contos eróticos assustam senhorita Lili – Douglas M. Sauer


Resultado de imagem para CONTOS ERÓTICOS ASSUSTAM SENHORITA LILIBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha de um livro maravilhoso, adquirido na 1ª Feira de Troca de Livros e Discos, ocorrida  no último dia 16 de julho, lá na Casa das Rosas.

Trata-se de “contos eróticos assustam senhorita Lili”, de autoria de Douglas M. Sauer, que a querida Amanda trocou comigo, muito gentilmente e que de erótico não tem nada, além do nome!

A história começa quando Lili (Lenita) tem a ideia de guardar tudo que a assustasse de verdade; seus “sustos” seriam guardados secretamente em uma caixa pequena – que ela escolheria mais tarde -, e que ficaria guardada embaixo da sua cama.

É então que ela passa a descrever o nascimento de seu filho G bemol, que nascera com uma rara aversão à água, que o impedia de comer frutas como melancia, laranja e melão; além disso, era obrigado a comer massas sem qualquer tipo de molho.

Sua higiene era feita apenas enquanto ele dormia, utilizando-se lenços úmidos e uma esponja umedecida levemente; até para fazer suas necessidades fisiológicas era muito complicado, já que para urinar, ele precisava sentar-se no vaso, pois não podia olhar para o fundo da privada com água.

Certa vez, o garoto simplesmente desvaneceu-se na frente dos pais e foi aparecer em outro cômodo da casa, apresentando fortes convulsões e movendo objetos com sua mente.  Após este incidente, G bemol começou a sumir e ser encontrado em lugares cada vez mais distantes como Recife, Florianópolis, Tóquio e até na Patagônia, o que deixava seus pais cada vez mais apavorados.

A mãe escolheu o data cabalística de 7-7-77 para colocar o seguinte anúncio na Folha de São Paulo:

LAR PROCURA-SE
Em casa de família ou casal, para rapaz de 24 anos, com problemas emocionais.
Fone 881-0530.  Falar com D. Lenita

A rara doença do filho foi causada por um evento traumático anterior ao nascimento de G bemol, e a cura definitiva passará pelo entendimento do que ocorre na equação entre o tempo e espaço.

O resto, só lendo muito!

Apesar da narrativa ser em prosa, o autor utilizou-se de linguagem poética intercalada de metáforas e trocadilhos brilhantes.  Ao longo de toda a história, o autor leva o leitor a uma reflexão plena sobre a origem do universo, a espiritualidade e sobre o  papel do homem no próprio tempo e espaço.

Digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

Anúncios

Golem & o Gênio: Uma Fábula Eterna – Helene Wecker


Resultado de imagem para golem e o genioBom dia, querida Família Lendo Muito.

A história de hoje começa em 1899, tendo como cenário o navio Baltika que ia de Danzig para Nova York. Nele viajavam Otto Rotfeld – um fabricante de móveis que conseguira levar a falência o lucrativo négocio herdado com a morte prematura de seus pais , e um caixote grande, contendo uma mulher de barro: sua golem.

Rotfeld, diga-se de passagem, era um sujeitinho bem fútil, desprovido de bom senso; em meio à sua ruína mantinha o sonho de viajar para a América e ter uma esposa submissa. E como era desengonçado e nenhum pouco atraente, chegando a causar repugnância nas mulheres, não restou-lhe outra opção que não a de visitar o velho Yehudah Shaalman, rabino que havia caído em desgraça e vivia na floresta fazendo feitiços em troca de recompensas. Rotfeld encomendou-lhe então uma golem para si, ou seja, uma mulher de barro.

O velho ficou estupefato com tal pedido, pois um golem já era algo muito difícil de se fazer, ainda mais uma fêmea, dotada de consciência e atributos femininos. Mesmo assim, mediante um considerável pagamento, Yejudah entrega a Rotfeld sua tão desejada golem, sem antes alertá-lo de que ela sempre seria uma mulher de barro, teria a força de uma dúzia de homens e o defenderia sem pensar, contudo, poderia chegar o momento em que ele teria que destruí-la por causa de sua fúria cega. 

Yehudah entrega a encomenda num caixote com a recomendação para Rotfeld despertá-la somente quando chegasse na América. Mas quis o destino que ele não esperasse tanto e acabasse por despertar sua golem ainda a bordo do navio. Porém, o asqueroso homem acabou ficando muito doente e morreu em alto-mar, deixando a pobre golem à merce de sua própria sorte.

Sem nome e vagando sem rumo por Nova York, a golem conhece o rabi Avram Meyer que a ajuda e lhe dá abrigo. Assim, ela recebe um nome: “Chava”.

Em certo lugar não tão distante dali, o funileiro Boutros Arbeeely recebe uma garrafa de cobre para consertar e, ao manuseá-la, ele acaba libertando um gênio (ou melhor, um Djim) que recebe o nome de “Ahmad”.

Muitas histórias se cruzam e várias personagens fazem parte desta trama tão bem escrita, mas todos levam a um único desfecho: o encontro de Chava e Ahmad na parte mais pobre de Manhattan. A partir de então, eles tornam-se grandes companheiros, mesmo com suas enormes diferenças, descobrindo que uma força maligna e poderosa era responsável por sua união. E para continuarem vivos, eles terão que lutar contra sua própria natureza.

