O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon


Resultado de imagem para o menino do dedo verdeQuerida Família Lendo Muito, trago-vos hoje a resenha de um livro maravilhoso, considerado por muitos um paralelo de O Pequeno Príncipe. Trata-se de O Menino do Dedo Verde, de autoria do francês Maurice Druon.

A história começa com o nascimento de João Batista. Acontece que o menino não gostou nenhum pouco do seu nome e esperneou e chorou muito quando o chamaram de João Batista, afinal, não fora ele quem escolhera o nome e sim os adultos.

Logo depois, ele passou a ser chamado de Tistu, pois apelidos são formas naturais de se chamarem as crianças.

Tistu era loiro e de olhos azuis e nascera em uma família muito rica, pois o Sr. Papai, seu pai, era um importante fabricante de canhões da cidade de Mirapólvora. Ele tinha certeza que seu filho querido o sucederia na fábrica.

Todos achavam-no tão bonito a ponto dele acreditar que a beleza era algo tão natural; para ele, a feiura deveria ser uma exceção!

A Dona Mamãe e o Sr. Papai resolveram educá-lo em casa mesmo até os 8 anos, ensinando coisas simples para o filho querido. Ele aprendeu com a mãe o princípio da leitura, a somar, subtrair e até multiplicar e dividir, apenas observando a natureza.

Então ele foi mandado para a escola, para que se juntasse às demais crianças de Mirapólvora. Contudo, no terceiro dia ele conseguiu ser expulso por dormir em sala de aula.

“Prezado Senhor, o seu filho não é como todo mundo. Não é possível conservá-lo na escola.” – era o que a carta que o professor de Tistu mandara para eles dizia.

Ele havia sido devolvido aos pais e todos passaram a olhá-lo torto, se perguntando o que seria daquele menino bonito. Só o Ginástico, seu pônei de estimação, não o censurava.

Seus pais resolveram que ele não iria nunca mais para a escola e não tocaria jamais em qualquer outro livro; dali para frente ele se tornaria gente grande, aprendendo as lições apenas observando o desenrolar das coisas.

Primeiro, ele teve aulas com o Sr. Bigode, que aparentava ser muito severo, mas que no fundo era um amor de pessoa. Ele ensinou todo o segredo da jardinagem para Tistu; quando o garoto semeou algumas flores nos vasos e ela floresceram no mesmo dia, ele disse para Tistu que ele nascera com o polegar verde, porém,  ele deveria manter essa informação em segredo, pois aquilo era um dom e gente grande não lida bem com essas coisas.

Depois, ele foi ter aulas com o Sr. Trovões, que apresentou-lhe a cadeia da cidade. Tistu achou as pessoas tão miseráveis e tristes, e o lugar era tão horrível, que ele questionou o Sr. Trovões sobre aquele tratamento dados aos presos. Trovões disse-lhe então que aquele lugar servia de castigo para aqueles que cometeram crimes, todavia, Tistu ficou com a impressão de que deixar as pessoas expiarem seus erros em um lugar tão horrível, não servia para nada.

Durante a noite, ele resolveu então agir: foi até os muros da cadeia e usou seu polegar para modificar a prisão. Ao acordarem, os habitantes de Mirapólvora deram de cara não com uma cadeia, mas com um verdadeiro Castelo de Flores.

Aquilo era tão estranho que eles resolveram constituir um congresso de botânicos para examinar as flores da cadeia de Mirapólvora, mas as explicações não foram satisfatórias.

Depois, ele acompanhou o Sr. Trovões em uma visita às favelas da cidade; lá chegando, ele viu pessoas muito pobres, morando em casebres lúgubres e levando uma vida dura e miserável.

Ao voltar, ele teve a ideia de mudar o aspecto daquele lugar utilizando seu polegar verde novamente. Na manhã do outro dia, aquele horrível lugar transformara-se em uma área lindamente florida, ou seja, uma verdadeira paisagem de cartão postal.

As pessoas acharam aquele lugar tão belo e formoso  que começaram a pagar entrada como se ali fosse um museu.

Vou parar por aqui, para não estragar as surpresas que o autor preparou para vocês…

O resto, só lendo muito.

Um livro considerado infantil, porém, de infantil não tem nada, já que traz inúmeros ensinamentos para todos nós, que nos consideramos adultos.

