Pretty Little Liars

Sei que costumo fazer apenas resenhas de livros, mangás e animes, deixando as séries um pouco de lado justamente por não assisti-las com muita frequência e costumar ser incrivelmente lerda para acabá-las, mas Pretty Little Liars foi uma exceção à regra, tendo sido essa a primeira série em que de fato viciei (eu cheguei a maratonar até as oito da manhã kk), tornou-se, sem sombra de dúvidas, minha série preferida, mesmo sem ter acabado ainda (a 7B, confirmada como sendo a última temporada, será lançada em abril de 2017).

Para quem não sabe, o enredo gira em torno das protagonistas Spencer, Aria, Emily, Hanna e Alison. Juntas, as cinco formavam o grupo mais popular da escola, liderado pela Alison, uma garota cruel que adorava usar os segredos das outras pessoas (inclusive de suas amigas mais próximas) a seu favor, sabendo mentir e manipular como poucos, ela era como a “cola” que mantinha o grupo unido.

E é por isso que, após o seu desaparecimento, as outras quatro acabam se separando. Tal sumiço jamais havia sido realmente explicado, de fato, até que, alguns anos depois, a polícia local comprova sua morte, embora as investigações pela busca do assassino continuem em aberto.

Unidas por essa tragédia, as garotas acabam se encontrando no funeral e, ao fim deste, quando estão prestes a se separarem e voltarem para as suas casas, recebem simultaneamente uma estranha mensagem em seus celulares assinada por -A.

A partir daí, essa figura desconhecida passará a atormentar suas vidas se utilizando de seus segredos para fazer ameaças e colocar suas vidas em risco, e elas não vão poder descansar até até descobrirem quem é essa identidade misteriosa.

Junto com o suspense e ação, a série traz também uma mensagem clara: os malefícios que os segredos e as mentiras podem causar. Digo isso não só pelos riscos e prejuízos que elas correm por causa deles, mas também porque, no decorrer da série, você nota o aumento dos problemas: enquanto, no início, elas possuíam segredos relativamente simples a até bastante comuns, ao tentar encobri-los, as meninas acabam se envolvendo numa delicada e cada vez mais confusa teia de mentiras e perigo.

O mais famoso programa da antiga ABC Family (atual Freeform), como esperado do canal, não possui uma alta qualidade nos efeitos especiais, mas não sofre por isso, dado o fato de sua história não precisar deles, diferente de outras de fantasia ou ficção científica, que possuem maior necessidade desse tipo de recurso.

Tendo como público alvo, sobretudo, garotas adolescentes, uma coisa não poderia faltar: romance. A série é um prato cheio para quem, assim como eu, adora torcer e sofrer por seus casais fictícios preferidos, tendo tanto cenas românticas, quanto cômicas ou até mesmo dramáticas envolvendo os casais (que não são poucos). E aqui vai mais uma qualidade dessa característica do programa: se você está cansada de esperar décadas pelo primeiro beijo da shipp (tipo em Harry Potter), essa série é perfeita pra você! Sério mesmo, antes de você começar a pensar em como seria o primeiro beijo deles…já aconteceu kk.

Apesar disso tudo, a série é altamente criticada por dois fatores: o primeiro seria o excesso de atores bonitos tirando a camiseta em momentos nem sempre 100% necessários e o outro seria sobre um possível clima de menininha/patricinha que a série teria.

Eu me recuso a tecer grandes comentários em relação à primeira crítica, visto que ninguém parece ter reclamado dos momentos em que as atrizes (igualmente bonitas) usaram roupas curtas, mostrando um machismo inegável.

Já quanto à segunda crítica, é preciso admitir que, na primeira temporada, principalmente, a série tem um clima meio patricinha que me irritou um pouquinho, de início, mas decidi ignorar e continuar a assistir, e não me arrependo da escolha, pois isso melhora muito a partir da segunda temporada.

Embora conte com um enredo interessante e envolvente, do tipo que sempre te dá vontade de assistir ao próximo episódio, acredito que a causa principal de eu ter viciado na série foram as próprias personagens: tanto as protagonistas quanto os secundários (namorados, pais, amigos, etc.) evoluem muito com o passar do tempo, amadurecendo e passando por diversas fases e mudanças de um jeito que te faz se apegar a cada um deles de um jeito especial.

Outra coisa que merece ser comentada é a trilha sonora, todas as músicas parecem combinar perfeitamente bem com as cenas em que foram colocadas, de uma forma que entram em sua cabeça, te fazendo gostar mais de pop e te lembrando da série toda vez que você ouvir a canção.

Para terminar, eu gostaria que não dessem ouvidos aos boatos e preconceitos sofridos por essa série que evolui cada vez mais com o passar do tempo e já ganhou um lugar especial no meu coração, me fazendo gostar mais de séries o que antes e merecendo, assim, meu 10.

by Ana Beatriz

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2 comentários sobre “Pretty Little Liars

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