Todas as tardes, às cinco – Gail Goldwin

Todas as Tardes, as Cinco

“É o papa quem está falando. Meus filhos, é hora do drinque.”

Era com esta senha que, às cinco horas da tarde, o brilhante compositor Rudy, pedia para sua amada Christina, interromper o livro que ela estava escrevendo, para beber com ele.

Aquele momento diário era muito mais do que uma pausa para uma bebida a dois; era mesmo mágico, já que naquele intervalo, na sala e com o copo nas mãos, ele conversavam sobre todas as coisas, mas principalmente sobre eles mesmos.

Tudo era cercado de simbolismos, como “Ralph”, o nome que Rudy apelidara a faca usada para cortar os limões para o “Safira de Bombaim”, bebida predileta de Christina; ou mesmo quando Rudy afirmava: “hoje estou precisando de um drinque”, que podia significar que ele havia tido um dia produtivo, ou que algo tivera influência muito negativa em sua produtividade. Ambos ficaram conhecidos por “al-tistas” pela corretora que vendeu-lhes a primeira casa.

Contudo,  há sete meses Rudy faleceu de câncer e Christina não está conseguindo seguir adiante. Ela começou a ter problemas sérios com a bebida e com sua visão. Ela não esquece nunca do marido, surgem lembranças dos momentos em que ele tinha seus rompantes de arrogância, fazendo com que ela passasse muitos apuros em público. Mas agora, ao pensar nisso tudo, ela só consegue sentir dor. Dor de estar sem ele…

Será que Christina conseguirá superar todas essas dificuldades e seguir em frente?

Só lendo muito para saber a resposta!!!

O livro é uma celebração à vida, com toques bem sutis de humor.  As belas ilustrações dão um toque de simplicidade e harmonia a esta belíssima história. Vale ressaltar que a história de Christina funde-se com a da própria Gail Goldwin, que perdeu seu marido, o compositor Robert Starer, falecido em 2001. Nota 8.

Mais um belíssimo livro comprado em uma das máquinas de livros, que estão espalhadas por várias estações de Metrô. Comecem a olhar com mais atenção para estas máquinas!
Um beijo no coração de todos!

Alex André

 

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4 comentários sobre “Todas as tardes, às cinco – Gail Goldwin

    • Estes livros eu sempre compro nas máquinas das estações Sé ou Luz, aqui em São Paulo. Os preços partem de R$ 2,00 até no máximo R$ 8,00 e na maioria das vezes podem ser pagos com cartão de débito ou crédito.
      Espero ter ajudado, caro amigo.
      Um abraço.

      Curtido por 1 pessoa

      • Acredito que aqui no Rio não existam ainda. Assim que for a São Paulo irei procurar. Estamos falando da linha azul correto? Perto da Liberdade. Mas não esquente minha esposa tem um mapinha que quando vamos passamos a perna no nosso filho que mora ai para ficarmos soltinho e podermos sair vistando os amigos, principalmente de Tatuapé, rssss. Abração! 🙂

        Curtido por 1 pessoa

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