Sortudo foi o tradutor da minha edição,  D. Marcos Barbosa, pois ele teve a honra de traduzir duas obras-primas: O Pequeno Príncipe e o Menino do Dedo Verde.

Merece 5/5 estrelas

Gostaria de agradecer muito a Dra. Milene Penariol Bizarro, minha T.O. (terapeuta ocupacional) que presentou-me com vários livros de sua coleção: O Menino do Dedo Verde estava entre eles.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

Gato Felix Classic – Otto Messmer, Pat Sullivan e outros


Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para aqueles que ainda não sabem: nosso espaço é bem eclético. Gostamos de postar poesias, acrósticos, resenhas de livros, de séries, de mangás e de HQs também.

Desta vez, escolhi para  resenhar  um personagem que todos conhecem muito bem: o Gato Félix.

Gato Felix Classic, da Opera Graphica Editora é uma edição primorosa, em capa de couro, com uma introdução do cartunista Ota (Otacílio d’ Assunção), que remonta aos tempos em que antecederam a criação do gato tão querido e conhecido por todos.

Só para dar uma ideia a todos: Felix reinava soberano no tempo do cinema mudo, sendo o primeiro personagem de animação a tornar-se grife e ter vários produtos licenciados, ganhando  os quadrinhos e até mesmo uma canção: Felix, the cat.

Até nosso querido Monteiro Lobato rendeu-se ao carisma do personagem, chegando a transformá-lo em personagem de seus livros.

Ele só foi desbancado mesmo de seu trono quando o cinema mudo perdeu espaço para o cinema falado e um certo camundongo Mickey entrou em cena…

Durante muito tempo, acreditou-se que o verdadeiro criador do Gato Felix era Pat Sullivan, que detinha os direitos sobre o personagem, mas seu verdadeiro criador era o desenhista Otto Messmer, que no inicio nem sequer tinha seu nome nos créditos.

As cinco histórias escolhidas para fazerem parte desta edição são de publicações que saíram em tiras de jornais entre 1934 e 1935, épocas em que o Gato Felix atingiu sua maior notoriedade nos EUA.

Surpreendi-me muito com cada história, pois, apesar de ser um fã do Gato Felix e ter assistido muito aos seus desenhos, não fazia ideia de que, naquela época, suas histórias, além de muito divertidas, vinham sempre acompanhadas de bons ensinamentos.

Destaque para Baby-Sitter, que narra a história de um casal que deixa seu filhos sozinhos, na companhia do Gato Felix em casa.  A casa deles acaba invadida por um ladrão perigoso e procurado pela polícia, que se passa por detetive de polícia para tentar enganar as crianças, contudo, o esperto Felix desconfia de algo na atitude suspeita do tal detetive.

O ladrão começa a roubar a casa, mas  quando entra no quarto das crianças e dá de cara com elas, ali ajoelhadas, rezando para que Deus lhe proteja de qualquer mal; ele decide então abandonar a vida de crimes e emendar-se – pega até as únicas moedas que ele possuía e deposita no cofrinho das crianças, que acaba caindo e se quebrando, bem no momento em que os pais estavam voltando.

Felix, com pena do ladrão,  resolve assumir a culpa pela queda do cofrinho e ainda ajuda o mesmo a escapar da residência. A história termina com uma verdadeira lição de civilidade e moral a todos nós.

Uma edição que merece fazer parte da coleção daqueles que são fãs do Gato Felix e para aqueles que são fãs de quadrinhos em geral, pois muitas das técnicas de arte sequencial usadas hoje, tiveram início nas tiras pioneiras do nosso gato querido.

Uma curiosidade: A primeira imagem veiculada na TV foi a do nosso querido Gato Felix, e deu-se em 1928. Sua imagem em papel servia para regular a imagem dos aparelhos que eram em preto e branco naquela época.

A primeira celebridade da TV.

Atribuo 5/5 estrelas.

Espero realmente que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos.

Alex André

 

 

Juntando os pedaços-Jennifer Niven


Após mais um sumiço (dessa vez causado por viagens kk), eu finalmente estou de volta para resenhar Juntando os pedaços, obra de Jennifer Niven, autora também de Por lugares incríveis, um dos meus livros preferidos.

