RATOS E HOMENS – John Steinbeck


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Hoje, trago-vos a resenha de Ratos e Homens: um verdadeiro clássico universal, de autoria do escritor americano John Steinbeck – ganhador do Nobel de 1962.

Em plena Grande Depressão Americana, a dupla de caipiras migrantes George e Lennie vivia fazendo pequenos bicos em lavouras de fazendas no interior da Califórnia. George era um sujeito pequeno, franzino e muito ladino; já, Lennie era muito alto e forte como um touro, mas com uma compreensão das coisas similar à de uma criança de três anos. 

Por causa de sua força descomunal e sua fraca inteligência, Lennie vivia criando problemas para ambos e George vivia sempre reclamando que sua vida seria muito mais fácil sem o amigo, porém, Lennie recusava-se sempre a abandoná-lo.

O sonho destes dois trabalhadores braçais era juntar um dinheirinho para comprarem um pedacinho de terra para cultivarem hortaliças e criarem coelhos, todavia, por causa da última confusão em que Lennie se metera, eles foram obrigados a abandonar o serviço e rumarem para Salinas, onde foram empregados para trabalharem num rancho.

Apesar de serem bem recebidos pelos outros trabalhadores do rancho – principalmente por Candy, um velho faz-tudo do lugar -, Curley, o filho do dono, que era uma pessoa extremamente cruel e preconceituosa, logo fica na marcação dos dois, principalmente por causa de sua bela esposa, que vive flertando com os empregados.

Não vai demorar muito para Lennie envolver-se na pior enrascada de sua vida…

O resto, só lendo muito!

Uma verdadeira história de amizade, que conta  com um final surpreendente e comovente, capaz de levar qualquer leitor às lágrimas, mesmo os mais duros!

Digno de 5 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

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O Fabuloso Dr. Pacífico (O Médico dos Bichos) – Hugh Lofting


Resultado de imagem para capa o fabuloso Dr. PácificoBoa tarde, querida Família Lendo Muito!!!

Trago-vos, desta vez, mais uma resenha de um livro adquirido nas máquinas de livros do Metrô de São Paulo; trata-se de O Fabuloso Dr. Pacífico (O Médico dos Bichos), de autoria de Hugh Lofting: primeiro livro da série Dr. Pacífico (Dr. Dolittle), que rapidamente tornou-se um verdadeiro sucesso mundial e é considerada por muitos como uma das mais originais obras infanto juvenis de todos os tempos.

Na pequena cidade de Poção do Brejo vivia João Pacífico, um médico muito conhecido e querido por todos, devido à sua enorme habilidade e, principalmente, ao seu espírito humanitário para com os animais. Ele e sua irmã  viviam numa casa simples e bem modesta, com um lindo jardim na frente.

Como ele gostava muito dos animais, sua casa mais parecia um horto, pois havia todo o tipo de bicho por lá, como um lindo peixinho dourado, que vivia no aquário, coelhos que habitavam sua despensa, ratinhos brancos, que viviam dentro do piano, um esquilo em seu armário de roupas e até um ouriço, que dormia despreocupadamente no sótão. Porém, seu animais favoritos eram Dabe-Dabe, o pato; Jipe, o cachorro; Gube-Gube, o leitão; sua coruja Tutu e seu papagaio, de nome Polinésia.

Sara, sua irmã, reclamava sempre com ele sobre aquela bicharada, já que sua clientela estava cada vez mais escassa, pois seus pacientes já estavam cansados de encontrar ratinhos na sala de espera ou sentarem-se sobre um ouriço!!!

Conforme o tempo passava, o médico arrumava mais bichos e perdia mais clientes, até o dia em que ele perdeu quase todo o dinheiro e foi obrigado a desfazer-se de seu adorável piano, não sem antes acomodar os ratinhos na gaveta de seu escritório, é claro!

Foi então que, certo dia, um vendedor de carne para gato deu-lhe a ideia de deixar de atender as pessoas e passar a atender apenas animais, pois ele saberia como tratá-los muito melhor que os veterinários da época; o tal vendedor até comprometeu-se a enviar todas as velhinhas donas de gatos e cachorros que ele conhecia.

