Diário de uma Escrava – Rô Mierling


Diário de uma EscravaLindo início de semana para todos da querida Família Lendo Muito!

Resolvi começar a semana com uma resenha de um livro com uma temática bem forte e impactante. Trata-se de Diário de uma Escrava, de autoria da talentosíssima escritora gaúcha Rô Mierling.

A história começa com uma menina (narradora) admirando o voo plástico de uma bela borboleta da janela de seu quarto. Ela se encantou tanto com aquele inseto voador, que resolveu capturá-la com sua rede. Depois, colocou-a em pote de vidro e esperou a borboleta morrer por falta de ar. Abriu o pote, espetou-a com um alfinete, matando-a definitivamente.

Agora, aquele lindo inseto voador fazia parte de sua coleção, ou seja, era seu para sempre!

Tempos depois, a mesma menina, agora já crescida, encontra-se cativa em um buraco embaixo do piso de um dos quartos de seu algoz, que a mantinha ali como se ela fosse aquela linda borboleta que ela capturara no passado.

O Ogro, como ela o chamava, mantinha ela presa todo o tempo.  Ela tinha que fazer suas necessidades em um balde que ele trocava todo dia. Até na hora de tomar banho, ele não deixava de vendá-la e ele mesmo lavar-lhe. Sua única “diversão” eram os desenhos que ela fazia na parede, andar de um lado para o outro para exercitar-se e um livro que ele trouxera para ela.

Refém há mais de 4 anos, ela só via as  coisas piorarem, pois o Ogro passou a ausentar-se por vários dias, deixando-a sozinha naquele lugar de tormento.

Numa dessas “viagens”, ela teve a ideia de fugir pela portinhola que ele lhe dava comida. Ao sair dali, ela deu de cara com uma casa muito limpa e arrumada – algo inacreditável, visto a situação precária de onde ela estava “morando”-, com grades em todas as janelas e portas pesadas. Foi até a geladeira e avançou para os potes de geleia, abrindo todos ao mesmo tempo e comendo um pouco de cada, tal qual um animal esfomeado.

Procurando uma saída, ela andou e andou, sem sucesso, pela casa e, contudo, acabou encontrando a foto do Ogro, ainda jovem, ao lado de uma bela loira. Não era possível que alguém pudesse amar aquele monstro, ela pensou. Mas era verdade, pois ela acabara de ouvir uma voz de mulher chamando alguém de “amor” e a voz do Ogro respondendo com ternura.

Só deu tempo dela correr de volta para o esconderijo; ao acordar, estava toda dolorida e com o Ogro encarando-a. Ele deu-lhe uma surra tão grande, a ponto de quebrar-lhe o braço.

Neste momento, a Ursinha – uma forma carinhosa que sua mãe sempre lhe chamara,- resolveu tentar uma tática nova: ela passou a fingir-se de doente e semi-morta, o que acabou despertando um medo tão grande no maníaco, que ele resolveu parar de violentá-la por um tempo. Trazia-lhe 3 refeições por dia e até lhe prometeu um livro novo caso ela voltasse a desenhar e andar pelo quarto.

Estevão era o real nome do Ogro. Ele era casado com Clara, uma bela moça, oriunda de uma família muito religiosa decente, porém, desde o início, ele deixou bem claro para ela que continuaria no seu sítio e não moraria com ela na casa que seus pais haviam comprado para eles na cidade. Mesmo a contragosto, ela aceitou, pois amava aquele homem. A única coisa que ela não entendia era o fato dele não ser muito asseado, principalmente com suas “partes íntimas”…

A primeira vítima de Estevão havia sido Fanny, garota de 13 anos que ele convencera a entrar na sua caminhonete, com a simples desculpa de ser um tio que ela não conhecia. Ele estuprou-a e estrangulou-a, sentindo um prazer tão grande ao ver a vida da pobre menina esvaindo-se aos poucos em suas mãos, que resolveu estuprá-la novamente depois de morta. Finalizou seu ato doentio urinando em cima dela e depois escondeu seu corpo na floresta. Voltou feliz para os braços de sua esposa.

Cinco meses depois, ele teve a ideia de criar um “quarto do prazeres” no seu sítio. Para isso, ele cavou um buraco embaixo do piso de um dos quartos, até formar um espaço quadrado. Depois, ele construiu um túnel para chegar até ele.

Cíntia, de apenas 15 anos, foi a primeira “hóspede” do buraco; ele sequestrou-a em uma festa regional, quando ela ofereceu-se para ajudá-lo a encontrar seus falsos remédios. Ele violentou-a inúmeras vezes durante os cinco dias em que ela aguentou viva.

Depois foi Linna, uma garota loira e sardenta, de 15 anos, que aguentou 19 semanas. Ela acabou ficando grávida, o que deixou o Ogro tão raivoso, a ponto de violentá-la com tal violência, causando-lhe um sangramento tão forte que culminou com sua morte.

