3096 dias – Natascha Kampusch

A impressionante história da garota que ficou
em cativeiro durante oito anos, em um dos sequestros
mais longos que se tem notícia.

Resultado de imagem para 3096 dias livroO livro é narrado em primeira pessoa pela própria Natascha Kampusch, que veio ao mundo no dia 17 de agosto de 1988, quando sua mãe já contava com 38 anos e já possuía duas filhas adultas.

Ela morou desde o nascimento no conjunto habitacional Rennbahnweg, cercanias de Viena. Sua família foi desfeita muito cedo, pois seus pais separaram-se quando ela mal completara 4 anos.

Sua mãe era uma mulher dura e severa, que educou-a à moda antiga e que costumava bater-lhe no rosto e quase não lhe dava carinhos; já seu pai era um sujeito gordo e amável, que fazia-lhe todas as “vontades gastronômicas”. Ambos só rivalizavam quando o assunto era encher a filha pequena de presentes.

Devido à separação dos pais, ela desenvolveu uma severa enurese, passando a  fazer xixi na cama todas as noites e, posteriormente, durante o dia também – algo que a fez virar chacota das crianças da escola e até dos próprios professores.

Conforme crescia, ela também começou a tornar-se uma criança gorducha, como seu pai, o que levou-a a ser ainda mais hostilizada pelos meninos e meninas de sua escola, que a achavam “molona” demais.

Ao completar 10 anos, ela ainda ia para escola de carro com a mãe, algo que lhe provocava muita vergonha, pois a maioria das crianças ia sozinha para a aula.

No dia em que foi sequestrada, ela havia decidido que, a partir daquela data, tudo iria mudar em sua vida e ela passaria a ir a pé para a aula. Ela saiu então de casa, sem despedir-se da mãe, pois ainda estava magoada com ela por causa de um desentendimento que elas haviam tido no dia anterior.

Enquanto ela fazia o caminho para a escola, o medo atingiu todo o seu ser em cheio, pois muitas garotas haviam sido sequestradas, violentadas e mortas por pedófilos, em toda a Áustria, nesta época.

Ao vislumbrar um homem alto e de olhos azuis em frente a uma picape branca, ela teve um mau pressentimento e pensou em atravessar para o outro lado da rua, mas não o fez. Ao chegar perto do veículo, o homem atacou-a e a colocou rapidamente no maleiro da caminhonete.

Este evento marcou o início de sua “nova vida”, que duraria oito anos e meio ou exatos 3096 dias!

A negligência da polícia foi determinante para a duração tão longa do sequestro de Natascha Kampusch, pois os policiais chegaram a ir até a casa de Wolfgang Priklopil,  seu sequestrador, mas não quiseram revistar sua caminhonete branca e nem mesmo entrar em sua casa, apesar de todas as pistas fornecidas por uma menina que testemunhara o rapto.

Natascha passou a viver em uma espécie de casamata, localizada embaixo da garagem, no porão de Priklopil. Seu “quarto” não chegava a medir cinco metros quadrados e ela passava o dia inteiro ouvindo o zumbido de um ventilador instalado ali para aliviar um pouco o mau-cheiro do lugar.

Seu sequestrador era uma pessoa paranoica e muito perturbada, um verdadeiro escravo de arrumação e de ordens pré-determinadas; ele muitas vezes reclamava com ela sobre o porquê dela não ter vindo com um manual de instruções.

No início, ele a tratava como uma criança de apenas quatro anos, trazendo-lhe biscoitos e  jogos, desde que ela fosse “boazinha” para ele, o que era algo quase impossível, devido à sua total instabilidade e violência.

Depois que ela menstruou, aos 12 anos, ele passou a usá-la como verdadeira escrava. Ela era obrigada a realizar tarefas diárias, que iam desde a limpeza do andar de cima da casa de Priklopil, até ajudá-lo a pintar e reformar toda a casa por dentro. Para humilhá-la, ele exigia que ela ficasse apenas de calcinha e uma blusa curta, pois assim ela teria medo e vergonha de fugir.

Nesta época, ele exigiu que ela escolhesse um novo nome para ela, pois Natascha não existia mais. Ela escolheu então o nome de Bibiana e teve seus cabelos raspados.

Depois começaram as surras e espancamentos,  fazendo com que ela vivesse diariamente com sérios hematomas e equimoses pelo corpo. A sua comida também passou a ser racionada, e ela chegou a pesar apenas 38 quilos.

Apesar da fome e das surras que Priklopil a submetia, com o tempo ele também passou a oferecer-lhe um pouco mais de liberdade, e ela passou a valorizar cada momento em que podia tomar um banho de banheira ou tomar sol no quintal dele…

Devido aos maus-tratos sucessivos, Natascha pensou em muitas vezes tirar a própria vida, para dar um fim aos sofrimentos. Todavia, ela sempre desistia da ideia, pois tinha certeza que um dia sairia daquele lugar e dormiria novamente em seu quarto.

Para não estragar o resto do forte e comovente depoimento de Natascha Kampusch, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Digno de 5 estrelas.

Para aqueles que estiverem interessados: existe um filme alemão de 2016, de nome homônimo, sobre o sequestro de Natascha Kampush.

 

Espero que tenham realmente gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André 

 

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