MALDADE – Alex André


M uito se fala que ela congela os corações

A vida é muito difícil sendo rodeada por suas más intenções

L utar contra ela, às vezes é impossível

D igo a todos, que esta é a falha de caráter mais inconcebível

A amores e amizades são por ela destruídos em todo o lugar

D ádiva de Deus seria o dia em que ela fosse erradicada para sempre de todos

E vitando, assim desta forma,  todos estes incômodos.

Alex André

Maldade – Danielle Steel


Grace Adams, uma jovem tímida e conhecida por todos na cidade de Watseka, é filha de um renomado advogado, admirado e querido por todos. Grace guarda um segredo terrível, desde os 13 anos, à pedido de sua mãe que dizia que se ela não dormisse com seu pai, a mesma seria espancada. Grace, então se submete a violência sexual, mas no dia da morte de sua mãe, seu corpo cansado de ser violado reclama e ela mata o pai em legítima defesa.

Mas a jovem Grace, de apenas 17 anos, com medo de destruir a imagem do homem considerado por todos, se cala sobre o que aconteceu naquela noite e é condenada à prisão. No presídio de Illinois, ela se torna protegida de duas detentas (Sally e Luana), pois um grupo de presas queria atacá-la sexualmente.

Ao sair em condicional, ela ainda continua sendo aterrorizada: seu agente da condicional, sr. Louis Marquez, que na ausência de favores sexuais da parte de Grace, faz de sua vida um verdadeiro inferno.

O resto, só lendo muito…

Primeiro livro que li desta autora, que se dedica mais aos problemas femininos. Achei uma história muito perturbadora, mostrando como o ser humano pode ser maldoso, sem escrúpulos, prejudicando o próximo por nada. Linguagem bem fácil de compreender e não se vê a hora de terminá-lo. Nota 10.

A Máquina do Tempo – H.G. Wells


Resultado de imagem para capa livro a máquina do tempoBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Para encerrar a semana com chave de ouro, escolhemos uma resenha mais do que especial para vocês. Para isso, selecionamos A Máquina do Tempo, verdadeira obra-prima da ficção-científica, escrita por ninguém mais, ninguém menos que H(erbert). G(eorge). Wells,  o pai da “ficção-científica do impossível”.

Afinal, quem de nós nunca sonhou em viajar pelo tempo, para saber como será o nosso futuro, ou mesmo viajar para um passado longínquo e saber como viviam os dinossauros antes de sua extinção, por exemplo?

O livro narra a história de um cientista, a quem o autor, por uma simples questão de conveniência, atribuiu o nome de “Viajante do Tempo”, que acaba construindo a primeira máquina capaz de viajar no Tempo.

Para provar a todos a funcionalidade de seu invento, o mesmo resolve testar ele próprio a sua máquina, lançando-se em uma aventura ímpar.

Ao girar a manivela da máquina do tempo ele acaba indo parar no ano 802.701 da era cristã, época que ele supõe ser a Idade de Ouro da humanidade, já que o mundo inteiro transformou-se num lindo jardim e uma nova raça vive completamente livre de trabalho, doenças ou guerras; estes “novos” humanos, além de muito belos, são também solidários uns com os outros, já que não precisam preocupar-se com nenhum tipo de competição econômica ou social, dedicando-se exclusivamente ao amor e a diversão, vejam só!

O Viajante do Tempo, ao excursionar por este novo mundo futurista, acaba descobrindo que a raça humana dividiu-se em dois grupos bem distintos: os Elois, que habitavam o mundo superior, e os Morlocks, que viviam no mundo subterrâneo.

Porém, será mesmo que a maldade encontrava-se realmente extinta e estes dois povos conseguiam conviver pacificamente entre si?

Enquanto investigava, o Viajante do Tempo descobre que algo de muito sinistro e maligno acontecia ali, transformando aquele mundo de sonhos em um verdadeiro pesadelo.

Ele deverá lutar arduamente por sua vida se quiser um dia voltar ao seu tempo e provar a todos que tudo o que vira e vivera era mesmo realidade e não apenas um simples sonho!

O resto, só lendo muito!

Digno de 5 estrelas.