Sofia ficou refém por 5 meses, e acabou morrendo de desidratação; Mônica aguentou um ano e meio, até criar coragem suficiente para suicidar-se.

Agora, mesmo com Laura, a sua “Ursinha” e escrava sexual, sempre disponível para ele fazer o que bem entendesse, ele ainda estava interessado em violentar outras garotas. Uma das novas vítimas foi Nanda (Fernanda), que ele conhecera em uma sala de bate-papo, passando-se por David, rapaz bondoso e gentil, que cursava faculdade e tinha 18 anos. Ele a estuprou inúmeras vezes, forçando-a a entrar em uma jaula que ficava na sua garagem-cativeiro. Ela ficou 5 dias sendo torturada e violentada seguidamente, até que ele resolveu desfazer-se do seu corpo na floresta.  Um garotinho, ao urinar perto dali, acabou encontrando-a; ela não estava morta, apenas sem sentidos.

O Ogro cometera seu primeiro erro.

Laura começara a desconfiar de algo, já que o Ogro não a violentara mais e, quando ele fora dar-lhe banho, ela havia visto um computador com ele. Ele a deixara 5 dias abandonada no buraco, com seu balde cheio de fezes e urina, sem que ele lhe desse banho todo esse tempo, algo anormal.

O Maníaco de Donzelas, como a imprensa o apelidara, havia matado 10 garotas com menos de 16 anos, em um período de apenas 6 anos. E sempre uma caminhonete havia sido vista nos mesmos  lugares onde as vítimas foram sequestradas.

Ele estava para cometer seu próximo erro, erro este que mudaria o rumo das coisas e, selaria o destino de  Laura, sua Ursinha, para sempre…

O resto, só lendo muito!

Narrativa toda em forma de diário, com capítulos relativamente curtos, que aceleram muito o ritmo da leitura. Final surpreendente e inesperado para uma história baseada em fatos reais.

Parabenizo a autora pelo excelente trabalho de pesquisa sobre o tema.

Mereceria até mais do que apenas 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

O Quarto Vermelho – Alexandre Dumas


Resultado de imagem para o quarto vermelho alexandre dumasBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para começar esta semana linda, trago-vos uma resenha de meu autor predileto: Alexandre Dumas (pai). Trata-se de um livro com tema fantasmagórico: O Quarto Vermelho!

A história começa com um grupo de amigos reunidos na casa da princesa Galitizen, em Florença. A diversão do grupo era ao anoitecer, quando todos ouviam as histórias fantásticas que cada membro narrava.

Quando chegou a vez do jovem conde Elim M., ele pediu licença a todos para narrar uma aventura que ocorrera com ele, pouco tempo atrás, em terras alemãs. 

Tudo começou com uma caçada de lebres que ele participara, juntamente com outros caçadores. Ao perseguir um bando de perdizes, ele e seu cão Fido acabaram se perdendo dos outros; tentando fugir da chuva e dos trovões, o conde seguiu uma trilha que o levou até uma cabana onde ele bateu palmas, sem sucesso.

Molhado e com frio, resolveu então seguir mais adiante até encontrar um castelo onde um casal de bondosos idosos muito assustados o recebeu, pois naquelas paragens, nunca aparecia vivalma. Aquele era o castelo dos Eppsteins, onde tudo estava em ruínas.

Elim pediu então para pernoitar no castelo até outro dia, quando iria tentar encontrar os outros caçadores, mas percebeu uma certa intranquilidade no casal de idosos. Ambos disseram que ele poderia passar a noite ali, mas teria que ser no quarto vermelho, o único aposento em bom estado da casa, que era assombrado por fantasmas e duendes!!!

Ao saber disso, o conde Elim M. aceitou de prontidão, pois sempre tivera curiosidade de saber se fantasmas ou duendes existiam de verdade.  

Quando ele e seu cão estavam já deitados, ele recebeu a visita de um fantasma de uma linda mulher de branco que encarou-o fixamente, retirando-se logo depois. No outro dia, ao contar ao casal de idosos sua experiência sobrenatural, ficou sabendo que aquela aparição era o fantasma da jovem condessa Albina!

O velho empregado contou-lhe que o Conde Ruddolfo de Eppstein tivera dois filhos: Conrado e Maximiliano. Conrado era fraco, doentio, mas muito meigo e de quem todos gostavam logo de cara; já Maximiliano era forte, robusto e muito engajado na política, como o pai.

Quando o conde Ruddolfo de Eppstein descobriu que Conrado casara secretamente com uma filha de um empregado do castelo, de nome Noemi, e que ela havia dado à luz a um menino, ele expulsou o filho de casa. Maximiliano tentou interceder em favor do irmão, mas o conde foi irredutível.

No mesmo dia, Maximiliano pediu ao pai que enviasse uma carta aos Schualbach, de Viena, informando que ele estava interessado em desposar sua filha Albina, o que seria de grande valia para os Eppstein.

