Os Pássaros – Frank Baker


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Olá, querida Família Lendo Muito.

Hoje, trago-vos a resenha de um livro que começou a virar moda no ano passado: trata-se de Os Pássaros, de Frank Baker.

O livro começa com o relato do pai de Ana  à filha, sobre o período que antecedeu ao ataque dos pássaros negros em Londres.

O que o pai de Ana conta para a filha é algo sobre uma época remota, em que as pessoas não tinham tempo para diversão e preocupavam-se apenas com trabalho, eram intolerantes com algumas crenças religiosas, discriminavam a prostituição e o homossexualismo – algo que, convenhamos, não era muito diferente do que acontece nos dias de hoje-, e que teve seu fim com a vinda dos pássaros.

O livro todo segue essa linha: a descrição de como era a City antes do ataque, como era o caminho que o pai de Ana trilhava todo dia para ir e voltar do trabalho, as pessoas com quem ele cruzava e de como estava quente durante aquele período.

No início, os pássaros negros apenas reuniam-se em bandos, deixando escuro o céu da City – forma como o autor se referia à capital inglesa. Depois, tal qual mensageiros do apocalipse, eles passaram a atacar  e ferir as pessoas.

O resto, só lendo muito!

A narrativa é extremamente lenta, proporcionando uma leitura cansativa , em nada agradável ao leitor; confesso que muitas vezes pensei em abandonar o livro. Parece mais um livro, com reflexões apocalípticas do que qualquer outra coisa.

Esta história não tem qualquer coisa a  ver com o filme homônimo, pois Alfred  Hitchcock, usou o conto “Os Pássaros“, de Daphne du Marier (autora de Rebecca, a Mulher Inesquecível), como inspiração para seu filme. Frank Baker processou Hitchcock e a própria autora, alegando que eles haviam usado sua história sem autorização, mas não obteve qualquer êxito.

Por isso, quem tiver a oportunidade de ler o livro e depois assistir ao filme vai poder tirar de vez a dúvida.

O destaque do livro é a bela capa que a Darkside Books produziu.

Atribuo apenas 1  estrela.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

Beijo Negro: A chantagem pelo sexo – Marcelo Rua


Beijo NegroBoa noite, querida Família Lendo Muito.

A história do livro Beijo Negro começa quando a linda Alex (Alexia Bonasera) casa-se com Gael (Gaelano Vergara), um alto executivo com um futuro promissor no ramo imobiliário, considerado um “bom partido” por qualquer solteira de plantão. 

A vida havia sido realmente um mar de rosas durante três anos para Alex, com Gael dando-lhe do bom e do melhor – a cereja do bolo era seu filho Nicolas, uma bela e inteligente criança.

Seu marido não fazia ideia que aquele filho que ele tanto amava não era seu e sim fruto de um encontro mais do que tórrido de Alexia com um estranho, que tirou sua virgindade durante uma festa de negócios em que Gael estava presente.

Certo dia, Dorival, sujeito malandro e também um viciado em drogas, e que vivia à custa da prostituição, procurou Alexia para tentar chantageá-la. Ele afirmava saber que seu marido não era o pai de seu filho e que o verdadeiro pai era um velho conhecido seu. E para comprar seu silêncio, ele exigiu R$ 20.000 de imediato.

Alexia tentou a todo o custo, mas conseguiu apenas metade da quantia. Dorival passa a exigir outros tipos de” favores” dela, favores esses que irão conduzi-la a experiências sexuais inimagináveis.

O resto, só lendo muito.

Como não costumo ler muito literatura erótica (por opção minha), não tenho muito o que falar a respeito, a não ser que o autor entregou o que prometeu. Quanto ao resto, em determinado momento, a história se tornou um tanto quanto confusa, com muita ênfase às experiências sexuais de personagens secundários, desviando o foco da história principal; além disso, muitas vezes tive que usar o meu bom e velho “Aurélio” para entender alguns termos (algo que eu gosto de fazer).

Também senti falta de um pouco mais de suspense. 

