Cicatrizes da Vida – Ana Beatriz Silva

Estou publicando o primeiro conto escrito por minha  jovem e talentosa colaboradora  Ana Beatriz. Apreciem sua habilidade e desenvoltura com as palavras.

  A testa de André suava por baixo da touca e do chapéu do McDonald´s que fazia parte do uniforme obrigatório da loja. 32º C na cidade e ele com aquela roupa horrível, mas não havia muito que ele pudesse fazer a respeito.

Após passar a tarde inteira naquele lugar, finalmente Marilda chegou, demonstrando que aquele era o último hambúrguer que fritava no dia. Depois de se trocar, Marilda entrou na cozinha dizendo que acabara e podia ir embora, era só deixar com ela.

Agradecendo, o garoto se trocou ás pressas e saiu correndo, a bolsa de coura batendo em seus quadris enquanto se apressava para o ponto de ônibus. E então começou a chover. Ele se apressou ainda mais.

Quem o visse diria apenas que era um rapaz que não queria se molhar. Mas a verdade oculta em seus profundos olhos castanhos é que mais do que da água, André fugia também das lembranças trazidas pela chuva.

Ele corria, deixando para trás memórias de um garoto sujo chorando sozinho na rua num dia chuvoso, e perseguia o ônibus que se aproximava. Para ir à faculdade. Para ir atrás de seu futuro. Para que, mais que sobreviver, pudesse viver. De fato viver.

Por fim, André acabou alcançando o ônibus e, ofegante, entrou usando seu Bilhete Único, e, agora sentado no banco, devidamente protegido da chuva, o rapaz conseguiu finalmente se esquecer do passado e reparar nos danos físicos causados pela água.

Abriu a bolsa e, com um suspiro de alívio, constatou que seus livros e cadernos continuavam em perfeito estado. Somente depois disso o garoto parou para avaliar suas roupas. Estavam encharcadas.

Suspirou novamente, e dessa vez não foi de alívio. Já podia ver a cara que os outros alunos fariam ao vê-lo naquele estado. Sabia que os outros falavam dele, aos sussurros, pelos corredores da faculdade.

Ele era o garoto sem dinheiro e sem família. Aquele que passara a vida inteira no orfanato. O garoto que jamais conhecera seus pais. O que trabalhava no McDonald´s para poder estudar medicina com todos eles.

Dessas coisas todos sabiam. Dessas coisas todos falavam. E por isso o olhavam de um jeito estranho, como se fosse sua culpa ter sido abandonado pelos pais. Quase como se houvesse escolhido ser pobre.

Mas ninguém sabia de seus pesadelos, suas noites em claro. Ninguém se importava se, antes mesmo de ir para o orfanato, ele já tinha sido uma criança, suja e abandonada, chorando na chuva.

Nenhuma das pessoas que o desprezavam já tinham ido para um orfanato. Nenhum deles sabia como era precisar brigar com outras crianças por uma bolacha.

Um alarme indicador de que chegara ao seu destino despertou André de seu devaneio, era a última parada do ônibus. Descendo ele andou mais alguns quarteirões até chegar a sua faculdade.

Já dentro do prédio, ele passou reto por vários estudantes perdidos. Era o começo do ano, deviam ser alunos novos. Subia as escadas correndo, desesperado para chegar a sua sala a tempo, quando acabou trombando com uma garota igualmente apressada, mas que vinha na direção contrária.

Antes, além da mochila, a moça também carregava um caderno e um livro nos braços, mas agora eles haviam caído no chão, e André ajudava, dizendo:

– Me desculpe! Não sei onde estava com a cabeça que não te vi.

– Tudo bem. -Responde ela, de forma tímida.

Aquela voz. Baixa, singela. André teria reconhecido aquela voz mesmo se a ouvisse no Inferno. Suas pupilas se dilataram com o reconhecimento, a mão aquecida ao contato da pele macia da garota. Sua voz saiu rouca, incrédula e feliz quando disse:

– Ana?

Ela levanta a cabeça ao ouvir seu nome, segurando o caderno. É mesmo ela. Os mesmos cabelos lisos e a pele cor de chocolate. Os mesmos olhos castanhos.Com certeza é ela. Mais bem vestida, com sua camiseta rosa da Hollister, uma legging preta e tênis de marca. Mas ainda assim é ela.