Albina era uma linda menina, de apenas dezesseis anos, educada em um convento rígido, que rejeitara todos os pedidos de casamento que seu pai havia lhe trazido até então.  Mas tudo mudou quando ficou sabendo do pedido de Maximiliano Eppstein:  ao conhecê-lo,  ela teve a certeza de ter encontrado naquele homem forte, o seu Goetz de Berlichingen (personagem de Goethe) pelo qual ela dizia-se apaixonada.

Seu pai, o duque de Schualbach, enxergou apenas ambição e orgulho naquele homem bruto que pedia a mão de sua filha; já Albina, apaixonada e muito inocente,  via nele um homem valente, amoroso e bondoso. Tão confiante nisso, contou ao noivo sobre o romance que fabricara em sua mente, dando a Maximiliano apenas o trabalho de moldar-se àquele Goetz de Berlichingen, de quem sua noiva tanto falava.

Ainda durante o noivado, ela ficou sabendo através de Maximiliano da maldição do quarto vermelho do castelo Eppstein. Rezava a lenda que “toda a condessa que morresse ali durante a noite de Natal, não morreria completamente”!

Isso iniciara com a condessa Leonora que falecera, no quarto vermelho e fora vista pelo marido no enterro de uma amiga, na noite de Natal. O marido, pensando estar enlouquecendo, partiu do castelo e entrou para um mosteiro, deixando toda a fortuna para seu filho primogênito.

Depois disso, durante três gerações, o fantasma da condessa Leonora apareceu aos primogênitos da família Eppstein; a partir da quarta geração, ele jamais tornou a ser visto.

Os recém-casados partiram para viver no castelo de Eppstein e, a primeira coisa que Albina fez ao chegar ali, foi conhecer o quarto vermelho. Quinze dias após a visita, seu pai morreu subitamente!

Um ano depois, ela descobriu que aquela imagem bondosa, amorosa e valente que ela fizera de Maximiliano era apenas mais uma de suas fantasias bobas: seu marido era um homem rude, extremamente agressivo e libertino. Só restava para ela resignar-se e sofrer calada.

Quando a Revolução Francesa estourou, seu marido teve que refugiar-se em Viena. Um capitão francês muito jovem e valente, foi ferido em uma batalha próxima ao castelo. Ele foi levado e tratado pelo capelão, que tinha um pouco de conhecimento médico e por Albina, logo recuperando-se por completo de todos os ferimentos.

Seu nome era Jacques e ele e Albina tornaram-se inseparáveis, sendo vistos passeando de mãos dadas pelos jardins do castelo, quando não estavam fechados no quarto vermelho. Tratavam-se de “meu irmão” e “minha irmã”. 

Jacques teve que retornar para Paris após um mês e Maximiliano logo voltou para Eppstein. Quando chegou, ficou sabendo pela boca dos empregados que um oficial francês ficara no castelo e que ele e sua Albina não se desgrudavam nunca.

Albina ao ver o marido, pensou que a notícia de sua gravidez faria com que o humor de Maximiliano melhorasse, mas ela estava enganada. Convencido de que ele fora traído e que aquele não era seu filho, Maximiliano resolveu privar a esposa de qualquer atividade fora dos domínios do castelo, inclusive de fazer suas refeições e dormir em sua presença, destinando para ela o ditoso quarto vermelho.

Com o passar dos dias confinada, tal qual verdadeira prisioneira, Albina exigiu a presença do marido em seu quarto e confrontou-o, dizendo-se cansada de sofrer e de passar por traidora. Suas palavras só serviram para açular ainda mais a cólera de Maximiliano: num instante de pura ira, o bruto lançou aquela frágil e doce criatura ao solo, fazendo-a bater com a cabeça na poltrona onde ela estava sentada, poucos segundos atrás.

Em desespero, Maximiliano procurou o capelão, mas o ferimento era muito profundo e exigia cuidados de um médico de verdade. Enquanto buscavam um médico, sem nenhuma explicação, a doce Albina recuperou os sentidos e entrou em trabalho de parto. Delirante, dizia a todos que um dia Maximiliano entenderia tudo e que aquele era o filho de ambos, de verdade.

Morreu logo após entrar a primeira da noite de Natal, mas o médico conseguiu salvar a criança, a quem deram o nome de Everardo, como ela pedira numa carta.

Um mês depois, Maximiliano estava no mesmo quarto vermelho que ele matara a esposa, divagando sobre o crime e a traição da esposa, quando começou a ouvir o vento soprar e seu filho chorar no andar de cima. Naquela noite, aquele homem corajoso e tão bruto sentiu pela primeira vez o medo de verdade. O que lhe veio a mente foi a lenda sombria da condessa Leonora.

Seu filho chorava tão forte que ele resolveu ver o que estava acontecendo e subiu até o quarto da criança. A cena que ele presenciou ao abrir aquela porta foi de gelar o sangue de qualquer mortal…

O resto, só lendo muito!