✮✮

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

As Máscaras do Pavor – Coleção R. F. Lucchetti – 1


Resultado de imagem para capa as máscaras do pavorQuerida família, trago-vos mais uma resenha do grande mestre Rubens Franscisco Lucchetti. Desta vez falarei do livro As Máscaras do Pavor, que inicia a Coleção R. F. Lucchetti.

A história se passa em 1970, durante a Retrospectiva do Horror, evento de oito dias que ocorria no Chinese Theatre de Los Angeles. A jornalista Myrna Brent entrevistava para o seu programa Câmera Indiscreta nomes como Vincent Price, Christopher Lee e tantos outros expoentes do cinema de terror.

Após o término do festival, uma série de assassinatos sem solução passa a ocorrer.

O primeiro crime foi o de Sylvia, uma prostituta muito bela que teve seu corpo seccionado por um cliente. O maníaco deixou um recado assinado com sangue para a polícia, dizendo tratar-se de ninguém mais, ninguém menos que “Jack, o estripador”.

O segundo crime foi o da jovem Manon Raymond, enquanto interpretava Gilda em “Rigoletto”. Ela fora assassinada pelo “Fantasma da Ópera”, que já havia tido um encontro com a jovem, exigindo que ela desistisse do seu papel em favor de Jennifer Nichols, primeira escolhida para o papel de Gilda.

Edmund Hollyster, famoso antiquário, foi dilacerado por um “lobisomem” sob o olhar apavorado da jornalista Myrna Brent, que tentava fazer uma entrevista com o antiquário. Ela conseguiu fugir dali, sem que o monstro a ferisse.

Mas quem estaria por trás destes crimes tão horríveis? E qual a ligação entre eles?

O resto, só lendo muito!

Os capítulos são muito curtos, o que facilita ainda mais a leitura. O suspense só vai aumentando página a página, lembrando muito os filmes de terror da antiga Hammer. O final é inesperado. Nota 10.

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O mestre Rubens Francisco Lucchetti é pai dos pulps nacionais. Ele escreveu mais de 1500 livros, criou roteiros para filmes de Ivan Cardoso e Zé do Caixão, foi o criador de histórias em quadrinhos, entre elas A Cripta e O Estranho Mundo do Zé do Caixão e também revistas como X-9 e Policial em Revista. E aos 87 anos está em plena atividade.

Ainda bem!!!

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André

A Festa de Babette – Karen Blixen


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de um conto escrito pela autora dinamarquesa Karen Blixen. Trata-se de A Festa de Babette, uma linda história de amor, religiosidade e austeridade.

Na cidadezinha de Berlevaag, Noruega, duas senhoras solteiras viviam felizes em uma casa amarela. Eram elas: Martine e Philippa. Elas eram muito conhecidas em Berlevaag, pois seu falecido pai havia sido um pastor luterano daquela cidade; inclusive os nomes de ambas haviam sido dados em homenagem a Martinho Lutero e seu amigo, Philipp Melanchthon.

Nessa época vivia também na casa uma empregada francesa católica, de nome Babette, que chegara ali há doze anos e era “pau para toda a obra”, além de despertar a desconfiança da comunidade, já que todos sabiam que as duas senhoras gastavam todo o seu dinheiro fazendo caridade e não tinham como pagar uma empregada.

Para explicar o motivo da presença da empregada e também como era pago o seu salário, precisamos voltar no tempo, na época que as duas senhoras eram ainda jovens.

Quando Martine tinha 18 anos, um jovem oficial, de nome Lorens Loewenhielm, apaixono-se pela jovem, mas jamais declarou seu amor por timidez. Ele deu um beijo rápido no último dia que ele a encontrou e partiu, sem mais voltar.

Um ano depois, o famoso cantor francês Achille Papin, ao ouvir a canora voz de Philippa, apaixonou-se pela jovem. Ele pediu ao pai dela para que a deixasse ensaiar trechos de óperas com ele, o que o pastor aceitou a contragosto, já que Papin era católico. Em uma destas aulas, o cantor declarou todo o seu amor à Philippa, que ficou em silêncio. Ao chegar em casa, a jovem pediu que seu pai escrevesse uma carta ao Monsenhor Papin, lamentando muito, mas ela não teria mais ensaios com ele.

