O Homem de Guadelupe – Alexandre Dumas

Resultado de imagem para capa livro o homem de guadalupeBoa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos, para iniciar esta belíssima semana, uma resenha de um clássico da literatura universal. Trata-se simplesmente de “O Homem de Guadelupe”, de Alexandre Dumas – meu autor predileto.

A historia começa na cidade francesa de Toulon, quando o próprio Alexandre Dumas estava tentando escrever seu livro “Capitão Paulo”, sem obter sucesso, pois, de alguma forma, sua criatividade parecia ter tirado umas férias…

Seu amigo Jean, comandante do porto de Toulon, disponibilizou-lhe uma barca com 12 homens condenados, para que ele conseguisse distrair-se um pouco no mar mediterrâneo.

No primeiro dia em que embarcou, Dumas mirou cada um dos homens condenados e pareceu ter reconhecido um homem loiro, ainda jovem: Gabriel Lambert. Aquele rosto parecia-lhe muito familiar, mas ele não conseguia lembrar-se de onde o conhecia.

No outro dia, sentindo falta de Gabriel, perguntou ao guarda que tomava conta daqueles homens desgraçados e obteve a informação que o prisioneiro tivera um febre muito forte na noite anterior, tendo que ser substituído por outro condenado.

Roussinol, o condenado que ficava acorrentado ao lado de Gabriel, furtivamente entregou uma carta para Dumas. Nela, Gabriel pedia-lhe desculpas por ter inventado sua doença, e prometia revelar seu nome no outro dia, com a condição de que o famoso autor jamais o procurasse.

Gabriel Lambert era nada mais, nada menos, que o “Visconde Henrique de Faverne” – oriundo de Guadelupe, Pequenas Antilhas Americanas – alguém de quem Dumas lembrava-se muito bem.

No passado, Henrique Faverne fora um jovem muito presunçoso, que vivia querendo ostentar seu título de  nobreza e sua riqueza, para todos os parisienses. Insultava os homens, com o intuito de obrigá-los a baterem-se com ele em duelos.

Nesta época, Faverne estava noivo de uma linda jovem de dezoito anos e receberia um dote de 50.000 libras de seu pai, contudo, Olivier d’ Hornoy, amigo pessoal de Alexandre Dumas, afirmava a todos que jamais conhecera alguém em Guadelupe com o nome de Faverne.

Eles duelaram com espadas, ao raiar do dia, e Faverne acabou levando a pior, sendo ferido no peito. Para a sorte dele, o Dr. Fabiano estava presente no duelo e tratou de Faverne até ele melhorar.

Quando Dumas ficou sabendo que Gabriel Lambert e Henrique Faverne eram o mesmo homem, ele voltou a Paris e procurou o Dr. Fabiano para obter informações a respeito daquele prisioneiro que fizera questão de fugir dele em Toulon.

O bom médico entregou-lhe um manuscrito com todos os segredos que ele sabia a respeito de Henrique Faverne-Gabriel Lambert.

Na realidade, Gabriel Lambert nunca nascera ou sequer colocara seus pés em Guadelupe. Ele havia nascido na aldeia de Trouville, França e, desde pequeno, era uma criança muito franzina e espancada pelos garotos mais velhos.

Quando adolescente, ele desenvolvera uma aptidão especial para copiar a letra de todos com uma perfeição incrível; mais tarde, estendeu isso também para os desenhos.

Até o prefeito da cidade encantou-se com o habilidade de Gabriel; ele acreditava que o rapaz tinha a fortuna na ponta dos dedos. Será que ele estava certo?

Para saber isso, só lendo muito!

Apesar de não colocá-lo entre as melhores obras do autor, não tem como não gostar deste livro, pois a história se sustenta do início ao fim, com muitas surpresas.

Merece 4 estrelas.
✮✮✮✮

Nenhum autor foi mais lido e amado do que Alexandre Dumas. E té hoje ele é odiado por  muitos também, pelo fato de ter romanceado “A História”, todavia, diversos autores fazem isso nos dias de hoje e são aclamados.

Dumas foi, sem dúvida alguma, o autor mais completo que se tem notícia. Ele escreveu, novelas de cavalaria, dramas, romances, peças de teatro, terror e até um livro com receitas de gastronomia.  No total, foram 257 romances e 25 dramas.

Alexandre Dumas, o “Mulato” – como ele era pejorativamente conhecido – jamais fez parte da Academia de Letras Francesa. Em  2002, o presidente Jacques Chirac, ordenou a exumação de seu corpo e ele então foi enterrado no Panteão de Paris, ao lado dos seus amigos Victor Hugo e Voltaire.

Espero que realmente tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

 

 

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