A ILHA DOS CISNES – Anne Rivers Siddons


Resultado de imagem para ilha dos cisnes capaBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Nada como uma resenha para iniciar com pé direito o final de semana, não é mesmo?

Para isso, escolhemos A Ilha dos Cisnes, da novelista americana Anne Rivers Siddons.

O livro conta a história de Molly, uma autêntica dona de casa americana, que morava em Atlanta com seu marido Tê, e mais dois filhos crescidos: Teddy e Caroline. Eles possuíam uma casa bem confortável e viviam dentro de um padrão de vida normal. Molly, portanto, acreditava que era uma pessoa realizada e muito feliz.

Certo dia, porém, ela acaba descobrindo que seu querido Tê estava traindo-a com Sheri Scroggins, de trinta e dois anos e dotada de um corpo perfeito, capaz de virar a cabeça de qualquer um. Para piorar a situação, Sheri era sua colega de trabalho na Coca-Cola onde ocupava um cargo de advogada e assistente do departamento jurídico.

Seu marido resolve abandoná-la para viver com Sheri e, da noite para o dia, seu casamento de mais de vinte anos rui feito um verdadeiro castelo de cartas, fazendo com que a vida de Molly virasse completamente pelo avesso.

Como desgraça sempre atrai ainda mais desgraça, a mãe de Molly, que sempre fora uma mulher rígida e muito dominadora, acaba morrendo nesta mesma época, e a coitada da Molly começa a ser acometida por  pesadelos horríveis envolvendo sua mãe morta e enfurecida!

Para fugir dos terríveis pesadelos e com objetivo de dar novo rumo à sua vida, ela aceita o convite de um casal de amigos e parte para a calma ilha de Marthas Vineyard, localizada a oito quilômetros da costa de Massachussets.  Lá chegando, ela acaba descobrindo que o lugar era o que ela estava esperando, ou seja, um verdadeiro paraíso e acaba alugando um chalé à beira do lago. 

Contudo, o destino jamais seria tão bondoso com Molly e, ao alugar o lindo chalé, ela acabou adquirindo um “pacote completo” incluindo duas senhoras portuguesas, muito idosas e senis; um doente terminal de câncer perneta e um lindo casal de cisnes… selvagens e muito temperamentais!!!

Neste lugar paradisíaco e, ao mesmo tempo perturbador, ela acaba fazendo uma verdadeira reflexão completa de sua vida,  entregando-se de corpo e alma em busca  da felicidade e de uma melhor sorte…

O resto, só lendo muito!

Livro adorável, gostoso, que prende a atenção do leitor do início ao fim. O final é inesperado e comovente.

Digno de receber 5 estrelas.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

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Contos Homeopáticos – Lorenzo Madrid


Estórias que a História não conta

 

Resultado de imagem para contos homeopáticosNeste livro, várias histórias são narradas, sempre tendo como pano de fundo uma almofada bordada, confeccionada por Latife, uma bela menina que fora levada para fazer parte do harém do sultão Abdiihamid I como uma de suas odaliscas.

A partir daí, a almofada passa a transportar-se pela linha do tempo, em “estórias” de amor passadas em épocas remotas. A cada paixão que desponta no horizonte encontramos ela, a almofada da paixão de Latife…

A ideia da almofada aparecendo em vários momentos e o autor fazendo citações das histórias de Marilyn Monroe, John Kennedy e Napoleão Bonaparte foi algo realmente genial, oriundo de uma imaginação brilhante.

Contudo, com o avanço da leitura, o livro acaba se tornando muito  cansativo, pois as “estórias” de amor prolongam-se por muitas páginas.

Atribuiremos 1/5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

 

Um romance sentimental – Alain Robbe-Grillet


Boa noite, querida Família Lendo Muito!

Tragos-vos desta vez a resenha de um livro que eu comprei por causa da simples curiosidade. Trata-se de Um romance Sentimental, último trabalho de Alain Robbe-Grillet.

Não posso deixar de avisá-los que este livro é indicado para poucos, já que sua história choca do início ao fim, transcendendo o decoro.

Gigi (Ann-Dynn) contava com apenas 14 anos e era obrigada a dormir nua, aconchegada ao corpo de seu pai, desde a idade de quatro anos, quando Violetta, sua mãe, morreu de forma misteriosa.

 Além disso, Sorel, seu pai, obrigava a filha a ler todas as noites para ele trechos de obras eróticas trajando apenas um espartilho e mais nada. E caso sua pronúncia não saísse perfeita, a menina era açoitada severamente nas nádegas pelo mesmo, o que lhe causava grande prazer.