Desgostoso, o cantor partiu dali sem fazer qualquer alarde. Mas quinze anos depois, durante uma noite muito chuvosa, uma mulher francesa bateu a porta da casa amarela. Ela trazia uma carta de Achille Papin, pedindo que elas aceitassem aquela mulher que sabia cuidar muito bem de uma casa, além de ser uma grande cozinheira e que por infortúnio, teve que fugir às pressas de Paris, devido ao Massacre à Comuna, de 1871.

Como não tinham condições de pagar por mais uma empregada, a mulher que se identificou como Babette Hersant, aceitou trabalhar para elas de graça mesmo.

Com o passar dos anos, a empregada conseguiu conquistar o respeito da comunidade protestante, mesmo sendo uma católica convicta. Só havia algo estranho: ela jamais mencionava qualquer coisa referente ao seu passado.

Doze anos depois, uma carta de Paris chegou para a Babette, anunciando que ela ganhara na loteria. Como se aproximava do aniversário de cem anos do pai, Babette ofereceu-se para custear todo o banquete, desde que as irmãs deixassem ela servir um verdadeiro jantar francês.

A partir daí, tartaruga e outras coisas que ninguém estava acostumado a ver e comer começaram a chegar, despertando um medo enorme nas duas irmãs, que estavam arrependidas de entregarem o jantar em memória do pai a uma verdadeira “feiticeira”…

Vou parar por aqui, pois não quero estragar as surpresas que a autora reservou aos leitores.

O resto, só lendo muito!!!

Como é um conto curto, de apenas 64 páginas (o meu exemplar é de bolso), a leitura fluiu muito rapidamente. Chegando ao final, questionamentos diversos surgem à cabeça do leitor. Nota 10.

Como a maioria, eu só tomei conhecimento desta linda história, ao assistir ao filme A Festa de Babette, película de 1987, que conta com uma fotografia belíssima e uma trilha sonora incrível.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

O LIVRO DOS PRAZERES PROIBIDOS – Federico Andahazi


Resultado de imagem para capa o livro dos prazeresOlá, querida Família Lendo Muito!!!

Trago-vos hoje a resenha do livro: O Livro dos Prazeres Proibidos, do escritor argentino Federico Andahazi

A história começa em 1455, Alemanha, mais precisamente na cidade de Mainz, durante o julgamento de Gutenberg e seus dois sócios: Fust e Schöffer. Os três estavam sendo acusados de vários crimes, entre eles a falsificação de livros sagrados.

Na mesma época, um cruel assassino  acabava de fazer a sua terceira vítima: uma prostituta do Mosteiro da Sagrada Canastra – um bordel de luxo que funcionava há muito tempo na cidade, e que era frequentado por pessoas de alta classe, inclusive do próprio clero. O terrível assassino, além de matar suas vítimas, ainda arrancava e levava consigo suas peles como lembrança (ou algo pior).

Quem conduz o julgamento de Gutenberg é ninguém mais, ninguém menos do que Sigfrido de Magúncia: considerado o melhor copista de Mainz. Sua bíblia teria servido de modelo para a falsificação de Gutenberg.

Enquanto ouvia as palavras duras de Sigfrido de Magúncia, Gutenberg aproveitava para desligar-se daquele julgamento de cartas marcadas e voltar no tempo, desde os tempos em que ele era apenas uma criança e seu pai – um importante funcionário da casa da moeda – levava-o para conhecer seu ofício. Foi nesta época que passou a admirar os copistas – homens que eram na maioria analfabetos, a quem o clero confiava a confecção das bíblias.

Gutenberg criou a prensa com qual objetivo: o de enriquecer através da falsificação de bíblias, ou seria com a ideia de tornar os livros mais acessíveis para a população?

Será que os ataques às prostitutas haviam sido obras de um assassino em série doente, ou havia algo mais por trás daqueles terríveis assassinatos no Mosteiro da Sagrada Canastra?