O resto, só lendo muito.

Um livro encantador, com um enredo excelente, que força o leitor a seguir até o final, sem descanso. Apesar de não ser um fã de fantasia, quero conhecer mais desta autora maravilhosa.

Merece ganhar 5 estrelas.
✮✮✮✮✮

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

Contos da Academia dos Caçadores de Sombras-Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman


Após um longo inverno (ou verão, nesse caso), eu estou de volta (mesmo que não por muito tempo)! Mais uma vez, peço mil desculpas e mais um pouco, de verdade, mas, infelizmente, não posso dizer que vou postar com mais frequência a partir de agora. Na verdade, sinto ao dizer que provavelmente só vai piorar daqui pra frente. Estou apenas no começo do ano em que vou prestar vestibular e bem… Olha o resultado! Kk

Mas… Eu não vim aqui para me lamentar sobre a quantidade de matéria que tenho que estudar! Sem mais delongas, vamos falar sobre o mais novo livro de uma das minhas escritoras preferidas: Contos da Academia de Caçadores de Sombras, que, apesar de contar com a participação de outros autores (Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, Robin Wasserman), se passa no universo fantástico criado por Cassandra Clare, o mesmo de Os Instrumentos Mortais, As Peças InfernaisOs Artifícios das Trevas (tanto que seus personagens aparecem frequentemente nessa obra). Por conta disso, o livro, e, consequentemente, essa resenha, podem conter alguns spoilers, sobretudo de Os Instrumentos Mortais.

Inicialmente tendo sua publicação na forma online, onde os contos foram expostos separadamente, o conjunto de contos hoje disponível também na forma física narra a trajetória de Simon na recentemente reaberta Academia de Caçadores de Sombras, que tem, como o nome sugere, a função de formar Caçadores de Sombras, sejam eles possuidores do sangue Nephilim que apenas necessitam de treinamento intenso para se tornarem profissionais, ou mundanos que, mais do que treinar, precisam passar pelo ritual do Cálice para tornarem-se Caçadores de Sombras.

Em pouco tempo, houveram duas grandes guerras no mundo Nephilim, o que levou a perda de diversos Caçadores, gerando a necessidade da formação de novos. E foi essa necessidade que os fez abandonar o hábito de treinarem dentro dos Institutos, reabrindo a academia para aqueles que tem sangue de anjo e recrutando os que não tem, mas desejam tornar o mundo um lugar melhor por meio do combate dos demônios, mas, nem mesmo com essa evidente dependência dos mundanos interessados em entrar para o mundo sobrenatural, os Caçadores parecem perder seus velhos preconceitos,mantendo as crianças mundanas no porão e privilegiando aqueles que vieram de famílias angelicais com quartos, aulas e até mesmo comida de melhor qualidade (mesmo que isso não signifique muito, visto que a alimentação lá é de qualidade notavelmente inferior). Isso para não falar na discriminação que integrantes de Submundo ainda sofrem.

Como se a discriminação por ser mundano, a comida horrível e o treinamento físico exaustivo (ainda mais para alguém que, diferente dos colegas mundanos escolhidos, não é nada atlético) não fossem o suficiente, isso para não falar na crise de consciência por Simon ser vegetariano e contra a violência, o garoto ainda tem que lidar com a pressão (exercida de modo consciente ou não) para que ele se lembre de quem era e volte a ser o herói que fora antes de ter suas memórias apagadas por um demônio.

Mesmo sendo o mais fraco dos mundanos (que, por natureza,são considerados mais fracos pelos filhos de Raziel), ele ainda é escalado para missões mais importantes e recebe até mesmo a oportunidade de ficar com a “elite” (nome dado aos Caçadores de berço, mas, sem conseguir suportar os comentários preconceituosos de seus amigos em relação aos seres do Submundo e os outros mundanos, Simon decide se unir à “escória” (nascidos mundanos), mudando-se para o porão, lutando para que a os mundanos como um todo sejam aceitos pelos outros e sentindo-se culpado por ser privilegiado e idolatrado por feitos que sequer se lembra de ter executado.

Mas a amnésia demoníaca não traz apenas privilégios e, mais do que pela igualdade entre todos na academia ou o fim da descriminação, o rapaz terá que lutar também para retomar suas memórias e, com elas, seus laços com Jace, Alec, e, sobretudo, sua amizade até então inabalável com Clary e seu amor profundo por Isabelle, uma garota tão linda e corajosa que ele sequer consegue imaginar como conseguiu conquistá-la antes de perder suas lembranças. Mas sabe que vai ter que aprender a fazê-lo novamente.

Embora eu não indique o livro para aqueles que desconhecem a obra da Cassandra Clare, pois poderão ficar meio perdidos, ele é perfeito para os fãs que já leram as três sagas da autora, já que desperta um sentimento de amor e nostalgia bem parecido com o que temos ao rever velhos amigos, ao nos mostrar os personagens que conhecemos tão bem mais uma vez, agora mais velhos e com as vidas mais estáveis. Além disso, a autora aproveita também para explorar melhor eventos que até então tinham sido apenas citados, como o relacionamento de Rober com seu parabatai, Michel, por exemplo, e para nos dar uma prévia de sua próxima saga ainda não lançada: As Últimas Horas. É sabido que a Cassandra Clare, Cassie para os fãs, se dá melhor com longas narrativas do que com contos, mas, por tudo que disse até aqui (principalmente pela sensação deliciosa de rever personagens que amo tanto, agora numa vida mais feliz e tranquila), dou um 8.

