SEM CHUTEIRAS E SEM UNHAS JOGUEI NO PIOR TIME DO MUNDO – Dog (Arlindo Gonçalves)

A história se inicia com a viagem de metrô e trem de nosso narrador ao local onde havia morado no passado, com o intuito de vender a casa que pertencera a seu falecido pai e que estava alugada em benefício de sua mãe.

Durante o trajeto, ele aproveita e revisa “O Enfrentamento”, conto que escrevera sobre Roberto, um garoto que odiava jogar bola, mas que era obrigado por seu pai, de certa forma, a jogar futebol. Roberto acabou por tornar-se um verdadeiro estorvo para seus amigos de pelota.

Nosso narrador levanta a questão se ele  mesmo não teria sido também um estorvo para seus amigos, já que não era nenhum craque, mas um perna de pau. Aí, ele lembra que tirando seu amigo Astro, que era mesmo habilidoso; o Tropeço, o Chute Cruzado e o Quatro Olhos, eram tão ruins quanto ele.

Mas é num papo de bar que se desenvolve a melhor parte da história, pois ali ele acaba por narrar as suas lembranças de garoto para o Valdir, dono do bar, durante a partida do seu time do coração.

Conta dos jogos que começaram no fundo do seu quintal, destruindo as flores da sua mãe, conta dos jogos épicos contra os “Manos de Cima” e seus jogos contra os “Truta da Cohab”.

O livro aborda outras questões de forma bem humorada e muito profunda também, como a total incapacidade que nosso narrador tinha em tomar conta do açougue do pai (na época em que era garoto); a sua paixão enorme por HQs de super heróis e a dificuldade em juntar dinheiro escondido para comprá-las (visto que  elas eram consideradas prejudiciais para o desenvolvimento das crianças na época); sua escolha pessoal por não guiar veículos, e o que isso implicou em sua vida;  sua paixão pelo seu time do coração (que eu não vou revelar, porque quero que leiam)  e as situações engraçadas e inusitadas que ele acompanhou muitas vezes por causa disso.

Fazer a resenha de um livro é muito fácil, mas fazer a resenha de um grande livro é extremamente difícil, como é o caso dessa obra, já que não se trata de um livro de futebol mas de uma infância que foi perdida para os videogames, tablets, celulares, término da várzea e elitização dos esportes, em geral.
Espero que eu tenha cumprido o meu papel, porque o Arlindo Gonçalves (Dog) cumpriu magistralmente o dele, escrevendo este brilhante livro. Nota 10.

Espero que tenham gostado.

Quem quiser conhecer um pouco mais deste livro assista o vídeo abaixo. E leia o  livro também, é claro.

Um beijo no coração de todos.

Alex André

 

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4 comentários sobre “SEM CHUTEIRAS E SEM UNHAS JOGUEI NO PIOR TIME DO MUNDO – Dog (Arlindo Gonçalves)

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