Seu pai há muito tempo havia transformado a bela residência em que viviam em um autêntico castelo do pecado, onde outras jovens de idade entre 9 à 18 anos eram violentadas e torturadas selvagemente, e mantidas cativas em masmorras, que seu pai chamava de castigariuns (lugares destinados à castigos cruéis de mulheres no tempo de Roma).

Para comemorar o aniversário de 14 anos e meio (verdadeiro absurdo), Sorel resolveu presentear a filha com uma caixa imensa. Ao abri-la, Gigi deu de cara com uma garota muito nova e nua que, segundo o seu pai, chamava-se Odile e, dali em diante, seria seu novo “brinquedo”. Ela poderia fazer o que bem entendesse com a garota, só tomando o cuidado para não “quebrá-la”.

O verdadeiro nome de Odile era Andreia e ela fora obrigada a prostituir-se por seus pais desde os 12 anos, para que eles juntassem bastante dinheiro para pagar os dotes de suas duas irmãs mais velhas, pois ambas não tinham quase nenhuma beleza.

Gigi adorou o novo “brinquedo” e logo ela e Odile ja se divertiam muito, brincando na piscina. Sorel então passou a fazer planos com as duas ao seu lado na sua cama todas as noites.

Contudo, uma ponta de ciúmes surgiu em seu coração, pois se elas se apaixonassem uma pela outra, não iriam mais querer compartilhar suas “brincadeiras” adolescentes com ele.

O resto, só lendo muito!

Não dá para classificar este livro como erótico – pois tenho certeza que ninguém “normal” irá conseguir se excitar com as descrições de sadomasoquismo, incesto e pedofilia aqui narradas-, e nem tampouco pornográfico, pois a história extrapola qualquer adjetivo conhecido.

Confesso a vocês que só não abandonei a leitura porque nunca desisto de um livro. Mas esta é uma história criada para chocar, escrita por uma mente extremamente doentia e extremamente perturbada, na minha opinião.  Falo isso porque a violência descrita beira o absurdo. Acredito que o próprio autor deve ter vivenciado algumas das coisas que ele descreveu, pois a “riqueza” de detalhes chega a assustar.

Não vou atribuir nenhuma estrela.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

O Raio Verde – Júlio Verne


Resultado de imagem para capa o raio verde júlio verneBoa Tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de O Raio Verde, o único romance escrito por Júlio Verne, um dos pais da ficção científica.

A história tem início na pequena aldeia de Helemburgo, Escócia. Em um  deslumbrante chalé, às margens do rio Gare-Loch viviam os dois irmãos Sam e Sib Melvin, que além de muito abastados e de idade, também adoravam rapé e romances históricos de autores escoceses, como Walter Scott e Fingal.

Ambos viviam em prol da bela Helena Campbell, sua adorável e sonhadora sobrinha, que vivia com eles desde que tornara-se órfã ainda pequena; os tios bondosos realizavam todos os desejos da dileta sobrinha, sem nunca dizerem-lhe um não.

Helena já estava prestes a completar 18 anos e ambos os tios estavam muito preocupados, já que eles tinham uma idade bem avançada e queriam que outra pessoa se tornasse tutora da sobrinha. E nada melhor do que um marido para isso, eles pensavam.

Na cabeça deles, Aristóbulo Ursiclos era o candidato perfeito para marido de Helena, pois ele já possuía 28 anos, era muito inteligente e bastante rico também. Eles só esqueceram-se de que ele era um completo “chato de galocha”, que vivia falando de si mesmo e de seus conhecimentos.

Quando Helena ficou sabendo do plano de casamento dos tios, riu da ideia e afirmou-lhes que só casaria após ver o “raio verde” – um fenômeno óptico incomum, que dura cerca de 1/4 de segundo e acontece após o último raio de sol lançado pelo crepúsculo. Além de raro e difícil de se ver, o “raio verde” também era alvo de uma lenda escocesa muito antiga, que afirmava que a pessoa que o avistasse não se enganaria  nunca mais nos assuntos relacionados ao coração. Segundo a lenda, seu aparecimento destruiria todas as mentiras e ilusões.

Para não contrariarem Helena, eles aceitaram partir imediatamente para Oban, uma região que ficava próxima ao mar, aonde o avistamento do “raio verde” seria bem mais fácil, e onde já se encontrava o inconveniente Aristóbulo Ursiclos, a quem seus tios pretendiam apresentar-lhe, com o intuito de tratar rapidamente das núpcias.

