Love Stage!!#2-Eiki Eiki


Depois dos acontecimentos do primeiro volume de Love Stage!!, a vida de Izumi parece ter virado de cabeça para baixo e Ryoma se sente mais distante dele do que nunca. O que será que acontece então quando ele decide propor uma inocente amizade? Aviso que daqui para frente terão spoilers do primeiro mangá.

Após ter perdido o controle na casa dos Sena aquele dia, Ryoma aceita que seu amor por Izumi é antigo, profundo e importante demais para poder ser exterminado com a simples descoberta de que havia confundido o sexo do garoto quando criança.

Porém, agora que Ryoma teve seus sentimentos esclarecidos, quem se encontra cada vez mais confuso e perdido em seus próprios pensamentos é o pobre Izumi. O coitado se encontra amedrontado pelo desenrolar das coisas naquele fatídico dia, mas se sente confuso por notar que tal momento havia sido mais prazeroso do que devia ter sido.

Ele é consolado por Rei e passa a criar um mangá com o objetivo de fazê-lo concorrer no concurso de verão, a despeito de sua evidente falta de talento para o desenho. No entanto, quando ele finalmente começa a acreditar que sua vida voltaria ao normal novamente, Ryoma aparece para se desculpar e sugerir que eles se tornassem apenas amigos.

No fim, o garoto fica com pena e acaba concordando. O que ele não sabia era que, apesar de sua inicial inconveniência, Ryoma acaba se tornando seu amigo mais precioso. Mas agora que eles estão tão próximos, Izumi começa a se perguntar: será que o que sente por ele é só amizade, realmente?

Uma ótima continuação do primeiro mangá, Eiki Eiki manteve o padrão ao criar o enredo do segundo volume de Love Stage!! que não perde suas cenas românticas ou engraçadas, nem a qualidade artística, e o casal se torna ainda mais shippável, ganhando, por isso, meu 9.

By Ana Beatriz

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Love Stage!!#1-Eiki Eiki


Izumi nasceu numa família de celebridades: o pai é cantor, a mãe é atriz e o irmão mais velho é o pop idol mais popular do momento, principalmente entre as garotas. E ele? Bem, Izumi, por sua vez, é um garoto comum, anti-social e otaku, além de incrivelmente tímido. Tudo isso porque, quando era criança, foi obrigado a participar de um comercial, e, após uma série de acontecimentos vergonhosos, o resultado não é nada bom, traumatizando-o. Graças a isso, ele se recusa a entrar no show business, mesmo com toda a pressão feita por sua família, e seu verdadeiro sonho é um dia se tornar mangaká.

Ao que tudo, indicava, Izumi seguiria com sua vida normal, indo para escola e participando do clube de mangás, no entanto, a empresa responsável pelo comercial no qual ele participara completava agora dez anos, e, para comemorar, decidira faze um novo comercial muito parecido com o anterior e utilizando o mesmo elenco.

Diferente do que se pode imaginar, a timidez e relutância natural de Izumi a reviver seus traumas são o menor dos problemas. A questão é que, no fatídico dia da gravação do comercial original, não era para Izumi aparecer, ele apenas substituíra uma atriz mirim que não pudera aparecer. Exatamente, uma atriz, mas é muito mais difícil fazer um garoto de 18 anos se passar por menina do que fazê-lo com uma criança, correto? Mas…e se o garoto em questão é magro e possui uma fisionomia incrivelmente delicada e fofa?

Após a grande insistência de sua família, e de seu querido produtor Rei, sem contar o impressionante poder de persuasão de Shogo, seu irmão mais velho, Izumi acaba aceitando participar do novo comercial contanto que ninguém descubra sua verdadeira identidade.

Como se tudo já não estivesse confuso o suficiente, após uma série de desventuras é revelado que o autor mirim com quem Izumi havia co-atuado se apaixonou por ele (acreditando ser ela) e não o esqueceu durante todos esses anos. O que fazer diante da descoberta de que na verdade Ryoma (o ator mirim citado) esteve apaixonado por um garoto durante todo esse tempo?

O primeiro volume da série de mangás que inspirou o famoso anime BL de mesmo nome, Love Stage!! agrada tanto aos fãs quanto àqueles que jamais haviam ouvido falar sobre a obra, com cenas engraçadas e fofas, um desenho bem feito e uma história envolvente, é uma pena que só seja possível encontrá-lo em inglês, mas o vocabulário é fácil e vale a pena, ganhando meu 9.

By Ana Beatriz

Kamisama Hajimemashita


Contando com duas temporadas que somadas resultam em 25 episódios e 4 OVAs (tendo mais um previsto para 20 de agosto deste ano), Kamisama Hajimemashita tem como protagonista Nanami Momozono, uma adolescente comum do Ensino Médio que acabou de perder sua casa, tudo porque o pai viciado em jogo não pagou o aluguel.

