OS MENINOS DA RUA PAULO – Ferenc Molnár


 

Os Meninos da Rua Paulo

Certo dia, uma amiga de minha mãe, que gostava muito de mim e sabia do meu amor pela leitura e pelos livros, bateu palmas em frente à nossa casa. Ela estava com quatro livros nas mãos e falou para minha mãe que os havia ganhado da sua patroa, já que a mesma queria jogá-los no lixo. Como eu não estava em casa, ela perguntou à minha querida mãe se eu tinha algum daqueles livros. Sem saber responder, minha mãe ficou com todos e quão surpreso eu fiquei ao chegar em minha residência mais tarde…

Quatro diamantes haviam sido salvos do lixo. Um deles era “Os Meninos da Rua Paulo”,  este belíssimo clássico que apresento-lhes agora.

A história dá-se em Budapeste, 1889. Em um terreno baldio da Rua Paulo, quatro garotos montam sua fortaleza, a qual chamam de grund; lugar que eles usam para o seu jogo de “pela” (atirar-se uma bola de um lado para o outro com as mãos) e que defendem com unhas e dentes. Organizam-se como um exército e João Boka – o mais esperto, organizado e preparado para resolver conflitos do grupo – é o líder do grupo. Já o franzino e choroso Nemecsek é o único soldado raso e serviçal dos quatro garotos.

Do outro lado da cidade, existe um outro grupo de garotos, Os Camisas Vermelhas. Resolvem tomar o grund, por não terem onde brincar e aquele terreno baldio ser perfeito para este objetivo. Uma verdadeira guerra então é declarada, com episódios de roubo de bolinhas de gude, desobediência, traição e demonstrações de grande companheirismo.

Acho que não posso contar mais da história, pois posso entregar seu final maravilhoso e tocante…

Antes que me perguntem, esse não é um livro infantil. É sobre o respeito, a amizade; algo que buscamos tanto hoje em dia e que parece em extinção, infelizmente.  Os adultos aqui são meros expectadores, pois essas crianças é que são o destaque, brincando de adultas, tendo que conviver com os problemas dos adultos.

Um livro para as crianças lerem e se apaixonarem, e para os adultos se emocionarem…
Nota 1000.

Alex André

 

 

 

Os meninos do banhado – Edith Brockes Tayer


“A saga dos moradores da Vila Prosperidade, pela visão
cheia de esperança de crianças e adolescentes
fincados sobre águas lodosas”

Resultado de imagem para capa os meninos do banhadoBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para começar bem a semana de todos vocês, escolhi uma resenha de um livro extraordinário adquirido por acaso em uma das máquinas de livros do Metrô. Trata-se de “Os meninos do banhado“, da autora Edith Brockes Tayer.

A história começa quando Seu João pau-d’água teve seu barraco levado por uma grande ventania, fazendo com que ele e sua família, sem outro lugar para morar, acampassem na rua mesmo, em pleno inverno de temperaturas abaixo de zero.  Como grande folgado que era, Seu João só saía para procurar moradia de tarde, sem obter sucesso.

Seu Godói, patrão de Seu João, conseguiu convencê-lo a ir morar no banhado que ele estava planejando lotear há muito tempo; ele até facilitou o pagamento do lote e das madeiras para o barraco em muitas vezes.  Sem muitas opções e com medo de ser preso pela polícia por estar morando na rua, Seu João mudou com a família para o banhado que ele mesmo deu o nome de Vila Prosperidade.

Conforme os aluguéis subiam na região, outras pessoas foram mudando para o banhado, e barracos novos eram levantados todos os dias, inclusive em outros banhados ali perto. Os adultos levavam uma vida miserável, sem conforto algum, todavia, davam graças de não estarem na rua e ao menos terem um teto para morar.

A mulher de Seu João, doentia e muito fraca que era, não resistiu à friagem do lugar, falecendo logo após o primeiro mês em que haviam mudado. Bete, a filha de 8 anos, assumiu então os afazeres domésticos e os cuidados com os irmãos mais novos Sete (Setembrina) de 6 anos e Pulguinha (Pulquério) de apenas 2 anos, que de tão raquítico, parecia ainda uma criança de colo, mas com uma barriga avantajada de gente grande.

A falta de lenha de sempre fazia com que a pobre Bete roubasse madeiras soltas das cercas dos outros para cozinhar e aquecer os irmãos; até rãs congeladas ela pegou certa vez, pensando se tratarem de cascas de madeira da vizinha…

O banhado tinha uma única bica d’água, e dela não saía mais do que um fiozinho de água. Nela, todos pegavam água para beber ou lavar roupa, várias vezes ao dia.