Durante o caminho para a ilha, uma embarcação em perigo é avistada e, graças aos apelos de Helena, que conseguiu convencer o comandante do navio-vapor em  que seguiam a aproximar-se do perigoso redemoinho que cercava o outro navio, dois homens conseguiram ser salvos.

Para não estragar as surpresas que o autor reservou para os leitores, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Neste livro não há qualquer menção a inventos mirabolantes, algo que ocorre na maioria dos livros do autor. Entretanto, a figura do náufrago continua presente, pois Júlio Verne era um grande fã de Os Robinsons Suíços, de Johann Rudolf Wyss e de Robinson Crusoé, de Daniel Defoe.

Trata-se de um romance “água com açúcar” muito bem escrito, que conta com o charme que só um grande autor como Júlio Verne conseguiria criar.

Digno de 3 estrelas.

Espero que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André 

contos eróticos assustam senhorita Lili – Douglas M. Sauer


Resultado de imagem para CONTOS ERÓTICOS ASSUSTAM SENHORITA LILIBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha de um livro maravilhoso, adquirido na 1ª Feira de Troca de Livros e Discos, ocorrida  no último dia 16 de julho, lá na Casa das Rosas.

Trata-se de “contos eróticos assustam senhorita Lili”, de autoria de Douglas M. Sauer, que a querida Amanda trocou comigo, muito gentilmente e que de erótico não tem nada, além do nome!

A história começa quando Lili (Lenita) tem a ideia de guardar tudo que a assustasse de verdade; seus “sustos” seriam guardados secretamente em uma caixa pequena – que ela escolheria mais tarde -, e que ficaria guardada embaixo da sua cama.

É então que ela passa a descrever o nascimento de seu filho G bemol, que nascera com uma rara aversão à água, que o impedia de comer frutas como melancia, laranja e melão; além disso, era obrigado a comer massas sem qualquer tipo de molho.

Sua higiene era feita apenas enquanto ele dormia, utilizando-se lenços úmidos e uma esponja umedecida levemente; até para fazer suas necessidades fisiológicas era muito complicado, já que para urinar, ele precisava sentar-se no vaso, pois não podia olhar para o fundo da privada com água.

Certa vez, o garoto simplesmente desvaneceu-se na frente dos pais e foi aparecer em outro cômodo da casa, apresentando fortes convulsões e movendo objetos com sua mente.  Após este incidente, G bemol começou a sumir e ser encontrado em lugares cada vez mais distantes como Recife, Florianópolis, Tóquio e até na Patagônia, o que deixava seus pais cada vez mais apavorados.

A mãe escolheu o data cabalística de 7-7-77 para colocar o seguinte anúncio na Folha de São Paulo:

LAR PROCURA-SE
Em casa de família ou casal, para rapaz de 24 anos, com problemas emocionais.
Fone 881-0530.  Falar com D. Lenita

A rara doença do filho foi causada por um evento traumático anterior ao nascimento de G bemol, e a cura definitiva passará pelo entendimento do que ocorre na equação entre o tempo e espaço.

O resto, só lendo muito!

Apesar da narrativa ser em prosa, o autor utilizou-se de linguagem poética intercalada de metáforas e trocadilhos brilhantes.  Ao longo de toda a história, o autor leva o leitor a uma reflexão plena sobre a origem do universo, a espiritualidade e sobre o  papel do homem no próprio tempo e espaço.

Digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

O sol também é uma estrela – Nicola Yoon


 O sol também é uma estrela, romance de juvenil de Nicola Yoon, também autora de Tudo e todas as coisas, livro de sucesso recentemente adaptado para as telonas do cinema, narra o romance entre Natasha, uma garota cética, racional e que pretende ser cientista, mas está prestes a ser deportada por se tratar de uma imigrante ilegal vinda da Jamaica (bem como toda a sua família), e Daniel, um rapaz que, apesar de ter nascido e vivido toda a sua vida nos Estados Unidos, é proveniente de uma clássica família coreana que, fugindo da pobreza, veio para a Terra das Oportunidades e planeja para os filhos um futuro brilhante como médico, mesmo que o caçula na verdade deseje se tornar poeta.