Uma leitura muito agradável, com uma trama envolvente e cheia de surpresas até a última página. Digna de um autor que escreveu mais de 500 livros e aventurou-se por todos os estilos, desde drama, aventura, até suspense e terror. E para os que não sabem, Alexandre Dumas escreveu um excelente livro de receitas: Grande Dicionário de Culinária.

O que falar mais? Merece 5 estrelas!

✮✮✮✮✮

Espero que tenham gostado. 

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

 

Noite Sem Madrugada – Adonias Filho


Resultado de imagem para noite sem madrugadaBom dia, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos uma resenha de um livro que eu comprei por R$ 2,00 em uma das máquinas de livros do Metrô de São Paulo. Trata-se de Noite Sem Madrugada, do gênero policial, escrito brilhantemente por Adonias Filho.

A paz matutina da Rua da Vila, no Catete, Rio de Janeiro, é quebrada pela prisão de Eduardo, marido de Vilma e pai de três crianças pequenas, na sua própria casa. Ele estava sendo acusado de assaltar um banco e de ter matado duas vítimas, com a ajuda de dois comparsas.

Vilma não consegue entender o que está acontecendo com seu marido, pois ela tem certeza absoluta da inocência de Eduardo. Os vizinhos começam a olhá-la atravessado e até o chefe do serviço do marido resolve demiti-lo, alegando que ele já desconfiava de algo.

Tudo isso motivado pelo passado de Eduardo: seu pai, um engraxate italiano, morreu quando ele tinha apenas 4 anos e, mais tarde, sua mãe esfaqueou o amante em um surto  motivado pelo alcoolismo. Depois da prisão dela, ele fugiu para a rua para fazer parte de um bando de pivetes que realizava pequenos furtos, até ser encontrado por Laura, uma mulher bem de vida, que resolveu criá-lo, conseguindo fazê-lo diplomar-se em contabilidade, mas sem nunca adotá-lo de verdade – talvez por medo de sua herança genética – preferindo deixar toda a sua herança para dois irmãos que ela quase nunca teve contato.

O doutor Soares Mendonça, advogado de defesa de Eduardo, acreditava ser muito difícil provar a inocência do marido de Vilma, pois ele havia sido reconhecido por várias testemunhas e não tinha um álibi para a hora do crime.

É então decretada a prisão preventiva de Eduardo e, numa cruzada para provar a inocência do seu amado, Vilma resolve visitar os lugares que Eduardo afirmara estar na hora do crime e falar com as pessoas, na ânsia de achar alguém que pudesse ter visto seu marido; contudo, ninguém quis se comprometer, afinal, seu marido estava sendo acusado de um duplo homicídio.

Após visitar seu marido algumas vezes na prisão, ela sente que Eduardo está entregue tal qual um santo que aguarda seu martírio e talvez não resista até o julgamento, marcado para trinta dias.

Em desespero, Vilma resolve fazer o caminho inverso e falar com as testemunhas que reconheceram seu marido, sem nenhum sucesso. Sua única esperança era que o já muito adoentado doutor Soares, durante o julgamento conseguisse  encontrar uma brecha na lei para salvar Eduardo, algo praticamente impossível…

O resto, só lendo muito!

A força de Vilma é a mesma força que cada mulher que ama  demonstra nas horas difíceis. Um exemplo para nós, homens. 

Um dos melhores livros que li em 2017. A tensão vai subindo a cada página lida, fazendo com que o leitor não consiga parar  e siga até a última página. Prefácio magnífico de Rachel de Queiroz.

Merece mais do que apenas 5 estrelas.
✮✮✮✮✮

Vou continuar “garimpando” pelas máquinas do Metrô para trazer novas resenhas para vocês.

Espero que realmente tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

O contrário da morte – Roberto Saviano


cenas da vida napolitana

Resultado de imagem para O contrário da morte livroBoa noite, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos, novamente, uma resenha de um livro que eu encontrei “garimpando” as máquinas do metrô. Trata-se de O contrário da morte, do autor Roberto Saviano.

O livro é constituído por dois contos que mostram como os jovens convivem com suas “dores” na cidade de Nápoles:

O Contrário da Morte 
Há um ano, a jovem Maria vinha guardando luto de seu noivo Enzo, cabo do exército, morto em combate.  Ele havia se alistado com o intuito de juntar dinheiro para casar-se com sua Maria e também para dar entrada em uma casa para os dois, mas jamais voltou com vida do Afeganistão.

O luto da jovem viúva era compartilhado por todas as mulheres da cidade, durante todos os dias do ano. Até no natal elas usavam preto, já que sempre o namorado de alguém morria de acidente ou algum parente de algum conhecido perdia a vida…

O Anel 
Em Nápoles, um jovem salva uma amiga da morte colocando-lhe uma aliança em seu dedo. No passado, exatamente naquele lugar, quatro jovens perderam suas vidas apenas porque um deles pertencia a um clã rival…

O resto, só lendo muito.