Após a saída do tal vendedor, o papagaio Polinésia, que havia prestado atenção à toda aquela conversa, voou até ele e teve uma verdadeira conversa com o doutor, para seu completo espanto; Polinésia explicou ao Dr. Pacífico que os papagaios falavam dois idiomas: o das pessoas e o das aves.

Logo que recobrou-se do choque inicial, o médico ficou extremamente interessado em aprender a linguagem das aves; aos poucos, o papagaio foi ensinando-lhe o ABC das aves. Mais tarde, Polinésia ajudou-o a entender também a linguagem dos cães; por fim, o Dr. Pacífico era capaz de entender o idioma de qualquer animal.

Seus primeiros “clientes” foram cachorros com dores de estômago; depois, ele atendeu um cavalo que reclamava de problemas de visão;  texugos e ratos do banhado vinham para tratar-se com ele durante à noite.

Devido a propaganda que os bichos faziam de boca em boca – ou de bico em bico, em alguns casos- o Dr. Pacífico voltou  a ganhar muito dinheiro, para felicidade de Sara, que comprou até um vestido bem caro que desejava há anos.

Entretanto, alguns animais chegavam em péssimas condições e eram obrigados a ficar na casa do bom médico por uma semana ou mais, alguns nem queriam mais voltar para suas casas e seus péssimos donos; e como o doutor não gostava de magoá-los, sua casa ia ficando cada vez mais lotada com animais de todos os tipos.

A gota d’água veio quando um jacaré com dor de dente fugiu do circo durante a noite e, após ser tratado, não quis mais retornar para sua jaula; o doutor então adotou-o, só que os fazendeiros deixaram de levar seus bezerros e carneiros doentes para o bom médico, com medo que o jacaré os devorasse; as velhinhas também deixaram de levar seus cães e gatos pelo mesmo motivo.

Vendo que eles estavam ficando novamente sem dinheiro, Sara deu um ultimato para que João Pacífico se livrasse de vez do tal jacaré, caso contrário ela partiria para sempre dali.

O doutor fez a escolha mais difícil de sua vida: ficou com o jacaré; Sara então arrumou as suas coisas e partiu naquele mesmo dia!

Após a partida da irmã e com o dinheiro escasso, os animais passaram a dividir as tarefas domésticas: um macaco encarregava-se da comida e das costuras; o cachorro varria o chão; o pato espanava tudo e arrumava as camas, o porquinho cuidava do jardim e Polinésia, por ser o mais velho, administrava a casa e toda a rouparia.

Num dia muito frio de inverno, uma andorinha veio avisar o bom doutor que uma doença horrorosa estava matando os macacos na África; sensibilizado, João Pacífico tomou um navio emprestado de um antigo amigo e comida de outro e partiu com alguns animais  rumo à África, para viver grandes aventuras por lá.

O resto, só lendo muito!

Uma linda história, que nos ensina o verdadeiro valor da amizade entre humanos e animais.

Digno de receber 5 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

 

Romance de uma Mulher – Guy de Maupassant


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Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Após um breve hiato, estamos retornando hoje e trazendo uma resenha especial de um verdadeiro clássico da literatura universal: Romance de uma Mulher, de autoria do brilhante Guy de Maupassant.

O livro narra a história da romântica e bela Joana, que fora mandada para o convento “Sacre-Coeur” aos doze anos, retornava agora com dezessete a casa dos pais ricos, livre de todos os pensamentos mundanos e aguardando um marido maravilhoso enviado pela Divina Providência, que lhe seria dedicado por toda a sua existência, ou seja, um verdadeiro príncipe encantado!

A mãe de Joana, a baronesa Adelaide e seu pai, o Barão Simão-Tiago, faziam de tudo para que sua única e tão querida filha fosse a mais feliz de todas as jovens, dando-lhe todo o amor e carinho e enchendo-a de mimos e presentes.

Num belo dia, ela conhece seu novo vizinho, o belo e formoso Julião, visconde de Lamare, por quem logo se apaixona e casa muito rapidamente. Todavia, Joana descobre da maneira mais dura que seu marido estava mais para um sapo do que para um príncipe, pois ele havia se casado com ela apenas por causa de seu dote, mostrando-se um marido avarento e muito agressivo.