Bem, assim como no primeiro livro da escritora voltada para o público jovem, Juntando os pedaços também tem sua narrativa intercalada entre dois protagonistas (um menino e uma menina) que estudam na mesma escola. Ou seja, o ponto de vista da narrativa se modifica de acordo com o capítulo, o que acaba prendendo o leitor ainda mais, torna a leitura mais interativa e nos aproxima mais dos personagens em questão.

A garota é Libby Strout, cuja mãe morreu quando ela era apenas uma criança. Como se isso já não fosse traumatizante o suficiente, seu corpo começou a se desenvolver antes das outras meninas, fazendo com que sofresse bullying por seu peso diferenciado. Sentindo-se triste e vazia, Libby desconta na comida e se recusa a ir para escola, engordando a ponto de receber o título de A garota mais gorda da América e precisar ser resgatada de sua própria casa, após um ataque de ansiedade que sofrera, por não conseguir mai passar pela porta.

Ela fez tratamentos e, hoje, seu peso não representa mais um grave risco à sua saúde, mas ainda está muito acima do peso ideal. Ignorando esse último fato, a menina se sente renovada com essa melhora, decidindo voltar para  escola, mas o Ensino Médio pode se mostrar mais difícil do que ela esperava.

O nosso outro protagonista é Jack Masselin, engraçado, popular, bonito, e namorado de uma das estudantes mais populares do colégio, todo mundo o conhece. Ou, pelo menos, acha que conhece. A verdade é que o motivo dele sempre sorrir e acenar para todos, viver fazendo piadas e seguir as tendências do grupo em que anda é bem diferente da que todos imaginam: Jack possui uma doença rara denominada prosopagnosia, a qual o impede de reconhecer rostos, inclusive o de pessoas muito próximas a ele, como familiares, amigos ou sua própria imagem no espelho.

Sem conseguir se aceitar por isso, ele se considera estranho e teme que seus colegas façam brincadeiras maldosas com ele se descobrirem. Além disso, ele não quer incomodar seus pais com seus problemas, visto que o garoto descobriu há pouco que seu pai tinha um caso com sua professora de química, e essa descoberta se deu uma semana antes do pai ser diagnosticado com câncer.

Para sobreviver dessa forma sem que ninguém descubra ou se envolver em muitas confusões, ele reconhece as pessoas pelo que chama de marcas identificadoras, que podem ser o cabelo, a voz ou mesmo o jeito de andar. Ele também tenta não se relacionar muito seriamente com ninguém e ser simpático com todos, para o caso de estar falando com a pessoa errada. Infelizmente, essa negação em pedir ajuda também o leva a tomar muitas atitudes que ele não aprova, apenas por seus amigos terem pedido, pois teme perder as únicas pessoas que já aprendeu a reconhecer com mais facilidade pelas marcas identificadoras.

Quando li a sinopse, imaginei que fosse preferir a Libby: vítima de bullying, com uma história trágica e sobrepeso, ela parecia a típica personagem da qual costumo gostar, ao contrário do Jack, com sua popularidade e  beleza, fatores que costumam dificultar minha identificação com a personagem.

Para a minha surpresa, o que ocorreu foi justamente o oposto, e acredito que um dos motivos tenha sido o fato da Libby ser completamente diferente do que eu imaginava: Longe de ter problemas de baixo estima ou depressão, ela é um exemplo, se aceitando como é e expondo isso para todos, sem se importar com o que os outros vão dizer ou pensar, o que não falta nela é força e amor próprio.

O Jack, em contrapartida, se sente sozinho e excluído por conta de sua doença, fingindo ser outra pessoa por tanto tempo que chega a questionar quem ele é de fato. Diferente da Libby, que é um exemplo perfeito de garra e coragem, o Jack é cada vez mais desenvolvido com o transcorrer da história, superando seus preconceitos e lutando para conseguir se aceitar, em guerra consigo mesmo para descobrir se não se tornou tão babaca quanto sempre fingiu ser, mostrando ser alguém muito mais profundo e complexo do que apenas mais um garoto popular.

Me identificar com o Jack para mim foi, além de surpreendente, muito importante para me fazer pensar sobre o outro lado da história e os motivos que levam alguém a fazer algo que machuca os outros e pode soar imbecil. Por mais que seja difícil acreditar, às vezes, o outro realmente tinha um motivo para tomar tal atitude, e talvez esteja numa situação tão ruim ou ainda pior do que a sua.