By Ana Beatriz

Blue Exorcist#3-Kazue Kato


No terceiro volume de Blue Exorcist, todos os alunos agora são escudeiros, incluindo os dois que não fizeram absolutamente nada em seus testes, o que desperta em Rin um desejo ainda maior de participar de missões, mas…será que ele realmente tem capacidade suficiente pra isso? Será que ele já tem total controle sobre suas chamas e tem a maturidade exigida para tal feito? E o que dizer de sua péssima postura/péssimas notas na sala de aula? Esses são alguns dos temas abordados pela obra! A partir daqui, dou o costumeiro aviso de possíveis spoilers do mangá anterior.

Depois de descobrir que Suguro tem a mesma ambição que Rin, e que também riram dele por isto, a rixa entre os dois parece ter se acalmado, embora não sejam exatamente melhores amigos. O que nos faz querer ainda mais que Rin aprenda a conter seus poderes, afinal…o que alguém que odeia Satã acima de tudo não faria se descobrisse as reais origens de nosso protagonista?

E, por falar no relacionamento entre os personagens, em uma certa tarefa dada aos estudantes, a qual deve ser feita em duplas, Rin acaba sendo escolhido para trabalhar com Shiemi! Esta, por sua vez, finalmente trocou o kimono tradicional que sempre usava pelo uniforme escolar (composto, para as meninas, de uma saia e uma camiseta, basicamente), e o garoto parece ficar um pouco mais interessado nela, talvez querendo até mesmo mais do que uma mera amizade…

O problema é que, no meio da tarefa, eles acabam se separando e Amaimon, o irmão de Mephisto, que, portanto, também é um demônio e filho de Satã, resolve “brincar” com o mais velho dos gêmeos Okumura, roubando sua espada. O resultado é uma revelação um tanto surpreendente, para dizer o mínimo, sobre um dos tais alunos inúteis que passaram no teste de escudeiro sem fazerem absolutamente nada.

Mas, não é apenas de romance e ação que esse mangá é feito, nele também percebemos ainda mais a falta que Rin sente de seu pai adotivo, o quanto ele era importante (não só para ele, mas também no mundo dos exorcistas em geral) e o quanto ele o ensinou, quando conhecemos o antigo familiar del (um gato preto, muito fofo por sinal).

A obra acaba com um teste final feito em uma clareira, ou seja, um lugar onde Rin teria que se esforçar ao máximo para não liberar suas chamas, já que essa podeira ser vista por todos. Quem passasse no teste, poderia enfim fazer parte das missões. Isso me deixou muito ansiosa pelo próximo volume, e realmente indico o terceiro mangá de Blue Exorcist para qualquer um que goste de fantasia, sobrenatural e várias cenas de ação, ganhando, por isso, meu 9,5.

By Ana Beatriz

Blue Exorcist #2-Kazue Kato


Após os eventos do primeiro volume de Blue Exorcist, Rin Okumura passa a estudar na Academia Vera Cruz para se tornar exorcista, tendo como um de seus professores o próprio irmão, Yukio. Aviso que, como de costume, daqui pra frente podem haver spoilers do primeiro mangá.

Esse segundo volume da série de Kazue Kato foca mais no dia-dia de Rin na escola, no seu processo de adaptação á essa nova fase da vida dela, nos fazendo nos acostumarmos melhor ao ambiente escolar que estará presente na saga e explorando melhor os outros personagens, no caso, os colegas de classe de Rin.

É aí que começa a surgir uma rixa entre ele Suguro, um garoto prodígio e extremamente aplicado, ao contrário de Rin, que não consegue se concentrar nos estudos e só se interessa pela parte prática do exorcismo.

Conhecemos então os dois melhores amigos de Suguro: Konekomaru e Shima. O primeiro é mais quieto e tímido, porém gentil, enquanto o outro é mais alegre e mulherengo. O fato é que os três foram criados num templo budista um tanto especial, tendo diversos motivos para odiar os demônios, e em especial Satã, mais do que tudo no mundo.

Temos também as amigas Park e Kamiki, e descobrimos que a primeira só escolheu este curso para acompanhar a segunda, a qual pode ser fria, grossa, egoísta e até um pouco malvada…mas possuí um passado atormentado por fantasmas e solidão.

E na sala de Rin está, claro, também a já conhecida por nós do primeiro volume, Shiemi, que, desacostumada ao ambiente escolar e ao convívio com muitas pessoas em geral, luta para se adaptar a essa nova forma de vida e fazer novos amigos.

Com a arte excelente que já comentei na minha resenha do primeiro mangá e diversas aventuras, o segundo volume de Blue Exorcist não deixa de ser necessário para que compreendamos melhor os personagens e a própria atmosfera do universo criado por Kazue Kato, ganhando, por isso, meu 9.