A partir de então, ela passa a experimentar uma vida tediosa e infeliz, que piora quando a empregada Rosália, dá à luz a um menino repentinamente e se nega veementemente a dizer quem é o pai da criança. Entretanto, após surpreendê-la certa noite na cama com Julião, Rosália acaba confessando-lhe que o pai de seu filho era seu marido e que ele a visitava com frequência, desde que voltaram da noite de núpcias!

Joana então começa sua saga, tendo que lidar com a infidelidade de Julião e submetendo-se aos martírios e provações de um casamento fadado ao fracasso…

O resto, só lendo muito!

Um drama forte e tocante, que força todos nós leitores a refletirmos sobre a vida que idealizamos e que nem sempre é a que conseguimos alcançar.

Como o próprio Guy de Maupassant afirmava sempre: “A vida, que você vê, nunca é tão boa ou tão ruim quanto a que acreditamos!”

Esperamos que todos tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

 

Cynthia – E. V. Cunningham (Howard Fast)


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Boa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha do livro Cynthia – que eu ganhei da queridíssima Dra. Milene, minha terapeuta ocupacional -, cujo brilhante autor norte-americano Howard Fast \(Spartacus) escreveu sob o pseudônimo de E. V. Cunningham.

A história é narrada em primeira pessoa e tem início numa quinta-feira do mês de maio, quando Harvey Krim, investigador de seguros da Lloyds Seguradora – terceira maior companhia de seguros do mundo-, recebe, de seu chefe chato e irritante, a incumbência de encontrar a jovem Cynthia Brandon, filha do multimilionário E. C. Brandon; ela estava sumida desde a última segunda-feira, quando fora vista saindo do luxuosíssimo apartamento de 22 quartos de seu pai.

O mais estranho de tudo era o fato da companhia de seguros de Harvey ter dois seguros para Cynthia Brandon: um de vida, no valor de 1 milhão de dólares e outro, também de um milhão, no caso de seu sequestro; ambos traziam, como único beneficiário seu pai, Elmer Cantwell Brandon, que os procurara ainda naquela semana, com o intuito de aumentar ainda mais o prêmio do seguro de sequestro para dois milhões!

A missão de Harvey seria encontrar Cynthia a qualquer custo, fazendo com que a empresa economizasse o valor das indenizações dos seguros. Para isso, ele deveria pagar o sequestro, caso ela houvesse sido raptada de verdade; ou arranjar um atestado de óbito, se ela estivesse morta. O investigador de seguros exigiu receber dois cheques: um no valor de quinze mil dólares, para os seus honorários; e outro, de oitenta e cinco mil dólares, que ele restituiria ao final da missão.

Harvey achava que tudo não passava de uma fuga de uma jovem bonita e rica, que estava saturada de levar uma vida vã e fútil, todavia, ao visitar a residência do pai da jovem, ele ficou sabendo que Cynthia sabia que E. C. Brandon a deserdaria totalmente caso ela fugisse novamente de casa, como já havia acontecido antes!

As coisas ficaram ainda mais misteriosas quando o tenente Rothschild, da polícia de Nova Yorque, que pressionava Harvey para obter informações sobre o sumiço de Cynthia, contou a ele que seu detetive Gonzáles havia visto a jovem desaparecida na última terça-feira, andando de mãos dadas com um homem moreno e bonitão em pleno Central Park; González já havia visto aquele rosto antes num álbum da Interpol: tratava-se de Valente Corsica, que se passava pelo Conde Gambion de Fontini, e estava cotado para tornar-se o novo chefe da máfia!!!

Harvey pede auxílio para Lucylle Dempsey, bibliotecária da Divisão Donnel da Biblioteca Pública de Nova York; após conversarem com a madrasta de Cynthia, eles descobrem que a jovem sumida estava em busca de um grande amor; ela conheceu o falso conde, utilizando serviços de uma agência de encontros, que usava o computador para buscar afinidades entre seus membros…

O resto, só lendo muito!

