O Quarto Vermelho – Alexandre Dumas

Resultado de imagem para o quarto vermelho alexandre dumasBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Para começar esta semana linda, trago-vos uma resenha de meu autor predileto: Alexandre Dumas (pai). Trata-se de um livro com tema fantasmagórico: O Quarto Vermelho!

A história começa com um grupo de amigos reunidos na casa da princesa Galitizen, em Florença. A diversão do grupo era ao anoitecer, quando todos ouviam as histórias fantásticas que cada membro narrava.

Quando chegou a vez do jovem conde Elim M., ele pediu licença a todos para narrar uma aventura que ocorrera com ele, pouco tempo atrás, em terras alemãs. 

Tudo começou com uma caçada de lebres que ele participara, juntamente com outros caçadores. Ao perseguir um bando de perdizes, ele e seu cão Fido acabaram se perdendo dos outros; tentando fugir da chuva e dos trovões, o conde seguiu uma trilha que o levou até uma cabana onde ele bateu palmas, sem sucesso.

Molhado e com frio, resolveu então seguir mais adiante até encontrar um castelo onde um casal de bondosos idosos muito assustados o recebeu, pois naquelas paragens, nunca aparecia vivalma. Aquele era o castelo dos Eppsteins, onde tudo estava em ruínas.

Elim pediu então para pernoitar no castelo até outro dia, quando iria tentar encontrar os outros caçadores, mas percebeu uma certa intranquilidade no casal de idosos. Ambos disseram que ele poderia passar a noite ali, mas teria que ser no quarto vermelho, o único aposento em bom estado da casa, que era assombrado por fantasmas e duendes!!!

Ao saber disso, o conde Elim M. aceitou de prontidão, pois sempre tivera curiosidade de saber se fantasmas ou duendes existiam de verdade.  

Quando ele e seu cão estavam já deitados, ele recebeu a visita de um fantasma de uma linda mulher de branco que encarou-o fixamente, retirando-se logo depois. No outro dia, ao contar ao casal de idosos sua experiência sobrenatural, ficou sabendo que aquela aparição era o fantasma da jovem condessa Albina!

O velho empregado contou-lhe que o Conde Ruddolfo de Eppstein tivera dois filhos: Conrado e Maximiliano. Conrado era fraco, doentio, mas muito meigo e de quem todos gostavam logo de cara; já Maximiliano era forte, robusto e muito engajado na política, como o pai.

Quando o conde Ruddolfo de Eppstein descobriu que Conrado casara secretamente com uma filha de um empregado do castelo, de nome Noemi, e que ela havia dado à luz a um menino, ele expulsou o filho de casa. Maximiliano tentou interceder em favor do irmão, mas o conde foi irredutível.

No mesmo dia, Maximiliano pediu ao pai que enviasse uma carta aos Schualbach, de Viena, informando que ele estava interessado em desposar sua filha Albina, o que seria de grande valia para os Eppstein.

Albina era uma linda menina, de apenas dezesseis anos, educada em um convento rígido, que rejeitara todos os pedidos de casamento que seu pai havia lhe trazido até então.  Mas tudo mudou quando ficou sabendo do pedido de Maximiliano Eppstein:  ao conhecê-lo,  ela teve a certeza de ter encontrado naquele homem forte, o seu Goetz de Berlichingen (personagem de Goethe) pelo qual ela dizia-se apaixonada.

Seu pai, o duque de Schualbach, enxergou apenas ambição e orgulho naquele homem bruto que pedia a mão de sua filha; já Albina, apaixonada e muito inocente,  via nele um homem valente, amoroso e bondoso. Tão confiante nisso, contou ao noivo sobre o romance que fabricara em sua mente, dando a Maximiliano apenas o trabalho de moldar-se àquele Goetz de Berlichingen, de quem sua noiva tanto falava.

Ainda durante o noivado, ela ficou sabendo através de Maximiliano da maldição do quarto vermelho do castelo Eppstein. Rezava a lenda que “toda a condessa que morresse ali durante a noite de Natal, não morreria completamente”!

Isso iniciara com a condessa Leonora que falecera, no quarto vermelho e fora vista pelo marido no enterro de uma amiga, na noite de Natal. O marido, pensando estar enlouquecendo, partiu do castelo e entrou para um mosteiro, deixando toda a fortuna para seu filho primogênito.