Mas essa história que tinha tudo para se tornar um drama acaba virando uma comédia romântica misturada com sobrenatural. Isso porque, enquanto está se lamentando na praça, Nanami acaba encontrando Mikage, um deus da terra que, ao beijar sua testa, lhe passa seu título e seus poderes, além do direito de morar em seu templo.

Como ela não tem para onde ir, esta parece a solução perfeita para seus problemas, mas nada é tão fácil quanto parece e logo no início ela terá que lidar com o antigo familiar de Mikage, que agora se recusa a serví-la.

Familiares são como servos dos deuses, tendo como função proteger seus senhores e ajudá-los em tudo, principalmente na manutenção do templo onde moram. O antigo familiar de Mikage é Tomoe, uma raposa selvagem antes de passar a servir o templo do deus da terra, Tomoe é arrogante, grosseiro e parece nutrir um desprezo intenso pelos humanos (motivo pelo qual não aceita trabalhar para Nanami), mas também dono de uma beleza estonteante e incrivelmente poderoso, sendo um ótimo familiar, podendo protegê-la de todo mal a qualquer instante, além de exercer as funções domésticas necessárias no templo.

O contrato entre familiar e deus se dá de uma forma um tanto…peculiar, por assim dizer. Para ser mais específica, é preciso que ambos se beijem para que isso ocorra. Uma vez firmado o contrato, o familiar se torna incapaz de desobedecer seu mestre.

Sabendo disso, Nanami vai atrás de Tomoe, o qual havia fugido, apenas para pedir que ele volte ao templo e brigar com ele, embora não o queira como familiar devido á sua atitude petulante em relação á ela. Porém, ela acaba se vendo numa situação de perigo e, em meio a seu desespero, rouba um beijo de Tomoe para que este o proteja.

Depois disso, a raposa não tem escolha senão cumprir suas ordens e, apesar de reclamar muito no começo, acaba se afeiçoando a ela e não demora para que um sentimento mais forte surja entre os dois. Mesmo assim, ele nunca deixa de tratá-la de forma arrogante e grosseira, o que dá um tom cômico á obra.

No decorrer do anime, Nanami descobre como utilizar seus poderes, evoluindo cada vez mais, se envolve em diversas aventuras que resultam em batalhas contra demônios, e conhece outros personagens também muito importantes, como Kurama e Mizuki, por exemplo.

Receio que qualquer outra informação que adicione sobre enredo seja spoiler, mas posso afirmar que indico o anime para qualquer um que goste de shoujo, em especial comédia romântica, pois é repleto de cenas engraçadas e fofas, e tem os elementos sobrenaturais como pano de fundo. Não só espero ansiosamente pelo próximo OVA, como também torço por uma terceira temporada e, por tudo o que disse até agora, minha nota para esse anime é 9,5.

By Ana Beatriz

School Days


Depois de um bom tempo sem fazer isso, finalmente voltei com uma resenha de anime, mas, infelizmente, receio não ter voltado  com chave de ouro como queria. Um dos  primeiros haréns  que vi, School Days também é um romance e seinen, e um anime que no começo promete, mas depois decepciona.

Para quem não sabe, harém é um gênero no qual diversas garotas gostam do mesmo garoto ou vice-versa, mas isso não significa necessariamente que uma mesma pessoa (em geral o/a protagonista, que é o alvo das atenções) se relacione com todos os interessados, podendo tratar-se apenas de uma série de paixões platônicas.

E logo no início, era exatamente isso que esperava de School Days, que começa bem romântico e fofo, parecendo um típico shoujo, e não demora para que saibamos que há mais do que apenas uma garota sentindo-se atraída pelo nosso protagonista, Makoto.

Makoto, por sua vez, é um garoto comum que vai todos os dias de trem pra escola e, no seu trem sempre acaba encontrando e admirando uma garota que estuda em sua escola, embora não na mesma sala, de forma que ele sequer sabe seu nome.

O fato é que havia surgido entre os estudantes uma superstição. Segundo ela, caso você usasse uma foto da pessoa amada como descanso de tela do seu celular, vocês acabariam juntos. Mesmo sem acreditar realmente nisso, ele o faz, imaginando que jamais ninguém descobriria e que a ação não surtiria qualquer efeito.

No entanto, Sekai, a sempre alegre e espontânea garota que senta-se do lado dele, sabe de qual sala vem a desconhecida menina do trem presente no celular do Makoto e, ao ver a foto, decide juntá-los.

Não demora para que conheçamos Kotonoha, “a desconhecida menina do trem”, que, além de ser da sala 4, é surpreendentemente romântica e inocente para alguém do Ensino Médio, além de muito solitária, pois é excluída pelas demais garotas por conta de sua beleza.

Ela confessa que sempre o via no trem e que  também nutria sentimentos por ele, e assim começa o namoro. A questão é que nenhum dos dois nunca tinha namorado antes, e a inocência e o pudor de Kotonoha, sem falar em sua visível sensibilidade, deixam Makoto confuso, deixando-o sem saber como agir e impedindo-o de realizar seus reais desejos.