A menina o encara por um momento, mas nem mesmo a surpresa é capaz de ocultar o brilho em seus olhos quando ela se dá conta de quem ele é. Ela o analisa calmamente, e sua voz parece incerta quando diz:

– André?-Sua surpresa agora se transformava em confusão. – O que você está fazendo aqui?

– Eu faço medicina aqui.

-Você sempre quis ser psiquiatra… – Sua voz assumira o tom distante de quem está pensando em tempos melhores apenas para voltar a realidade, e, ainda mais confusa, questionar:-Medicina?

– Sim, medicina. Ele ergueu as sobrancelhas, sem entender. – Por quê? Você não faz medicina?

– Não. Faço Direito. Só então André olhou o livro de Ana que pegara no chão. Vade Mecum.

– Ah, verdade. – Ele lhe devolve o livro, sem jeito.- Mas você está no prédio errado, aqui é medicina.

– Onde fica o prédio de Direito?-Ana estava alerta agora, exasperada.

– Siga em frente, é o terceiro prédio á esquerda.

– Muito obrigada!

Ela saiu correndo sem nem ao menos se despedir. Sem saber o que fazer, André burlou sua regra de fazer o maior esforço possível para passar despercebido e gritou:

– A gente se fala mais tarde?

– Claro! – Ela berrou, sem parar de correr para fazê-lo.

André assistiu-a correr até sumir de vista, os cabelos lisos ao vento, o tênis bege chutando o ar em meio á correria. Somente quando ela já havia saído e André não conseguia mais vê-la, é que foi a sua vez de se apressar para a sala de aula.

Todos no lugar o encaravam de forma estranha, ainda devia estar ensopado e cheirando mal por causa da chuva, mas, naquele momento, ele já não se importava com aqueles olhares. Não se sentia capaz de prestar atenção em nada. Pensava apenas nela. Nela. Ana. O amor de sua adolescência. A única pessoa que realmente amara alguma vez na vida. Ana. Ana.

As aulas passavam e ele não conseguia se concentrar. Quando estava no ônibus, indo para casa, imagens de um cabelo esvoaçante e uma pele morena ainda se prendiam á sua mente.

Desceu do ônibus de forma mecânica, e naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, ele não teve pesadelos, quem povoou seus sonhos foi uma certa estudante de Direito, e não mais um garoto sujo e abandonado. Foi somente ao acordar no dia seguinte que André se deu conta de que nem ao menos tinha o número do celular dela. Mas ele precisava falar com ela.

Determinado a isso, André ligou para Miriam, a garota que trabalhava no mesmo horário que ele: André entraria mais cedo que ela, mas também sairia mais cedo. Ela faria ao contrário.

Combinado assim, ele deixou o trabalho o mais cedo possível. Trocou-se e pegou o ônibus para a faculdade. Naquele dia não chovia. Naquele dia os raios do sol aqueciam suas costas de forma protetora.

André viu o prédio de medicina, mas não entrou. Continuou andando em linha reta, olhando para a esquerda. Um, dois, três prédios. Sem sombra de dúvidas era ali.

O prédio de medicina era branco e tinha o símbolo da profissão, um cajado com uma cobra enrolada, esculpido no centro. Este era de um tom amarelado, e uma balança pairava sobre todos. Em seu interior, o piso era de madeira e as instalações pareciam, e realmente eram, mais velhas.

Apesar de tudo, era um belo prédio, mas André não fora lá para admirar sua arquitetura, ele tinha ido procurar Ana. E precisava achá-la. Mas aonde a garota poderia estar?

Assim como o de medicina, o prédio de Direito também era enorme, com várias salas e repleto de escadas. E Ana podia estar em qualquer lugar. Se André acreditasse em Deus, teria interpretado aquilo como um sinal divino, pois, no exato momento em que se encontrava parado, refletindo sobre a localização de Ana, ele ouviu o barulho de alguém abrir a porta da sala ao seu lado.