Depois disso, durante três gerações, o fantasma da condessa Leonora apareceu aos primogênitos da família Eppstein; a partir da quarta geração, ele jamais tornou a ser visto.

Os recém-casados partiram para viver no castelo de Eppstein e, a primeira coisa que Albina fez ao chegar ali, foi conhecer o quarto vermelho. Quinze dias após a visita, seu pai morreu subitamente!

Um ano depois, ela descobriu que aquela imagem bondosa, amorosa e valente que ela fizera de Maximiliano era apenas mais uma de suas fantasias bobas: seu marido era um homem rude, extremamente agressivo e libertino. Só restava para ela resignar-se e sofrer calada.

Quando a Revolução Francesa estourou, seu marido teve que refugiar-se em Viena. Um capitão francês muito jovem e valente, foi ferido em uma batalha próxima ao castelo. Ele foi levado e tratado pelo capelão, que tinha um pouco de conhecimento médico e por Albina, logo recuperando-se por completo de todos os ferimentos.

Seu nome era Jacques e ele e Albina tornaram-se inseparáveis, sendo vistos passeando de mãos dadas pelos jardins do castelo, quando não estavam fechados no quarto vermelho. Tratavam-se de “meu irmão” e “minha irmã”. 

Jacques teve que retornar para Paris após um mês e Maximiliano logo voltou para Eppstein. Quando chegou, ficou sabendo pela boca dos empregados que um oficial francês ficara no castelo e que ele e sua Albina não se desgrudavam nunca.

Albina ao ver o marido, pensou que a notícia de sua gravidez faria com que o humor de Maximiliano melhorasse, mas ela estava enganada. Convencido de que ele fora traído e que aquele não era seu filho, Maximiliano resolveu privar a esposa de qualquer atividade fora dos domínios do castelo, inclusive de fazer suas refeições e dormir em sua presença, destinando para ela o ditoso quarto vermelho.

Com o passar dos dias confinada, tal qual verdadeira prisioneira, Albina exigiu a presença do marido em seu quarto e confrontou-o, dizendo-se cansada de sofrer e de passar por traidora. Suas palavras só serviram para açular ainda mais a cólera de Maximiliano: num instante de pura ira, o bruto lançou aquela frágil e doce criatura ao solo, fazendo-a bater com a cabeça na poltrona onde ela estava sentada, poucos segundos atrás.

Em desespero, Maximiliano procurou o capelão, mas o ferimento era muito profundo e exigia cuidados de um médico de verdade. Enquanto buscavam um médico, sem nenhuma explicação, a doce Albina recuperou os sentidos e entrou em trabalho de parto. Delirante, dizia a todos que um dia Maximiliano entenderia tudo e que aquele era o filho de ambos, de verdade.

Morreu logo após entrar a primeira da noite de Natal, mas o médico conseguiu salvar a criança, a quem deram o nome de Everardo, como ela pedira numa carta.

Um mês depois, Maximiliano estava no mesmo quarto vermelho que ele matara a esposa, divagando sobre o crime e a traição da esposa, quando começou a ouvir o vento soprar e seu filho chorar no andar de cima. Naquela noite, aquele homem corajoso e tão bruto sentiu pela primeira vez o medo de verdade. O que lhe veio a mente foi a lenda sombria da condessa Leonora.

Seu filho chorava tão forte que ele resolveu ver o que estava acontecendo e subiu até o quarto da criança. A cena que ele presenciou ao abrir aquela porta foi de gelar o sangue de qualquer mortal…

O resto, só lendo muito!

Uma leitura muito agradável, com uma trama envolvente e cheia de surpresas até a última página. Digna de um autor que escreveu mais de 500 livros e aventurou-se por todos os estilos, desde drama, aventura, até suspense e terror. E para os que não sabem, Alexandre Dumas escreveu um excelente livro de receitas: Grande Dicionário de Culinária.

O que falar mais? Merece 5 estrelas!

✮✮✮✮✮

Espero que tenham gostado. 

Um beijo no coração de cada um de vocês.

Alex André

 

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2 comentários sobre “O Quarto Vermelho – Alexandre Dumas

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