A princípio, a obra pode não parecer muito o tipo de livro que me atrai, visto que o romance puro e simples (sem a mistura de sobrenatural, drama, erotismo ou qualquer coisa que o valha) não está entre os meus gêneros preferidos. No entanto,  fiquei curiosa, em primeiro lugar pelo garoto que sonhava em ser poeta (identificação é tudo kk) e, depois, pela grande abordagem de temas como imigração e racismo, que eu considero muito interessantes e importantes e não aparecem tanto quanto deveriam no universo literário, infelizmente, do meu ponto de vista.

O pai de Natasha sonha em ser ator e veio para a Jamaica afim de entrar na Broadway. Mas a realização desse desejo não é tão fácil quanto ele esperava, principalmente por seu sotaque jamaicano, que dificulta a aquisição de papeis , e ele começa a trabalhar como segurança para sustentar a família. O trabalho noturno de segurança o deixa cansado demais para fazer os testes durante o dia e a coisa toda se torna uma bola de neve.

Enquanto isso, eles moram num apartamento pequeno, de apenas um quarto. Natasha dorme na sala com o irmão mais novo, um garotinho sem amigos que adora reggae. E a mãe trabalha sem descanso, a principal provedora da casa, ela reclama, cansada, desejando uma casa maior que seja deles e não alugada.

Vivendo como norte-americana desde os 8 anos, todos os amigos, sonhos e lugares preferidos de Natasha se encontram nos Estado Unidos e ela não lembra de quase nada da Jamaica, um país cercado por pobreza e dor. E é por causa disso que, tendo 24 horas para deixar a nação, ela sai de casa em busca de uma solução, qualquer coisa que a permita ficar no país.

Nesse mesmo instante, Daniel também está saindo de casa, pressionado pelos pais, para cortar o cabelo e ir para uma entrevista de admissão de Yale ( mesmo que ele não esteja com muita vontade de entrar em Yale, realmente), que, segundo os pais, é a “segunda melhor universidade”, perdendo apenas para Harvard, de onde o irmão mais velho (considerado por todos melhor do que ele, mas incrivelmente babaca) acabou de ser expulso.

O trem que leva Daniel para repentinamente. Ele imagina que seja algum problema nas instalações, mas a verdade é que o maquinista, que acabou de passar por uma forte experiência religiosa, manda uma mensagem para os passageiros se encontrarem com Deus. De início, o garoto apenas ignora, achando a situação estranha e incômoda, mas, ao sair do trem e andar pelo centro da cidade, se depara com uma garota vestindo uma jaqueta em que se lê “Deus Ex Machina” e resolve seguir os sinais, ou melhor, a menina….

Enquanto lia, me diverti principalmente pela grande empatia que senti pelo garoto, embora a Natasha seja igualmente adorável, me identifiquei mais com ele por motivos óbvios. Além disso, o livro impressiona por mostrar todos os lados da história, inclusive de personagens sem qualquer importância no enredo central, o que achei uma ideia um tanto quanto interessante e muito doce. A leitura é rápida, com capítulos curtos e letras grandes, sem contar o fato da linguagem, e até mesmo a história em si, serem leves e simples. Trazendo mensagens sobre sonhos, amor e negação do preconceito, além de um final surpreendente, O sol também é uma estrela ganha meu 8.

By Ana Beatriz

Os Pássaros – Frank Baker


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Olá, querida Família Lendo Muito.

Hoje, trago-vos a resenha de um livro que começou a virar moda no ano passado: trata-se de Os Pássaros, de Frank Baker.

O livro começa com o relato do pai de Ana  à filha, sobre o período que antecedeu ao ataque dos pássaros negros em Londres.

O que o pai de Ana conta para a filha é algo sobre uma época remota, em que as pessoas não tinham tempo para diversão e preocupavam-se apenas com trabalho, eram intolerantes com algumas crenças religiosas, discriminavam a prostituição e o homossexualismo – algo que, convenhamos, não era muito diferente do que acontece nos dias de hoje-, e que teve seu fim com a vinda dos pássaros.

O livro todo segue essa linha: a descrição de como era a City antes do ataque, como era o caminho que o pai de Ana trilhava todo dia para ir e voltar do trabalho, as pessoas com quem ele cruzava e de como estava quente durante aquele período.

No início, os pássaros negros apenas reuniam-se em bandos, deixando escuro o céu da City – forma como o autor se referia à capital inglesa. Depois, tal qual mensageiros do apocalipse, eles passaram a atacar  e ferir as pessoas.

O resto, só lendo muito!

