Almost Blue – Carlo Lucarelli

Resultado de imagem para livro almost blueBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Nesta noite, trago-vos a resenha de Almost Blue, livro de autoria de Carlo Lucarelli: autor-ativista italiano que gosta de misturar noir com pop; além disso, o autor também é um grande amante da sétima arte e um colaborador frequente nos filmes do famoso diretor Roman Polanski.

O autor faz uso de uma narrativa sob a perspectiva de três personagens: um deficiente visual, uma policial e o próprio assassino.

O jovem e deficiente visual Simon Martini é um verdadeiro fã de músicas antigas, principalmente “Almost Blue”, de Chet Blue; além disso, este rapaz de 25 anos, que vive na companhia de sua mãe, é um verdadeiro gênio da informática, que passa o tempo todo em seu quarto, ouvindo conversas na frequência da polícia e em salas de bate-papo, através de um scanner e um sintetizador de voz eletrônica.  Na opinião de Simon, cada pessoa tem uma voz com uma cor específica: rosa é uma voz fina  e esganiçada; já violeta corresponde a uma voz baixa e tediosa; vermelha é uma voz grave e volumosa; azul, é o exemplo da beleza, da perfeição, e verde, é uma voz áspera, perigosa, que arde como fogo, como o sol.

Grazia Negro é a única mulher que trabalha na Polícia Científica de Bolonha; por isto mesmo ela era sempre alvo de cantadas e piadas machistas. Ela e seu parceiro Vittorio faziam parte da UACS: Unidade De Análise de Crimes em Série (parecida com o CSI da tevê) e estavam investigando uma série de assassinatos de estudantes universitários ocorridos nos últimos anos. Na opinião de Grazia e de Vittorio, todos aqueles crimes eram obra de um único serial killer.

O problema é que nenhuma testemunha conseguia descrever com exatidão o rosto do assassino; fora isso, o promotor e o delegado não queriam levar a investigação adiante, com medo de serem ridicularizados pela imprensa…

Vittorio é designado para um caso em Roma e Grazia continua sozinha com a investigação; após um novo assassinato foram colhidas as digitais do verdadeiro assassino. Seu nome é Alessio Crossi – jovem problemático, que fora internado pela mãe desde muito cedo num colégio interno. Mais tarde, ele acabou tendo que ser internado no manicômio, por causa de suas neuroses.

Lendo o arquivo de Alessio, Grazia descobre que ele começou a incomodar as outras crianças desde cedo com seus pesadelos recorrentes, onde, segundo ele, um dragão recoberto de escamas pulava toda noite em seu peito e depois devorava o seu rosto. Naquela época, um canal de tevê transmitira o documentário “Galápagos, os Últimos Dragões”, e muitas crianças ficaram impressionadas com aqueles iguanas enormes, por isso, ninguém deu muita atenção para o garoto.

Só tinha um pequeno problema: Alessio estava enterrado há muito tempo, vítima de um acidente elétrico no manicômio! 

Então como as digitais de um morto apareceram na cena do último assassinato?

O resto, só lendo muito!

O enredo era muito bom e o ritmo da narrativa eletrizante; todavia, o final não me convenceu, pois ficou completamente vago e sem sentido!

Por isso, atribuo apenas duas estrelas!

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

 

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