Embora tenha como principal tema a gordofobia (um assunto muito pouco abordado atualmente, por sinal, e que merece maiores discussões), a obra conta com uma diversidade incrível de personagens, tendo pessoas com variadas formas físicas, gêneros, idades e orientações sexuais, englobando, assim, loiros e negros, gordos e magros, crianças e adultos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, e tendo várias mensagens, mas uma principal: Você é importante. Alguém te ama. Nunca deixe que te ninguém te diga o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo.

E é por causa dessa mensagem brutalmente simples e verdadeira, dos personagens cativantes (inclusive os secundários, dando aqui um destaque pro Dusty, irmão caçula do Jack, que pra mim é o melhor personagem do livro) e da narrativa leve e envolvente da Jennifer Niven (que faz uma doença complexa que eu sequer sabia existir ser de fácil compreensão) que minha nota para esse livro é 9 (não dou 10 porque ainda prefiro Por lugares incríveis kk).

Beijos,

Ana Beatriz

JOGOS MACABROS – R.L. STINE


Resultado de imagem para JOGOS MACABROS - R.L. STINEA história tem como pano de fundo a cidade de Shadyside, onde a rica e excêntrica família Fear tem um passado muito terrível e sorumbático.

Apesar de toda a  fama negativa de sua família, o jovem Brendan Fear parece fugir à regra, já que é muito sorridente e simpático, e está sempre cercado por muitos amigos. E, para comemorar seu aniversário de 18 anos, Brendan decide dar uma festa exclusiva na sua casa isolada da  Ilha do Medo. Todos deveriam ir de barco até lá, pois era o único meio de chegar até a velha mansão.

Entre os convidados estava a jovem Rachel Martin, que trabalhava numa lanchonete e que tinha uma queda pelo belo rapaz. Mesmo alertada por todos, a jovem resolve aceitar o convite e ir à festa do seu amado sem medo algum.

Para esquentar de vez a festa, Brendan decide promover um jogo entre os convidados: ele formou duplas que teriam que encontrar objetos listados da velha mansão. Rachel tem mais sorte que os outros, pois forma dupla com Brendan, seu amado, e também um dos donos da mansão. O jogo começou bem, com pequenos sustos, mas conforme o tempo foi passando, os convidados começaram a perceber que Brendan Fear tinha uma mente verdadeiramente perturbada, igualzinha a de todos os outros membros da família Fear. E que eles teriam que lutar pela sobrevivência! 

O resto, só lendo muito!

Mesmo sendo considerado um livro de terror infanto-juvenil, posso dizer que me surpreendi positivamente com ele. Lembrou-me vagamente um pouco de Poe, por isso indico para qualquer idade. Nota 8,5.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de todos.

Alex André

O orfanato da Srta.Peregrine para crianças peculiares-Ransom Riggs


Adaptado para as telinhas há pouco tempo e comentado por diversos booktubers e bloggers, O orfanato da Srta. Pergrine para crianças peculiares mescla aventura, sobrenatural, viagens no tempo e fotos bizarras sem ser fantasia, ficção científica ou terror.

A trama tem como protagonista Jacob, um típico garoto riquinho de 16 anos, ele trabalha obrigado em uma das farmácias da rede de drogarias pertencente à sua família, tem um único amigo e uma vida um tanto quanto pacata cujo diferencial se resume a uma única pessoa: seu avô, Abe.

Sempre muito ligado ao avô, Jacob crescera ouvindo as histórias fantásticas de Abe sobre ter crescido num orfanato repleto de maravilhas, onde as crianças pareciam ter dons inexplicáveis, embora o garoto tenha há muito deixado de acreditar nelas, ao ouvir do pai que aquela era apenas uma forma do mais velho suavizar sua infância marcada pelo sofrimento da Segunda Guerra, isso fez com que ele o idolatrasse ainda mais.

Apesar disso, Abe parece estar ficando senil, alegando ver os monstros descritos nas histórias que contava ao neto com uma frequência assustadora, Jacob decide visitá-lo para se certificar de que o outro esteja bem.

Oque tinha tudo para ser apenas mais um dia comum na vida do nosso protagonista acaba gerando uma reviravolta em toda a história: ao chegar lá, o menino encontra o avô, na floresta que se encontra nos fundos da casa, morrendo.O pior disso tudo? Jacob vê que quem matou seu avô foi exatamente o monstro descrito em suas narrativas.