Sobressaltado com o som, o garoto se voltou para a sua origem, vendo um homem sair com uma pilha de livros equilibrada nos braços. Pela primeira vez, André observou a placa sobre a porta e sorriu. Aquilo não era mais uma sala de aula. Era uma biblioteca. O melhor lugar possível para Ana estar.

Ao entrar na biblioteca, o coração de André começou a bater mais forte. Por um instante, o tempo parecia não ter passado. Sentada à comprida mesa de madeira, Ana se debruçava sobre um livro aberto, tão absorta em sua leitura que ignorava as mechas que lhe cobriam o rosto.

Ele já perdera as contas de quantas vezes vira aquela cena na biblioteca do orfanato, admirando sua beleza. Ana ficava mais relaxada com seus livros do que com qualquer pessoa, tornando-a ainda mais bela e singela.

Provavelmente sentindo que alguém a observava, Ana ergueu seus olhos do livro, relutante, apenas para encontrar os olhos de André encarando-a. E lá estava. De novo. Um brilho em seu olhar que nem a mais pura surpresa poderia apagar.

Se sentindo desconfortável parado em frente à porta, André caminhou até a mesa aonde se encontrava a menina, puxou uma cadeira e sentou-se na frente dela. A expressão no rosto da garota indicava que ela não esperava por isso. Hesitante e cautelosa, ela disse de forma incerta:

– Você não disse que estudava Medicina? O que faz aqui, no prédio de Direito?

– Vim falar com você, obviamente. Notei que nem tenho seu celular. E eu queria… -André pega a mão de Ana, alisando a pele macia.-Retomar o contato com você.

– André, não. – Ana retira a mão, e a dor em seu olhar é a de um animal ferido.- Da última vez que nos separamos eu sofri demais. E agora que eu superei… você quer retomar o contato?

– A separação não foi culpa minha! Acha que não sofri quando você foi adotada? Eu me sentia culpado por estar triste! Sim, pois eu estava triste por terem te tirado de mim, mas sabia que agora você  tinha uma família!

– Está vendo? Isso é o que acontece quando ficamos juntos! Nós sofremos!

– Não, Ana, não pense assim! Nós nos amamos! A vida nos separou sim, mas agora está nos dando outra chance! Outra chance para ficarmos juntos. Basta que você perca o medo da dor e aceite essa chance. Você sempre foi tão romântica! Sempre gostou desse tipo de história. Amor, reencontro, dificuldades… temos tudo que um bom romance precisa.

– Sim André, mas acontece que aquilo é ficção. Eu não sou mais tão romântica para acreditar que isso possa funcionar na vida real. Eu mudei.

– Você pode até ter mudado. Cresceu, usa roupas de marca e talvez não seja mais tão romântica. Mas aposto que você ainda ama Shakespeare, não?

– De fato, é meu escritor preferido.

André sorriu, satisfeito e aliviado, retirando um livro fino da bolsa de couro ao abrí-la. O entregou a Ana, dizendo:

– Para você. Por favor, leia a contracapa.

– Obrigada. – Ela não pôde deixar de dizer.

Diferente da grande maioria das obras shakespearianas que Ana costumava ler, esse era um livro com os poemas do autor. Não qualquer tipo de poema. Poemas de amor.

Hesitante, ela satisfez o pedido de André e leu a contracapa, na qual havia uma mensagem. Uma única frase escrita com a letra corrida de André, a tinta azul borrada, mas não o suficiente para que a leitura se tornasse impossível. Uma única frase. Uma única frase fez os olhos de Ana cintilarem com o brilho das lágrimas não derramadas.

– Você ainda quer ser minha Ofélia?-André fez a pergunta em voz alta.

– Você sabe que a Ofélia é completamente louca, não? – Ana repetiu a resposta que dera quando tinha 16 anos e ele a pediu em namoro pela primeira vez.

– Pra ser sincero, eu só tinha dito isso por saber que ela era sua personagem preferida. Mas você não é um pouco louca também?

Ana abriu a boca para protestar, mas acabou irrompendo em risos,  contendo as lágrimas que deixavam seus olhos marejados. Após um tempo, conseguiu se controlar, dizendo:

– Você sabe que isso é um golpe muito baixo, não? Usar poesias de Shakespeare e o nosso passado a seu favor!

– Talvez seja… mas eu sou um homem baixo. – André sorriu, inabalável.

