MÁSCARA – Alex André

M edo espalhava-se a cada minuto por toda a minha essência

A quelas pessoas não tinham rosto, eram apenas sombras com suas máscaras

S erá que eu mesmo não era como elas? Eu não podia acreditar nisso, mas tinha que obter esta confirmação.

C om cuidado, tirei a minha própria máscara e enfrentei o espelho a minha frente para enfim ter a certeza

A minha face não existia. Eu era então como eles, apenas um “nada”  vestido com fineza

R estava-me talvez apenas aceitar minha sina, esta terrível maldição

A gora que os efeitos do éter passaram, deparei-me com meu mordomo me encarando em meu        quarto e percebi que tudo aquilo era apenas fruto de minha perturbada imaginação.

Alex André

Mais um acróstico baseado em um conto maravilhoso que li. Desta vez, trata-se de: “Les trous du masque” ou os Buracos da Máscara, escrito em 1900 por Jean Lorrain, escritor maldito da Paris do fim do século XIX. 

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13 comentários sobre “MÁSCARA – Alex André

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