Uma Cidade Flutuante – Jules Verne

Resultado de imagem para uma cidade flutuanteMuito antes da construção do Titanic, Jules (Júlio) Verne já havia concebido, em sua mente visionária, o maior transatlântico de todos os tempos.

O navio em questão era o Great Eastern, uma verdadeira “cidade flutuante”.  Como todas as grandes embarcações de sua época ele era movido a vapor, medindo 257,5 metros de comprimento, 36 metros de largura e 207 pés franceses (cerca de 63 metros), medida superior à altura da Catedral de Notre Dame. Tinha 6 mastros e 5 chaminés e fora construído para carregar mais de 10.000 passageiros (o Titanic podia carregar 2435). Além disso, não havia divisões de classe no grande navio, pois todas as cabines tinham acabamento semelhante.

Os único defeitos deste fabuloso navio eram seu horrível sacolejar e sua velocidade, muito abaixo das praticadas por outros transatlânticos da época!

Aquela seria a vigésima viagem do Great Eastern, e levaria seus passageiros de Liverpool até  Nova York. O condutor do navio era o experiente e intrépido capitão Anderson – que fora o responsável por passar o cabo telegráfico de um lado para outro do Atlântico -, o mesmo que conduzira o navio nas outras dezenove viagens.

Contudo, esta verdadeira maravilha da engenharia estava enfeitiçada, afirmava o Dr. Dean Pitferge. Segundo o médico, ele fora construído inicialmente para o transporte de emigrantes e mercadorias para a Austrália, mas jamais esteve na “terra dos cangurus”. Um dos capitães do navio havia se afogado e um passageiro perdeu-se nas profundezas do mar, quando fazia sua viagem para os EUA. Durante a construção de suas caldeiras, um simples descuido tirara a vida de um mecânico, que acabou soldado dentro delas…

O Dr. Dean Pitferge tinha vontade de “saber como era um naufrágio”. Para isso, vinha viajando no Great Eastern desde a sua viagem inaugural; durante a 19ª ele quase conseguira seu intento, pois aquela fora a mais terrível viagem para o grande vapor . Desta vez, ele estava muito esperançoso que o grande vapor iria naufragar…

Outro passageiro que viajava no navio era o capitão Fabian; ele embarcara para esquecer seu grande amor: Ellen Hodges. Os dois viveram um grande paixão há 2 anos,  durante sua estada na Índia, porém, devido às muitas dívidas acumuladas, o pai da bela moça resolveu aceitar um casamento arrumado com Harry Drake, o filho de um negociante de Calcutá. Com o casamento, Ellen Hodges tornou-se uma esposa infeliz, e Fabian, tornou-se “o mais infeliz dentre todos os homens”.

Harry Drake era um aventureiro insolente e falastrão; ele conseguira torrar toda a fortuna do seu pai em menos de 2 aos, apostando em qualquer tipo de jogo que lhe aparecia. Sem que Fabian fizesse ideia da sua presença, ele resolveu embarcar no Great Eastern, pois acreditava que, chegando a Nova York, poderia aplicar um grande golpe e retomar ao menos parte de sua fortuna.

Durante a noite, um fantasma era visto por parte da tripulação: alguns marujos viam uma sombra negra passear de um lado para outro do navio, sem poderem explicar de onde ela surgia ou para onde ela ia!

A bordo do Great Eastern, mórmons faziam pregações, menestréis apresentavam-se todas as noites e até uma corrida de cavalos foi disputada de proa a popa no transatlântico, rendendo muito lucro e confusão aos apostadores!

Mas será que esse navio colossal conseguiu chegar ileso ao seu destino? Ou será que, ele naufragou, para deleite do Dr. Dean Pitferge?

O resto, só lendo muito.

Júlio Verne conseguiu, de forma impressionante, fazer com que um navio se tornasse o personagem principal de um livro. E preparou uma surpresa inesperada para seus leitores no final.

Resultado de imagem para coleção em conserva

Não posso deixar de falar um pouco da coleção EM Conserva: são livros de bolso de luxo, que vêm dentro de latinhas muito bonitas. A coleção conta com autores muito famosos como: Liev Tolstói, Émile Zola, Charles Dickens, Robert Louis Stevenson, entre outros.

Digno de 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

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2 comentários sobre “Uma Cidade Flutuante – Jules Verne

  1. Eu vi este livro e fiquei apaixonada, mas eles estavam tãããão caros 😦
    Amei a resenha!

    Li um que tem quase essa temática, mas eu CERTEZA que você vai gostar. Ele se chama FUTILIDADE OU O NAUFRÁGIO DO TITAN. Acredite, ele é o livro que previu a construção e o naufrágio do Titanic. Quando li fiquei assustada. Ele foi escrito muuiiito antes da invenção do navio e tudo que ele descreve é muito igual, até como o Titanic afundou :O Dá medo.

    Se encontrar, ótimo, se não, te dou meu exemplar. Só me lembrar de levar quando nos encontrarmos em algum evento.

    Bjkssss

    Curtido por 1 pessoa

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