Contos da Academia dos Caçadores de Sombras-Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman

Após um longo inverno (ou verão, nesse caso), eu estou de volta (mesmo que não por muito tempo)! Mais uma vez, peço mil desculpas e mais um pouco, de verdade, mas, infelizmente, não posso dizer que vou postar com mais frequência a partir de agora. Na verdade, sinto ao dizer que provavelmente só vai piorar daqui pra frente. Estou apenas no começo do ano em que vou prestar vestibular e bem… Olha o resultado! Kk

Mas… Eu não vim aqui para me lamentar sobre a quantidade de matéria que tenho que estudar! Sem mais delongas, vamos falar sobre o mais novo livro de uma das minhas escritoras preferidas: Contos da Academia de Caçadores de Sombras, que, apesar de contar com a participação de outros autores (Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, Robin Wasserman), se passa no universo fantástico criado por Cassandra Clare, o mesmo de Os Instrumentos Mortais, As Peças InfernaisOs Artifícios das Trevas (tanto que seus personagens aparecem frequentemente nessa obra). Por conta disso, o livro, e, consequentemente, essa resenha, podem conter alguns spoilers, sobretudo de Os Instrumentos Mortais.

Inicialmente tendo sua publicação na forma online, onde os contos foram expostos separadamente, o conjunto de contos hoje disponível também na forma física narra a trajetória de Simon na recentemente reaberta Academia de Caçadores de Sombras, que tem, como o nome sugere, a função de formar Caçadores de Sombras, sejam eles possuidores do sangue Nephilim que apenas necessitam de treinamento intenso para se tornarem profissionais, ou mundanos que, mais do que treinar, precisam passar pelo ritual do Cálice para tornarem-se Caçadores de Sombras.

Em pouco tempo, houveram duas grandes guerras no mundo Nephilim, o que levou a perda de diversos Caçadores, gerando a necessidade da formação de novos. E foi essa necessidade que os fez abandonar o hábito de treinarem dentro dos Institutos, reabrindo a academia para aqueles que tem sangue de anjo e recrutando os que não tem, mas desejam tornar o mundo um lugar melhor por meio do combate dos demônios, mas, nem mesmo com essa evidente dependência dos mundanos interessados em entrar para o mundo sobrenatural, os Caçadores parecem perder seus velhos preconceitos,mantendo as crianças mundanas no porão e privilegiando aqueles que vieram de famílias angelicais com quartos, aulas e até mesmo comida de melhor qualidade (mesmo que isso não signifique muito, visto que a alimentação lá é de qualidade notavelmente inferior). Isso para não falar na discriminação que integrantes de Submundo ainda sofrem.

Como se a discriminação por ser mundano, a comida horrível e o treinamento físico exaustivo (ainda mais para alguém que, diferente dos colegas mundanos escolhidos, não é nada atlético) não fossem o suficiente, isso para não falar na crise de consciência por Simon ser vegetariano e contra a violência, o garoto ainda tem que lidar com a pressão (exercida de modo consciente ou não) para que ele se lembre de quem era e volte a ser o herói que fora antes de ter suas memórias apagadas por um demônio.

Mesmo sendo o mais fraco dos mundanos (que, por natureza,são considerados mais fracos pelos filhos de Raziel), ele ainda é escalado para missões mais importantes e recebe até mesmo a oportunidade de ficar com a “elite” (nome dado aos Caçadores de berço, mas, sem conseguir suportar os comentários preconceituosos de seus amigos em relação aos seres do Submundo e os outros mundanos, Simon decide se unir à “escória” (nascidos mundanos), mudando-se para o porão, lutando para que a os mundanos como um todo sejam aceitos pelos outros e sentindo-se culpado por ser privilegiado e idolatrado por feitos que sequer se lembra de ter executado.

Mas a amnésia demoníaca não traz apenas privilégios e, mais do que pela igualdade entre todos na academia ou o fim da descriminação, o rapaz terá que lutar também para retomar suas memórias e, com elas, seus laços com Jace, Alec, e, sobretudo, sua amizade até então inabalável com Clary e seu amor profundo por Isabelle, uma garota tão linda e corajosa que ele sequer consegue imaginar como conseguiu conquistá-la antes de perder suas lembranças. Mas sabe que vai ter que aprender a fazê-lo novamente.

Embora eu não indique o livro para aqueles que desconhecem a obra da Cassandra Clare, pois poderão ficar meio perdidos, ele é perfeito para os fãs que já leram as três sagas da autora, já que desperta um sentimento de amor e nostalgia bem parecido com o que temos ao rever velhos amigos, ao nos mostrar os personagens que conhecemos tão bem mais uma vez, agora mais velhos e com as vidas mais estáveis. Além disso, a autora aproveita também para explorar melhor eventos que até então tinham sido apenas citados, como o relacionamento de Rober com seu parabatai, Michel, por exemplo, e para nos dar uma prévia de sua próxima saga ainda não lançada: As Últimas Horas. É sabido que a Cassandra Clare, Cassie para os fãs, se dá melhor com longas narrativas do que com contos, mas, por tudo que disse até aqui (principalmente pela sensação deliciosa de rever personagens que amo tanto, agora numa vida mais feliz e tranquila), dou um 8.

By Ana Beatriz

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