A Ilha das Almas Selvagens – H.G. Wells

Primeira edição brasileira da Ilha do Dr. Moreau, traduzida por Monteiro Lobato.

Quando o navio Lady Vain bate em um penhasco e afunda, um barco com seus sobreviventes fica à deriva por vários dias e apenas um  consegue ser resgatado com vida pela escuna “Ipecacuanha”. O náufrago era um antigo naturalista que transformara-se em um grande aventureiro, de nome Edward Pendrick.

Ele conhece Montgomery, seu salvador , que estava com várias jaulas de animais selvagens, e seguia para uma ilha particular, e o homem da  “Cara Negra”, um sujeito extremamente feio, com feitio de fera e não de ser humano, que viajava com Montgomery.

O capitão da escuna era um homem bruto e vivia de mau humor, motivado pela sua bebedeira frequente. Ele não estava nenhum pouco contente com a presença de  Pendrick a bordo.  Numa crise de raiva, ele expulsa Pendrick  da escuna e os tripulantes colocam-no em um barco e o deixam novamente à mercê das ondas; só que desta vez ele contou com a sorte e acabou sendo resgatado por uma lancha, tripulada por Montgomery, o “Cara Negra” e pelo Dr. Moreau;  cientista que se retirara do convívio da civilização há muito tempo. A lancha estava seguindo rumo à ilha particular do cientista, levando a sua preciosa carga de animais selvagens.

Já na ilha, Pendrick depara-se com seres estranhos – verdadeiras aberrações- com características de animais selvagens. Alguns não tinham qualquer aparência humana, o que o deixou extremamente intrigado, pois ele não fazia ideia de que experiências estavam sendo feitas naquela ilha por aquele homem solitário.

Em um momento de desespero, após escutar uma série de lamentos e gritos vindo do laboratório, ele foge para a floresta e acaba encontrando um grupo de “homens bestas” que lhe falam a respeito da “Lei do Dr. Moreau”, uma série de normas que iam desde sempre andar ereto, até não comer nenhum tipo de carne vermelha ou peixe, e também da “Casa da Dor”, lugar de tormentos horríveis em que os desobedientes eram mandados.

Pendrick lembrou-se então dos gritos que ouvira na noite anterior e teve a certeza que aquele cientista bárbaro era também um  lunático, que transformava seres humanos em animais, através de cortes e enxertos, para serem seus escravos.

Será mesmo que ele tinha descoberto toda a verdade sobre aquele homem e aquela ilha?

Isso, vocês só saberão lendo muito!!!

A narrativa é toda em primeira pessoa e H.G. Wells conseguiu a difícil união entre a ficção científica e a filosofia, propondo ao leitor uma discussão da ética e a moral, marca muito presente em todas as suas obras. Nota 10.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

 

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