By Ana Beatriz

O oráculo oculto-Rick Riordan


Mais um livro infanto-juvenil de fantasia, envolvendo mitologia greco-romana, o famoso autor de Percy Jackson inova no primeiro volume de As provações de Apolo pela mudança de caracterização do protagonista. Agora não se trata mais de um garoto adolescente aparentemente comum que repentinamente descobre sua linhagem divina/mágica e, consequentemente, um novo mundo sobrenatural baseado em mitos antigos que ele, em geral, desconhece. Pelo contrário, o protagonista é Apolo, um antigo deus grego acostumado com sua imortalidade e  poderes incríveis e que de repente se vê jogado (literalmente) no mundo moderno como um mortal comum de 16 anos.

Apolo é conhecido por ser um dos deuses mais vaidosos e metidos do Olimpo, o que, especialmente no início da narrativa, confere uma boa quantidade de humor ao texto, já que este começa reclamando de coisas ridículas, como a ausência de tanquinho ou a presença de espinha.

Pois é, ele, o grande deus do sol, se tornou um adolescente de 16 anos que, apesar de não ser feio, tem espinha, não tem tanquinho e não possuí qualquer experiência amorosa, além de ter um nome risível: Lester Papadoulos. Tudo isso apenas porque ele permitiu que um de seus descendentes, Octavian, quase promovesse uma guerra civil entre semideuses gregos e romanos! Injusto, não?

O fato é que essa não é a primeira vez que seu pai, Zeus, lhe aplica esse tipo de punição. Graças a isso, ao menos ele tem uma ideia do que fazer:encontrar um semideus e firmar um acordo de obediência com ele que geralmente dura por volta de um ano.

Não demora para que ele encontre Meg: uma moradora de rua que luta com lixo, mas também é capaz de invocar karpoi (espíritos dos grãos) e duas espadas de uma só vez. Ela é franca, direta e nem um pouco vaidosa, mas luta bem demais para alguém que jamais recebeu qualquer tipo de treinamento. Desgostoso, Apolo se vê sem opção e firma acordo com ela.

A princípio, o plano do ex-deus é basicamente ser salvo. Com esse objetivo, ele busca Percy Jackson, o qual diz que não quer se envolver em novos problemas mas concorda em levá-los até o Acampamento Meio-Sangue.

Lá, Apolo imaginava que Quíron e os semideus o receberiam festivamente e concentrariam esforços para descobrir uma forma de lhe devolver os poderes e a imortalidade. A questão é que o Acampamento já está cheio dos próprios problemas.

O Oráculo não funciona, assim como também não funcionam quaisquer meios de comunicação (mensagens de Íris, mensagens de Hermes, celular, e-mail, etc.) e, para piorar, agora alguns semideuses começaram a sumir inesperadamente. É, parece que a vida de Lester Papadoulos será muito mais complicada do que ele esperava…

O que talvez seja o mais interessante, do meu ponto de vista, nesse livro, é a forma como ficamos conhecendo melhor Apolo. Não a visão comum e superficial do grandioso deus Apolo, não os mitos de seus feitos incríveis. Mas sim o verdadeiro Apolo, sua dor, seus defeitos, a forma como ele pensa e sente e, entre tantas, quais são as histórias de amor que ainda o fazem sofrer.

É muito forte nesse livro também a relação entre Apolo e seus filhos (alguns dos quais aparentam ser mais velhos do que ele) e a forma que o autor se utiliza para descrever vários aspectos da condição de humano pelos olhos de alguém que não nasceu acostumado a isso. Indico o livro a todos os fãs de Percy Jackson e Os Olimpianos e de Os Heróis do Olimpo, pois a obra conta com inúmeras citações a fatos ocorridos nestas sagas anteriores e até mesmo com a aparição de alguns de seus personagens, além da abordagem do tão aguardado casal Wico/Solangelo. Por tudo que disse até aqui, minha nota para O oráculo perdido é 9.

By Ana Beatriz

Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban-J.K.Rowling


O terceiro volume da saga Harry Potter narra, evidentemente, o terceiro ano do jovem bruxo em Hogwarts. Como de costume, a história se inicia nos mostrando o fim das (sempre terríveis) férias de Harry, e suas expectativas para a volta ás aulas.

Nesse livro em especial, o garoto acaba, por acidente, utilizando magia na casa dos tios, o que é obviamente proibido, e, temendo a reação dos Dursley e, principalmente, do Ministério da Magia, resolve fugir de casa.

O plano não funciona, de forma que ele é rapidamente encontrado por um Ministro, mas, contrariando o esperado, Cornélio Fudge parece aliviado, e não raivoso, ao vê-lo. Sendo assim, ele não sofre qualquer punição e é arranjado uma estadia para ele até que as férias terminem de fato.

Isso tudo é explicado quando ficamos sabendo da fuga de Sirius Black, um perigoso prisioneiro de Azkaban que teria sido supostamente um seguidor de Lorde Voldemort e indiretamente responsável pela morte dos pais de Harry.

Graças á isso, a segurança em torno do menino é altamente reforçada, pois supõe-se que Sirius viria atrás dele pelo garoto ter sido a causa da ruína de seu antigo mestre e, consequentemente, da sua própria.

Além disso, nós acompanhamos na obra também a rotina de estudos da escola de magia, que agora contêm uma nova disciplina: Adivinhação. E logo no primeiro dia de aula, a professora faz uma previsão um tanto sombria em relação ao futuro de Harry: ao que tudo indica, ele morreria ainda naquele ano. Sibila é famosa por sua falta de precisão nas previsões feitas por ela…porém quando se trata do inimigo de Voldemort, nunca se sabe!