A polícia justifica a morte como causada por  cães selvagens e um psicólogo afirma que Jacob está apenas passando por um caso agudo de estresse pós-traumático, imaginando coisas que não existem. Confuso, o garoto decide tirar essa história a limpo, viajando para a ilha onde ficava o orfanato em que seu avô morara, com o intuito de se convencer de uma vez por todas de que monstros e crianças com poderes sobre-humanos não existiam, desejando saber mais sobre o verdadeiro passado de Abe. Mas talvez o que ele descubra seja muito mais complexo do que as evidências de uma realidade comum e sem magia alguma.

Confesso que tinha altas expectativas para esse livro, não só pela sinopse que me atraiu, mas também pelos diversos elogios tecidos por quem já havia lido, e não me decepcionei. No começo o livro pode ser um pouco parado e não parecer nada demais, mas logo vemos que merece a fama tanto pelo enredo criativo com personagens secundárias fascinantes (que merecem ser melhor exploradas nos próximos volumes da saga, bem como o personagem principal), quanto pelas metáforas sobre crescimento, preconceito e aceitação. Uma obra que fala sobre a necessidade de se superar o passado, viver o presente e planejar o futuro de forma sutil e discreta, dou meu 8 e digo que não vejo a hora de comprar a continuação e assistir a adaptação.

By Ana Beatriz

Blue Exorcist#3-Kazue Kato


No terceiro volume de Blue Exorcist, todos os alunos agora são escudeiros, incluindo os dois que não fizeram absolutamente nada em seus testes, o que desperta em Rin um desejo ainda maior de participar de missões, mas…será que ele realmente tem capacidade suficiente pra isso? Será que ele já tem total controle sobre suas chamas e tem a maturidade exigida para tal feito? E o que dizer de sua péssima postura/péssimas notas na sala de aula? Esses são alguns dos temas abordados pela obra! A partir daqui, dou o costumeiro aviso de possíveis spoilers do mangá anterior.

Depois de descobrir que Suguro tem a mesma ambição que Rin, e que também riram dele por isto, a rixa entre os dois parece ter se acalmado, embora não sejam exatamente melhores amigos. O que nos faz querer ainda mais que Rin aprenda a conter seus poderes, afinal…o que alguém que odeia Satã acima de tudo não faria se descobrisse as reais origens de nosso protagonista?

E, por falar no relacionamento entre os personagens, em uma certa tarefa dada aos estudantes, a qual deve ser feita em duplas, Rin acaba sendo escolhido para trabalhar com Shiemi! Esta, por sua vez, finalmente trocou o kimono tradicional que sempre usava pelo uniforme escolar (composto, para as meninas, de uma saia e uma camiseta, basicamente), e o garoto parece ficar um pouco mais interessado nela, talvez querendo até mesmo mais do que uma mera amizade…

O problema é que, no meio da tarefa, eles acabam se separando e Amaimon, o irmão de Mephisto, que, portanto, também é um demônio e filho de Satã, resolve “brincar” com o mais velho dos gêmeos Okumura, roubando sua espada. O resultado é uma revelação um tanto surpreendente, para dizer o mínimo, sobre um dos tais alunos inúteis que passaram no teste de escudeiro sem fazerem absolutamente nada.

Mas, não é apenas de romance e ação que esse mangá é feito, nele também percebemos ainda mais a falta que Rin sente de seu pai adotivo, o quanto ele era importante (não só para ele, mas também no mundo dos exorcistas em geral) e o quanto ele o ensinou, quando conhecemos o antigo familiar del (um gato preto, muito fofo por sinal).

A obra acaba com um teste final feito em uma clareira, ou seja, um lugar onde Rin teria que se esforçar ao máximo para não liberar suas chamas, já que essa podeira ser vista por todos. Quem passasse no teste, poderia enfim fazer parte das missões. Isso me deixou muito ansiosa pelo próximo volume, e realmente indico o terceiro mangá de Blue Exorcist para qualquer um que goste de fantasia, sobrenatural e várias cenas de ação, ganhando, por isso, meu 9,5.

By Ana Beatriz

O nome da estrela-Maureen Johnson


Adolescentes, fantasmas, Londres e Jack, O Estripador, tudo isso pode ser encontrado em O nome da estrela, e todas essas coisas são muito interessantes/atrativas e influenciaram na minha decisão de ler esse livro. Mas o que mais pesou na hora que decidi comprar foi a autora: Maureen Johnson.

