Diário de uma Escrava – Rô Mierling

Diário de uma EscravaLindo início de semana para todos da querida Família Lendo Muito!

Resolvi começar a semana com uma resenha de um livro com uma temática bem forte e impactante. Trata-se de Diário de uma Escrava, de autoria da talentosíssima escritora gaúcha Rô Mierling.

A história começa com uma menina (narradora) admirando o voo plástico de uma bela borboleta da janela de seu quarto. Ela se encantou tanto com aquele inseto voador, que resolveu capturá-la com sua rede. Depois, colocou-a em pote de vidro e esperou a borboleta morrer por falta de ar. Abriu o pote, espetou-a com um alfinete, matando-a definitivamente.

Agora, aquele lindo inseto voador fazia parte de sua coleção, ou seja, era seu para sempre!

Tempos depois, a mesma menina, agora já crescida, encontra-se cativa em um buraco embaixo do piso de um dos quartos de seu algoz, que a mantinha ali como se ela fosse aquela linda borboleta que ela capturara no passado.

O Ogro, como ela o chamava, mantinha ela presa todo o tempo.  Ela tinha que fazer suas necessidades em um balde que ele trocava todo dia. Até na hora de tomar banho, ele não deixava de vendá-la e ele mesmo lavar-lhe. Sua única “diversão” eram os desenhos que ela fazia na parede, andar de um lado para o outro para exercitar-se e um livro que ele trouxera para ela.

Refém há mais de 4 anos, ela só via as  coisas piorarem, pois o Ogro passou a ausentar-se por vários dias, deixando-a sozinha naquele lugar de tormento.

Numa dessas “viagens”, ela teve a ideia de fugir pela portinhola que ele lhe dava comida. Ao sair dali, ela deu de cara com uma casa muito limpa e arrumada – algo inacreditável, visto a situação precária de onde ela estava “morando”-, com grades em todas as janelas e portas pesadas. Foi até a geladeira e avançou para os potes de geleia, abrindo todos ao mesmo tempo e comendo um pouco de cada, tal qual um animal esfomeado.

Procurando uma saída, ela andou e andou, sem sucesso, pela casa e, contudo, acabou encontrando a foto do Ogro, ainda jovem, ao lado de uma bela loira. Não era possível que alguém pudesse amar aquele monstro, ela pensou. Mas era verdade, pois ela acabara de ouvir uma voz de mulher chamando alguém de “amor” e a voz do Ogro respondendo com ternura.

Só deu tempo dela correr de volta para o esconderijo; ao acordar, estava toda dolorida e com o Ogro encarando-a. Ele deu-lhe uma surra tão grande, a ponto de quebrar-lhe o braço.

Neste momento, a Ursinha – uma forma carinhosa que sua mãe sempre lhe chamara,- resolveu tentar uma tática nova: ela passou a fingir-se de doente e semi-morta, o que acabou despertando um medo tão grande no maníaco, que ele resolveu parar de violentá-la por um tempo. Trazia-lhe 3 refeições por dia e até lhe prometeu um livro novo caso ela voltasse a desenhar e andar pelo quarto.

Estevão era o real nome do Ogro. Ele era casado com Clara, uma bela moça, oriunda de uma família muito religiosa decente, porém, desde o início, ele deixou bem claro para ela que continuaria no seu sítio e não moraria com ela na casa que seus pais haviam comprado para eles na cidade. Mesmo a contragosto, ela aceitou, pois amava aquele homem. A única coisa que ela não entendia era o fato dele não ser muito asseado, principalmente com suas “partes íntimas”…

A primeira vítima de Estevão havia sido Fanny, garota de 13 anos que ele convencera a entrar na sua caminhonete, com a simples desculpa de ser um tio que ela não conhecia. Ele estuprou-a e estrangulou-a, sentindo um prazer tão grande ao ver a vida da pobre menina esvaindo-se aos poucos em suas mãos, que resolveu estuprá-la novamente depois de morta. Finalizou seu ato doentio urinando em cima dela e depois escondeu seu corpo na floresta. Voltou feliz para os braços de sua esposa.

Cinco meses depois, ele teve a ideia de criar um “quarto do prazeres” no seu sítio. Para isso, ele cavou um buraco embaixo do piso de um dos quartos, até formar um espaço quadrado. Depois, ele construiu um túnel para chegar até ele.

Cíntia, de apenas 15 anos, foi a primeira “hóspede” do buraco; ele sequestrou-a em uma festa regional, quando ela ofereceu-se para ajudá-lo a encontrar seus falsos remédios. Ele violentou-a inúmeras vezes durante os cinco dias em que ela aguentou viva.

Depois foi Linna, uma garota loira e sardenta, de 15 anos, que aguentou 19 semanas. Ela acabou ficando grávida, o que deixou o Ogro tão raivoso, a ponto de violentá-la com tal violência, causando-lhe um sangramento tão forte que culminou com sua morte.

Sofia ficou refém por 5 meses, e acabou morrendo de desidratação; Mônica aguentou um ano e meio, até criar coragem suficiente para suicidar-se.

Agora, mesmo com Laura, a sua “Ursinha” e escrava sexual, sempre disponível para ele fazer o que bem entendesse, ele ainda estava interessado em violentar outras garotas. Uma das novas vítimas foi Nanda (Fernanda), que ele conhecera em uma sala de bate-papo, passando-se por David, rapaz bondoso e gentil, que cursava faculdade e tinha 18 anos. Ele a estuprou inúmeras vezes, forçando-a a entrar em uma jaula que ficava na sua garagem-cativeiro. Ela ficou 5 dias sendo torturada e violentada seguidamente, até que ele resolveu desfazer-se do seu corpo na floresta.  Um garotinho, ao urinar perto dali, acabou encontrando-a; ela não estava morta, apenas sem sentidos.

O Ogro cometera seu primeiro erro.

Laura começara a desconfiar de algo, já que o Ogro não a violentara mais e, quando ele fora dar-lhe banho, ela havia visto um computador com ele. Ele a deixara 5 dias abandonada no buraco, com seu balde cheio de fezes e urina, sem que ele lhe desse banho todo esse tempo, algo anormal.

O Maníaco de Donzelas, como a imprensa o apelidara, havia matado 10 garotas com menos de 16 anos, em um período de apenas 6 anos. E sempre uma caminhonete havia sido vista nos mesmos  lugares onde as vítimas foram sequestradas.

Ele estava para cometer seu próximo erro, erro este que mudaria o rumo das coisas e, selaria o destino de  Laura, sua Ursinha, para sempre…

O resto, só lendo muito!

Narrativa toda em forma de diário, com capítulos relativamente curtos, que aceleram muito o ritmo da leitura. Final surpreendente e inesperado para uma história baseada em fatos reais.

Parabenizo a autora pelo excelente trabalho de pesquisa sobre o tema.

Mereceria até mais do que apenas 5 estrelas.

Espero que tenham gostado.

Um beijo enorme no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

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5 comentários sobre “Diário de uma Escrava – Rô Mierling

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