Neste novo ano letivo temos também novos professores, para lecionar Defesa Contra a Arte das Trevas temos a introdução de um novo personagem. Apesar de ser um pouco desleixado, o Prof.Lupin é carismático e divertido, e, sem sombra de dúvida, o melhor professor que os alunos já tiveram nessa matéria, além de parecer adorar Harry. Os únicos que parecem antipatizar com ele são, Malfoy, seus amigos Crabble e Goyle , e o Prof.Snape, o qual sempre quis esse cargo e vive lhe preparando poções para ajudá-lo a curar seu constante mal estar…

O já conhecido (e adorado) guarda-caças, Hagrid, foi outro escolhido para ser professor, ensinando Trato das Criaturas Mágicas, uma profissão aparentemente perfeita para alguém conhecido por sua paixão por estranhos animais perigosos, mas ele terá que lidar com a implicância de Malfoy e seus amigos, que farão de tudo para dificultar seu trabalho.

No entanto, não é apenas de estudo que vivem os alunos de Hogwarts! Harry continua um astro do quadribol, e o capitão do time, Olívio, está mais obcecado do que nunca pelo objetivo de ganhar uma Taça para a Grifnória, por conta desse ser seu último ano na escola. Porém, fica difícil vencer as partidas se nosso protagonista desmaia toda vez que vê um dementador entrar no campo.

Os dementadores, por sua vez, são os guardas da prisão dos bruxos, Azkaban. Seres sinistros que se alimentam da felicidade e esperança humanas fazendo as pessoas á sua volta caírem em depressão e desespero, eles foram colocados em Hogwarts a contragosto do Prof.Dumbledore para proteger o local contra um possível ataque de Black.

Enquanto isso, a pobre Hermione parece cada vez mais afastada dos amigos inseparáveis Rony e Harry. Isso porque, como se já não bastasse ela ter assumido um horário de estudos absurdamente cansativo, ela comprou um gato, chamado Bichento, que tem a mania de perseguir o já frágil e doente rato de Rony, o Perebas.

Agora com 13 anos, vemos as primeiras demonstrações do surgimento dos hormônios adolescentes em Harry, embora de uma forma sutil, o que preenche a obra de humor e ficamos sabendo mais sobre os pais do garoto e como estes eram em vida, além da falta que eles lhe fazem, nos dando assim pequenas doses de drama.

Ainda estou lendo o quarto volume da saga, mas o terceiro foi, sem dúvida alguma, o melhor até agora, não só pelo incrivelmente envolvente mistério acerca de Sirius Black ou pelo drama que gira ao redor do passado familiar de Harry, mas principalmente porque, na minha opinião, este é o livro em que nos sentimos mis familiarizados, habituados e inteirados do fantástico mundo de J.K. Rowling, quase como se pudéssemos aprender a voar em vassouras a qualquer momento. Completamente viciante, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban merece meu 10.

By Ana Beatriz

Dama da Meia-Noite – Cassandra Clare


Dama da Meia-Noite se passa 5 anos após os eventos descritos em Os Instrumentos Mortais e é indicando tanto para os fãs do universo shadowhunter quanto para aqueles que desconhecem a obra de Cassandra Clare, os quais, embora talvez não aproveitem tanto os easter eggs, não vão se perder no enredo principal.

Quem leu Cidade do Fogo Celestial já está familiarizado com , entre outras coisas, os integrantes da família Blackthorn(Julian, Ty, Mark, Livvy, Helen, Tavvy e Dru) e com a protagonista Emma Carstairs.

Esta, por sua vez, desde os 12 anos treina incansavelmente, alcançando a fama de melhor Caçadora de Sombras de sua geração desde Jace Herondale, com o intuito de vingar a morte de seus pais. Apesar destas terem sua autoria atribuída a Sebastian Morgenstern, por terem ocorrido na mesma época da Guerra Maligna (liderada por ele), Emma e seus amigos nunca acreditaram nesta teoria e ela ainda procura saber quem são os verdadeiros culpados.

Agora com 17 anos, parece surgir uma oportunidade real para ela cumprir com seus objetivos, já que, desrespeitando a Paz Fria (que diz que Caçadores de Sombras não podem se envolver em assuntos do Reino das Fadas), um grupo de fadas vai até o Instituto de Los Angeles, onde moram Emma e a família Blackthorn, oferecendo uma pista para que eles investigassem uma série de assassinatos possivelmente relacionados á morte de seus pais. Muitas das vítimas eram fadas, e estas querem ajuda dos Nephilins para desvendar o mistério e punir o criminoso. Em troca eles oferecem uma recompensa um tanto inusitada:Mark Blackthorn.

O mais velho dos Blackthorn foi sequestrado durante a Guerra Maligna pela Caçada Selvagem, um grupo de fadas que não respeita nenhuma das duas Cortes (Seelie e Unseelie) e passa por todo lugar onde há guerra, tragédia e morte. Isso ocorreu pelo fato de que, apesar de ser Caçador de Sombras, Mark também é meio fada, como pode ser visto por suas orelhas pontudas.