Já os garotos dali preocupavam-se apenas com coisas de criança mesmo. E jogar bola era a principal delas. Muito envergonhados ficaram após amargarem uma goleada de 8×1 do Americano, time dos garotos do outro banhado.

Zé Gadeia, o líder dos garotos da Vila Prosperidade, tinha certeza que eles perderam aquele jogo porque o outro time estava todo uniformizado, com camisas e chuteiras de alta qualidade, enquanto muitos deles nem camiseta tinham e jogavam sempre descalços.

É então que Zé Gadeia resolve reunir a garotada propondo que eles se dividissem em grupos e trabalhassem para juntar dinheiro para equipar o time. Alguns trabalhariam de engraxate, como serventes de pedreiro, vendendo picolés, limpando quintais, pegando malas na cidade, pescando ou apanhando rãs. Todo o dinheiro arrecadado ficaria em posse do Velho, um senhor em que eles confiavam muito.

Mas nada saiu como planejado, pois o padre da paróquia já estava ajudando os garotos do outro banhado, por isso, não sobrou qualquer atividade para os meninos da Vila Prosperidade fazerem.

Certo dia, uma família de retirantes oriunda do interior do Maranhão, mudou-se para o banhado. Chiquinho, o filho deles, transformou-se logo na sensação da Vila Prosperidade, pois ele era um verdadeiro mestre na arte de fazer pandorgas (pipas). Em pouco tempo, a Vila Prosperidade virou um centro de fabricação de belas pipas; o negócio estava dando tão certo que eles começaram até a aceitar pedidos de outros estados.

Como nada vinha fácil para os meninos do banhado, num dia de muita ventania, Chiquinho e os outros garotos estavam empinando um bidê – outro modelo de pipa que eles estavam testando-, e o vento estava tão forte que acabou levando a pipa até um poste de luz. Ao tentar tirar o bidê dali, Chiquinho levou uma descarga e morreu eletrocutado na hora. Esta foi a primeira de muitas tragédias que viriam assolar a Vila Prosperidade.

Todavia, as decepções sucessivas jamais conseguiram afastar a esperança daqueles meninos do banhado!

O resto, só lendo muito.

Com uma mistura de O Cortiço, de Aluísio Azevedo e  Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár, a autora Edith Brockes Tayer conseguiu transformar a dramática e comovente história dos moradores do banhado da Vila Prosperidade em uma verdadeira obra-prima da literatura brasileira!

Leitura obrigatória para crianças e adultos de todas as idades.

Merece 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

Capitães da Areia – Jorge Amado


Confesso que se dependesse única e exclusivamente da minha vontade eu provavelmente jamais leria esse livro, visto que não gosto muito da literatura brasileira e a sinopse provavelmente não me atrairia muito também.
No entanto, a escola pediu e acabei me surpreendendo com a leitura!Como muitos já sabem,Capitães da Areia trata de meninos que vivem em trapiches e sobrevivem cometendo furtos nas ruas da Bahia.
Por se tratar de uma crítica social, o livro foi banido durante o Estado Novo por Getúlio Vargas, apesar de ter sido publicado no exterior, o que fez com que os demais países vissem o Brasil de forma diferente.
Os personagens são encantadores e, ao contrário do que se espera, Jorge Amado os descreve de uma forma que não nos faz sentir somente pena deles, criando-os como personagens vívidos e repletos de energia.
Comunista, o autor irá proporcionar um outro olhar sobre a desigualdade social para o leitor, mesmo para aquele que jamais se importou tanto com a causa.Para mim, esse livro merece 8,5.

By Ana Beatriz

TAG: Deuses do Olimpo


Boa tarde, Família Lendo Muito!!!

Para quem ainda não sabe, eu adoro responder Tags e deixar vocês conhecerem um pouco mais do meu mundo. E se for uma Tag literária, melhor ainda. Dessa vez, fui indicado para responder a Tag Deuses Olimpos, que une duas coisas que eu adoro: mitologia e livros, é claro.

Quero agradece à querida amiga Tati Alves, do maravilhoso blog Livros e Fatos por lembrar-se de mim. Quem ainda não conhece o blog dela, não perca tempo e dê uma passada por lá.

Não vou enrolar muito e sim começar agora mesmo.

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1º Zeus – Rei dos Deuses: Qual livro é o rei da sua estante?

Com toda a certeza é “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas, que eu recomendo para todos vocês.


2º Hera – Deusa do Casamento: Um casal que você shippa?

Anna Karenina e o conde Alexey Vronsky.

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3º Poseidon – Deus dos mares: Um livro que você jogaria no mar do esquecimento?

