Delírio, Poesia e Morte – A Solidão de Álvares de Azevedo – Luciana Fátima

Boa tarde, querida família!
Neste domingo, trago-vos uma resenha mais do que especial: Delírio, Poesia e Morte – A Solidão de Álvares de Azevedo, da querida autora Luciana Fátima. Neste livro, a autora escreveu uma biografia romanceada de um dos maiores representantes da segunda fase do Romantismo brasileiro (Ultrarromântica), e que morreu com apenas vinte anos de idade.

Não vou falar muito da vida deste “poeta maldito”, sob pena de estragar a história.

No livro é  possível vivenciar a angústia, a genialidade, o lirismo, o medo e a obsessão pela morte, algo que  Maneco Azevedo – para seus amigos mais próximos – experimentou nos poucos anos em que viveu.

A influência de Lord Byron é um enorme ponto de destaque,  já que Álvares de Azevedo incorporou-a  em sua obra até o final. Também incorporou-a em sua vida pessoal, passando a  visitar cemitérios e a participar de uma sociedade secreta (Sociedade epicureia) com outros amigos escritores.

A solidão e o tédio existencial que o poeta sentia no período em que estudou Direito na capital paulista ficam bem explicitados, pois as diversões eram escassas e resumiam-se às festas promovidas pela marquesa de Santos ou aos funerais.

Posso afirmar que a autora não só conseguiu dar voz ao grande Álvares de Azevedo, como ela mesma transportou-se para aquele período, servindo como uma testemunha ocular da história. E, com grande brilhantismo, deu um toque de humor, dramaticidade e até de certo suspense em tudo o que ela viu por lá.

Para aqueles que ainda não tiveram contato com Álvares de Azevedo, através deste livro irão conhecê-lo muito bem. Para os que já conhecem suas obras, irão conhecer o seu lado humano. Nota 1000.

P.S.: Muito obrigado, Lú querida, por ter me dado de presente um exemplar autografado. Jamais vou esquecer isso!

Um beijo no coração de cada um de vocês!

Alex André

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3 comentários sobre “Delírio, Poesia e Morte – A Solidão de Álvares de Azevedo – Luciana Fátima

  1. […] A excelente autora conseguiu não só criar uma biografia romanceada de um dos  “Poetas Malditos”, como também recriar, de maneira brilhante, a São Paulo oitocentista, com suas ruas esburacadas, poucas opções de diversão e que transbordava lirismo. Pareceu-me, em certo momento, que eu estava acompanhando de perto um dos saraus que Álvares de Azevedo promovia com seus amigos poetas nos cemitérios… Mais uma resenha aqui! […]

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