A narrativa é extremamente lenta, proporcionando uma leitura cansativa , em nada agradável ao leitor; confesso que muitas vezes pensei em abandonar o livro. Parece mais um livro, com reflexões apocalípticas do que qualquer outra coisa.

Esta história não tem qualquer coisa a  ver com o filme homônimo, pois Alfred  Hitchcock, usou o conto “Os Pássaros“, de Daphne du Marier (autora de Rebecca, a Mulher Inesquecível), como inspiração para seu filme. Frank Baker processou Hitchcock e a própria autora, alegando que eles haviam usado sua história sem autorização, mas não obteve qualquer êxito.

Por isso, quem tiver a oportunidade de ler o livro e depois assistir ao filme vai poder tirar de vez a dúvida.

O destaque do livro é a bela capa que a Darkside Books produziu.

Atribuo apenas 1  estrela.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

Beijo Negro: A chantagem pelo sexo – Marcelo Rua


Beijo NegroBoa noite, querida Família Lendo Muito.

A história do livro Beijo Negro começa quando a linda Alex (Alexia Bonasera) casa-se com Gael (Gaelano Vergara), um alto executivo com um futuro promissor no ramo imobiliário, considerado um “bom partido” por qualquer solteira de plantão. 

A vida havia sido realmente um mar de rosas durante três anos para Alex, com Gael dando-lhe do bom e do melhor – a cereja do bolo era seu filho Nicolas, uma bela e inteligente criança.

Seu marido não fazia ideia que aquele filho que ele tanto amava não era seu e sim fruto de um encontro mais do que tórrido de Alexia com um estranho, que tirou sua virgindade durante uma festa de negócios em que Gael estava presente.

Certo dia, Dorival, sujeito malandro e também um viciado em drogas, e que vivia à custa da prostituição, procurou Alexia para tentar chantageá-la. Ele afirmava saber que seu marido não era o pai de seu filho e que o verdadeiro pai era um velho conhecido seu. E para comprar seu silêncio, ele exigiu R$ 20.000 de imediato.

Alexia tentou a todo o custo, mas conseguiu apenas metade da quantia. Dorival passa a exigir outros tipos de” favores” dela, favores esses que irão conduzi-la a experiências sexuais inimagináveis.

O resto, só lendo muito.

Como não costumo ler muito literatura erótica (por opção minha), não tenho muito o que falar a respeito, a não ser que o autor entregou o que prometeu. Quanto ao resto, em determinado momento, a história se tornou um tanto quanto confusa, com muita ênfase às experiências sexuais de personagens secundários, desviando o foco da história principal; além disso, muitas vezes tive que usar o meu bom e velho “Aurélio” para entender alguns termos (algo que eu gosto de fazer).

Também senti falta de um pouco mais de suspense. 

✮✮

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

As Máscaras do Pavor – Coleção R. F. Lucchetti – 1


Resultado de imagem para capa as máscaras do pavorQuerida família, trago-vos mais uma resenha do grande mestre Rubens Franscisco Lucchetti. Desta vez falarei do livro As Máscaras do Pavor, que inicia a Coleção R. F. Lucchetti.

A história se passa em 1970, durante a Retrospectiva do Horror, evento de oito dias que ocorria no Chinese Theatre de Los Angeles. A jornalista Myrna Brent entrevistava para o seu programa Câmera Indiscreta nomes como Vincent Price, Christopher Lee e tantos outros expoentes do cinema de terror.

Após o término do festival, uma série de assassinatos sem solução passa a ocorrer.

O primeiro crime foi o de Sylvia, uma prostituta muito bela que teve seu corpo seccionado por um cliente. O maníaco deixou um recado assinado com sangue para a polícia, dizendo tratar-se de ninguém mais, ninguém menos que “Jack, o estripador”.

O segundo crime foi o da jovem Manon Raymond, enquanto interpretava Gilda em “Rigoletto”. Ela fora assassinada pelo “Fantasma da Ópera”, que já havia tido um encontro com a jovem, exigindo que ela desistisse do seu papel em favor de Jennifer Nichols, primeira escolhida para o papel de Gilda.

Edmund Hollyster, famoso antiquário, foi dilacerado por um “lobisomem” sob o olhar apavorado da jornalista Myrna Brent, que tentava fazer uma entrevista com o antiquário. Ela conseguiu fugir dali, sem que o monstro a ferisse.

Mas quem estaria por trás destes crimes tão horríveis? E qual a ligação entre eles?

O resto, só lendo muito!