Esta é fácil demais: “Pornofantasma”, de Santiago Nazarian. Este livro foi sem dúvida nenhuma o pior livro que eu já li. Tive vontade de pisar em cima e atear fogo nele…kk

 

4º Deméter – Deusa da agricultura: Imaginando que sua bagagem literária é uma árvore, qual foi o livro semente?

“Peter Pan”, com tradução brilhante de  Monteiro Lobato. Este foi o primeiro livro que li sozinho, sem ajuda de minha mãe.

5º Hades – Deus dos mortos: Um personagem que você mataria?

Ah, acho que o Cardeal Richelieu, de “Os Três Mosqueteiros”. Ele é muito ardiloso e cruel…kk

6º Héstia – Deusa virgem do lar: Um personagem que você levaria para casa?

Quem não gostaria de ter uma menina como a Pollyanna em casa?

7º Afrodite – Deusa do amor e sensualidade: Um livro pelo qual você se apaixonou?

Li tantos livros apaixonantes o que torna essa resposta bem difícil. Mas vou escolher “Os meninos da rua Paulo”, de Ferenc Molnár. 

 

8º Apolo – Deus do sol e da arte: Um personagem artista?

 

Red (Fletcher Brandon), do Livro “A Mágica”, de Martyn Bedford. Neste livro ele é Peter Prestígio, o famoso mágico.

 

9º Ares – Deus da guerra: Um livro ou personagem que te deixou com ódio?

Sr. Louis Marquez, do livro “Maldade”, da Danielle Stell. Como agente de condicional, ele aterroriza sem qualquer motivo a pobre Grace Adams, gerando ódio mortal em qualquer um…kk

10º Ártemis – Deusa virgem da caça: O livro que te levou a grandes aventuras?

“Vinte Mil Léguas Submarinas” e “A Ilha Misteriosa”, ambos de Júlio  Verne (Jules Verne). Não briguem comigo por ter citado dois, já que são continuações…kk

 

11º Atena – Deusa virgem da sabedoria: Um personagem que te inspira?

Muitos personagens me fascinam a ponto de me inspirarem, mas pela sua sabedoria e paciência eu escolho o Abade Faria, de “O Conde de Monte Cristo”.

 

12º Dionísio – Deus do vinho e das festas: Qual foi a sua maior ressaca literária?

Adoro Stephen King, mas não posso deixar de escolher “It-A coisa”.

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13º Hefesto – Ferreiro dos Deuses – Deus do ferro e fogo: Um livro que tenha ferro ou fogo na capa?

Lembrei de A Incendiária, de Stephen King.

14º Hermes – Mensageiro dos Deuses – Deus do comércio: Um livro que você não compraria, ou se arrependeu de ter comprado?

Não compraria “Cinquenta tons de cinza”.kkk

 

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Vou indicar a Ana Beatriz, minha “irmãzinha espiritual”, com quem tenho me identificado mais a cada dia que passa e também vou indicar alguns blogs que eu gostaria que respondessem.

A lista é um pouco extensa:

Bowie & Eu
Only Secreat Dreams
Mê Guarda-Chuva
Devaneadora de Ideias
Reflexões e Angústias
Me Apaixonei Por um Livro
Amanhecer Literário
Vida em Série
O Eu Insólito
S.O.S. Srta Brito
brunamachadoblog
Sendo Honesto
Sorrir para Encantar
Meu refúgio
Minuciosa Vida
Drops Literário
Sorrisos de Dezembro
Terapia da Vida Real
Catando coquinhos no asfalto quente
Face e Melanina
Acasos
Loucamente Simples
Quase em Crise?
Pulha do Cafundó
M. S. Costa
Inspiração
Enamorado
Coisas Amáveis
Viver a vida
Livros e Vitrolas
Charme Haut
O Ponto Afinal
Atraídos pela Leitura
Universo da Libélula
Bruna Nekel Blog
A Quimera
Nossa Canção
Estante Amarela
VIVIMETALIUN
Ritmo Desmedido
S U P R I M A T E C
Pro seu dia ficar melhor
Escrivaninha Literária
Leituras da Lou
Pitacos e Achados

Espero que tenha dado paro conhecer um pouco mais dos meus gostos literários.

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

3096 dias – Natascha Kampusch


A impressionante história da garota que ficou
em cativeiro durante oito anos, em um dos sequestros
mais longos que se tem notícia.

Resultado de imagem para 3096 dias livroO livro é narrado em primeira pessoa pela própria Natascha Kampusch, que veio ao mundo no dia 17 de agosto de 1988, quando sua mãe já contava com 38 anos e já possuía duas filhas adultas.

Ela morou desde o nascimento no conjunto habitacional Rennbahnweg, cercanias de Viena. Sua família foi desfeita muito cedo, pois seus pais separaram-se quando ela mal completara 4 anos.

