Arauê – Luiz Miguel Martins Garcia

Resultado de imagem para livro araueBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Estive viajando nas últimas semanas e tive que deixar o blog um pouco de lado, infelizmente.

Durante todo este período em que fiquei ausente continuei a toda com as minhas leituras, só que minhas resenhas foram se acumulando e se acumulando.

Agora, aos poucos eu vou colocar tudo em dia por aqui, prometo!!!!

Selecionei para este sábado a resenha de Arauê, de autoria de Luiz Miguel Martins Garcia – livro que eu adquiri em uma das máquinas de livros do Metrô de São Paulo, por apenas R$ 1,00!!!

O pequeno Arauê morava no estado do Pará, em plena Floresta Amazônica, às margens do Rio Xingu, e sentia muito orgulho em ser índio, tanto é que vivia sempre perguntando aos pais e a outros membros de sua tribo sobre a verdadeira origem do povo indígena, mas ninguém sabia ao certo o que lhe responder, pois seus antepassados haviam morrido a tanto tempo e eles jamais haviam saído da floresta; o único contato que eles recebiam de fora eram as visitas esporádicas de indianistas que estudavam os costumes e traziam remédios para todas as tribos daquela região.

Arauê aproveitou então a visita oportuna de um destes indianistas para questioná-lo sobre a origem de seu povo, só que o bom homem disse a ele que, para obter as respostas que tanto desejava ele teria que abandonar sua tribo e estudar na cidade grande, tal qual um filho de homem branco, e isto era algo que ele temia muito, pois lá teria que depender de um tal de “dinheiro”, que ele sabia que causava mortes e guerras entre os homens.

Querendo saber sobre a origem de sua gente e com medo de sair da tribo, o pequeno índio disse ao indianista que iria pensar bem sobre o caso, antes de dar uma resposta definitiva.

Durante uma festa de confraternização entre tribos amigas, o indiozinho resolveu então procurar um velho sábio, contador de histórias, que falou-lhe a respeito de uma caverna mágica, que ficava no interior da floresta, onde ele poderia viajar para o passado e obter as respostas que tanto almejava.

Animado, Arauê perguntou se poderiam ir naquele momento, porém, o velho índio disse-lhe que deveriam esperar até uma data especial, que seria na próxima lua minguante e foi isso então que fizeram.

Na data combinada, ele e o índio mais velho partiram floresta adentro e, quando estavam próximos da entrada da caverna, o velho sábio disse a ele que ele deveria continuar sozinho e visitar o passado e testemunhar tudo aquilo que acontecera aos índios para, quando voltasse, contar quem procedera errado: os brancos ou os índios!

Arauê continuou sozinho até a caverna e, ao adentrar em seu interior, pareceu cair em um sono profundo.

Ao acordar, percebeu algumas índias banhando-se numa praia; aquelas lindas mulheres genuinamente brasileiras brincavam alegremente entre si, sem qualquer medo ou pudor por estarem nuas, e não havia qualquer sinal da presença de homens brancos naquele paraíso.

Aquilo só poderia significar uma coisa: ele estava num período anterior ao descobrimento do Brasil…

O resto só lendo muito!

Uma história escrita em 1989, bem curta e fácil de se ler,  que aborda um tema tão moderno e que força o leitor a uma reflexão profunda sobre os maus-tratos sofridos pelos indígenas a partir do “descobrimento” do Brasil e sobre o verdadeiro papel do índio no nosso país.

Não posso deixar de destacar o excelente trabalho de pesquisa e o grande talento de Luiz Miguel Martins Garcia, que construiu esta verdadeira obra-prima quando contava com apenas dezoito anos!

É uma pena que o autor não tenha mais nos brindado com sua escrita brilhante desde então.

Digno de 5 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

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