– É por isso que eu te amo.

O que aconteceu nesse instante foi algo que André jamais teria esperado, nem em seus maiores sonhos. Ana se jogou para frente e o puxou pela camiseta, superando a distância causada pela mesa.

A mão que apertava sua camiseta era forte e determinada, os olhos castanhos o encaravam de forma desafiadora. Mas, de repente, André já não via seus olhos castanhos, ou sua pela morena. Apenas sentia os lábios macios grudados nos seus, a língua sedenta por afeição.

Foi então que a garota se afastou, controlando a respiração enquanto arrumava a mochila e afirmava:

– Eu te encontro na entrada do prédio de medicina.

Dito isto, Ana ajeitou a mochila nos ombros e já ia andando quando André a puxou pelo braço, questionando:

– Não vai se despedir?

Ele a puxou pela cintura, fazendo com que ela, com uma exclamação surpresa, se sentasse em seu colo, beijando-a com uma necessidade que não sentia há anos.

– Depois da aula. – Ela disse, e quando André a viu sair correndo, ele soube que era uma promessa.

André saiu da biblioteca com sua bolsa de couro, indo para sua sala de aula no prédio de medicina, mais uma vez não conseguiu prestar atenção em nada, pensando apenas na Ana.

Mal a aula havia acabado e André praticamente voava pelas escadas, e mesmo assim, ao chegar à porta, Ana já o esperava, seus olhos refletiam o olhar de André. O amor, a saudade. A necessidade de estarem juntos.

Com medo de não conseguirem se conter, durante todo o caminho os dois mal se falaram, exceto para André indicar o endereço, já que, naquela noite, a Ana dirigia até sua casa e ele não sofreria com o ônibus abafado.

Chegando lá, apesar da vida a qual estava acostumada depois que fora adotada, Ana não reclamara. Nem da distância. Ou do tamanho. Nem mesmo da bagunça da casa. André provavelmente teria se preocupado com isso, com o fato de a casa ser apertada, bagunçada, longe da faculdade. Preocupado se a casa estaria à altura de Ana.

Mas naquela noite ele não se preocupou com nada disso, não se preocupou, pois, naquela noite Ana o beijava com uma paixão necessitada que ele jamais vira. E enquanto eles se beijavam no corredor, no curto caminho até seu quarto, nada mais importava. Nada além da boca, do cabelo e da pele que formavam a garota que ele amava.

No dia seguinte, André lhe preparou um café da manhã simples antes de ir para o McDonald´s, Ana foi para casa. Com o tempo, eles passaram a namorar. Nada foi dito para oficializar a união, nenhum pedido formal foi feito. Nem era preciso.Eles simplesmente deixaram as coisas fluírem, naturalmente. Saiam aos fins de semana e se encontravam depois da faculdade. E assim André descobriu que a nova Ana, com todas as suas mudanças, era tão apaixonante quanto à antiga.

Tudo corria bem, até que Ana começou a passar mal. Cada vez pior, ela decidiu ir ao médico. Estava grávida. No entanto, não era apenas isso. Havia algo mais. Os médicos suspeitavam que o bebê estivesse doente. Ela fez um exame de sangue. Os resultados ainda não tinham saído quando ela contou para os pais sobre a gravidez.

Seus pais ficaram surpresos e preocupados, mas logo se acalmaram quando conheceram André, com quem foram simpáticos e receptivos, desprezando seus temores acerca das diferenças financeiras entre o casal. André estava feliz e ansioso para ser pai. Tudo parecia perfeito. Até que o resultado dos exames saiu.

Era uma sexta-feira, e o céu estava azul quando Ana recebeu a ligação do médico, pedindo que fosse buscar os exames o mais rápido possível. Na mesma hora ela já estava dentro do carro, tendo ao seu lado André, que ligara para o emprego, avisando sobre um possível atraso.

Dentro do consultório, o médico os esperava com uma expressão triste e preocupada no rosto, dizendo:

– Sentem-se, por favor. – Depois que eles obedeceram, continuou:-Como devem se lembrar, exames foram feitos para confirmar minhas suspeitas de que o bebê estivesse doente…

– E ele está? É grave?