Desesperados para recuperar o irmão ou sedentos por vingança, todos tem um motivo para querer participar da investigação, portanto eles logo aceitam o desafio. No entanto, o mistério precisa ser revelado em, no máximo, duas semanas. Além disso, mesmo que eles consigam fazê-lo, não é certo que eles tenham Mark de volta, pois tudo que a Caçada oferece é a chance de escolha a ele. Escolher a família parece a decisão óbvia, mas talvez não seja tão simples assim depois de 5 anos se acostumando coma magia e o horror do Reino das Fadas. Sem contar que talvez ele não fosse tão solitário assim em meio á Caçada…

Como se tudo isso já não fosse suficiente, desenvolve-se um romance entre Emma e Julian. Melhores amigos de infância não é algo tão inesperado assim, e desde que seja correspondido não há problema algum. Certo? Errado, pois, além de amigos, eles também são parabatai, ou seja, ligados por um laço mágico e eterno que os faz sentir o que o outro sente (literalmente, não é apenas empatia). O problema é que, segundo a Lei, parabatais são proibidos de se apaixonarem. No início pode parecer apenas uma péssima regra, estúpida e sem sentido, mas, com o desenrolar da história, você descobre que talvez não seja uma regra tão infundada assim…

Emma é corajosa, guerreira, tem espírito aventureiro e não tem medo de se arriscar. Um pouco sarcástica e debochada, ela é é muito bonita e já ficou com outros garotos apesar de jamais ter sentido nada sério por eles.

Em comparação, Julian é sensível e gentil, muito responsável, ele tem Emma e seus irmãos como maior preocupação, além de ser um artista, pois ama pintar. Julian é basicamente o chefe da família, cuidando de todos, lidando com os problemas do Instituto, cozinhado e colocando Octavian, ou Tavvy ( o mais novo, de apenas 7 anos) para dormir, entre outras coisas, ele é mais um pai do que um irmão. Ele também tenta fingir ser perfeito para seus irmãos, com a intenção de fazer com que eles não sintam a falta do verdadeiro pai ( que morreu), e por isso vive cercado de mentiras.

Ty e Livvy são gêmeos inseparáveis de 15 anos, eles são muito inteligentes, e, aparentemente, os únicos que são bons em computação. Ty é incrivelmente inteligente e estudioso e ama ler, principalmente suspense, sendo fã de Sherlock Holmes. Apesar disso, ele é diferente dos outros, sendo incrivelmente metódico, não suportando barulho muito alto e vivendo de fones de ouvido, ele não gosta muito de contato humano e sempre que fica nervoso começa a mexer as mãos incontrolavelmente. Por causa disso, Livvy se preocupa  muito com o irmão, sendo incrivelmente protetora em relação á ele. A única coisa na qual os dois discordam é quando Livvy alega querer ser parabatai dele.

Drusilla, mais conhecida como Dru, é uma menina de 13 anos aficcionada por histórias de terror. Ela tem o corpo precocemente desenvolvido para sua idade, tendo seios mais fartos e sendo mais rechonchuda do que o normal. Graças á isso e ao fato de não ser nem a mais velha nem a mais nova e não participar da forte ligação dos gêmeos, ela se sente bastante deslocada e desconfortável consigo mesma.

Helen seria a segunda mais velha dos Blackthorn, e a única a ter a mesma mãe que Mark, compartilhando por isso o sangue de fada.Como estas haviam lutado na Guerra Maligna ao lado de Sebastian, a Clave decide, por precaução, exilá-la nas Ilhas Wrangel. Sendo assim, ela é apenas citada, sem realmente aparecer na história.

Mark é um dos meus personagens preferidos neste livro (ao lado de Ty), e , por se lembrar de todos os seus irmãos como crianças, ele não os reconhece no início. No começo, ele fica afastado deles, sem entender o que está acontecendo, além de se parecer (em suas falas e ações) muito mais com uma fada do que com um Nephilim. Com o passar do tempo, ele volta a se apegar á família, mas ainda sente falta da aventura da Caçada Selvagem e de uma certa pessoa que deixou para trás. Para balancear o aspecto amoroso, ele passa a se interessar por Cristina. Confuso, ele não sabe a que lugar pertence.

Cristina Rosales é uma Caçadora de Sombras de 18 anos que veio do Instituto da Cidade do México sob o pretexto de estudar a cultura dos Nephilins de Los Angeles, mas a verdade é que ela foge dos traumas de um coração partido. No entanto, o trauma parece perseguí-la quando a garota se depara com seu maior amor, Diego, apelidado de Diego Perfeito por, evidentemente, parecer perfeito em tudo, em meio á cidade de Los Angeles.

O último dos Blackthorn, Octavian, ou Tavvy, é um menino fofo e inocente de apenas 7 anos que, como qualquer outra criança de sua idade, só pensa em brincar, sem se inteirar das investigações, o que pode passar a ideia de que ele não seja um personagem muito importante, mas ele se trona uma peça fundamental da narrativa após algum tempo.

Um Blackthorn do qual todos parecem se esquecer, Arthur é o tio das crianças e, teoricamente, líder do Instituto. Porém, ele sofre com graves problemas de saúde, mantendo-se confinado no sótão, absorto em suas pesquisar pela Roma e Grécia Antigas. Temos também Diana Wrayburn, que, ciente das condições de Arthur, poderia tomar o posto de liderança no Instituto, mas não o faz por motivos misteriosos, trabalhando apenas como tutora das crianças.