Só lendo muito para ter essas respostas!!!

O livro prometia muito suspense e erotismo, contudo, não consegui notar quase nada disso, só mesmo uma repetição desnecessária de palavrões. As duas histórias  também não conseguiram desenvolver-se muito bem juntas, dada a demora na conexão entre elas, o o que foi mesmo uma pena. Já a ideia do autor de criar uma biografia romanceada de Johannes Gutenberg: o pai da tipografia –  foi excelente e serviu para salvar o livro de um possível fracasso. Só por isso, vou deixar um nota 7.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos!

Alex André

 

O jogo da mentira – Sara Shepard


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Da mesma autora da série Pretty Little Liars, O Jogo da mentira é o primeiro volume de uma saga que narra a trajetória de Emma ao tentar desvendar quem seria o responsável pela morte de sua recém-descoberta irmã gêmea, chamada Sutton.

Emma é uma garota adolescente que, com poucas memórias de sua instável mãe biológica e tendo passado toda a sua vida em lares adotivos ou de pais temporários, já está acostumada a não ter um lar fixo, mantendo seus poucos bens (inclusive o dinheiro guardado que ganha de seus empregos de meio período) em uma mochila.

Mais uma vez, ela está em uma nova casa com novos parentes temporários. Sendo estes parentes uma mãe que passa o dia trabalhando como garçonetes em cassinos de Las Vegas e é obcecada por famosos e um irmão que parece dedicar todo o seu tempo a fumar maconha, ver vídeos de marginais no Youtube e bolar novos planos para tentar ver Emma nua, a garota não está muito feliz com o novo lar.

Mesmo assim, ela pretende se esforçar e aguentar tudo por mais alguns meses, só até concluir o Ensino Médio para enfim poder entrar na sua tão sonhada faculdade de fotojornalismo.

No entanto, tudo vai por água a baixo quando a mãe nota a ausência de algumas notas no pote onde costuma guardar dinheiro. Embora o irmão seja o real culpado, ele imediatamente arruma um jeito de botar a culpa nela, desmoralizando-a de vez ao mostrar um vídeo de Emma na internet.

O vídeo mostra a menina sendo estrangulada com um relicário e o garoto alega que algumas garotas fazem isso apenas pelo “barato” causado por tal ação, usando isso para provar que Emma não tem boa índole e não é tão certinha quanto parece.

Todas as peças parecem se encaixar, exceto por um pequeno detalhe: A Emma nunca gravou aquele vídeo. É outra pessoa que aparece na gravação. Mas como comprovar isso quando a garota filmada é exatamente igual a ela? É nesse instante que a possibilidade de Emma ter uma irmã gêmea até então desconhecida começa a ganhar força em sua mente e ela decide pesquisar mais sobre o assunto.

Uma breve pesquisa no Facebook revela que ela não estava errada: Uma garota idêntica a ela, Sutton foi adotada ainda pequena por uma família rica e parece viver uma vida de princesa, tendo irmã adotiva, namorado e muitos amigos em decorrência de sua popularidade na escola, ela possui tudo que a Emma jamais teve a chance de ter.

Com uma pitada de inveja e outra muito maior de esperança, ela decide entrar em contato, mandando uma mensagem para a Sutton, afinal, a família poderia aceita-la, não é mesmo¿ As duas marcam um encontro e Emma parte para a cidade da irmã gêmea apenas para descobrir que chegou tarde demais. Sutton foi assassinada, mas ninguém parece saber disso e Emma vai precisar tomar seu lugar, fingindo ser alguém que ela nunca conheceu, se quiser continuar viva e descobrir o que de fato aconteceu com a irmã.

Tendo um enredo interessante que mistura suspense, romance e YA e sendo obra da autora da minha série de TV preferida, eu tinha altas expectativas para esse livro. Receio dizer, no entanto, que estas não foram alcançadas.