Para aqueles que tiverem interesse: existem dois filmes homônimos, um de 1960, com Rod Taylor no papel de Viajante do Tempo, e outro de  2002, com Guy Pearce no papel principal. Eu, pessoalmente, prefiro a película de 1960, pois acho que segue mais à risca a história do livro.

Esperamos que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André & Ana Paula

A Ilha de Coral – R.M. Ballantyne


Resultado de imagem para capa livro a ilha de coralBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha do livro A Ilha de Coral, do autor inglês R.M. Ballantyne, que serviu como inspiração para o grande Júlio Verne, o pai da ficção científica moderna, escrever “Dois Anos de Férias”.

A história toda é narrada em primeira pessoa por Ralph, que nascera em uma noite negra e muito tempestuosa, a bordo de um navio, em pleno Atlântico. Filho e neto de capitães de navios, e também bisneto de um marujo, podia-se afirmar que, desde que nascera, ele possuía água salgada correndo em suas veias, ao invés de sangue.

Logo que entrou na puberdade, seu pai o colocou como aprendiz em um navio costeiro que cruzava toda a costa da Inglaterra, seu país de origem. Seus amigos desta época passaram então a chamá-lo de Rover (Vagamundo), epíteto que ele gostou tanto que passou a adotar como seu sobrenome.

Aos 15 anos, mesmo a contragosto dos pais, Ralph Rover partiu a bordo do navio Seta rumo aos mares distantes da Oceania. E não demorou muito para que ele logo travasse amizade com dois rapazotes que faziam parte da tripulação do Seta: Jack Martin, um rapaz bonito e alto, que estava no auge dos seus 18 anos, e Peterkin Gay, um garoto de apenas 13 anos, que além de muito espirituoso, era também muito vivo e muito querido pelo resto da tripulação.

Depois de passarem pelo Cabo Horn, na América do Sul, o garboso Seta enfrentou uma terrível tempestade que acabou por lançar toda a sua tripulação ao mar, e causando seu naufrágio.

Ralph Rover e os outros tripulantes lutaram bravamente por suas vidas, até a exaustão. O jovem de 15 anos então não resistiu mais e acabou perdendo seus sentidos.

Ao acordar, deu de cara com Jack em pé fitando-o com preocupação e Peterkin, ao seu lado, de joelhos, lavando seu rosto, para tentar estancar o sangramento de sua testa. Eles estavam perdidos em uma das Ilhas de Coral do Pacífico Sul que, além de serem conhecidas por suas belas praias de areias claras e lindas palmeiras, também tinham fama de serem o lar de terríveis aborígenes antropófagos…

Qual será o destino dos três jovens? 

Para saber essa e outras respostas, só lendo muito!

História “deliciosa”, intercalada de muita aventura e mistério que, ao seu final, força cada leitor a fazer uma reflexão sobre a verdadeira amizade e lealdade, e também sobre a maldade do ser humano.

Mereceria até mais do que 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

A Condessa Sangrenta – Alejandra Pizarnik


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Já pensou em um livro extremamente sádico, mórbido, porém muito agradável de se ler?

Pois é, esse livro existe. Trata-se de A Condessa Sangrenta,  obra que nos conta um pouco da vida da condessa húngara Erzsébet Báthori(1560-1614) – uma mulher poderosa, muito bela e extremamente cruel; capaz de tudo para manter a sua beleza, inclusive matar. Ao admirar-se em seu grande espelho, seria a nossa Malévola dos dias de hoje!!!  

O livro não é uma biografia e nem tem mesmo esta pretensão. Trata-se de um relato honesto de todo o sadismo desta bela mulher que foi considerada a primeira assassina em série da história, sendo condenada pela morte de 650 moças.

Erzsébet Báthori já teria nascido má? Esta é uma questão que ninguém sabe ao certo. Sua família era de nobres húngaros que tinham o costume de promover casamentos consanguíneos (de irmãos entre irmãs, primos entre primas) e muitos membros de sua família apresentavam doenças e inclinações hereditárias: epilepsia, loucura. A própria condessa seria portadora de epilepsia e sofria de uma espécie de melancolia que assolou o século XVI – que nada mais era do que uma depressão profunda.

