CASA DE BONECAS – Henrik Ibsen

Durante a vida toda, a maioria das mulheres será sempre tratada como um objeto, ou um simples brinquedo. Muito poucas vezes serão tratadas com amor, respeito, que é o que merecem.

E nessa história, Nora não é diferente da maioria das mulheres. Quando pequena, foi tratada como mais uma boneca cara que seu pai comprava-lhe para que brincasse na sua casa de bonecas.

Ao crescer e então casar-se como Helmer, nada disso mudou. Seu marido a tratava como um bibelô; enchendo-a de presentes e chamando-a sempre por diminutivos carinhosos como  “meu esquilinho” e “minha cotoviazinha”. Controlava o número de caramelos que ela podia comer, já que podiam estragar seus dentes.

Na véspera de natal, Nora recebeu a visita de sua amiga Cristina, que ficara viúva e que precisava trabalhar para se sustentar, já que o marido perdera toda a fortuna.  Aos olhos de Cristina, a amiga nunca fora mais do que uma garota mimada, fútil e que só preocupava-se com roupas e presentes. Nora revela então a amiga que, enquanto ficara com Helmer na Itália, para que ele se tratasse e se recuperasse de uma grave doença, ela teve que assumir uma dívida às escondidas, para custear toda a viagem, hospedagem e os remédios do marido. E que aos poucos, ela vinha saudando mensalmente a dívida, para que seu marido não descobrisse.

Krogstad, a quem Nora recorrera para realizar o empréstimo, também visitou-lhe na véspera de natal, mas com a intenção de confrontá-la, já que descobrira que Nora havia falsificado a assinatura do pai morto, para avalizar seu empréstimo. Ao descobrir, pela boca de Nora, que Cristina teria um lugar no banco e que ele seria demitido, ele chantageia Nora, prometendo contar tudo ao marido, caso ele fosse demitido.

Nora, em seu desespero, fala com o marido e tenta interceder em favor do seu algoz, mas Helmer é irredutível; afirmando que está mandando Krogstad embora, porque ele havia falsificado uma assinatura em documentos importantes; crime que ele achava hediondo e imperdoável e que não havia perdão ou justificativa para tal ato, mesmo ele sendo um ótimo funcionário.

Um novo encontro de Krogstad com Nora ocorre, porém, dessa vez,  Krogstad veio avisar-lhe que havia enviado uma carta endereçada a Helmer, onde expunha toda a gravidade do seu ato. Ele deixa bem claro que não estava interessado em dinheiro, mas em vingança e mesmo que Nora viesse a pagar-lhe tudo o que ainda lhe devia, não adiantava mais.

Os acontecimentos que se seguem foram tão marcantes, que só a partir daí Nora então despertou para a vida, que se descobriu mulher…

O resto, só lendo muito…

Mais um clássico da literatura universal, uma obra prima única, que nos leva a uma grande reflexão sobre o verdadeiro papel da mulher na sociedade, no casamento, no mundo…
O texto todo foi escrito em forma de peça de teatro, o que pode desagradar a alguns leitores, mas que em nenhum momento incomodou-me. Nota 10.

Alex André

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9 comentários sobre “CASA DE BONECAS – Henrik Ibsen

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