Shadowhunters

Produzida pela Freeform (antiga ABC Family)  e baseada na obra de Cassandra Clare (mais especificamente na saga Os Instrumentos Mortais), Shadowhunters conta a história de Clary Fray, uma garota que vivia uma vida normal cuja maior preocupação era conseguir entrar na faculdade para cursar artes, até seu aniversário de 18 anos.

Para comemorar seu aniversário, ela decide sair com seus amigos Simon e Maureen, e tudo corre bem até que algo estranho acontece:um garoto todo vestido de preto e coberto por estranhas tatuagens esbarra nela a caminho da boate Pandemonium, no entanto, ela parece ser a única capaz de enxergá-lo.

Com o intuito de provar sua sanidade mental, Clary o segue e, ao entrar na boate, se depara com uma cena um tanto inusitada: ela presencia um assassinato, cujos criminosos são, além de seu misterioso garoto invisível, um menino moreno e sua irmã. A princípio ela fica evidentemente chocada, porém ao tentar defender a suposta vítima, ela descobre que este na verdade se trata de um demônio e ajuda a matá-lo.

A partir desse momento, sua vida vira de cabeça para baixo, pois ela acaba descobrindo ser o que eles chamam de Shadowhunters, ou Caçadores de Sombras, também conhecidos como Nephilins, que são pessoas com sangue de anjo cuja função é matar demônios e controlar seres do Submundo (fadas, lobisomens, feiticeiros e vampiros) rebeldes que desobedeçam as leis estipuladas pela Clave. Tudo isso sem que os mundanos (seres humanos comuns) saibam de nada.

A Clave é o governo dos Caçadores de Sombras, que, em teoria, teria função de proteger não só estes, mas também os Submundanos que vivessem de acordo com as regras. Porém, você logo percebe que a Clave e suas leis talvez não sejam tão boas, justas e imparciais quanto podem parecer.

Em meio a tudo isso, Jocelyn ( mãe de Clary) é levada por Valentine, um maníaco controlador que representa um risco não só aos Shadowhunters mas também, e principalmente, ao Submundo, por considerar fadas, vampiros, lobisomens  e feiticeiros impuros e, por isso, indignos de viver.

A série é repleta de cenas de ação e muita aventura, sem contar os elementos sobrenaturais para os fãs de fantasia, mas aqueles que gostam de romance também não devem se preocupar.

No campo amoroso da já confusa vida de Clary temos Simon, seu amigo de infância que nutre um amor platônico por ela. No entanto, a ruiva logo se vê interessada por Jace ( o misterioso garoto invisível) que a apresenta ao Mundo das Sombras. A situação parece resolvida, mas talvez sua relação com o loiro não seja assim tão simples quanto pode-se pensar…

Falando no Simon, além de seus óbvios sentimentos pela melhor amiga, ele tem Maureen como pretendente e demonstra uma certa paixonite por Isabelle. Esta, por sua vez, pode parecer insignificante, mas ( sem querer dar spoiler) quem leu os livros sabe que isso pode vir a se tornar muito mais do que uma simples paixonite…

Por último, mas não menos importante, temos Alec. Meus personagem favorito, ele parece nutrir uma paixão platônica por seu melhor amigo/irmão/parabatai Jace. Esses sentimentos não demoram a ser superados quando ele conhece um charmoso e vaidoso feiticeiro chamado Magnus Bane. Mas, nem tudo são flores, afinal ele é o mais velho dos irmãos Lightwood, tendo por isso a responsabilidade de zelar pelo nome de uma família tão tradicional no mundo dos Nephilim, compensando a irresponsabilidade e falta de preocupação de sua irmã mais nova, Isabelle (a qual estava num atual caso com um garoto fada, Meliorn). Graças a isso, determinado a esconder sua homossexualidade e seu interesse por um ser do Submundo, Alec assume compromisso com a respeitada Caçadora Lydia Branwell.

A série conta com apenas 13 episódios, com a segunda temporada tendo seu lançamento previsto para o ano que vem, a qual terá 20 episódios. Embora confesse não ter gostado muito da atuação da Katherine McNamara como Clary Fray ou de Dominic Sherwood como Jace no começo, eu acho que eles melhoraram bastante com o decorrer da série. Não tenho críticas para os demais atores, que trabalharam muito bem, na minha opinião, com destaque especial para Mathhew Daddario e Emeurade Toubia (os irmãos Lightwood estavam ótimos).

Quanto aos efeitos especiais, estes de fato não são os melhores possíveis, já que a Freeform é uma rede de poucos recursos, além deles terem investido pouco por causa do fracasso da última tentativa de adaptar a saga (o filme Cidade dos Ossos). Tendo em vista o sucesso da primeira temporada, eu realmente tenho esperanças de que melhorem na segunda.

Para aqueles que já conhecem a história por serem fãs dos livros, creio que eu não precise afirmar o óbvio dizendo que os livros são melhores. Claro que o seriado não é 100% fiel aos livros, mas vale a pena ser visto e eu achei bem melhor do que o filme.

Mas, a série não é apenas para os leitores, portanto a indico para qualquer um que goste de fantasia, ação e romance. Estou bastante ansiosa pela continuação (que já estou lamentando a demora), e, para quem não sabe, a série pode ser vista na Netflix. Graças a tudo o que eu disse até agora e a trilha sonora simplesmente incrível do programa, minha nota para essa série é 9,5.

By Ana Beatriz

 

 

 

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