O Castelo dos Cárpatos – Júlio Verne

O Castelo dos CárpatosBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos a resenha de mais um livro do grande Júlio Verne, um dos pais da ficção científica. Desta vez, escolhi O Castelo dos Cárpatos, uma das raras histórias de suspense/terror escrita pelo autor de Vinte Mil Léguas Submarinas.

A história toda é ambientada em plena Transilvânia, Romênia – região sempre marcada pela crença no sobrenatural, já que muitas lendas fantásticas vêm sendo passadas ali de pai para filho, desde os tempos bíblicos.

No final do século XIX, em plena aldeia de Wertz, quando Frik, um pastor de ovelhas local – também considerado por todos um grande feiticeiro, rogador de pragas e mandingas, que vendia poções mágicas aos aldeões-, compra uma luneta de um vendedor ambulante e, ao posicioná-la ao castelo abandonado dos Gortz, situado no alto dos Cárpatos, percebe uma coluna de fumaça saindo de uma de suas  torres, e corre para contar a novidade para o juiz Koltz, que comprova a veracidade utilizando-se da mesma luneta.

Mas como isto seria possível, já que o castelo não era mais habitado há mais de 15 anos, desde a partida do barão Rodolfo de Gortz?

Naquela mesma noite, o juiz Koltz chamou seus amigos: o médico Patak, o professor Hermod e o guarda florestal Nic Deck, futuro genro do juiz, à pousada Rei Mathias, para beberem com Jonas, o proprietário e discutirem sobre o terrível mistério envolvendo a fumaça da torre do castelo abandonado.

Durante a bebedeira, resolveram apostar para saber quem teria coragem de ir até o castelo para desvendar o mistério. Todos foram pulando fora, inclusive o falastrão do doutor Patak, que sempre afirmava que não tinha medo algum do sobrenatural; o único a aceitar o desafio foi Nic Deck, estipulando uma única condição: Patak deveria fazer-lhe companhia.

Foi então que uma voz grave e ameaçadora foi ouvida por todos no Rei Mathias, avisando a todos que ninguém deveria aproximar-se do castelo, pois seriam severamente castigados… voz esta que ninguém conseguiu reconhecer ou explicar de onde vinha!

Mesmo assim, na manhã seguinte, Nic Deck e o doutor Patak partiram rumo ao castelo, para tristeza do médico, que não passava de um grande covarde e foi reclamando durante todo o caminho, tentando fazer o jovem guarda florestal desistir.

Chegaram próximo do castelo só no final da tarde e perceberam que não havia qualquer sinal de fumaça ou som saindo da majestosa propriedade e tudo parecia deserto; eles também constataram que seria impossível passar pelo fosso do castelo para baixar a ponte levadiça e abrir sua  porta no escuro, por isso, resolveram acampar e tentar transpor as barreiras logo ao amanhecer.

Durante a madrugada, ambos foram acordados pelo soar sinistro do sino do castelo, além de depararem-se com visões estranhas de seres fantásticos como bruxas e vampiros voando perto de seus muros; de manhã, enquanto cruzavam o fosso, Patak sentiu-se pregado ao chão, sem conseguir se mover, enquanto Nic deu um grito horrível ao tocar a ferragem da ponte levadiça, tendo um braço e uma perna inutilizados, sendo lançado fortemente ao fosso, como que por efeito de uma mão invisível.

Como eles não voltaram no horário combinado, o juiz Koltz, o pastor Frik e o estalajadeiro Jonas, partiram até o castelo e voltaram trazendo Nic Deck, em numa padiola improvisada de ramos de árvore, inconsciente e parcialmente paralisado e o médico Patak em estado de choque.

Após restabelecer-se por completo, o médico contou a todos do Rei Mathias todo o terrível ocorrido, deixando bem claro que, para ele, aquilo não passava de obra do terrível “Chort” – nome que o Diabo recebe na região dos Cárpatos – que escolhera o castelo abandonado para aliar-se a outros seres sobrenaturais, com o intuito de expulsar todos os moradores da região!

Daquele dia em diante, o medo passou a imperar de vez em Wertz, que passou a ser assolada por incríveis trepidações subterrâneas quase que diariamente; agricultores começaram a deixar de plantar, por temerem encontrar demônios ou bruxas nos campos de trigo e muitas famílias,  abandonaram suas casas, com destino a outros países, pois tinham o receio do “Chort” matá-las!

Para não estragar as inúmeras surpresas que o genial autor reservou aos seus leitores, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Não é possível efetuar a leitura sem um bom dicionário, dado ao emprego de muitos termos arcaicos. Todavia, isto não desabona em nada a leitura desta história fantástica muito bem construída, que consegue prender a atenção do leitor do início ao fim.

Digno de 4 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

3 comentários sobre “O Castelo dos Cárpatos – Júlio Verne

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