Gostei bastante do livro, principalmente do primeiro conto. A leitura flui tão bem que em uma tarde eu li o livro inteiro.

Merece 3 estrelas.
✮✮✮

Vou continuar “garimpando” pelas máquinas do metrô para trazer resenhas de autores desconhecidos para vocês

Espero que realmente tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

O Homem de Guadelupe – Alexandre Dumas


Resultado de imagem para capa livro o homem de guadalupeBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos, para iniciar esta belíssima semana, uma resenha de um clássico da literatura universal. Trata-se simplesmente de “O Homem de Guadelupe”, de Alexandre Dumas – meu autor predileto.

A historia começa na cidade francesa de Toulon, quando o próprio Alexandre Dumas estava tentando escrever seu livro “Capitão Paulo”, sem obter sucesso, pois, de alguma forma, sua criatividade parecia ter tirado umas férias…

Seu amigo Jean, comandante do porto de Toulon, disponibilizou-lhe uma barca com 12 homens condenados, para que ele conseguisse distrair-se um pouco no mar mediterrâneo.

No primeiro dia em que embarcou, Dumas mirou cada um dos homens condenados e pareceu ter reconhecido um homem loiro, ainda jovem: Gabriel Lambert. Aquele rosto parecia-lhe muito familiar, mas ele não conseguia lembrar-se de onde o conhecia.

No outro dia, sentindo falta de Gabriel, perguntou ao guarda que tomava conta daqueles homens desgraçados e obteve a informação que o prisioneiro tivera um febre muito forte na noite anterior, tendo que ser substituído por outro condenado.

Roussinol, o condenado que ficava acorrentado ao lado de Gabriel, furtivamente entregou uma carta para Dumas. Nela, Gabriel pedia-lhe desculpas por ter inventado sua doença, e prometia revelar seu nome no outro dia, com a condição de que o famoso autor jamais o procurasse.

Gabriel Lambert era nada mais, nada menos, que o “Visconde Henrique de Faverne” – oriundo de Guadelupe, Pequenas Antilhas Americanas – alguém de quem Dumas lembrava-se muito bem.

No passado, Henrique Faverne fora um jovem muito presunçoso, que vivia querendo ostentar seu título de  nobreza e sua riqueza, para todos os parisienses. Insultava os homens, com o intuito de obrigá-los a baterem-se com ele em duelos.

Nesta época, Faverne estava noivo de uma linda jovem de dezoito anos e receberia um dote de 50.000 libras de seu pai, contudo, Olivier d’ Hornoy, amigo pessoal de Alexandre Dumas, afirmava a todos que jamais conhecera alguém em Guadelupe com o nome de Faverne.

Eles duelaram com espadas, ao raiar do dia, e Faverne acabou levando a pior, sendo ferido no peito. Para a sorte dele, o Dr. Fabiano estava presente no duelo e tratou de Faverne até ele melhorar.

Quando Dumas ficou sabendo que Gabriel Lambert e Henrique Faverne eram o mesmo homem, ele voltou a Paris e procurou o Dr. Fabiano para obter informações a respeito daquele prisioneiro que fizera questão de fugir dele em Toulon.

O bom médico entregou-lhe um manuscrito com todos os segredos que ele sabia a respeito de Henrique Faverne-Gabriel Lambert.

Na realidade, Gabriel Lambert nunca nascera ou sequer colocara seus pés em Guadelupe. Ele havia nascido na aldeia de Trouville, França e, desde pequeno, era uma criança muito franzina e espancada pelos garotos mais velhos.

Quando adolescente, ele desenvolvera uma aptidão especial para copiar a letra de todos com uma perfeição incrível; mais tarde, estendeu isso também para os desenhos.

Até o prefeito da cidade encantou-se com o habilidade de Gabriel; ele acreditava que o rapaz tinha a fortuna na ponta dos dedos. Será que ele estava certo?

Para saber isso, só lendo muito!

Apesar de não colocá-lo entre as melhores obras do autor, não tem como não gostar deste livro, pois a história se sustenta do início ao fim, com muitas surpresas.

Merece 4 estrelas.
✮✮✮✮

Nenhum autor foi mais lido e amado do que Alexandre Dumas. E té hoje ele é odiado por  muitos também, pelo fato de ter romanceado “A História”, todavia, diversos autores fazem isso nos dias de hoje e são aclamados.

Dumas foi, sem dúvida alguma, o autor mais completo que se tem notícia. Ele escreveu, novelas de cavalaria, dramas, romances, peças de teatro, terror e até um livro com receitas de gastronomia.  No total, foram 257 romances e 25 dramas.

Alexandre Dumas, o “Mulato” – como ele era pejorativamente conhecido – jamais fez parte da Academia de Letras Francesa. Em  2002, o presidente Jacques Chirac, ordenou a exumação de seu corpo e ele então foi enterrado no Panteão de Paris, ao lado dos seus amigos Victor Hugo e Voltaire.