Malcom Fade é o Alto Feiticeiro de Los Angeles, sendo procurado por Emma, Julian e seus amigos para auxiliar nas investigações. Malcom passa a imagem de um homem atrapalhado, romântico e talvez até um pouco bobo, mas…será que ele é isso mesmo? Além disso, ele também é amigo de Magnus, Catarina, Ragnor e Tessa, ou seja, todos os feiticeiros conhecidos dos livros anteriores da autora.

Johnny Rook e seu filho, Kit Rook, são mundanos com a Visão, ou seja, pessoas comuns que, apesar de não fazerem parte do Submundo, conseguem enxergar o que outros mundanos não podem, vendo demônios e seres sobrenaturais. Johnny trabalha no Mercado das Sombras vendendo informações, e os dois são surpreendentemente importantes para a história.

Por fim, gostaria de terminar essa resenha (que provavelmente ficou enorme kk) dizendo que os fãs vão adorar as menções á livros anteriores e a aparição de alguns de nossos personagens preferidos (Tessa, Clary, Jace, Jem, entre outros), mas que também indico a obra para qualquer um que se interesse por fantasia, romance, drama e uma pitada de comédia. Minha melhor leitura desse ano e talvez um dos meus preferidos da Cassandra Clare (que é uma das minhas autoras favoritas), minha nota para Dama da Meia-Noite é 10.

By Ana Beatriz

 

Shadowhunters


Produzida pela Freeform (antiga ABC Family)  e baseada na obra de Cassandra Clare (mais especificamente na saga Os Instrumentos Mortais), Shadowhunters conta a história de Clary Fray, uma garota que vivia uma vida normal cuja maior preocupação era conseguir entrar na faculdade para cursar artes, até seu aniversário de 18 anos.

Para comemorar seu aniversário, ela decide sair com seus amigos Simon e Maureen, e tudo corre bem até que algo estranho acontece:um garoto todo vestido de preto e coberto por estranhas tatuagens esbarra nela a caminho da boate Pandemonium, no entanto, ela parece ser a única capaz de enxergá-lo.

Com o intuito de provar sua sanidade mental, Clary o segue e, ao entrar na boate, se depara com uma cena um tanto inusitada: ela presencia um assassinato, cujos criminosos são, além de seu misterioso garoto invisível, um menino moreno e sua irmã. A princípio ela fica evidentemente chocada, porém ao tentar defender a suposta vítima, ela descobre que este na verdade se trata de um demônio e ajuda a matá-lo.

A partir desse momento, sua vida vira de cabeça para baixo, pois ela acaba descobrindo ser o que eles chamam de Shadowhunters, ou Caçadores de Sombras, também conhecidos como Nephilins, que são pessoas com sangue de anjo cuja função é matar demônios e controlar seres do Submundo (fadas, lobisomens, feiticeiros e vampiros) rebeldes que desobedeçam as leis estipuladas pela Clave. Tudo isso sem que os mundanos (seres humanos comuns) saibam de nada.

A Clave é o governo dos Caçadores de Sombras, que, em teoria, teria função de proteger não só estes, mas também os Submundanos que vivessem de acordo com as regras. Porém, você logo percebe que a Clave e suas leis talvez não sejam tão boas, justas e imparciais quanto podem parecer.

Em meio a tudo isso, Jocelyn ( mãe de Clary) é levada por Valentine, um maníaco controlador que representa um risco não só aos Shadowhunters mas também, e principalmente, ao Submundo, por considerar fadas, vampiros, lobisomens  e feiticeiros impuros e, por isso, indignos de viver.

A série é repleta de cenas de ação e muita aventura, sem contar os elementos sobrenaturais para os fãs de fantasia, mas aqueles que gostam de romance também não devem se preocupar.

No campo amoroso da já confusa vida de Clary temos Simon, seu amigo de infância que nutre um amor platônico por ela. No entanto, a ruiva logo se vê interessada por Jace ( o misterioso garoto invisível) que a apresenta ao Mundo das Sombras. A situação parece resolvida, mas talvez sua relação com o loiro não seja assim tão simples quanto pode-se pensar…

Falando no Simon, além de seus óbvios sentimentos pela melhor amiga, ele tem Maureen como pretendente e demonstra uma certa paixonite por Isabelle. Esta, por sua vez, pode parecer insignificante, mas ( sem querer dar spoiler) quem leu os livros sabe que isso pode vir a se tornar muito mais do que uma simples paixonite…

Por último, mas não menos importante, temos Alec. Meus personagem favorito, ele parece nutrir uma paixão platônica por seu melhor amigo/irmão/parabatai Jace. Esses sentimentos não demoram a ser superados quando ele conhece um charmoso e vaidoso feiticeiro chamado Magnus Bane. Mas, nem tudo são flores, afinal ele é o mais velho dos irmãos Lightwood, tendo por isso a responsabilidade de zelar pelo nome de uma família tão tradicional no mundo dos Nephilim, compensando a irresponsabilidade e falta de preocupação de sua irmã mais nova, Isabelle (a qual estava num atual caso com um garoto fada, Meliorn). Graças a isso, determinado a esconder sua homossexualidade e seu interesse por um ser do Submundo, Alec assume compromisso com a respeitada Caçadora Lydia Branwell.