Casou-se muito jovem (apenas 15 anos) com Ferencz Nadasdy, um bravo guerreiro.  Seu marido chegava das batalhas com cheiro dos cavalos e sujo do sangue das suas vítimas e deitava sem se banhar para ter relações com ela. Esse odor atiçava todos os sentidos da jovem condessa, que vivia sempre perfumada e  vestida com belos vestidos.

Nessa época, ela já apresentava alguns traços de maldade, castigando as suas serviçais por pequenas faltas de forma cruel, porém, após a morte do seu marido, sua violência tomou proporções inimagináveis ao conhecer Darvúlia, uma feiticeira que vivia cercada de muitos gatos. Essa mulher, no intuito de cair nas graças com a condessa, oferece a ela a receita para manter a sua beleza para sempre: o banho de sangue de moças de 12 a 18 anos.

A partir daí, várias moças foram atraídas para o castelo da Condessa para serem mortas dos mais diversos tipos de tortura.

Para evitar estragar a surpresa do livro, não vou descrever nenhum tipo de tortura. Quem quiser saber mais, só lendo muito!!!

O livro tem 60 páginas e conta com belas ilustrações, que completam com perfeição o relato da autora Alejandra Pizarnik. Nota 10.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

AMALDIÇOADO – Joe Hill


Quem é pior quando falamos em maldade: o homem ou o diabo? Você terá essa resposta ao final do livro!

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Este livro narra a história de Ignatius Perrish, ou simplesmente Ig, que muito ainda jovem conheceu Merrin Williams e apaixonou-se perdidamente por ela. Muitos anos depois, uma verdadeira fatalidade assola a vida de Ig – logo ele que tinha tudo para ser tão feliz: uma família, um irmão, um amigo inseparável e Merrin, o grande amor da sua vida. Sua amada é encontrada morta e estuprada e o principal suspeito pela sua morte passa a ser Ig. Todos na cidade passam a crer na culpa de Ig, achando que ele é um verdadeiro monstro, mesmo nada tendo sido provado contra ele.

E assim, ele vai vivendo dia a dia uma vida de solidão e sofrimento. Após uma ano da morte de Merrin, ele acorda com uma enxaqueca e, para sua enorme surpresa, descobre que um par de chifres cresceu em suas têmporas.

O que deveria ser um fato assustador na vida de Ig, parece não causar espanto ou medo nas pessoas que dele se aproximam, muito pelo contrário, elas entram numa espécie de transe e acabam por revelar seus pecados e segredos nunca antes mencionados.

Em um certo dia, Ig aproxima-se do seu irmão e esse, influenciado pelos seus chifres, confessa-lhe que sempre soube quem matou Merrim Williams, mas resolveu calar-se até aquele momento. Levado pela sede de vingança e tirando proveito dos seus cornos, Ig inicia uma caçada ao monstro que matou Merrim. E ele acaba por acreditar que ser o Diabo não é tão ruim assim!!!

Com um final eletrizante, Joe Hill (filho de Stephen King) – que figura entre os principais nomes da nova ficção fantástica – caprichou nesse livro, dando toques de amor, tragédia, vingança e, principalmente, sobrenatural à história. Nota 10.

Observação: Este livro já foi publicado anteriormente com o título de O Pacto.

Espero que tenham gostado desta resenha.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

SILVINHA – Alex André


Este é um singelo acróstico para homenagear o aniversário da minha querida Silvinha, do maravilhoso Blog Reflexões e Angústias!!!

S entimental, Silvinha querida, você é até demais

I ncrível como você consegue ser tão culta, a ponto de causar inveja em outros mortais

L egítima filha exemplar e mãe super protetora

V ive sempre pensando só no próximo e nunca encontra um tempo para si própria

I ntuitiva e  inocente ao mesmo tempo, não consegue ver a maldade dos cidadãos 

unca desiste de fazer amigos, mesmo sendo sempre vítima de algum tipo de traição

H oje é o seu aniversário, ou seja, inicia-se mais uma primavera em sua vida

A proveito para desejar-lhe  toda a paz e felicidade do mundo, Silvinha querida!

Alex André