A Mulher de Trinta Anos – Honoré de Balzac

Estava com muitas saudades de todos vocês, querida Família Lendo Muito.

Trago-vos uma verdadeira obra-prima da literatura mundial: “A Mulher de Trinta Anos”, de Balzac. Espero que apreciem.

Nossa história começa  em abril de 1813, quando Júlia e seu pai acompanham o desfile das tropas do Imperador Napoleão, em frente ao Palácio das Tulherias.

Ao perceber o interesse da bela Júlia pelo coronel Vitor D’ Aiglemont, belo homem de trinta anos, forte, alto e com dotes físicos admiráveis, seu pai tenta explicar-lhe que, unindo-se com aquele homem, ela seria infeliz, visto que ele não passava de um homem rude, acostumado com o exército.

Mas mesmo contra a vontade de seu pai, ela acaba por se casar com Vitor, tornando-se por demais infeliz, já que o homem que ela admirava e queria para si, nada mais era do que um homem insensível, que não lhe dava carinho e era cheio de amantes.

Por causa da ameaça de invasão à França, por parte dos exércitos estrangeiros, Vitor confia então a segurança de sua esposa à sua tia, Marquesa de Listomeré, em Toraine. A Marquesa percebera que naquele casamento não existia amor e apieda-se da jovem, tornando-se sua confidente.

Lá, ela acaba por conhecer Artur, jovem inglês que havia se instaurado na região para curar-se de um problema pulmonar e fora proibido de sair da França, por ordens expressas de Napoleão, que havia ordenado a prisão de todos os ingleses, em retaliação à ruptura do Tratado de Amiens. Então aos poucos eles se afeiçoam um ao outro.

Mesmo após uma breve separação, eles ainda trocavam cartas e passaram a sentir um amor verdadeiro um pelo outro. Quando  Júlia começa a mostrar sinais de uma doença, Artur acaba por convencer seu marido a deixar que ele tomasse conta da saúde de sua esposa, visto que ele era um médico. A partir daí, os três passam o tempo juntos, e Júlia começa a recobrar sua saúde.

Ao saber que Vitor deixara sua jovem esposa para ir a uma caçada, Artur então  visita Júlia, com a intenção de matar-se, pois não aguentava mais ficar sem Júlia. A bela moça diz ao seu amante que tudo seria diferente se ela não fosse mãe, e que mesmo amando-o para sempre,ela não poderia abandonar seu lar, mas seria de agora em diante uma viúva com um marido vivo, ou seja, evitaria qualquer toque de seu marido, a quem se dedicaria até o fim dos dias. Os amantes são surpreendidos e Artur acaba por morrer naquela noite (não fica muito claro como).

No Castelo Saint-Lange, no final de 1820, Julia passa seus dias a esperar a morte. Entregue à uma espécie de depressão profunda, alimenta-se por obrigação e não se preocupa com Helena, sua filha. Mesmo com as visitas constantes do vigário, que estava disposto a ajudá-la a aceitar seu destino, a única coisa que lhe vem a cabeça é seu único amor.

Porém, tudo muda quando anos mais tarde ela conhece, em um baile, o jovem Conde Carlos de Vandenesse, que estava desiludido com a futilidade e mesquinhez das mulheres francesas. Ao serem apresentados, uma faísca incendiou o coração de Carlos e ele acabou por apaixonar-se pela bela senhora de trinta anos.

Júlia não esquecia seu único amor e confidenciava a Carlos que achava impossível uma pessoa amar duas vezes. Porém, aos poucos, ela acabou por apaixonar-se por aquele jovem fascinante.

Quando a felicidade parecia estar ao seu lado, ela será vitimada por uma grave tragédia, algo que iria marcar sua vida para sempre. E esta não será a única.

O resto, só lendo muito.

Balzac criou aqui de uma maneira filosófica, uma verdadeira ode ao feminismo, mas sem deixar de lado sua escola literária, o Realismo, a qual dedicou-se pela sua vida inteira. Até então, a mulher que tinha trinta anos era tida pela sociedade como apagada e sem atrativos.

Quem nunca leu nada deste autor fantástico, pode achar este livro meio sem sentido, já que ele escreveu os seis capítulos que o formam, primeiramente em forma de contos, e só depois reuniu-os em um único livro. Nota 9.

Um beijo no coração de todos.

Alex André

Anúncios

10 comentários sobre “A Mulher de Trinta Anos – Honoré de Balzac

  1. Boa pedida a quem não teve a oportunidade de se encontrar com ele, rsss. Honoré de Balzac é um escritor com visão psicológica, tão crítico em suas observações que foi citado no livro de Paul H. Koch, Illuminati, com uns dizeres que mexem com nossa cabeça e que reproduzo aqui para ilustrar essa ótima dica.
    “Há duas histórias, a oficial, embusteira, que se ensina ad usum delfini, e a real, secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, uma história vergonhosa”.
    Eu daria para o livro uma nota dez e para sua resenha idem. 😉

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s