Os capítulos são muito curtos, o que facilita ainda mais a leitura. O suspense só vai aumentando página a página, lembrando muito os filmes de terror da antiga Hammer. O final é inesperado. Nota 10.

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O mestre Rubens Francisco Lucchetti é pai dos pulps nacionais. Ele escreveu mais de 1500 livros, criou roteiros para filmes de Ivan Cardoso e Zé do Caixão, foi o criador de histórias em quadrinhos, entre elas A Cripta e O Estranho Mundo do Zé do Caixão e também revistas como X-9 e Policial em Revista. E aos 87 anos está em plena atividade.

Ainda bem!!!

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André

A Festa de Babette – Karen Blixen


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de um conto escrito pela autora dinamarquesa Karen Blixen. Trata-se de A Festa de Babette, uma linda história de amor, religiosidade e austeridade.

Na cidadezinha de Berlevaag, Noruega, duas senhoras solteiras viviam felizes em uma casa amarela. Eram elas: Martine e Philippa. Elas eram muito conhecidas em Berlevaag, pois seu falecido pai havia sido um pastor luterano daquela cidade; inclusive os nomes de ambas haviam sido dados em homenagem a Martinho Lutero e seu amigo, Philipp Melanchthon.

Nessa época vivia também na casa uma empregada francesa católica, de nome Babette, que chegara ali há doze anos e era “pau para toda a obra”, além de despertar a desconfiança da comunidade, já que todos sabiam que as duas senhoras gastavam todo o seu dinheiro fazendo caridade e não tinham como pagar uma empregada.

Para explicar o motivo da presença da empregada e também como era pago o seu salário, precisamos voltar no tempo, na época que as duas senhoras eram ainda jovens.

Quando Martine tinha 18 anos, um jovem oficial, de nome Lorens Loewenhielm, apaixono-se pela jovem, mas jamais declarou seu amor por timidez. Ele deu um beijo rápido no último dia que ele a encontrou e partiu, sem mais voltar.

Um ano depois, o famoso cantor francês Achille Papin, ao ouvir a canora voz de Philippa, apaixonou-se pela jovem. Ele pediu ao pai dela para que a deixasse ensaiar trechos de óperas com ele, o que o pastor aceitou a contragosto, já que Papin era católico. Em uma destas aulas, o cantor declarou todo o seu amor à Philippa, que ficou em silêncio. Ao chegar em casa, a jovem pediu que seu pai escrevesse uma carta ao Monsenhor Papin, lamentando muito, mas ela não teria mais ensaios com ele.

Desgostoso, o cantor partiu dali sem fazer qualquer alarde. Mas quinze anos depois, durante uma noite muito chuvosa, uma mulher francesa bateu a porta da casa amarela. Ela trazia uma carta de Achille Papin, pedindo que elas aceitassem aquela mulher que sabia cuidar muito bem de uma casa, além de ser uma grande cozinheira e que por infortúnio, teve que fugir às pressas de Paris, devido ao Massacre à Comuna, de 1871.

Como não tinham condições de pagar por mais uma empregada, a mulher que se identificou como Babette Hersant, aceitou trabalhar para elas de graça mesmo.

Com o passar dos anos, a empregada conseguiu conquistar o respeito da comunidade protestante, mesmo sendo uma católica convicta. Só havia algo estranho: ela jamais mencionava qualquer coisa referente ao seu passado.

Doze anos depois, uma carta de Paris chegou para a Babette, anunciando que ela ganhara na loteria. Como se aproximava do aniversário de cem anos do pai, Babette ofereceu-se para custear todo o banquete, desde que as irmãs deixassem ela servir um verdadeiro jantar francês.

A partir daí, tartaruga e outras coisas que ninguém estava acostumado a ver e comer começaram a chegar, despertando um medo enorme nas duas irmãs, que estavam arrependidas de entregarem o jantar em memória do pai a uma verdadeira “feiticeira”…

Vou parar por aqui, pois não quero estragar as surpresas que a autora reservou aos leitores.

O resto, só lendo muito!!!

Como é um conto curto, de apenas 64 páginas (o meu exemplar é de bolso), a leitura fluiu muito rapidamente. Chegando ao final, questionamentos diversos surgem à cabeça do leitor. Nota 10.

Como a maioria, eu só tomei conhecimento desta linda história, ao assistir ao filme A Festa de Babette, película de 1987, que conta com uma fotografia belíssima e uma trilha sonora incrível.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André