Sua mãe era uma mulher dura e severa, que educou-a à moda antiga e que costumava bater-lhe no rosto e quase não lhe dava carinhos; já seu pai era um sujeito gordo e amável, que fazia-lhe todas as “vontades gastronômicas”. Ambos só rivalizavam quando o assunto era encher a filha pequena de presentes.

Devido à separação dos pais, ela desenvolveu uma severa enurese, passando a  fazer xixi na cama todas as noites e, posteriormente, durante o dia também – algo que a fez virar chacota das crianças da escola e até dos próprios professores.

Conforme crescia, ela também começou a tornar-se uma criança gorducha, como seu pai, o que levou-a a ser ainda mais hostilizada pelos meninos e meninas de sua escola, que a achavam “molona” demais.

Ao completar 10 anos, ela ainda ia para escola de carro com a mãe, algo que lhe provocava muita vergonha, pois a maioria das crianças ia sozinha para a aula.

No dia em que foi sequestrada, ela havia decidido que, a partir daquela data, tudo iria mudar em sua vida e ela passaria a ir a pé para a aula. Ela saiu então de casa, sem despedir-se da mãe, pois ainda estava magoada com ela por causa de um desentendimento que elas haviam tido no dia anterior.

Enquanto ela fazia o caminho para a escola, o medo atingiu todo o seu ser em cheio, pois muitas garotas haviam sido sequestradas, violentadas e mortas por pedófilos, em toda a Áustria, nesta época.

Ao vislumbrar um homem alto e de olhos azuis em frente a uma picape branca, ela teve um mau pressentimento e pensou em atravessar para o outro lado da rua, mas não o fez. Ao chegar perto do veículo, o homem atacou-a e a colocou rapidamente no maleiro da caminhonete.

Este evento marcou o início de sua “nova vida”, que duraria oito anos e meio ou exatos 3096 dias!

A negligência da polícia foi determinante para a duração tão longa do sequestro de Natascha Kampusch, pois os policiais chegaram a ir até a casa de Wolfgang Priklopil,  seu sequestrador, mas não quiseram revistar sua caminhonete branca e nem mesmo entrar em sua casa, apesar de todas as pistas fornecidas por uma menina que testemunhara o rapto.

Natascha passou a viver em uma espécie de casamata, localizada embaixo da garagem, no porão de Priklopil. Seu “quarto” não chegava a medir cinco metros quadrados e ela passava o dia inteiro ouvindo o zumbido de um ventilador instalado ali para aliviar um pouco o mau-cheiro do lugar.

Seu sequestrador era uma pessoa paranoica e muito perturbada, um verdadeiro escravo de arrumação e de ordens pré-determinadas; ele muitas vezes reclamava com ela sobre o porquê dela não ter vindo com um manual de instruções.

No início, ele a tratava como uma criança de apenas quatro anos, trazendo-lhe biscoitos e  jogos, desde que ela fosse “boazinha” para ele, o que era algo quase impossível, devido à sua total instabilidade e violência.

Depois que ela menstruou, aos 12 anos, ele passou a usá-la como verdadeira escrava. Ela era obrigada a realizar tarefas diárias, que iam desde a limpeza do andar de cima da casa de Priklopil, até ajudá-lo a pintar e reformar toda a casa por dentro. Para humilhá-la, ele exigia que ela ficasse apenas de calcinha e uma blusa curta, pois assim ela teria medo e vergonha de fugir.

Nesta época, ele exigiu que ela escolhesse um novo nome para ela, pois Natascha não existia mais. Ela escolheu então o nome de Bibiana e teve seus cabelos raspados.

Depois começaram as surras e espancamentos,  fazendo com que ela vivesse diariamente com sérios hematomas e equimoses pelo corpo. A sua comida também passou a ser racionada, e ela chegou a pesar apenas 38 quilos.

Apesar da fome e das surras que Priklopil a submetia, com o tempo ele também passou a oferecer-lhe um pouco mais de liberdade, e ela passou a valorizar cada momento em que podia tomar um banho de banheira ou tomar sol no quintal dele…

Devido aos maus-tratos sucessivos, Natascha pensou em muitas vezes tirar a própria vida, para dar um fim aos sofrimentos. Todavia, ela sempre desistia da ideia, pois tinha certeza que um dia sairia daquele lugar e dormiria novamente em seu quarto.

Para não estragar o resto do forte e comovente depoimento de Natascha Kampusch, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Digno de 5 estrelas.

Para aqueles que estiverem interessados: existe um filme alemão de 2016, de nome homônimo, sobre o sequestro de Natascha Kampush.

 

Espero que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André