– De fato, infelizmente ele está doente, mas não é muito grave não. Nada que não possamos tratar. No entanto, tem algo mais que descobrimos com os exames.

– O quê? Tem mais?!

– Infelizmente sim. Vocês dois são adotados, certo? Algum dos dois sabe quem são seus pais biológicos?

– Não, nunca quisemos saber.

– Bom, receio ter que dizer que, além da doença do bebê, os exames mostraram outra coisa. Vocês são irmãos.

Irmãos. A palavra pairava sobre a cabeça de André como uma nuvem negra, prevendo dias piores, sem fazer nenhum sentido. O cérebro de André ainda lutava para processar aquela informação quando o choro de Ana o trouxe de volta para a realidade.

Foi nesse instante vendo as lágrimas escorrerem sua pele morena, que André tomou uma decisão: eles ficariam juntos. Não sabia como. Seria difícil. Mas eles passariam por tudo aquilo junto.

– Vamos, Ana, nós vamos superar isso. Vamos continuar juntos.

Ele beijava suas lágrimas, enquanto a garota ainda tremia, possuída por soluços intermitentes. André pegou o resultado dos exames e se despediu do médico depois de convencer a garota a se levantar da cadeira. Ana estava paralisada. Entorpecida. Mal conseguia se mover.

Dessa vez André que foi guiando o carro de Ana, pois ela não se encontrava em estado para dirigir. Os hormônios a haviam transformado em alguém incrivelmente sensível. Ela sempre tivera sensibilidade, no entanto, raramente chorava, guardando seus sentimentos para si mesmo, protegendo-os com uma armadura duramente construída. Agora, os hormônios somados a tão grave notícia rompiam essa armadura totalmente e ela se permitiu chorar como nunca antes havia feito.

Após um tempo na casa de André e um copo de água com açúcar, Ana se acalmou o suficiente para fazer a questão que tanto a atormentava:

– O que vamos fazer?

– Eu te disse, vamos continuar juntos.

– Mas não podemos, somos irmãos!

– Os únicos riscos de uma relação assim são os filhos. Você já está grávida, e o médico falou que a doença pode ser facilmente tratada.

– Mas é imoral, André! Meus pais jamais aceitariam.

– Então nós vamos enfrentá-los. Juntos.

Ana estava certa. A reação de seus pais quando ficaram sabendo sobre os exames foi de puro horror, chegando a sugerir aborto. Eles nunca mais falaram com a filha depois de serem informados que ela continuaria com André.

No começo ela ficou muito deprimida, se sentindo culpada e com saudades da família. Mas, após alguns meses, o bebê nasceu, alegrando-a, afinal de contas a vida seguia. A criança era uma menina, chamada Helena.

Apesar da rejeição à filha e à neta (que eles se recusaram a conhecer), os pais de Ana não deixaram de pagar a faculdade da filha, que se tornou juíza no mesmo ano que André abriu seu consultório psiquiátrico. Helena era filha única, pois eles temiam que uma nova gravidez trouxesse problemas mais graves. Mas, apesar de todas as dificuldades, eles continuaram juntos, como André havia prometido.

Fim

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6 comentários sobre “Cicatrizes da Vida – Ana Beatriz Silva

  1. Aninha!!! Já começou com polêmica hein! É um tema e tanto e bem controverso. Achei a estória linda e o amor dos dois sem fim. Engraçado que pode acontecer e acredito, inclusive, que realmente aconteça o que coloca uma série de conceitos e crenças com que fomos criados, em dúvida. Você deveria pensar em fazer também, uma estória publicando um capítulo por semana ou por mês, não sei. Poderia pensar nisso, você escreve tão bem…pensa nisso com carinho.
    Demorei a comentar porque queria fazer direito e meu tempo anda muito apertado pra fazer as coisas direito. Desculpa ter demorado viu.
    Adorei seu conto, faça mais.
    Bjooo linda

    Curtido por 2 pessoas

  2. Se eu já pensei em fantasia??O meu grande sonho sempre foi escrever fantasia na verdade, mas é mais difícil do que parece, não é que nem drama que é fácil.Mas eu estou tendo umas ideias para uma história de mitologia grega sim…quem sabe, né?kk
    Beijos 🙂

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