Esta é uma história bem escrita, repleta de surpresas e muitas reviravoltas, que termina com um final surpreendente.

Digno de 3 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

A bruxa não vai para a fogueira neste livro-Amanda Lovelace


Continuando a trilogia Mulheres tem uma espécie de magia, que iniciou-se com a obra A princesa salva a si mesma neste livroAmanda Lovelace é mais do que vitoriosa ao tentar conciliar os desejos simultâneos de agradar o leitor que aprovou o primeiro volume e de não apresentar apenas “mais do mesmo”.

Embora mantenha sua veia feminista e empoderadora, entre um livro e outro, Amanda efetua uma mudança que pode ser sentida até mesmo nos respectivos títulos: Enquanto princesas são comumente associadas a fragilidade, delicadeza e sensibilidade, bruxas são mais lembradas como poderosas, fortes e amedrontadoras.

Essa mesma modificação se faz presente nos poemas que, se mostravam muito da dor e dos sofrimentos do eu-lírico da poetisa, bem como sua dificuldade em aprender a gostar de si mesma, através de um viés mais delicado, sutil e melancólico, no último lançamento da autora se concentram mais na força do eu-lírico, em seu desejo de mudança e na raiva causada por todos os abusos por ele sofrido, tendo, assim, uma escrita menos suave e mais contundente, decidida, quase violenta, algumas vezes.

Assim como no primeiro livro, a poetisa também se aproveita de diversas metáforas para transmitir a mensagem desejada nesse último livro. As metáforas, é óbvio, variam de acordo com a imagem central da obra: Enquanto a primeira possui mais metáforas associadas ao mundo circundante às princesas (com referências a dragões, castelos e coroas), a segunda conta mais com aquelas relacionadas a bruxas (como, por exemplos, menções a fogueiras, feitiços e fogo).

Outra característica que notei em ambos os volumes é a preocupação da escritora em dirigir-se não apenas a mulheres heterossexuais e cisgênero, mas a mulheres LGBTI+ também. Se o primeiro livro contêm um poema sobre o amor entre mulheres, o mais recente conta com dois poemas que se referem a mulheres transgênero.

Um último detalhe que gostaria de comentar aqui é o evidente gosto da autora por obras de fantasia infanto-juvenil/YA, pois, se você achava que as referências a Harry Potter em seu primeiro lançamento não eram prova suficiente desse gosto, receio que as menções dela a Jogos Vorazes nesse último podem te fazer mudar de ideia. Apesar de não ser algo essencial às respectivas obras, nem tampouco o cerne delas, tais referências me deixaram feliz, uma vez que sou fã assumida de ambas as obras.

Com tudo o que disse até agora, acho que já posso afirmar que Amanda Lovelace é uma das minhas poetisas preferidas e, a despeito da minha preferência pelo primeiro livro dela, essa se explica por uma mera preferência minha por um tom mais sentimental e melancólico a um mais raivoso e retumbante, mas garanto que A bruxa não vai para a fogueira neste livro não decepciona nem os novos leitores da autora nem aqueles que já conhecem sua produção anterior, ganhando, assim, meu 9.

By Ana Beatriz

 

Almost Blue – Carlo Lucarelli


Resultado de imagem para livro almost blueBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Nesta noite, trago-vos a resenha de Almost Blue, livro de autoria de Carlo Lucarelli: autor-ativista italiano que gosta de misturar noir com pop; além disso, o autor também é um grande amante da sétima arte e um colaborador frequente nos filmes do famoso diretor Roman Polanski.

O autor faz uso de uma narrativa sob a perspectiva de três personagens: um deficiente visual, uma policial e o próprio assassino.

O jovem e deficiente visual Simon Martini é um verdadeiro fã de músicas antigas, principalmente “Almost Blue”, de Chet Blue; além disso, este rapaz de 25 anos, que vive na companhia de sua mãe, é um verdadeiro gênio da informática, que passa o tempo todo em seu quarto, ouvindo conversas na frequência da polícia e em salas de bate-papo, através de um scanner e um sintetizador de voz eletrônica.  Na opinião de Simon, cada pessoa tem uma voz com uma cor específica: rosa é uma voz fina  e esganiçada; já violeta corresponde a uma voz baixa e tediosa; vermelha é uma voz grave e volumosa; azul, é o exemplo da beleza, da perfeição, e verde, é uma voz áspera, perigosa, que arde como fogo, como o sol.