Não, eu não sou uma grande fã dela nem nada assim, pelo contrário, esse foi o primeiro livro que li dela, a menos que você conte alguns contos aleatórios. No entanto, ela é uma grande amiga de uma das minhas autoras preferidas, Cassandra Clare, e também da Holly Black. Tanto que alguns dos contos que li dela foram escritos em conjunto com uma dessas escritoras! Por esse motivo, fiquei curiosa para saber como seria um livro só dela, um livro inteiro, não apenas um conto ou algo que ela escreveu com a colaboração de outro alguém.

E posso dizer, sem sombra de dúvidas, que o resultado foi bastante satisfatório. O modo de escrita dela é um tanto frio e pende um pouco para o sombrio em alguns momentos, mas, longe de isso ser um fator prejudicial, é, na verdade, algo bem interessante e original, sem tanto romantismo, doçura e dramatização (por mais que eu ame dramatização, de vez em quando é bom ler algo diferente).

Bem, a história é centrada numa garota prestes a entrar no terceiro ano do Ensino Médio, ela se chama Aurora, ou, para a maioria, Rory. Rory viveu sua vida inteira numa cidade pequena de Louisiana, mas quando seus pais recebem uma proposta de trabalho em Bristol, Inglaterra, ela é obrigada a mudar de país, embora possa escolher a cidade e a escola. Sua decisão é Londres e Wedxford, respectivamente.

Porém, o dia de sua chegada á capital da literatura não é um dia qualquer, mas sim um dia marcado por um estranho evento noticiado em todos os canais ingleses: alguém cometeu um assassinato usando as mesmas técnicas que o antigo Jack, o Estripador. Alguém que não foi filmado por nenhuma das diversas câmeras espalhadas pela cidade mais monitorada do mundo.

Apesar disso, Rory leva a sua vida normal, começando a se adaptar a Wedxford, com suas regras, hábitos e uniformes. É então que conhecemos Jazza, sua adorável colega de quarta, e Jeremy, um rapaz apaixonante.

Enquanto Rory continua tendo as preocupações normais de uma colegial:estudos, provas, amizades, namoro, etc., algum maníaco continua a copiar os velhos crimes do estripador mais famoso da história e a cidade, e principalmente a escola (que se encontra no meio de East End, ou seja, a rota de Jack) começa a entrar em pânico.

Mas Rory deixa de ser apenas mais uma estudante assustada de Wexford quando finalmente vê o principal suspeito dos crimes no terreno do internato. O problema? Ninguém mais parece capaz de vê-lo!

Logo conhecemos Bu, Stephen e Callum,os quais explicam ter a capacidade de ver, e destruir, fantasmas, e ela também. Como se a situação já não soasse estranha e ruim o suficiente, por ser a única testemunha, Rory passa a ser o principal alvo do fantasma causador de tais crimes.

Fantástico e sombrio, Maureen Johnson mostra que não só é amiga de escritoras muito talentosas como também promete ser uma nesse livro que ganha meu 8,5.

By Ana Beatriz

O livro das criaturas de Harry Potter-Jody Revenson


Ainda me mantendo fiel á minha fase de leve  vício em Harry Potter, trago para vocês a resenha de mais um livro feito para os potterheads: O livro das criaturas de Harry Potter, repleto de ilustrações magníficas.

Mais do que apenas descrever as criaturas fantásticas presentes na saga que incluem corujas, gigantes, unicórnios, dementadores e até mesmo algumas plantas (como, por exemplo, as mandrágoras), entre ou outras, o livro também nos traz informações, no mínimo, curiosas, de como tais seres foram levados á vida nas telas do cinema.

Os métodos utilizados para realizar tal feito vão desde animais atores e criações no computador até a montagem de protótipos em tamanho real destes animais para facilitar/melhorar o trabalho dos atores.

Contando com desenhos e fotografias de cenas do filme (incluindo algumas deletadas), protótipos de alguns desses seres tão fascinantes e das primeiras ideias tidas para sua criação, há também um mini pôster do bestiário de Harry Potter, descrições dos personagens dos treinamentos dados aos animais atores, um catálogo de corujas e até mesmo o motivo de algumas das criaturas (como centauros e sereianos, por exemplo) terem sido criados da forma que foram, encantando os fãs mais curiosos e interessados em tais seres e merecendo meu 8,5.

