa e verdadeiro perdão!
Digno de 5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

CONTOS DO DIA E DA NOITE – Guy de Maupassant


 

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Trago-vos, desta vez, a resenha de CONTOS DO DIA E DA NOITE, verdadeira obra-prima de Guy de Maupassant

Para quem ainda não conhece este brilhante autor: ele é reconhecido como pai do conto moderno – gênero que ele explorou como nenhum outro, elevando-o à categoria de arte.

Todos os 21 contos aqui reunidos são recheados de dramaticidade e dureza e, muitas vezes, com pitadas de humor na medida certa; temas como maus-tratos às mulheres, aos animais, mulheres esnobes e fúteis e bêbados incorrigíveis são abordados com verdadeiro talento pelo autor, de maneira direta e muitas vezes até despretensiosa.

Desta vez, vou destacar os três contos que mais me chamaram a atenção:

1. O Crime do seu Boniface
As portas e as janelas da casa em que o carteiro Boniface deveria entregar o jornal  matutino estavam fechadas; da janela vinham gemidos altos e gritos abafados.  

Na sua mente, aquilo só poderia significar uma coisa: mais um crime terrível estava ocorrendo, como o que ele lera há pouco no mesmo jornal!

Ele logo correu para chamar dois policiais, que foram até a residência referida e tiveram uma verdadeira surpresa, assim que colaram seus ouvidos na janela…

2. O Mendicante
Um rapazote aleijado e de apenas quinze anos vivia pedindo esmolas num pequeno vilarejo francês. Desde o seu nascimento, o mesmo não conhecera outra coisa que não fosse a miséria; ao nascer, fora encontrado pelo pároco num Finados e batizado como Nicolas Toussaint, mas todos o conheciam mesmo por “Sino”.

Já cansado de ser enxotado pelas pessoas e morto de fome, abateu então uma galinha que estava passando na rua e acabou sendo espancado pelo dono da ave e quase linchado pelos empregados do mesmo.

Será que o sofrimento do pobre “Sino” nunca chegará ao fim?

3. Um Parricídio
Com um desejo sanguinário de vingança por ter sido abandonado desde pequeno, um filho bastardo mata pai e mãe e comove o júri ao contar sua triste história…

O resto, só lendo muito!

Algumas leitoras desavisadas podem achar suas histórias muitas vezes perturbadoras e até machistas; todavia, não devem esquecer-se que foram escritas numa época em que a mulher não havia conquistado seu espaço e era considerada “propriedade” do marido.

Digno de 5 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)