Grazia Negro é a única mulher que trabalha na Polícia Científica de Bolonha; por isto mesmo ela era sempre alvo de cantadas e piadas machistas. Ela e seu parceiro Vittorio faziam parte da UACS: Unidade De Análise de Crimes em Série (parecida com o CSI da tevê) e estavam investigando uma série de assassinatos de estudantes universitários ocorridos nos últimos anos. Na opinião de Grazia e de Vittorio, todos aqueles crimes eram obra de um único serial killer.

O problema é que nenhuma testemunha conseguia descrever com exatidão o rosto do assassino; fora isso, o promotor e o delegado não queriam levar a investigação adiante, com medo de serem ridicularizados pela imprensa…

Vittorio é designado para um caso em Roma e Grazia continua sozinha com a investigação; após um novo assassinato foram colhidas as digitais do verdadeiro assassino. Seu nome é Alessio Crossi – jovem problemático, que fora internado pela mãe desde muito cedo num colégio interno. Mais tarde, ele acabou tendo que ser internado no manicômio, por causa de suas neuroses.

Lendo o arquivo de Alessio, Grazia descobre que ele começou a incomodar as outras crianças desde cedo com seus pesadelos recorrentes, onde, segundo ele, um dragão recoberto de escamas pulava toda noite em seu peito e depois devorava o seu rosto. Naquela época, um canal de tevê transmitira o documentário “Galápagos, os Últimos Dragões”, e muitas crianças ficaram impressionadas com aqueles iguanas enormes, por isso, ninguém deu muita atenção para o garoto.

Só tinha um pequeno problema: Alessio estava enterrado há muito tempo, vítima de um acidente elétrico no manicômio! 

Então como as digitais de um morto apareceram na cena do último assassinato?

O resto, só lendo muito!

O enredo era muito bom e o ritmo da narrativa eletrizante; todavia, o final não me convenceu, pois ficou completamente vago e sem sentido!

Por isso, atribuo apenas duas estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

NÃO CHEGUE TÃO PERTO – Luana Lewis


Tome muito cuidado com quem
você convida a entrar

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Querida Família Lendo Muito, é com esta frase impactante que inicio a minha resenha de Não Chegue Tão Perto: livro de estréia da autora e psicóloga clínica Luana Lewis.

Às 15 horas do dia 7 de janeiro de 2011, Stella ouviu sua campainha tocar insistentemente, no hall de entrada de sua linda e enorme residência de Hilltop, situada ao pé das colinas de Chiltern, Inglaterra.  Antes de atender à porta, ela ficou se perguntando como alguém conseguira passar pelo sensor de intrusos, sem que ele disparasse, e como alguém, em seu juízo perfeito, sairia do aconchego de sua casa numa nevasca tão forte?

Ela então dá de cara com uma linda garota loira, diante de sua porta, pedindo para entrar e usar seu telefone; algo que Stella recusa a princípio, mas acaba aceitando, com medo que a garota morresse de frio naquele tempo horrível.

Após entrar, a garota disse que se chamava Blue Cunningham e  viera até ali para falar com o dr. Max Fisher, o marido de Stella, pois descobrira há muito pouco tempo que ele era seu pai biológico!!!

Mesmo sem acreditar muito no que Blue lhe falara – afinal, quem teria um nome destes, ela pensou -, Stella tentou, sem obter sucesso, falar com seu marido pelo celular. Ela então resolveu ligar para Peter Harris, um antigo namorado policial, e contar-lhe tudo a respeito de Blue; Peter prometeu-lhe que checaria no banco de dados da polícia se alguma garota encaixava-se na descrição que ela lhe passara e retornaria  assim que tivesse a resposta.

Após ouvir o click do telefone, Stella deu-se conta que estava presa em sua própria casa, com uma completa estranha, e não tinha certeza alguma se poderia suportar tal barra; ela tomou a decisão de trancar a garota em seu próprio quarto, até descobrir mais a seu respeito.