Espero que realmente tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

Sempre haverá um amanhã – Giselda Laporta Nicolelis


Resultado de imagem para Sempre haverá um amanhãEste belíssimo livro narra a emocionante história de Mahara, uma menininha linda, de pele rosada e olhos azuis, cachos dourados, ou seja, uma verdadeira bonequinha. A bela criança era filha de Samanta e Daniel e possuía dois irmãos mais velhos: André, de dez anos e Tiago, de cinco.

Tudo ia bem para Mahara e sua família até o momento em que seus pais começaram a notar algo estranho na filha: ela não se desenvolvia como os bebês de sua idade, pois apresentava lentidão de reflexos e ficava sempre muito parada. A menina aparentemente saudável e linda tinha um atraso em sua idade mental!

No início, os pais da menina ficam muito chocados ao receberem a notícia do problema da filha, todavia, com o passar do tempo, aprendem a aceitar Mahara do jeitinho que ela é. A família passa a viver diversas situações a partir de então, enfrentando abertamente o preconceito para fazer com que a adorável menina tenha um vida normal e satisfatória.

E assim, a autora conduz seus leitores a uma leitura terna, emocionante, munida de ensinamentos e muito amor. Afinal:

“Aquela menina não era igual às outras.
Por isso, precisava de mais amor…”

O resto, só lendo muito!

Livro muito bem escrito, que serve de exemplo para todos nós. Se fôssemos atribuir uma nota, ela teria que ser 1000!

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André e Ana Paula

Juntando os pedaços-Jennifer Niven


Após mais um sumiço (dessa vez causado por viagens kk), eu finalmente estou de volta para resenhar Juntando os pedaços, obra de Jennifer Niven, autora também de Por lugares incríveis, um dos meus livros preferidos.

Bem, assim como no primeiro livro da escritora voltada para o público jovem, Juntando os pedaços também tem sua narrativa intercalada entre dois protagonistas (um menino e uma menina) que estudam na mesma escola. Ou seja, o ponto de vista da narrativa se modifica de acordo com o capítulo, o que acaba prendendo o leitor ainda mais, torna a leitura mais interativa e nos aproxima mais dos personagens em questão.

A garota é Libby Strout, cuja mãe morreu quando ela era apenas uma criança. Como se isso já não fosse traumatizante o suficiente, seu corpo começou a se desenvolver antes das outras meninas, fazendo com que sofresse bullying por seu peso diferenciado. Sentindo-se triste e vazia, Libby desconta na comida e se recusa a ir para escola, engordando a ponto de receber o título de A garota mais gorda da América e precisar ser resgatada de sua própria casa, após um ataque de ansiedade que sofrera, por não conseguir mai passar pela porta.

Ela fez tratamentos e, hoje, seu peso não representa mais um grave risco à sua saúde, mas ainda está muito acima do peso ideal. Ignorando esse último fato, a menina se sente renovada com essa melhora, decidindo voltar para  escola, mas o Ensino Médio pode se mostrar mais difícil do que ela esperava.

O nosso outro protagonista é Jack Masselin, engraçado, popular, bonito, e namorado de uma das estudantes mais populares do colégio, todo mundo o conhece. Ou, pelo menos, acha que conhece. A verdade é que o motivo dele sempre sorrir e acenar para todos, viver fazendo piadas e seguir as tendências do grupo em que anda é bem diferente da que todos imaginam: Jack possui uma doença rara denominada prosopagnosia, a qual o impede de reconhecer rostos, inclusive o de pessoas muito próximas a ele, como familiares, amigos ou sua própria imagem no espelho.

Sem conseguir se aceitar por isso, ele se considera estranho e teme que seus colegas façam brincadeiras maldosas com ele se descobrirem. Além disso, ele não quer incomodar seus pais com seus problemas, visto que o garoto descobriu há pouco que seu pai tinha um caso com sua professora de química, e essa descoberta se deu uma semana antes do pai ser diagnosticado com câncer.

Para sobreviver dessa forma sem que ninguém descubra ou se envolver em muitas confusões, ele reconhece as pessoas pelo que chama de marcas identificadoras, que podem ser o cabelo, a voz ou mesmo o jeito de andar. Ele também tenta não se relacionar muito seriamente com ninguém e ser simpático com todos, para o caso de estar falando com a pessoa errada. Infelizmente, essa negação em pedir ajuda também o leva a tomar muitas atitudes que ele não aprova, apenas por seus amigos terem pedido, pois teme perder as únicas pessoas que já aprendeu a reconhecer com mais facilidade pelas marcas identificadoras.

Quando li a sinopse, imaginei que fosse preferir a Libby: vítima de bullying, com uma história trágica e sobrepeso, ela parecia a típica personagem da qual costumo gostar, ao contrário do Jack, com sua popularidade e  beleza, fatores que costumam dificultar minha identificação com a personagem.

