A Festa de Babette – Karen Blixen

Boa tarde, querida Família Lendo Muito!

Trago-vos hoje a resenha de um conto escrito pela autora dinamarquesa Karen Blixen. Trata-se de A Festa de Babette, uma linda história de amor, religiosidade e austeridade.

Na cidadezinha de Berlevaag, Noruega, duas senhoras solteiras viviam felizes em uma casa amarela. Eram elas: Martine e Philippa. Elas eram muito conhecidas em Berlevaag, pois seu falecido pai havia sido um pastor luterano daquela cidade; inclusive os nomes de ambas haviam sido dados em homenagem a Martinho Lutero e seu amigo, Philipp Melanchthon.

Nessa época vivia também na casa uma empregada francesa católica, de nome Babette, que chegara ali há doze anos e era “pau para toda a obra”, além de despertar a desconfiança da comunidade, já que todos sabiam que as duas senhoras gastavam todo o seu dinheiro fazendo caridade e não tinham como pagar uma empregada.

Para explicar o motivo da presença da empregada e também como era pago o seu salário, precisamos voltar no tempo, na época que as duas senhoras eram ainda jovens.

Quando Martine tinha 18 anos, um jovem oficial, de nome Lorens Loewenhielm, apaixono-se pela jovem, mas jamais declarou seu amor por timidez. Ele deu um beijo rápido no último dia que ele a encontrou e partiu, sem mais voltar.

Um ano depois, o famoso cantor francês Achille Papin, ao ouvir a canora voz de Philippa, apaixonou-se pela jovem. Ele pediu ao pai dela para que a deixasse ensaiar trechos de óperas com ele, o que o pastor aceitou a contragosto, já que Papin era católico. Em uma destas aulas, o cantor declarou todo o seu amor à Philippa, que ficou em silêncio. Ao chegar em casa, a jovem pediu que seu pai escrevesse uma carta ao Monsenhor Papin, lamentando muito, mas ela não teria mais ensaios com ele.

Desgostoso, o cantor partiu dali sem fazer qualquer alarde. Mas quinze anos depois, durante uma noite muito chuvosa, uma mulher francesa bateu a porta da casa amarela. Ela trazia uma carta de Achille Papin, pedindo que elas aceitassem aquela mulher que sabia cuidar muito bem de uma casa, além de ser uma grande cozinheira e que por infortúnio, teve que fugir às pressas de Paris, devido ao Massacre à Comuna, de 1871.

Como não tinham condições de pagar por mais uma empregada, a mulher que se identificou como Babette Hersant, aceitou trabalhar para elas de graça mesmo.

Com o passar dos anos, a empregada conseguiu conquistar o respeito da comunidade protestante, mesmo sendo uma católica convicta. Só havia algo estranho: ela jamais mencionava qualquer coisa referente ao seu passado.

Doze anos depois, uma carta de Paris chegou para a Babette, anunciando que ela ganhara na loteria. Como se aproximava do aniversário de cem anos do pai, Babette ofereceu-se para custear todo o banquete, desde que as irmãs deixassem ela servir um verdadeiro jantar francês.

A partir daí, tartaruga e outras coisas que ninguém estava acostumado a ver e comer começaram a chegar, despertando um medo enorme nas duas irmãs, que estavam arrependidas de entregarem o jantar em memória do pai a uma verdadeira “feiticeira”…

Vou parar por aqui, pois não quero estragar as surpresas que a autora reservou aos leitores.

O resto, só lendo muito!!!

Como é um conto curto, de apenas 64 páginas (o meu exemplar é de bolso), a leitura fluiu muito rapidamente. Chegando ao final, questionamentos diversos surgem à cabeça do leitor. Nota 10.

Como a maioria, eu só tomei conhecimento desta linda história, ao assistir ao filme A Festa de Babette, película de 1987, que conta com uma fotografia belíssima e uma trilha sonora incrível.

Espero que tenham gostado.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

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2 comentários sobre “A Festa de Babette – Karen Blixen

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