Peter resolveu ir até a casa de Stella e contar a ela pessoalmente que Blue era ninguém mais, ninguém menos que a filha de Lawrence Simpson!!!

Ao ouvir aquele nome, o sangue de Stella congelou em suas veias, pois aquele homem era o responsável pela sua agorafobia e seu completo isolamento…

O resto, só lendo muito!

Luana Lewis, aproveitando-se de sua vasta experiência como psicóloga, conseguiu criar um thriller psicológico muito bom, com um enredo muito bem elaborado e convincente, mas pecou um pouco no final, deixando-o previsível. O que eu mais gostei foi o fato da autora utilizar uma narrativa que se desenrola em três períodos distintos de tempo.

Recebe 3 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

Cidade de Ladrões – David Benioff


Resultado de imagem para cidade de ladrõesBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Escolhemos uma resenha especial para aquecer a noite de todos. Trata-se de Cidade de Ladrões, de autoria de David Benioff.

Este belíssimo livro tem como cenário principal a Segunda Grande Guerra. 

Em Leningrado, atual São Petesburgo, – carinhosamente apelidada de Piter pelas personagens -, os soldados alemães fazem da vida dos russos um verdadeiro inferno, sitiando a cidade e transformando-a num verdadeiro circo de horrores, onde canibais vendem livremente carne humana, cadáveres de paraquedistas caem do céu a todo momento, cachorros-bomba explodem a qualquer hora do dia e da noite e todas as demais atrocidades que acompanham um cenário de guerra.

No meio deste verdadeiro caos, os dois jovens Lev e Kolya, recebem de um irascível coronel russo, uma missão considerada impossível: encontrar uma dúzia de ovos para o bolo de casamento de sua filha; em troca de não serem presos – Lev  era acusado de ser ladrão e Kolya, de desertor -, eles ainda receberiam cartões de racionamento e não teriam que enfrentar as terríveis filas para conseguir uma miserável porção de comida.

Com o intuito de salvarem suas vidas, eles embarcam então nesta “aventura”, procurando ovos numa época onde as pessoas passavam fome e brigavam por qualquer migalha de pão adormecido!

Será que Lev e Kolya conseguirão encontrar os ovos no tempo estipulado???

O resto, só lendo muito!

Uma narrativa emocionante, que demonstra-nos o real valor da amizade verdadeira e também ajuda-nos a perceber como a força do amor e da coragem são determinantes para o enfrentamento de qualquer tipo de infortúnio ou desgraça!

Digno de 5 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula

O Outro lado – Natsuo Kirino


Resultado de imagem para do outro lado natsuo kirinoBoa tarde, querida Família Lendo Muito!!!

Trago-vos, desta vez, a resenha de O Outro Lado – um thriller psicológico de tirar de o fôlolego, de autoria de Natsuo Kirino!

O livro narra a história de quatro amigas que trabalham juntas no turno da noite de uma fábrica de marmitas; além do fato de trabalharem juntas, as quatro também têm em comum o fato de levarem vidas bem complicadas. Kuniko, a mais nova do grupo, gasta todo o dinheiro que tem – e também o que não tem – com roupas e acessórios; seu marido a abandonou após descobrir o montante de suas dívidas e agora ela encontrava-se nas mãos de agiotas. Yoshie,  é uma mãe solteira, que cria sua filha adolescente com muitas dificuldades, além de também ser obrigada a cuidar de sua sogra acamada há seis anos, devido a um AVC. Yayoy é mãe de dois garotos pequenos e trabalha na fábrica para sustentar a casa, pois seu marido Kenji não passa de um autêntico vagabundo e jogador compulsivo. Já Masako é a mais velha e líder das quatro, a quem as outras sempre recorrem quando o assunto é dinheiro; todavia, ela também não é nenhum pouco feliz ao lado de seu marido – inclusive eles dormem em quartos separados há bastante tempo – e seu filho não fala com ela desde o dia em que foi expulso da escola.

