O GATO QUE FALAVA COM FANTASMAS – Lilian Jackson Braun

Resultado de imagem para capa o gato que falava com fantasmasBoa noite, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos, desta vez, a resenha de O Gato que Falava com Fantasmas, de autoria de Lilian Jackson Braun.

Certa noite, Qwill (Jim Qwilleran) – um jornalista cinquentão e muito rico, metido a detetive –  estava na companhia de Yum Yum e de Koko, seus dois gatos siameses, em seu modesto apartamento na cidade de Pickax, Nova Jersey. Ele aproveitava o tempo vago para ouvir uma fita cassete com a gravação de Otelo, de Verdi, que sua “quase namorada” Polly Duncan trouxera diretamente de Londres, quando recebeu um telefonema da Sra. Iris Cobb, dizendo estar com muito medo de ficar em casa, pois estava ouvindo terríveis sons e estalos oriundos das paredes de sua casa; ela acreditava tratarem-se de fantasmas.

Ele logo prontificou-se a ir até a residência da bondosa senhora e ver o que estava acontecendo, pois a mesma, num passado não tão distante, já fora sua senhoria e governanta, e agora vivia solitária em uma casa, ao lado do Museu da Casa da Fazenda, Goodwinter, do qual ela era curadora.

Ao chegar na casa da Sra. Cobb, ele estranhou o fato de todas as luzes estarem apagadas; ele então bateu na porta e chamou pela Sra. Cobb, sem obter qualquer resposta. Qwill entrou com sua chave-reserva e encontrou a pobre mulher caída na cozinha, já sem qualquer traço de vida.

O legista afirmou que Íris Cobb morrera de um ataque cardíaco fulminante, algo que Qwill não podia concordar jamais, pois ele a encontrara com os olhos abertos e uma fisionomia de verdadeiro pavor estampada em seu engelhado rosto.

Qwill e seus dois gatos mudam-se para o museu ao lado da propriedade, para investigar mais a fundo a morte de Íris Cobb. Remexendo em um velho baú, ele acabou encontrando a correspondência da Sra. Cobb e descobriu que ela já estava se queixando dos barulhos e batidas no porão há algum tempo com seu filho, e que seu médico suspendera a maioria dos seus medicamentos, porque ela também reclamara com ele sobre os sons infernais.

Será que a pobre mulher estava apresentando sinais de senilidade? Ou algo de muito mais malévolo e sobrenatural vinha aterrorizando há tempos a doce velhinha… algo relacionado a Ephrain Goodwinter, antigo proprietário do terreno, encontrado enforcado em uma árvore, sob circunstâncias suspeitas?

O resto, só lendo muito!

Para deleite de todos os fãs do gênero policial: a trama é muito bem construída e, conforme a leitura vai avançando, o clima de tensão só vai crescendo; a resposta de todo mistério é revelado apenas nas últimas páginas!

A autora americana Lilian Jackson Braun (1913-2011) escreveu seu primeiro livro “O Gato Que…” em 1960, conquistando logo de cara milhões de fãs. Ela então sumiu por 18 anos – tal qual Agatha Christie -, para retornar com “The cat who saw red” e obter ainda mais fama e reconhecimento. O Gato que Falava com Fantasmas é a décima aventura de Koko e Yum Yum.

Resultado de imagem para lilian jackson braun        Foto(gettyimages) de Lilian Jackson Braun, Koko & Yum Yum

Confesso a vocês que, apesar ter achado bem original dois gatos siameses atuando diretamente como protagonistas de uma história, não consegui digerir tão bem a ideia de um jornalista solteirão, de meia-idade, bancando o detetive nas horas vagas. 

Apenas por este motivo, vou atribuir 3/5 estrelas.

Espero que vocês realmente tenham gostado.

Um xandylhão de beijos no coração de cada um de vocês!

Alex André (Xandy Xandy)

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