Embora possua uma trama envolvente e personagens interessantes, eu não gostei muito do estilo de escrita da autora, um pouco seco e direto demais para o meu gosto, sem falar que achei estranho a história ser narrada a partir do ponto de vista da fantasma, embora tenha sido original, sem dúvidas. Contudo, acho que o que mais pesou para mim foi a facilidade com que a protagonista interpretou o papel da irmã desconhecida. Depois de um tempo, a escritora trabalha melhor com isso, fazendo com que a garota entre em situações onde encontre maior dificuldade para atuar, mas, logo no início, ela age como se aquilo fosse totalmente natural para ela, o que acaba contradizendo uma afirmação anterior de que ela não mentia bem, além de não ser realista, visto que Emma e Sutton tem personalidades díspares e que tudo que a primeira sabe sobre a segunda é proveniente do Facebook.

Apesar disso, como já foi dito, a autora se redimi no final, tornando o enredo cada vez mais interessante conforme conhecemos melhor Sutton e tudo que a envolve, dificultando o fingimento de Emma e criando um romance super fofo entre a protagonista e um rapaz desprezado pelo grupo de amigas de Sutton. Sendo assim, decidi dar uma chance para a saga, dando 8 para o livro e desejando ler a continuação.

By Ana Beatriz

Sempre haverá um amanhã – Giselda Laporta Nicolelis


Resultado de imagem para Sempre haverá um amanhãEste belíssimo livro narra a emocionante história de Mahara, uma menininha linda, de pele rosada e olhos azuis, cachos dourados, ou seja, uma verdadeira bonequinha. A bela criança era filha de Samanta e Daniel e possuía dois irmãos mais velhos: André, de dez anos e Tiago, de cinco.

Tudo ia bem para Mahara e sua família até o momento em que seus pais começaram a notar algo estranho na filha: ela não se desenvolvia como os bebês de sua idade, pois apresentava lentidão de reflexos e ficava sempre muito parada. A menina aparentemente saudável e linda tinha um atraso em sua idade mental!

No início, os pais da menina ficam muito chocados ao receberem a notícia do problema da filha, todavia, com o passar do tempo, aprendem a aceitar Mahara do jeitinho que ela é. A família passa a viver diversas situações a partir de então, enfrentando abertamente o preconceito para fazer com que a adorável menina tenha um vida normal e satisfatória.

E assim, a autora conduz seus leitores a uma leitura terna, emocionante, munida de ensinamentos e muito amor. Afinal:

“Aquela menina não era igual às outras.
Por isso, precisava de mais amor…”

O resto, só lendo muito!

Livro muito bem escrito, que serve de exemplo para todos nós. Se fôssemos atribuir uma nota, ela teria que ser 1000!

Um beijo no coração de todos vocês!

Alex André e Ana Paula

O Fim do Alfabeto – CS Richardson


 

alfabetoA resenha que trago-vos desta vez vem de um livro que foi adquirido em uma das máquinas da linha amarela do metrô de São Paulo. Trata-se de O Fim do Alfabeto, que narra a história de Ambrose Zephyr, que contava com toda a sorte do mundo, pois morava em um estreito terraço vitoriano, na cidade de Londres, repleto de livros. Para completar sua sina, ele trabalhava para uma importante agência de publicidade e era casado com Zipper, uma linda mulher a quem ele considerava a versão moderna da Vênus do Espelho, de Velázques.

No entanto, como tudo na vida de qualquer um de nós não pode ser tão perfeito, ao fazer um exame de rotina, após completar seus cinquenta anos, Ambrose descobre que está com uma doença misteriosa, que o matará em apenas trinta dias.

Muito abalado e em pânico, ele acorda certa noite, prepara sua mala e parte para uma apressada viagem, a fim de despedir-se dos lugares que marcaram a sua vida. O roteiro seguirá a mesma ordem das letras do alfabeto, de A a Z , começando com Amsterdã e terminando com Zanzibar.

“Viva o que resta. Viva o mais intensamente que vocês dois puderem.”

Essa “expedição” consegue provocar no  casal recordações tão fortes e tão marcantes, a ponto de Zipper questionar-se se conseguirá seguir em frente sem Ambrose. Tudo ocorre conforme o planejado até eles chegarem a Istambul, quando a viagem sofre um revés inesperado, provocando uma mudança inesperada nos planos do casal…

O resto, só lendo muito!!!