Como se isso já não bastasse, Sekai acaba beijando Makoto, mas depois age como se nada tivesse acontecido e decide continuar ajudando o casal. Com esse objetivo, ela decide dar um “treinamento especial” para o garoto entender como o garoto deveria fazer para se aproximar mais da namorada. Nesse “treinamento” eles acabam se relacionando bem mais intimamente do que o esperado, e após isso, Makoto alega querer abandonar Kotonoha e ficar apenas com Sekai.

O problema é que Kotonoha simplesmente se recusa a aceitar o término do namoro e de fato se agarra na crença de que ainda é a namorada dele, mesmo que todos digam o contrário (inclusive, após um tempo, o próprio Makoto).

E, é a partir do momento que Makoto fica com Sekai oficialmente, que o anime começa a declinar e o autor parece ter se perdido no enredo. Sim, pois contrariando as expectativas dos telespectadores, Makoto deixa de ser um simples garoto inexperiente em dúvida entre duas garotas e, quando você menos espera, ele já traiu Sekai com praticamente todas as meninas da história.

Além de perder o romance no anime e nossa simpatia pelo protagonista, isso torna o anime também muito bobo e repetitivo, chegando a ser cansativo, já que uma boa parte dos episódios é focada pura e simplesmente nas traições.

Daí pra frente tudo o que eu disser é spoiler, mas tudo é que posso afirmar é que ter tantas garotas envolvendo-se com o mesmo rapaz não poderia trazer um bom resultado e isso é realmente levado ao extremo nesse anime. O final, embora um tanto estranho, é inegavelmente inesperado e surpreendente, e confesso que até que gostei dele. Então, puramente pelo início e pelo fim, minha nota para School Days é 6, já que o meio não possui qualquer conteúdo.

By Ana Beatriz

Princess Princess


Feito por uma das autoras de Love Stage!!, Mikiyo Tsuda nos mostra que ela definitivamente gosta de personagens trap, ou seja, garotos que ao se vestirem de meninas ficam assustadoramente parecidos com meninas, e meninas bonitas!

No entanto, as semelhanças param por aí. Ao contrário do que acontece em Love Stage!!, apesar de ser considerado um shounen-ai, o romance entre os garotos não é óbvio e muito menos o tema central da obra, mas apenas insinuado.

Além disso (talvez por ser mais antigo, de 2006) a arte é bem diferente e, devo dizer, talvez até bastante inferior em comparação ao anime da mesma autora produzido em 2010.

Mas, apesar disso, a diferença mais óbvia (além da própria história) é provavelmente a família dos protagonistas e, até mesmo, a personalidade do próprio protagonista. Ainda criança, Tooru perdeu os pais e, por isso, passou a ser criado pelos tios e junto com sua prima, como se fossem verdadeiros irmãos.

Agora que é mais velho, ele decide se transferir para um colégio masculino, para deixar de dar trabalho para o tio. Ao chegar lá, qual não foi sua surpresa ao ver uma menina usando um belo vestido com babados!

No começo ele não entende nada, pois todos parecem encará-lo e ele acaba dividindo o dormitório com dois garotos: Mikoto e Yuujirou. Diferente dos demais dormitórios, esse parece de alguma forma especial e é chamado de P-Room.

Não demora muito para que ele descubra o porque daquilo tudo: a escola tem uma velha tradição de vestir os alunos mais bonitos do primeiro ano como meninas, os quais serão chamados de Princesas (por isso P-Room, abreviação de Princess Room) e terão a função de participarem de espetáculos, além de agirem como líderes de torcida. Em troca disso, a escola se torna gratuita.

Com o objetivo de ajudar os tios a economizarem dinheiro, ele acaba se tornando a nova Princesa. Mas o que ele não esperava era passar a gostar do trabalho, além de formar uma grande amizade com as outras Princesas e o candidato a futuro presidente do conselho estudantil, e irmão de uma ex-princesa, Sakamoto-sama.

Isso também acontece com quem vê o anime, já que, a princípio, o trabalho de Princesa soa estúpido, e a história em sim, talvez um pouco tola. No entanto, conforme assistimos o anime, passamos a nos afeiçoar aos personagens e achar o trabalho de Princesa imprescindível para a escola.

O anime é fofo, as personagens são adoráveis e indico para qualquer um que queira dar umas boas risadas. No entanto, não creio que seja indicado para aqueles que buscam de fato um romance homossexual, já que, como disse, esse é apenas insinuado, e talvez até mesmo platônico, embora eu goste do casal.

Bem, o fato é que Princess Princess possui apenas uma temporada, com somente 12 episódios e nenhum OVA, além de 5 volumes do mangá lançado no Brasil pela Panini. Sem mais delongas, minha nota para esse anime é 8,5.

By Ana Beatriz