By Ana Beatriz

 

O oráculo oculto-Rick Riordan


Mais um livro infanto-juvenil de fantasia, envolvendo mitologia greco-romana, o famoso autor de Percy Jackson inova no primeiro volume de As provações de Apolo pela mudança de caracterização do protagonista. Agora não se trata mais de um garoto adolescente aparentemente comum que repentinamente descobre sua linhagem divina/mágica e, consequentemente, um novo mundo sobrenatural baseado em mitos antigos que ele, em geral, desconhece. Pelo contrário, o protagonista é Apolo, um antigo deus grego acostumado com sua imortalidade e  poderes incríveis e que de repente se vê jogado (literalmente) no mundo moderno como um mortal comum de 16 anos.

Apolo é conhecido por ser um dos deuses mais vaidosos e metidos do Olimpo, o que, especialmente no início da narrativa, confere uma boa quantidade de humor ao texto, já que este começa reclamando de coisas ridículas, como a ausência de tanquinho ou a presença de espinha.

Pois é, ele, o grande deus do sol, se tornou um adolescente de 16 anos que, apesar de não ser feio, tem espinha, não tem tanquinho e não possuí qualquer experiência amorosa, além de ter um nome risível: Lester Papadoulos. Tudo isso apenas porque ele permitiu que um de seus descendentes, Octavian, quase promovesse uma guerra civil entre semideuses gregos e romanos! Injusto, não?

O fato é que essa não é a primeira vez que seu pai, Zeus, lhe aplica esse tipo de punição. Graças a isso, ao menos ele tem uma ideia do que fazer:encontrar um semideus e firmar um acordo de obediência com ele que geralmente dura por volta de um ano.

Não demora para que ele encontre Meg: uma moradora de rua que luta com lixo, mas também é capaz de invocar karpoi (espíritos dos grãos) e duas espadas de uma só vez. Ela é franca, direta e nem um pouco vaidosa, mas luta bem demais para alguém que jamais recebeu qualquer tipo de treinamento. Desgostoso, Apolo se vê sem opção e firma acordo com ela.

A princípio, o plano do ex-deus é basicamente ser salvo. Com esse objetivo, ele busca Percy Jackson, o qual diz que não quer se envolver em novos problemas mas concorda em levá-los até o Acampamento Meio-Sangue.

Lá, Apolo imaginava que Quíron e os semideus o receberiam festivamente e concentrariam esforços para descobrir uma forma de lhe devolver os poderes e a imortalidade. A questão é que o Acampamento já está cheio dos próprios problemas.

O Oráculo não funciona, assim como também não funcionam quaisquer meios de comunicação (mensagens de Íris, mensagens de Hermes, celular, e-mail, etc.) e, para piorar, agora alguns semideuses começaram a sumir inesperadamente. É, parece que a vida de Lester Papadoulos será muito mais complicada do que ele esperava…

O que talvez seja o mais interessante, do meu ponto de vista, nesse livro, é a forma como ficamos conhecendo melhor Apolo. Não a visão comum e superficial do grandioso deus Apolo, não os mitos de seus feitos incríveis. Mas sim o verdadeiro Apolo, sua dor, seus defeitos, a forma como ele pensa e sente e, entre tantas, quais são as histórias de amor que ainda o fazem sofrer.

É muito forte nesse livro também a relação entre Apolo e seus filhos (alguns dos quais aparentam ser mais velhos do que ele) e a forma que o autor se utiliza para descrever vários aspectos da condição de humano pelos olhos de alguém que não nasceu acostumado a isso. Indico o livro a todos os fãs de Percy Jackson e Os Olimpianos e de Os Heróis do Olimpo, pois a obra conta com inúmeras citações a fatos ocorridos nestas sagas anteriores e até mesmo com a aparição de alguns de seus personagens, além da abordagem do tão aguardado casal Wico/Solangelo. Por tudo que disse até aqui, minha nota para O oráculo perdido é 9.

By Ana Beatriz

Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban-J.K.Rowling


O terceiro volume da saga Harry Potter narra, evidentemente, o terceiro ano do jovem bruxo em Hogwarts. Como de costume, a história se inicia nos mostrando o fim das (sempre terríveis) férias de Harry, e suas expectativas para a volta ás aulas.