O tédio e o cansaço tomaram conta de mim durante a leitura deste livro. Senti até vontade de abandoná-lo, mas não o fiz por respeito à literatura. O que me frustra ainda mais é saber que o autor tinha um enredo excelente para um belo romance, contudo, não soube lapidá-lo como devia. Nota 4.

Um beijo no coração de todos vocês.

Alex André

Juntando os pedaços-Jennifer Niven


Após mais um sumiço (dessa vez causado por viagens kk), eu finalmente estou de volta para resenhar Juntando os pedaços, obra de Jennifer Niven, autora também de Por lugares incríveis, um dos meus livros preferidos.

Bem, assim como no primeiro livro da escritora voltada para o público jovem, Juntando os pedaços também tem sua narrativa intercalada entre dois protagonistas (um menino e uma menina) que estudam na mesma escola. Ou seja, o ponto de vista da narrativa se modifica de acordo com o capítulo, o que acaba prendendo o leitor ainda mais, torna a leitura mais interativa e nos aproxima mais dos personagens em questão.

A garota é Libby Strout, cuja mãe morreu quando ela era apenas uma criança. Como se isso já não fosse traumatizante o suficiente, seu corpo começou a se desenvolver antes das outras meninas, fazendo com que sofresse bullying por seu peso diferenciado. Sentindo-se triste e vazia, Libby desconta na comida e se recusa a ir para escola, engordando a ponto de receber o título de A garota mais gorda da América e precisar ser resgatada de sua própria casa, após um ataque de ansiedade que sofrera, por não conseguir mai passar pela porta.

Ela fez tratamentos e, hoje, seu peso não representa mais um grave risco à sua saúde, mas ainda está muito acima do peso ideal. Ignorando esse último fato, a menina se sente renovada com essa melhora, decidindo voltar para  escola, mas o Ensino Médio pode se mostrar mais difícil do que ela esperava.

O nosso outro protagonista é Jack Masselin, engraçado, popular, bonito, e namorado de uma das estudantes mais populares do colégio, todo mundo o conhece. Ou, pelo menos, acha que conhece. A verdade é que o motivo dele sempre sorrir e acenar para todos, viver fazendo piadas e seguir as tendências do grupo em que anda é bem diferente da que todos imaginam: Jack possui uma doença rara denominada prosopagnosia, a qual o impede de reconhecer rostos, inclusive o de pessoas muito próximas a ele, como familiares, amigos ou sua própria imagem no espelho.

Sem conseguir se aceitar por isso, ele se considera estranho e teme que seus colegas façam brincadeiras maldosas com ele se descobrirem. Além disso, ele não quer incomodar seus pais com seus problemas, visto que o garoto descobriu há pouco que seu pai tinha um caso com sua professora de química, e essa descoberta se deu uma semana antes do pai ser diagnosticado com câncer.

Para sobreviver dessa forma sem que ninguém descubra ou se envolver em muitas confusões, ele reconhece as pessoas pelo que chama de marcas identificadoras, que podem ser o cabelo, a voz ou mesmo o jeito de andar. Ele também tenta não se relacionar muito seriamente com ninguém e ser simpático com todos, para o caso de estar falando com a pessoa errada. Infelizmente, essa negação em pedir ajuda também o leva a tomar muitas atitudes que ele não aprova, apenas por seus amigos terem pedido, pois teme perder as únicas pessoas que já aprendeu a reconhecer com mais facilidade pelas marcas identificadoras.

Quando li a sinopse, imaginei que fosse preferir a Libby: vítima de bullying, com uma história trágica e sobrepeso, ela parecia a típica personagem da qual costumo gostar, ao contrário do Jack, com sua popularidade e  beleza, fatores que costumam dificultar minha identificação com a personagem.

