A Condessa Sangrenta – Alejandra Pizarnik

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Já pensou em um livro extremamente sádico, mórbido, porém muito agradável de se ler?

Pois é, esse livro existe. Trata-se de A Condessa Sangrenta,  obra que nos conta um pouco da vida da condessa húngara Erzsébet Báthori(1560-1614) – uma mulher poderosa, muito bela e extremamente cruel; capaz de tudo para manter a sua beleza, inclusive matar. Ao admirar-se em seu grande espelho, seria a nossa Malévola dos dias de hoje!!!  

O livro não é uma biografia e nem tem mesmo esta pretensão. Trata-se de um relato honesto de todo o sadismo desta bela mulher que foi considerada a primeira assassina em série da história, sendo condenada pela morte de 650 moças.

Erzsébet Báthori já teria nascido má? Esta é uma questão que ninguém sabe ao certo. Sua família era de nobres húngaros que tinham o costume de promover casamentos consanguíneos (de irmãos entre irmãs, primos entre primas) e muitos membros de sua família apresentavam doenças e inclinações hereditárias: epilepsia, loucura. A própria condessa seria portadora de epilepsia e sofria de uma espécie de melancolia que assolou o século XVI – que nada mais era do que uma depressão profunda.

Casou-se muito jovem (apenas 15 anos) com Ferencz Nadasdy, um bravo guerreiro.  Seu marido chegava das batalhas com cheiro dos cavalos e sujo do sangue das suas vítimas e deitava sem se banhar para ter relações com ela. Esse odor atiçava todos os sentidos da jovem condessa, que vivia sempre perfumada e  vestida com belos vestidos.

Nessa época, ela já apresentava alguns traços de maldade, castigando as suas serviçais por pequenas faltas de forma cruel, porém, após a morte do seu marido, sua violência tomou proporções inimagináveis ao conhecer Darvúlia, uma feiticeira que vivia cercada de muitos gatos. Essa mulher, no intuito de cair nas graças com a condessa, oferece a ela a receita para manter a sua beleza para sempre: o banho de sangue de moças de 12 a 18 anos.

A partir daí, várias moças foram atraídas para o castelo da Condessa para serem mortas dos mais diversos tipos de tortura.

Para evitar estragar a surpresa do livro, não vou descrever nenhum tipo de tortura. Quem quiser saber mais, só lendo muito!!!

O livro tem 60 páginas e conta com belas ilustrações, que completam com perfeição o relato da autora Alejandra Pizarnik. Nota 10.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

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2 comentários sobre “A Condessa Sangrenta – Alejandra Pizarnik

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