A série conta com apenas 13 episódios, com a segunda temporada tendo seu lançamento previsto para o ano que vem, a qual terá 20 episódios. Embora confesse não ter gostado muito da atuação da Katherine McNamara como Clary Fray ou de Dominic Sherwood como Jace no começo, eu acho que eles melhoraram bastante com o decorrer da série. Não tenho críticas para os demais atores, que trabalharam muito bem, na minha opinião, com destaque especial para Mathhew Daddario e Emeurade Toubia (os irmãos Lightwood estavam ótimos).

Quanto aos efeitos especiais, estes de fato não são os melhores possíveis, já que a Freeform é uma rede de poucos recursos, além deles terem investido pouco por causa do fracasso da última tentativa de adaptar a saga (o filme Cidade dos Ossos). Tendo em vista o sucesso da primeira temporada, eu realmente tenho esperanças de que melhorem na segunda.

Para aqueles que já conhecem a história por serem fãs dos livros, creio que eu não precise afirmar o óbvio dizendo que os livros são melhores. Claro que o seriado não é 100% fiel aos livros, mas vale a pena ser visto e eu achei bem melhor do que o filme.

Mas, a série não é apenas para os leitores, portanto a indico para qualquer um que goste de fantasia, ação e romance. Estou bastante ansiosa pela continuação (que já estou lamentando a demora), e, para quem não sabe, a série pode ser vista na Netflix. Graças a tudo o que eu disse até agora e a trilha sonora simplesmente incrível do programa, minha nota para essa série é 9,5.

By Ana Beatriz

 

 

 

O beijo das sombras (Academia de Vampiros)-Richelle Mead


O primeiro volume da saga que virou filme, O beijo das sombras, inicia a famosa Academia de Vampiros nos surpreendendo, já que, contrariando por completo o esperado, a protagonista, Rose, não é uma vampira, mas sim a melhor amiga de uma, uma dampira.

Nesse novo universo criado por Richelle Mead os famosos sugadores de sangue se dividem em dois: os Moroi e os Strigoi. Os Moroi seriam os vampiros “do bem”, eles jamais matam ninguém, tomando apenas a quantidade necessária de sangue, são mortais e conseguem fazer magia com os quatro elementos, embora nunca a usem para o mal. São eles que estudam na Academia São Vladimir.

Os Strigoi, por outro lado, representariam os vampiros “do mal”. Descritos como “o pior estereótipo de vampiros”, Moroi se tornam Strigoi ao matarem outro Moroi, e assim alcançam a imortalidade, além de força e agilidade sobrenaturais. No entanto, eles são ainda mais pálidos, tem os olhos avermelhados e são incapazes de pisarem em solo sagrado ou praticarem magia. Precisando de uma quantidade cada vez maior de sangue para manter a imortalidade, representam um constante perigo aos Moroi.

A parte disso, se encontram os dampiros: junção de humanos com vampiros Moroi, eles são mais ágeis e mais fortes que humanos comuns, além de ter sentidos mais apurados, embora comam alimentos humanos ao invés de sangue. Eles não conseguem se reproduzir entre si, apenas com os Moroi ( com os quais costumam ter casos passageiros, especialmente as mulheres). Graças a isso e ás sua naturais habilidades de guerra, eles treinam desde pequenos na Academia São Vladimir para protegerem os Moroi dos Strigoi ou qualquer outra ameaça que porventura venha a aparecer.

No meio disso tudo se encontram Lissa e Rose. A primeira, logo após ter perdido os pais e o irmão mais velho num trágico acidente de carro, se tornou a herdeira de uma das mais poderosas famílias da realeza Moroi.

Rose, por outro lado, tem como mãe uma das mais famosas e corajosas dampiras conhecidas, e, por isso, foi praticamente criada pela escola. Por isso, é melhor amiga de Lissa desde a infância e sonha em ser tornar a dampira guardiã dela quando se formar, tendo com ela um laço surpreendentemente forte.

Esse laço chega, inclusive, a se tronar psíquico, já que Rose é capaz de entrar na mente de Lissa e sentir e ver tudo como ela. Este, no entanto, é apenas o começo dos poderes nada comuns (até mesmo para um Moroi) de Lissa. É então que elas acabam se dando conta do perigo em potencial que esses diferentes poderes representam, e decidem fugir da escola por conta disso.

Tudo vai bem, mas inevitavelmente os guardiões da escola as encontram, obrigando-nas a voltar. Entre eles está Dimitri, o belo e experiente treinador de Rose, vindo direto da Rússia. Por mais frio e distante que ele pareça, ela vai acabar descobrindo que aquele guardião exemplar tem um coração afinal.

Mas não é só de romances que é feita a volta á escola. Lá elas terão que lidar como fofocas, inveja e inúmeras regras por conta de sua fuga. E, ainda mais importante, elas começarão a entender que nem tudo é o que parece e que talvez haja muito mais a ser descoberto sobre os poderes de Lissa e o passado de Rose do que elas mesmas desconfiam…

Repleto de sobrenatural, com ótimas cenas de ação, leves momentos românticos e uma certa pitada de humor (em especial ao retratar a vida escolar), as personagens são adoráveis, com uma protagonista impulsiva, extrovertida e alegre, e uma personagem secundária incrivelmente emotiva e sensível. Indicado para qualquer um que goste de um bom livro de fantasia adolescente sobre vampiros…minha nota é 9.

By Ana Beatriz