Nesse livro em especial, o garoto acaba, por acidente, utilizando magia na casa dos tios, o que é obviamente proibido, e, temendo a reação dos Dursley e, principalmente, do Ministério da Magia, resolve fugir de casa.

O plano não funciona, de forma que ele é rapidamente encontrado por um Ministro, mas, contrariando o esperado, Cornélio Fudge parece aliviado, e não raivoso, ao vê-lo. Sendo assim, ele não sofre qualquer punição e é arranjado uma estadia para ele até que as férias terminem de fato.

Isso tudo é explicado quando ficamos sabendo da fuga de Sirius Black, um perigoso prisioneiro de Azkaban que teria sido supostamente um seguidor de Lorde Voldemort e indiretamente responsável pela morte dos pais de Harry.

Graças á isso, a segurança em torno do menino é altamente reforçada, pois supõe-se que Sirius viria atrás dele pelo garoto ter sido a causa da ruína de seu antigo mestre e, consequentemente, da sua própria.

Além disso, nós acompanhamos na obra também a rotina de estudos da escola de magia, que agora contêm uma nova disciplina: Adivinhação. E logo no primeiro dia de aula, a professora faz uma previsão um tanto sombria em relação ao futuro de Harry: ao que tudo indica, ele morreria ainda naquele ano. Sibila é famosa por sua falta de precisão nas previsões feitas por ela…porém quando se trata do inimigo de Voldemort, nunca se sabe!

Neste novo ano letivo temos também novos professores, para lecionar Defesa Contra a Arte das Trevas temos a introdução de um novo personagem. Apesar de ser um pouco desleixado, o Prof.Lupin é carismático e divertido, e, sem sombra de dúvida, o melhor professor que os alunos já tiveram nessa matéria, além de parecer adorar Harry. Os únicos que parecem antipatizar com ele são, Malfoy, seus amigos Crabble e Goyle , e o Prof.Snape, o qual sempre quis esse cargo e vive lhe preparando poções para ajudá-lo a curar seu constante mal estar…

O já conhecido (e adorado) guarda-caças, Hagrid, foi outro escolhido para ser professor, ensinando Trato das Criaturas Mágicas, uma profissão aparentemente perfeita para alguém conhecido por sua paixão por estranhos animais perigosos, mas ele terá que lidar com a implicância de Malfoy e seus amigos, que farão de tudo para dificultar seu trabalho.

No entanto, não é apenas de estudo que vivem os alunos de Hogwarts! Harry continua um astro do quadribol, e o capitão do time, Olívio, está mais obcecado do que nunca pelo objetivo de ganhar uma Taça para a Grifnória, por conta desse ser seu último ano na escola. Porém, fica difícil vencer as partidas se nosso protagonista desmaia toda vez que vê um dementador entrar no campo.

Os dementadores, por sua vez, são os guardas da prisão dos bruxos, Azkaban. Seres sinistros que se alimentam da felicidade e esperança humanas fazendo as pessoas á sua volta caírem em depressão e desespero, eles foram colocados em Hogwarts a contragosto do Prof.Dumbledore para proteger o local contra um possível ataque de Black.

Enquanto isso, a pobre Hermione parece cada vez mais afastada dos amigos inseparáveis Rony e Harry. Isso porque, como se já não bastasse ela ter assumido um horário de estudos absurdamente cansativo, ela comprou um gato, chamado Bichento, que tem a mania de perseguir o já frágil e doente rato de Rony, o Perebas.

Agora com 13 anos, vemos as primeiras demonstrações do surgimento dos hormônios adolescentes em Harry, embora de uma forma sutil, o que preenche a obra de humor e ficamos sabendo mais sobre os pais do garoto e como estes eram em vida, além da falta que eles lhe fazem, nos dando assim pequenas doses de drama.

Ainda estou lendo o quarto volume da saga, mas o terceiro foi, sem dúvida alguma, o melhor até agora, não só pelo incrivelmente envolvente mistério acerca de Sirius Black ou pelo drama que gira ao redor do passado familiar de Harry, mas principalmente porque, na minha opinião, este é o livro em que nos sentimos mis familiarizados, habituados e inteirados do fantástico mundo de J.K. Rowling, quase como se pudéssemos aprender a voar em vassouras a qualquer momento. Completamente viciante, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban merece meu 10.

By Ana Beatriz