O Falcão Maltês – Dashiell Hammett

Resultado de imagem para capa livro falcão maltesBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Como verdadeiro presente de amizade, trago-vos hoje a resenha de O Falcão Maltês, de autoria de Dashiell Hammett que, ao lado do grande Raymond Chandler, reinventou o gênero policial, criando o subgênero noir, onde os detetives são mais humanos, muitas vezes envolvidos com mulheres, jogatinas e bebida.

A história começa com a bela senhorita Wonderly visitando São Francisco, mais precisamente o escritório dos detetives particulares Samuel Spade e Miles Archer em busca de ajuda. Segundo ela, Corina, sua irmã mais nova havia fugido com Floyd Thursby que, além de bon vivant, era alguém muito perigoso, que cortara qualquer contato entre as duas irmãs. Por duzentos dólares adiantados eles acabaram aceitando a investigação.

É então que dois crimes muito estranhos acontecem na mesma  noite: Miles Archer acaba sendo assassinado enquanto estava a procura de Floyd Thursby, e pouco tempo depois, o próprio Thursby é alvejado em frente ao seu hotel por um desconhecido.

A polícia volta-se para Spade, pensando que o próprio detetive cometera os dois crimes, já que Spade era um Don Juan incorrigível e mantinha um caso tórrido com Iva, a esposa de seu sócio.

Como se isso já não fosse bastasse, a própria senhorita Wonderly acaba desaparecendo, sem deixar vestígios…

Spade acaba por encontrar Brigit O’Shaugnessy, a falsa senhorita Wonderly,  e Joel Cairo, um sujeito muito estranho, que estava atrás do  “falcão maltês”, uma relíquia de ouro e pedras preciosas de valor inestimável, que os antigos Cavaleiros de Rodes haviam criado para o imperador Carlos V, e que havia caído nas mãos de piratas que, mais tarde o pintaram de preto, para disfarçar seu verdadeiro valor.

Spade percebe que se meteu em uma verdadeira enrascada, pois a polícia estava em seu encalço, a bela Brigit havia mentido sobre quase tudo para ele, levando seu sócio à morte, e o estranho Joel Cairo ofereceu-lhe cinco mil dólares para que ele entregasse uma estatueta que ele nem fazia ideia de como era ou onde estava.

Nosso detetive astuto e mulherengo, não estava interessado em outra coisa que não fosse salvar a própria pele e ganhar algum dinheiro no final de tudo, é claro. Nem que para isso ele tivesse que passar por cima de todos os que cruzassem seu caminho, incluindo as mulheres que se achavam apaixonadas por ele…

Para não estragar as surpresas reservadas pelo autor, vou parando por aqui.

O resto, só lendo muito!

Confesso a vocês que pensei em abandonar a leitura desta verdadeira obra-prima, pois até a metade do livro, o ritmo da história pode ser considerado um tanto quanto lento. Do meio em diante a trama dá uma guinada de 360º e tudo começa a pegar fogo, levando o leitor a não querer desgrudar por nada deste mundo das páginas seguintes, até chegar ao seu final, totalmente inesperado e para lá de inusitado também.

Existe um filme de 1941, que recebeu o título de Relíquia Macabra, aqui no Brasil, com Humphrey Boggart no papel de Samuel Spader. O filme segue à risca a história original de Dashiell Hammett.

Digno de 5 estrelas.

Espero que todos tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

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