Para a minha surpresa, o que ocorreu foi justamente o oposto, e acredito que um dos motivos tenha sido o fato da Libby ser completamente diferente do que eu imaginava: Longe de ter problemas de baixo estima ou depressão, ela é um exemplo, se aceitando como é e expondo isso para todos, sem se importar com o que os outros vão dizer ou pensar, o que não falta nela é força e amor próprio.

O Jack, em contrapartida, se sente sozinho e excluído por conta de sua doença, fingindo ser outra pessoa por tanto tempo que chega a questionar quem ele é de fato. Diferente da Libby, que é um exemplo perfeito de garra e coragem, o Jack é cada vez mais desenvolvido com o transcorrer da história, superando seus preconceitos e lutando para conseguir se aceitar, em guerra consigo mesmo para descobrir se não se tornou tão babaca quanto sempre fingiu ser, mostrando ser alguém muito mais profundo e complexo do que apenas mais um garoto popular.

Me identificar com o Jack para mim foi, além de surpreendente, muito importante para me fazer pensar sobre o outro lado da história e os motivos que levam alguém a fazer algo que machuca os outros e pode soar imbecil. Por mais que seja difícil acreditar, às vezes, o outro realmente tinha um motivo para tomar tal atitude, e talvez esteja numa situação tão ruim ou ainda pior do que a sua.

Embora tenha como principal tema a gordofobia (um assunto muito pouco abordado atualmente, por sinal, e que merece maiores discussões), a obra conta com uma diversidade incrível de personagens, tendo pessoas com variadas formas físicas, gêneros, idades e orientações sexuais, englobando, assim, loiros e negros, gordos e magros, crianças e adultos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, e tendo várias mensagens, mas uma principal: Você é importante. Alguém te ama. Nunca deixe que te ninguém te diga o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo.

E é por causa dessa mensagem brutalmente simples e verdadeira, dos personagens cativantes (inclusive os secundários, dando aqui um destaque pro Dusty, irmão caçula do Jack, que pra mim é o melhor personagem do livro) e da narrativa leve e envolvente da Jennifer Niven (que faz uma doença complexa que eu sequer sabia existir ser de fácil compreensão) que minha nota para esse livro é 9 (não dou 10 porque ainda prefiro Por lugares incríveis kk).

Beijos,

Ana Beatriz

MANA MARIA – Antônio de Alcântara Machado


MANA MARIABoa Tarde, querida família Lendo Muito!

Pensem num clássico da literatura que fosse bem fácil de entender, sem toda aquela linguagem rebuscada e expressões difíceis. Ele existe sim e seu nome é Mana Maria.

O livro narra a história da paulistana Maria, que a partir da doença da mãe, Dona Purezinha, já começa por assumir os afazeres da casa. Com a morte precoce da sua mãe, mana Maria passa a ter domínio sobre tudo e todos na residência: cuida do funeral da mãe, resolve colocar sua irmã mais nova, Ana Teresa, em um colégio interno de freiras e administra as contas e os afazeres domésticos.

Seu pai, Joaquim Pereira, consulta a filha sobre tudo, desde a compra de um automóvel para a família, até o melhor médico para tratar Ana Teresa de escarlatina. E mana Maria sempre mostra-se muito capaz.

Contudo, mana Maria tem ciência da sua falta de beleza. Tanto é que resolve “masculinizar-se”: começa então a usar blusas mais fechadas e quase nenhuma pintura e, para fazer par com suas sobrancelhas muito grossas, adota óculos de lente grossas: uma verdadeira Frida Kahlo tupiniquim.

Mesmo com poucos atrativos, Dr. Samuel Pinto, que já tratara da doença de sua irmã, acaba por apaixonar-se perdidamente por ela, a ponto de procurar seu pai para pedir sua mão em casamento. Será que ela vai aceitar casar-se com o nobre médico ou vai continuar sendo apenas mana Maria?

O resto, só lendo muito!

Posso afirmar que gostei muito deste livro, apesar de achá-lo um tanto quanto incompleto, ou seja, parece que ficou faltando algo no final. Mesmo assim, não poderia dar uma nota menor do 9 para ele.

Espero que tenham gostado desta resenha.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

São Julião, o hospitaleiro (Três Contos)- Gustave Flaubert


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

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Terminei a leitura do livro: “São Julião, O hospitaleiro”, que é composto por três contos: “São Julião, O hospitaleiro”; “Herodíade” e “Um Coração Simples” (resenha aqui no blog).

A resenha que prepare para vocês é a de “São Julião, o hospitaleiro”.

Nossa história começa com a excelente vida que os pais de Julião levavam, já que eram muito ricos e moravam em um rico palácio. Na noite em que sua mãe deu à luz, um eremita chegou bem próximo do seu leito e disse-lhe que Julião seria um santo. Este homem não foi visto entrar ou sair por mais ninguém do palácio, o que era muito estranho.

Já seu marido recebeu a visita de um cigano ao amanhecer. O mesmo afirmou que Julião seria um imperador e sumiu na neblina da manhã, sem que ninguém conseguisse mais encontrá-lo.