Certa noite, Yayoi volta para casa e encontra Kenji, que havia chegado mais cedo do que o normal; ela fica sabendo então que ele havia gastado todo o dinheiro que vinham poupando jogando bacará num clube masculino. Ela então confronta o marido a respeito de Anna, uma garota de programa com quem ele estava saindo e o mesmo acaba por desferir-lhe um forte soco no estômago. Cega de raiva, Yayoi acaba estrangulando Kenji até a morte.

A primeira coisa que vem a mente de Yayoi é ligar para a amiga Masako, que ouve toda a narrativa e a orienta a ficar calma, pois ela iria ajudá-la a livrar-se do corpo de Kenji. Yoshie e Kuniko, que precisavam de dinheiro emprestado de Masako acabam aceitando ajudá-la a desmembrar o corpo no banheiro da casa de Masako, colocando-o em sacos pretos de lixo e, posteriormente, descartando-o em pontos diferentes de Tóquio. 

Kuniko acabou sendo descuidada e  largou seus sacos num parque, que logo foram encontrados pelas autoridades. Dois detetives  batem na porta de Yayoi, para perguntar-lhe a respeito do seu marido, mas ela consegue convencê-los que não tinha nada a ver com o crime. 

Posteriormente, a polícia acaba prendendo Satake, o dono do clube masculino que Kenji frequentava, pois o mesmo havia dado uma surra no falecido na mesma noite em que ele fora morto, porque ele estava devendo muito dinheiro e também estava assediando Anna, sua melhor garota de programa.

Yayoi ficou sabendo que receberia um valor bem alto referente ao seguro de seu falecido marido e prometeu dividi-lo com suas amigas.

Tudo caminha para um desfecho feliz para as quatro, até o momento em que o agiota de Kuniko vai até a sua residência, com o intuito de receber o que lhe é devido…

O resto, só lendo muito!

Mais do que ter criado um suspense eletrizante, Natsuo Kirino, retrata-nos brilhantemente a sociedade japonesa e alguns de seus costumes rígidos e retrógrados, como a submissão feminina e a desigualdade salarial entre as mulheres e os homens – algo que é  recorrente na maioria do países, inclusive no Brasil -, a discriminação que  os chamados dekasseguis (brasileiros que trabalham no japão) sofrem por parte do povo japonês, em geral.

Digno de 3 estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

Ouvinte da Noite – Armistead Maupin


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A resenha que escolhemos trazer para vocês desta vez é a do livro Ouvinte da Noite, do autor americano Armistead Maupin.

Gabriel Noone, um escritor homossexual e cinquentão, encontrava-se em uma grave crise de identidade e de criatividade; além disso, ele também passava por terríveis problemas no seu casamento com Jess, seu parceiro de longa data.

Além de autor, Gabriel também comandava um popular programa de rádio noturno, onde ele lia, para seus muitos ouvintes, pequenos trechos de suas histórias.

Um certo dia, este notável escritor e locutor, recebeu pelo correio os originais de um livro escrito por Peter Lomax – um garoto de apenas 13 anos de idade, que sofrera terríveis abusos físicos e sexuais que o deixaram com uma moléstia incurável.

Enquanto lia e ia tomando ciência de toda a atrocidade que o pobre Pete vinha sofrendo há tanto tempo, Gabriel acabou desenvolvendo uma relação de verdadeira paternidade pelo garoto, sem jamais conhecê-lo, pois o mesmo vivia do outro lado do país com Donna Lomax, a psicóloga que o tratara e o adotara.

Conforme o tempo avança, o sentimento de aproximação entre o velho escritor e o pobre garoto estreita-se cada vez mais; entretanto, várias situações inusitadas vão ocorrendo também, fazendo com que Gabriel passe então a desconfiar da real existência de Peter, já que, devido a enorme distância que os separava, eles só se falavam pelo telefone.

Afinal, será mesmo que Peter Lomax existe? Ou tudo não passava de uma grande armação de uma mente doentia, que se ocultava do outro lado da linha telefônica?

Para obter estas respostas, só lendo muito!!!

O livro conta com um enredo bem intrigante e muito instigante, que prende o leitor até a última página.

Digno de 3 estrelas!

Esperamos que tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)
&
Ana Paula