Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

Depois de 84 anos… Eu estou de volta, gente! Sim, eu sei que demorei mais do que de costume para voltar a postar (e isso não é pouco) e sinto muito mesmo por isso, mas é que esse ano está consumindo minha vida social, meu tempo e, em breve, minha sanidade mental também kk. Porém, agora que estou de férias, pretendo postar o mais frequentemente possível, afim de compensar o tempo perdido!

E, para mostrar que não estou mentindo quando digo que a preparação para os vestibulares é a causadora do meu atraso épico, inicio meu retorno ao blog com um livro que cairá na FUVEST esse ano: Claro Enigma, de Drummond.

Quem me conhece sabe que, apesar de apreciar a boa poesia, eu prefiro a prosa. Apesar disso, fiquei feliz ao saber que um livro de Drummond estava presente na lista daqueles que precisaria ler, visto que, entre os poetas brasileiros, ele é o meu preferido, e não me decepcionei ao terminar a leitura da obra.

Incrivelmente subjetivos, os poemas podem ser um pouco complicados de compreender, não pela linguagem relativamente simples, mas sim pelo constante uso dos sentidos conotativos e não denotativos da palavra, ou seja, ao tentar interpretar os textos, deve-se levar em conta não apenas o significado óbvio e concreto, descrito no dicionário, da palavra, mas também o seu valor simbólico e escondido. Por esse motivo, uma primeira leitura rápida e desatenta dos textos pode gerar confusão e um certo desespero, mas não é nada que uma segunda leitura, mais atenta e calma, empregando maior dedicação, não resolva.

Embora possa dificultar um pouco a leitura, tal estilo de escrita é justamente o que marca o livro com uma delicadeza e sensibilidade impressionantes. Participante da terceira fase do autor, ao obra nos permite entrar no mundo interior de Drummond, proporcionando uma imensa empatia em relação às suas ideias e emoções, pois temos a impressão de que entramos em sua mente. Dessa maneira, a melhor forma de interpretar os poemas é usando não apenas o cérebro, mas também o coração e alma, visto que os mesmos são melhor compreendidos quando sentidos do que pensados.

Claro enigma é divido em seis partes desiguais, entre as quais a minha favorita foi Notícias amorosas, que, contando com sete poemas, evidentemente, trata sobre o sentimento que provavelmente é o mais comum na poesia e, talvez, até mesmo na literatura como um todo: O amor.

Apesar dessa minha preferência, todas as partes possuem poemas belos, delicados e sensíveis, e gostaria de dar destaque para os que mais me tocaram e marcaram, seja pela suavidade ou pelo tema: Confissão, Ser, Sonho de um sonho, O chamado, Perguntas, A mesa e todos da parte que citei como a minha preferida, mas, principalmente, Amar, que, para mim, é o melhor de todo o livro.

Sublime, leve e emocionante, me peguei sorrindo sozinha em diversos momentos do livro com o sentimento de paz que ele me proporcionava. E, para esse clássico da poesia que me encantou, minha nota é 8!

By Ana Beatriz

 

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2 comentários sobre “Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

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