Os esposos resolveram esconder um do outro a visão e a profecia que ouviram, tratando o menino com igual carinho. O garoto então cresceu cercado por todas as regalias que poderia receber de dois pais ricos e amorosos.

Desde jovem, seu pai ensinou-lhe a arte da caçada e ele tornou-se um exímio caçador. Contudo, o sangue dos animais parecia enfeitiçá-lo, pois ele não se contentava em abater um ou dois animais: ele gostava de promover um verdadeiro massacre, abatendo vários animais por noite, apenas pelo prazer da matança.

Certo dia, após uma noite em que já havia caçado vários animais, ele viu um cervo negro, uma corça e seu pequeno filhote. Ele partiu para cima do trio e matou o filhote na frente da pobre corça; depois matou-a, sem piedade. Ao tentar matar o cervo, levou um tremendo susto: mesmo ferido, o cervo tentava rasgar-lhe o peito com sua galhada. Antes de cair morto, o cervo negro olhou em seus olhos e rogou-lhe a seguinte praga:

“Maldito! Maldito! Maldito! Um dia, coração feroz assassinará teu pai e tua mãe!”

Julião voltou para casa e ficou cerca de três meses sem dormir direito. Quando restabeleceu-se por completo, decidiu que não mais iria caçar.

O jovem partiu de casa para fundar um exército particular, composto por homens corajosos. Ele resgatou o  imperador de Ocitânia das mãos do califa de Córdoba, e acabou por casar com a filha do imperador, herdando o castelo que pertencera a falecida mãe da jovem.

Numa noite, sua jovem e linda esposa encorajou-o a partir sozinho para uma caçada. Enquanto Julião experimentava uma noite de caça desastrosa, não conseguindo abater um único coelho sequer, sua esposa recebia a visita de um casal de idosos mendigos. Eles identificaram-se como pais de Julião; ambos haviam vendido tudo o que tinham para encontrar seu amado filho. A esposa de Julião ficara muito feliz em conhecer os pais do marido e arrumou-lhes um quarto para que eles esperassem o filho amado.

Quando Julião retornou de madrugada da sua caçada frustrada, o gosto de sangue e de carne o afetou com toda a força que ele acabou subindo correndo os três andares do castelo e derrubando a porta do seu quarto com apenas um muro.

A lembrança da bela esposa conseguiu aplacar sua fúria sanguinária. Mas, o que ele encontrou naquele quarto fez com que ele tomasse uma atitude que iria mudar os rumos da vida dele para sempre.

O resto, só lendo muito!!!

Apesar de Flaubert ter escrito apenas cinco livros, ele é considerado um dos autores mais completos de sua época, pois ele trabalhava muito profundamente suas personagens. Este foi o primeiro livro escrito por Gustave Flaubert, mas o último a ser publicado. Algumas pessoas na época em que ele apresentou-lhes o manuscrito sugeriram a ele que esquecesse o projeto. Ele só veio a publicar este livro, após seu sucesso com “Madame Bovary”. Nota 9!

Espero realmente que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

Depois de Você – Jojo Moyes


Resultado de imagem para livro depois de vocêEste livro é a continuação da história de amor vivida entre Will Traynor e Louisa Clark em Como eu era Antes de Você. Se alguém ainda não leu o primeiro livro, não deve ler essa resenha, já que ela vai apresentar  spoilers…  

Desta vez, falamos de uma Louisa arrasada por não ter conseguido fazer com que Will desistisse de sua ideia de morrer. Dois anos já haviam se passado da morte de seu amado e Louisa  ainda relutava em recomeçar a sua vida. Ela trabalhava em um bar muito movimentado no aeroporto e morava em um velho apartamento comprado com o dinheiro deixado por Will e frequentava um grupo de terapia para pessoas com problemas por não aceitarem a perda de entes queridos.

Certo dia, ela bebeu um pouco, subiu ao seu terraço e, por um descuido seu, acabou caindo do se prédio, mas conseguiu sobreviver. Ela veio a conhecer Sam, o paramédico que prestou-lhe socorro e terminou por envolver-se com ele. Mas a culpa pela morte de Will ainda se fazia muito presente, atormentando-a em todos os instantes que passava com Sam.

Eis que uma jovem de dezesseis anos, de nome Lily, bate à sua porta e faz uma revelação inesperada: ela é filha do falecido Will e quer saber mais a respeito do seu falecido pai!!!

E é nesse turbilhão que Louisa tenta refazer a vida, vivendo entre o amor de Sam, a obrigação de ajudar a problemática Lily e a expectativa de trabalho em Nova Iorque.

Ela acaba por lembrar-se de uma frase de Will:

“Não pense muito em mim…Apenas viva bem.
Apenas viva”

E é isso mesmo que ela resolve fazer daí em diante.

O resto,só lendo muito!!!

A autora novamente conseguiu criar uma excelente história, mesmo se tratando de uma continuação. Nota 10.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André