Para a minha surpresa, o que ocorreu foi justamente o oposto, e acredito que um dos motivos tenha sido o fato da Libby ser completamente diferente do que eu imaginava: Longe de ter problemas de baixo estima ou depressão, ela é um exemplo, se aceitando como é e expondo isso para todos, sem se importar com o que os outros vão dizer ou pensar, o que não falta nela é força e amor próprio.

O Jack, em contrapartida, se sente sozinho e excluído por conta de sua doença, fingindo ser outra pessoa por tanto tempo que chega a questionar quem ele é de fato. Diferente da Libby, que é um exemplo perfeito de garra e coragem, o Jack é cada vez mais desenvolvido com o transcorrer da história, superando seus preconceitos e lutando para conseguir se aceitar, em guerra consigo mesmo para descobrir se não se tornou tão babaca quanto sempre fingiu ser, mostrando ser alguém muito mais profundo e complexo do que apenas mais um garoto popular.

Me identificar com o Jack para mim foi, além de surpreendente, muito importante para me fazer pensar sobre o outro lado da história e os motivos que levam alguém a fazer algo que machuca os outros e pode soar imbecil. Por mais que seja difícil acreditar, às vezes, o outro realmente tinha um motivo para tomar tal atitude, e talvez esteja numa situação tão ruim ou ainda pior do que a sua.

Embora tenha como principal tema a gordofobia (um assunto muito pouco abordado atualmente, por sinal, e que merece maiores discussões), a obra conta com uma diversidade incrível de personagens, tendo pessoas com variadas formas físicas, gêneros, idades e orientações sexuais, englobando, assim, loiros e negros, gordos e magros, crianças e adultos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, e tendo várias mensagens, mas uma principal: Você é importante. Alguém te ama. Nunca deixe que te ninguém te diga o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo.

E é por causa dessa mensagem brutalmente simples e verdadeira, dos personagens cativantes (inclusive os secundários, dando aqui um destaque pro Dusty, irmão caçula do Jack, que pra mim é o melhor personagem do livro) e da narrativa leve e envolvente da Jennifer Niven (que faz uma doença complexa que eu sequer sabia existir ser de fácil compreensão) que minha nota para esse livro é 9 (não dou 10 porque ainda prefiro Por lugares incríveis kk).

Beijos,

Ana Beatriz

MANA MARIA – Antônio de Alcântara Machado


MANA MARIABoa Tarde, querida família Lendo Muito!

Pensem num clássico da literatura que fosse bem fácil de entender, sem toda aquela linguagem rebuscada e expressões difíceis. Ele existe sim e seu nome é Mana Maria.

O livro narra a história da paulistana Maria, que a partir da doença da mãe, Dona Purezinha, já começa por assumir os afazeres da casa. Com a morte precoce da sua mãe, mana Maria passa a ter domínio sobre tudo e todos na residência: cuida do funeral da mãe, resolve colocar sua irmã mais nova, Ana Teresa, em um colégio interno de freiras e administra as contas e os afazeres domésticos.

Seu pai, Joaquim Pereira, consulta a filha sobre tudo, desde a compra de um automóvel para a família, até o melhor médico para tratar Ana Teresa de escarlatina. E mana Maria sempre mostra-se muito capaz.

Contudo, mana Maria tem ciência da sua falta de beleza. Tanto é que resolve “masculinizar-se”: começa então a usar blusas mais fechadas e quase nenhuma pintura e, para fazer par com suas sobrancelhas muito grossas, adota óculos de lente grossas: uma verdadeira Frida Kahlo tupiniquim.

Mesmo com poucos atrativos, Dr. Samuel Pinto, que já tratara da doença de sua irmã, acaba por apaixonar-se perdidamente por ela, a ponto de procurar seu pai para pedir sua mão em casamento. Será que ela vai aceitar casar-se com o nobre médico ou vai continuar sendo apenas mana Maria?

O resto, só lendo muito!

Posso afirmar que gostei muito deste livro, apesar de achá-lo um tanto quanto incompleto, ou seja, parece que ficou faltando algo no final. Mesmo assim, não poderia dar uma nota menor do 9 para ele.

Espero que tenham gostado desta resenha.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André